sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Não se deixe enganar por rótulos políticos

Criminosos de guerra


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Os 99%

Estou aqui por meus amigos
que tiveram que escolher entre 
pagar a quimioterapia 
ou pagar o aluguel.
Eles morreram.
Eles eram os 99%.

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Obama culpa a Jesus por suas barbaridades



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Internada em hospital de SP, ministra se encontra com Lula



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou nesta quinta-feira com a ministra Miriam Belchior (Planejamento), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Na madrugada de hoje, a ministra foi internada após sofrer uma crise hipertensiva.


Já Lula fez hoje a 22ª das 33 sessões de radioterapia para combater o câncer de laringe diagnosticado em outubro.

De acordo com o hospital, Miriam Belchior apresenta quadro de saúde "estável do ponto de vista clínico" e que deve continuar internada até amanhã para a realização de mais exames.

Na manhã de quarta-feira, ela foi atendida no Incor do Distrito Federal e, de noite, foi transferida para São Paulo para fazer uma bateria de exames.

Ao chegar ao hospital, Belchior afirmou que estava bem e que o mal estar foi devido à pressão alta. "Estou ótima. Só tive um aumento de pressão e decidi antecipar meu check-up", disse.

Ela está sendo atendida pelo cardiologista Roberto Kalil, médico de Lula e da presidente Dilma Rousseff.

Segundo boletim médico, a ministra passará a noite de hoje no hospital para realizar mais um exame, uma polissonografia, que faz avaliação do sono da paciente.

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Visitante não deve ditar regras a visitado


Visitante não deve ditar regras para país visitado, diz ministro ao comentar ida de Dilma a Cuba
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Ao comentar as declarações feitas pela presidenta Dilma Rousseff esta semana durante visita a Cuba, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, avaliou hoje (2) que a questão dos direitos humanos é de tamanha importância e nobreza que não pode se prestar a ser um “mero ataque diversionista” para atingir um governo.

Na visita, a presidenta evitou discutir o tema direitos humanos. “As pessoas estão um pouco habituadas a um comportamento que já se teve na história e muito inadequado de você chegar a um país como visitante e ditar regras para aquele visitado. Isso é um comportamento imperial que não deve caber ao Brasil e a presidenta Dilma jamais faria isso”, disse o ministro. “Seria adequado que ela fizesse alguma crítica a Cuba, se for o caso, aqui no Brasil, não lá no país que ela está visitando”, completou.

Ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência, Carvalho disse ainda que há um “silêncio cúmplice” em relação à prisão da base norte-americana na Baía de Guantánamo.

“A presidenta citou Guantánamo porque é bom lembrar que há um grande enfoque da questão de direitos humanos apenas em países como Cuba e ela fez questão de lembrar que, na própria ilha, há um pedaço do território que não pertence a Cuba e pertence aos Estados Unidos, onde a violação dos direitos humanos é histórica.”

Para ele, a intenção de Dilma não foi a de se omitir em relação às violações registradas em Guantánamo, mas defender uma postura mais séria na discussão sobre os direitos humanos. “Ou se faz isso de maneira séria em todo o mundo, com a autocrítica necessária em cada um dos países, ou isso serve apenas para fazer um ataque político a este ou àquele país”, concluiu.

Edição: Juliana Andrade

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TV Globo ignora greve de fome em sua porta

Matéria sobre o protesto do cineasta e jornalista Pedro Rios Leão, que se acorrentou na frente da TV Globo e está em greve de fome há 4 dias em protesto ao silencio da mídia quanto ao massacre/desocupação da comunidade PINHEIRINHO.

Matéria de Geane Senra
Direção+Edição : Pedro Paulo Carneiro

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Dilma se encontra com Sean Penn no Haiti

Ator americano atua na reconstrução do país
R7

Nesta quarta-feira (1°), durante viagem oficial ao Haiti, a presidente Dilma Rousseff se encontrou com o astro de Hollywood Sean Penn. Ele atua, junto a ONGs (Organizações Não Governamentais), na reconstrução do país, que foi devastado por terremoto em janeiro de 2010.

Ontem, a chegada da presidente teve ares de festa no aeroporto e na cidade. Na pequena base diplomática do governo haitiano no aeroporto internacional Toussaint Louverture, faixas com a foto da presidente e os dizeres "Bem vinda Dilma, essa é sua casa", em português e francês. Ao longo do caminho até o Palácio Nacional - praticamente destruído no terremoto de 2010 - as mesmas faixas, além de bandeiras do Brasil e do Haiti, enfeitavam as ruas.

Dilma almoçou com o presidente Michel Martelly e visitou os militares brasileiros que fazem parte do batalhão da Minustah (Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti). A presidente anunciou a redução do contingente de militares brasileiros mantidos no país, que cairá de 2.200 para 1.900 homens.

Tietagem

No primeiro ano de governo, Dilma teve de se acostumar aos holofortes. Ela foi procurada por diversas celebridades, como a cantora Shakira e o líder do U2, o vocalista Bono Vox.

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Espanhóis pioram currículo para concorrer a empregos de baixa qualificação

Anelise Infante De Madri para a BBC Brasil
Para aumentar suas chances de conseguir emprego, profissionais na Espanha estão escondendo qualificações em seus currículos, segundo uma pesquisa de consultorias e sindicatos.

Pesquisas anteriores diziam que um em cada dez espanhóis mentem nos seus currículos, no sentido de melhorar suas qualificações.

Mas a grave crise econômica que atinge o país com a maior taxa de desemprego da União Europeia (22,9%), está levando engenheiros, administradores de empresa, técnicos de informática e até ex-diretores a 'piorar' currículos em busca de empregos de baixa qualificação.

É o caso de José Ángel Silvano, economista. Em 2010 fechou sua própria empresa de logística e desde então não tem trabalho. Atualmente, no seu currículo consta pouco mais de "responsável, com iniciativa e experiência".

"Tirei os cargos de direção, a graduação universitária e deixei só os idiomas e conhecimentos variados para ver se assim encaixo em outros perfis. Para mim não é mentir, mas ocultar informação que possa dar imagens prejudiciais: que sou qualificado demais ou incapaz de cumprir postos considerados menores", contou ele à BBC Brasil.

O caso dele não é uma exceção. "Você se surpreenderia com a quantidade de universitários que estão procurando trabalhos em supermercados" afirmou à BBC Brasil, Martín Sanchez, estudante de Filosofia.

"Uma degradação absoluta", disse ele, membro do grupo Juventude Sem Futuro, que organiza protestos em Madri por causa da falta de perspectivas.

A cada dia, 10% dos desempregados lançam no mercado currículos profissionais ocultando dados, segundo a pesquisa das consultoras Adecco, Manpower e sindicatos Comissões Operárias e União Geral dos Trabalhadores (UGT) apresentada em janeiro.

A estratégia de mentir nas referências tem nome: Currículo B. Mas o fato de dar uma imagem pior é um fenômeno novo e que está aumentando, de acordo com os especialistas em Recursos Humanos.

"Mentir não costuma ser boa saída, nem para os que inflam, nem para os que ocultam", explicou à BBC Brasil a diretora de análise de mercado da UGT, Adela Carrión.

"Embora neste caso possa ser visto com uma opção de não dar mais detalhes do que o necessário. Uma adaptação do currículo aos requisitos específicos da oferta".

A pesquisa indica que a maioria dos que escondem dados é de profissionais experientes do setor de serviços que estão mais de um ano sem emprego e de universitários recém-formados com alto nível de qualificação.

A situação dos mais jovens traz à tona um contraste inusitado à realidade do mercado de trabalho espanhol. Essa mesma geração, dos nascidos a partir de 1980, é considerada a que teve menos oportunidades nos últimos 40 anos, é tida como a com o mais elevado grau de educação da história do país, segundo a Pesquisa Nacional de População Ativa.

Pelos dados oficiais, 39% dos espanhóis entre 25 e 35 anos tem diploma universitário, enquanto a média da U.E. é de 34%. Ao mesmo tempo a taxa de desemprego para este grupo na Espanha é de 48.7%.

Entre os qualificados que trabalham, 44% tem empregos abaixo do seu nível de formação.

Repercussões psicológicas
Para o catedrático em Economia Aplicada da Universidade Pompeu Fabra, José Montalvo, esta situação pode ter repercussões psicológicas nos trabalhadores.

"O perigo de que estes jovens tão qualificados permaneçam em empregos abaixo de seus padrões é que acabem aceitando isso como realidade. Psicologicamente se verão afetados, deixando de desenvolver estímulos e metas".

Os autores da pesquisa concordam. Desvalorizar os currículos "gera frustração a longo prazo" e se a empresa descobre o engano "se romperá a relação de confiança, porque fica claro que assim que o profissional encontrar uma oportunidade de acordo com sua formação, abandonará a empresa", diz o documento.

Uma solução pode ser emigrar. Além da alta taxa de desemprego, 37,7% dos jovens espanhóis têm contratos de trabalho temporários, média salarial de 800 euros (R$ 1.900) e 62% se dizem tão desmotivados que não veem futuro profissional no país.

Para o sociólogo Eusébio Megías, a questão é mais complexa porque "a crise modificou muitos conceitos".

"Um deles é que já não se procura o trabalho maravilhoso. Agora simplesmente o fim é encontrar um trabalho. E o horizonte do mercado já não é a sua própria cidade. Mas qualquer parte do mundo. Tudo está globalizado", concluiu.

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Aqui, lá e em todo lugar

Bem-vindo ao apagão midiático
(Isso não está acontecendo)

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Intolerância



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Líbia afunda na barbárie

Milícias rivais líbias travam confronto em Trípoli 
DA REUTERS, EM TRÍPOLI

Milícias rivais travaram nesta quarta-feira um tiroteio de duas horas em uma luxuosa casa de praia transformada em quartel em Trípoli, num fato que ilustra a volátil situação na Líbia depois da derrubada do regime de Muammar Gaddafi.

Um repórter da Reuters escutou disparos de armas leves e pesadas vindos do bairro de El Saadi, na orla tripolitana, região onde ficam o hotel Marriott e prédios de escritórios.

Desde a queda de Gaddafi, as milícias dividiram Trípoli e o resto da Líbia em feudos rivais, e cada uma se aferra à parcela de poder que julga ter direito.

Uma testemunha que relaxava na praia com a família (?!) disse a uma TV local que combatentes armados com baterias antiaéreas passaram em alta velocidade pela avenida litorânea e invadiram a residência murada.

"Foi um caos, os combatentes de repente chegaram em carros e começaram a atirar na casa. Famílias fugiram da praia", disse Abdul Musharim.

Um membro do Alto Comitê de Segurança do governo provisório líbio disse que o combate envolveu os milicianos de Misrata e Zintan, dois grupos que estiveram aliados na luta contra Gaddafi.
Do "Occupy Wall St."

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fernando Haddad visita Lula em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na tarde desta quarta-feira (1º) com o ex-ministro da Educação e pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad, no hospital Sírio Libanês, onde faz tratamento de radioterapia.




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Manifestantes querem impeachment de Alckmin


Petição online chama atenção para "recrudescimento das atitudes não democráticas, autoritárias e corruptas"

Um abaixo-assinado virtual reúne mais de 11 mil assinaturas pedindo um plebiscito que decida pelo impeachment do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O documento tem circulado na página da Petição Pública na rede social Facebook e é endereçada à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público do estado.

No texto, os manifestantes dizem que o terceiro mandato do governador está sendo marcado pelo “recrudescimento das atitudes não democráticas, autoritárias e corruptas, que já vinham sendo construídas desde seus primeiros mandatos no governo, e que cresceu com seu antecessor (e sucessor do seu segundo mandato), o Sr. José Serra”.

O manifesto faz referência a atos ilícitos do PSDB na administração da Nossa Caixa e do Metrô na capital paulista e às recentes ações da Polícia Militar na Universidade de São Paulo (USP), no bairro Luz e na ocupação Pinheirinho em São José dos Campos. Segundo o documento, o uso extremo da força policial nessas ocasiões feriu princípios constitucionais e os direitos humanos.

A relação entre o governador e a sociedade civil estremeceu novamente nesta semana. Para evitar que protestos contra o governador Geraldo Alckmin aconteçam durante o cumprimento de agendas públicas, o Palácio dos Bandeirantes destacou responsáveis por monitorar informações sobre manifestações organizadas pelo Facebook, segundo informação da Folha de S. Paulo.


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PT repudia artigo de ex-assaltante de bancos


São repugnantes os ataques feitos pelo senador ex-assaltante de bancos, em artigo publicado na edição dessa quarta-feira (1º) do jornal “Folha de S. Paulo”. Artigo esse que atribui caráter de mentira às denúncias feitas por moradores que vivenciaram a desocupação da Vila Pinheirinho, em São José dos Campos.

Um mutirão organizado por entidades sociais e movimentos populares coletou mais de 500 depoimentos dos moradores da ocupação ao longo da última segunda-feira (30). Com base nesses relatos foi elaborado um relatório que será entregue ao Governo Federal, ONGs nacionais e internacionais para a devida apuração da ação policial na localidade. A partir dessa conclusão será possível comprovar o que de fato aconteceu.

Também a Audiência Pública ocorrida na Assembléia Legislativa de São Paulo no dia 1 de fevereiro poderia ajudar o nobre Senador ex-assaltante de bancos a descobrir o que é verdade e o que é mentira. Lá, além dos deputados do PT e de outros partidos, estavam representantes do Ministério Público Estadual, da OAB, moradores e entidades sociais.

Não houve por parte do PT nenhum relato de crianças mortas, mas essas foram sim alvo de uma ação violenta e traumática, fartamente documentados em áudio e vídeos. O relato de violência contra crianças, idosos e mulheres não foi feito pelo PT, mas sim por moradores do Pinheirinho e seus vizinhos do entorno que sofreram um ataque por terra e pelo ar. Derramou-se muito sangue, sim, ex-assaltante de bancos, pessoas foram baleadas, sim; foram espancadas, sim; os abrigos oferecidos parecem campos de concentração, sim. A verdade é que existiam outras soluções possíveis para esse impasse, que não resultariam em uma ação ilegal e truculenta . Por isso a tentativa de mediação junto ao governo federal.

Ficam apenas as perguntas: Por que a determinação da Justiça Federal – de suspender a desocupação - foi descumprida pelo Coronel que comandava a tropa? O que fazia lá o juiz estadual Rodrigo Capez, que não tinha jurisdição no caso, e recomendou ao coronel não acatar a ordem do juiz federal? Qual interesse da juíza Márcia Mathey Loureiro tinha em revogar uma liminar indeferida há anos pela Justiça e mandar a Polícia Militar desocupar a área, se nem mesmo o proprietário da área - o conhecido criminoso de colarinho branco Naji Nahas havia se manifestado?

O PT-SP aguarda uma apuração dos fatos e a descrição da ação de cada um dos agentes dessa desocupação, contemplando, assim, o Governo do Estado, dos juízes, o Governo Municipal, a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal e o Conselho Tutelar local. 

Por fim, o ex-assaltante de bancos tenta rebaixar o massacre dos 6.000 moradores do Pinheirinho a uma mera disputa eleitoral.

É a defesa de quem não tem defesa, daqueles que no Estado e na Cidade de São Paulo implementam a política da higienização, seja na Cracolândia ou no Pinheirinho.

A diferença entre o PT e PSDB pode ser avaliada na atuação dos seus Senadores por São Paulo, pois enquanto o Senador Suplicy integrava uma comissão para mediar junto ao Estado e União uma saída para proteger famílias de trabalhadores, que moravam a 8 anos na vila Pinheirinho e evitar o massacre, o ex-assaltante de bancos procura justificar a barbárie, pondo a culpa nos moradores e no PT. 

Mas uma coisa é verdade, nesta o PT estava com os pobres e o PSDB com o Naji Nahas.

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Folha usa criatividade na cobertura de tragédia no Egito



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Dilma chega ao Haiti e é recebida com festa

Presidente foi recebida no aeroporto pelo presidente Michel Martelly com recepção com ares de festa
Lisandra Paraguassu, enviada especial ao Haiti

A presidente Dilma Rousseff chegou ao Haiti na manhã desta quarta-feira, 1º, para sua primeira visita ao país mais pobre da América Latina. Recebida no aeroporto pelo presidente Michel Martelly, Dilma terá um encontro e um almoço com seu colega e depois visitará os militares brasileiros que fazem parte do batalhão da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). Dilma também se reunirá com empresários e diretores de organizações não-governamentais que atuam no país, como o ator americano Sean Penn.
A chegada da presidente teve ares de festa no aeroporto e na cidade. Na pequena base diplomática do governo haitiano no aeroporto internacional Toussaint Louverture, faixas com a foto da presidente e os dizeres "Bem vinda Dilma, essa é sua casa", em português e francês. Ao longo do caminho até o Palácio Nacional - praticamente destruído no terremoto de 2010 - as mesmas faixas, além de bandeiras do Brasil e do Haiti, enfeitavam as ruas.

A imigração haitiana para o Brasil será um dos temas centrais da conversa entre os dois presidentes. Apesar das críticas no Brasil, a medida foi bem recebida no Haiti, que a viu como uma possibilidade de diminuir a rede ilegal de transporte para o Brasil via Equador e Peru.

Outros temas que deverão entrar na pauta são a cooperação em saúde - o Brasil financia a maior parte da reestruturação da área no país e levou médicos brasileiros para trabalhar com os cubanos nas medidas de implantação de um sistema comunitário de atendimento. O Brasil também ofereceu aos haitianos 100 vagas para treinamento de policiais pela Polícia Federal. A intenção é preparar a polícia haitiana para a gradual retirada das tropas da Minustah, que começa em março.

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A estratégia política de Dilma


Luis Nassif

Nas últimas semanas, povoaram os jornais análises sobre o atual momento político. Foi quase uma consagração a posteriori (pelos jornais) da habilidade política de Lula, reconhecida em matérias no Estadão, Folha.

Mas se Lula foi uma espécie de Pelé da política brasileira contemporânea, Dilma Rousseff tem se revelado um Coutinho.

Para se entender a sinuca de bico da atual oposição, é necessário um mergulho no Brasil pós-Sarney.

As ideias políticas, no país, quase sempre acompanharam com alguma defasagem as grandes ondas internacionais.

A Constituição de 1988 foi o grande documento a sinalizar os novos valores que acompanhariam o país nos anos seguintes.

Uma das ideias-força era da descentralização, revertendo o pesado espólio do regime militar.

Outra ideia-força foi a questão da cidadania, das políticas sociais, da universalização dos direitos civis, do renascimento da sociedade civil.

FHC empunhou a bandeira da modernização. Jogou-a fora na crise do câmbio em 1999 e no “apagão”. Deixou de lado a bandeira da cidadania, que acabou assumida por Lula. Na década que marcou o ressurgimento da sociedade civil brasileira, o PSDB fugiu do povo.

Beneficiado pela explosão dos preços internacionais de commodities, Lula conseguiu atender a todos os setores da economia e deixar de herança a explosão do mercado de consumo de massa. Trouxe o PT para perto do centro e tornou-o o primeiro partido socialdemocrata brasileiro no estilo europeu – porque casando bandeiras sociais com alianças econômicas e, principalmente, com participação popular através dos sindicatos e movimentos sociais. Tirou do PSDB sua bandeira.

Sem bandeira, restou à oposição o discurso da negação: apontar as vulnerabilidade do governo Lula. A partir daí poderia juntar os cacos e se preparar para as próximas eleições, desde que conseguisse mostrar o contraponto na sua principal vitrine: São Paulo.

Aí entra a habilidade de Dilma:

Gestão. Há anos aponta-se a ineficiência do Estado e exige-se melhoria na gestão. O governo Dilma instituiu a Câmara de Gestão, definiu maneiras gerenciais de trabalhar o PPA (Plano Plurianual), montou sistemas de monitoramento online nos ministérios e conseguiu a consultoria da maior bandeira brasileira de gestão, o empresário Jorge Gerdau. Com exceção de Minas, nenhum outro estado tucano conseguiu implementar práticas gerenciais modernas.

Aparelhamento da máquina. Ponto mais sensível das críticas a Lula. No primeiro ano do governo Dilma, sete ministros caíram e a força política que herdou do seu padrinho tem permitido enquadrar os aliados.

Conflitos com a mídia. Desde o primeiro dia Dilma praticamente desarmou os antigos críticos.
A essência do governo Dilma não mudou em relação ao governo Lula. Mas ela conseguiu esvaziar praticamente todas as bandeiras da oposição.

Não é à toa que chega ao final do primeiro ano com índices de popularidade recorde enquanto, na outra ponta, o PSDB se desmancha.

A única esperança do PSDB seria o governador Geraldo Alckmin montar uma gestão inesquecível, eficiente. Se depender do que foi mostrado até agora, o país caminha para um quadro politicamente delicado: um governo sem oposição.

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Bogotá proíbe porte de armas


Novas regras restringindo o porte de armas de fogo entraram em vigor na capital da Colômbia, Bogotá


A partir desta quarta-feira, somente membros da polícia, do Exército e de empresas de segurança privadas terão a permissão de portar armas na cidade.
A medida, que está em um período de teste de 90 dias, foi proposta pelo novo prefeito de Bogotá, Gustavo Petro.

Petro, um ex- militante de esquerda, disse esperar que a proibição diminua a taxa de homicídios na cidade.
No ano passado, mais de 1.500 pessoas foram mortas por armas de fogo na capital colombiana.

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Prêmio Internacional das Quatro Liberdades



A fundação holandesa Roosevelt Stichting anunciou nesta terça-feira (1º) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi selecionado como vencedor do International Four Freedoms Award 2012 (Prêmio Internacional das Quatro Liberdades 2012).

A homenagem é concedida desde 1982 a pessoas e instituições que se engajaram para proteger a liberdade usando instrumentos pacíficos. A expressão “Quatro Liberdades” se refere a um discurso proferido em 1941 no Congresso Americano por Franklin Roosevelt. Na ocasião, o presidente dos EUA disse que um mundo seguro necessitava de quatro tipos de liberdade: de opinião e expressão, de culto, liberdade das privações e liberdade dos temores.

Em seu comunicado, a Roosevelt Stichting diz que Lula é uma inspiração à comunidade internacional por sua “ascensão da pobreza abjeta à Presidência do Brasil, e sua determinação em livrar o Brasil da extrema pobreza e da injustiça social que por tanto tempo flagelou seus cidadãos menos afortunados”.

A cerimônia de premiação ocorrerá em 12 de maio em Midelburgo, na Holanda. Além da homenagem principal, a Roosevelt Stichting concederá quatro medalhas:

  • Liberdade de opinião e expressão: Al Jazeera
  • Liberdade de culto: arcebispo Bartholomew I
  • Liberdade das privações: Ela Ramesh Bhatt
  • Liberdade dos temores: Hussain al-Shahristani


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Lula é laureado com o 'Four Freedoms Award'


O ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva será laureado este ano com o ‘International Four Freedoms Award’. Lula receberá o prêmio por sua luta de anos contra as desigualdades sociais e econômicas no Brasil. A notícia foi divulgada nesta quarta-feira na Holanda pela Fundação Roosevelt.

A fundação afirma que a luta implacável de Lula contra a pobreza no Brasil continua a ser fonte de inspiração para povos e líderes mundiais.

Outros premiados pela Fundação Roosevelt em 2012 são o canal de televisão Al Jazeera, que receberá o Freedom of Speech and Expression Award por seu compromisso com a liberdade de imprensa; sua santidade Arcebispo Bratholomeu I, da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, laureado com o Freedom of Worship Award por sua dedicação à liberdade e conciliação religiosa; a indiana Ela Ramesh Bhatt, indicada para o Freedom of Want Award por seu trabalho contra a opressão das mulheres na Índia; e Hussain Al-Shahristani, ministro da energia do Iraque, que por seus esforços pela democracia em seu país receberá o Freedom from Fear Award.

A entrega do prêmio a Lula e aos outros homenageados acontecerá no dia 12 de maio na Nieuwe Kerk, na cidade de Middelburg, na Holanda.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Lula’s rise from abject poverty to the Presidency of Brazil, and his determination to rid Brazil of the extreme poverty and social injustice that for too long has plagued the less fortunate of his countrymen, has been an inspiration to the world community.


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Iranianos inauguram canal de TV com programação em espanhol


O Irã inaugurou oficialmente ontem um canal de TV em espanhol, a HispanTV, com programação 24 horas por dia e transmissão via satélite para países da América Latina e da Europa.

A HispanTV entrou no ar em 21 de dezembro, apesar de a inauguração oficial ter sido apenas ontem. O evento contou com a participação por videoconferência do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que deu vivas em espanhol "à paz, ao povo, à América Latina e à Espanha".

Em sua fala, Ahmadinejad afirmou que o canal exibirá a "realidade cultural do Irã, do Oriente Médio e da América Latina" e vai "limitar o território daqueles que pretendem dominar a mídia".

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Entrevista coletiva da Presidenta Dilma em Havana


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Dilma condena bloqueio econômico a Cuba

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Ao visitar Cuba pela primeira vez como presidenta da República, Dilma Rousseff condenou o bloqueio econômico imposto ao país. Segundo a presidenta brasileira, a melhor forma de o Brasil ajudar o país caribenho é furar esse bloqueio e continuar investindo em parcerias que também são estratégicas para o Brasil.

"Eu acredito que a grande contribuição que nós podemos dar aqui, a Cuba, é ajudar a desenvolver todo o processo econômico", disse. "A melhor forma de o Brasil ajudar Cuba é contribuir para acabar com esse processo, que eu considero que não leva à grande coisa, leva mais à pobreza das populações que sofrem a questão do bloqueio, a questão do embargo, do impedimento do comércio".

Dilma citou as iniciativas brasileiras em Cuba que ela considera estratégicas, como a política de crédito para compra de alimentos. Por meio de um crédito rotativo, o Brasil financia para Cuba a compra de produtos alimentícios brasileiros. Essa linha oferece US$ 400 milhões em crédito.

Além disso, o programa federal Mais Alimentos financia a compra de máquinas e equipamentos para a produção de alimentos em Cuba. Nessa modalidade, o crédito oferecido ao país caribenho é de US$ 200 milhões, de acordo com informações da própria presidenta. "É impossível considerar correta a política de bloqueio de alimentos para um povo", enfatizou.

Dilma também citou a parceria para a ampliação e modernização do Porto de Mariel, estratégico para o comércio externo do país. "Trata-se de um sistema logístico de exportações de bens", disse. Dos cerca de US$ 900 milhões investidos no porto, o Brasil contribui com cerca de US$ 640 milhões. "Nós achamos que é fundamental que se crie aqui condições de estabilidade para o desenvolvimento do povo cubano", disse a presidenta.

Edição: Lana Cristina

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Dilma diz que direitos humanos não devem ser arma ideológica

Em entrevista em Havana, ela disse que defende os direitos humanos de maneira global e não trata de assuntos ligados a violações específicas atribuídas a Cuba. "O mundo precisa se comprometer, em geral. Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de interesse político e ideológico. O mundo precisa se convencer de que é algo por que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso"

"Nós vamos falar de direitos humanos em todo o mundo? Vamos ter de falar de direitos humanos no Brasil, nos EUA, a respeito de uma base aqui que se chama Guantánamo", respondeu a presidente, logo após depositar flores no memorial de José Martí, herói nacional cubano, na primeira parte de sua agenda oficial em Cuba.
Dilma confirmou ainda que terá um encontro com Fidel Castro durante sua rápida visita oficial à ilha comunista. "Sim, com muito orgulho eu vou [encontrar Fidel]", afirmou.

Questionada se falaria com autoridades cubanas sobre o caso da "blogueira" Yoani Sánchez, que espera do governo da ilha autorização para ir ao Brasil, Dilma respondeu: "O Brasil deu seu visto para a blogueira. Agora, os demais passos não são da competência do governo brasileiro."

PORTO

À tarde, a comitiva presidencial deve seguir para o porto de Mariel, a 50 km da capital. O obra tocada pela brasileira Odebrecht no local está orçada em US$ 900 milhões, dos quais US$ 640 milhões estão sendo financiados pelo BNDES.

Dilma chamou o porto de "um sistema logístico de exportação de bens produzidos em Cuba". O Brasil é hoje o quarto maior parceiro econômico de Cuba, atrás de Venezuela, China e Espanha.

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O que você ganha com o fim das sacolas plásticas?


As moscas sumiram, pois o lixo orgânico é embalado nas sacolas plásticas; com o seu banimento, veremos lixo pelas ruas ou em caixas de papelão
Quem está com a razão? Os supermercados, os fabricantes, o poder público ou o consumidor?

O debate sobre o acordo do governo com os supermercados a respeito do banimento das sacolas plásticas tem de começar imediatamente e em nome da verdade.

Quais interesses estão realmente envolvidos?

O detalhe é que este acordo voluntário entre o governo e os supermercadistas só atende a um dos lados da balança.

Até agora, parece que os argumentos político e econômico afloram, já que o meio ambiente está só de pano de fundo.

Os supermercados gastam R$ 500 milhões ao ano com as sacolinhas plásticas. Ao tentar bani-las, a pergunta é: eles irão repassar esse custo ao consumidor diminuindo o valor dos produtos?

Esse mesmo consumidor já adquiriu um direito, e agora resolveram tirá-lo sem consultar.

As sacolas plásticas significam somente 0,2% dos aterros sanitários. Elas são muito menos poluentes em todo ciclo de produção e, principalmente, são reutilizáveis.

A questão da saúde pública, pouco abordada neste debate, precisa vir à tona.

Onde estão as moscas? Sumiram, porque o lixo orgânico é embalado nas sacolas plásticas.

Com a operação de banimento, teremos de comprar muito mais sacos de lixo para minimizar este impacto. A conta é simples: em média R$ 75,00 a mais por mês no orçamento doméstico. As classes C, D e E irão aguentar?

Veremos, assim, muito lixo jogado nas ruas ou em caixas de papelão. Vai ocorrer uma ampliação das doenças infecciosas.

Por outro lado, já que o governo, tão cioso pela causa ambiental, entrou nessa história, há uma questão básica a abordar.

Só em São Paulo, mais de 100 mil trabalhadores, direta ou indiretamente, perderão seus empregos.

O governo, como instituição imparcial e isenta, deveria, minimamente, ouvir o conjunto da sociedade envolvida. Assim, além dos citados no início do artigo, os trabalhadores necessariamente teriam que participar do debate.

Diante de tal situação, porque os deputados estaduais não propuseram audiências públicas para coletivizar o debate e tirar conclusões mais imparciais?

Cabe aqui, portanto, algumas conclusões e proposições, diante do cenário que se apresenta:

1) Os interesses econômicos e políticos envolvidos nesta questão estão acima do ambiental;

2) O governo de São Paulo deveria sugerir um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) para definir uma ação conjunta entre os envolvidos e chegar a um acordo que possa satisfazer, a médio prazo, o interesse comum da sociedade;

3) A educação ambiental para o consumo responsável deveria ser o objetivo indutor que formaria a consciência e a sensibilização de todos, voltados para práticas sustentáveis e que relevem o consumo consciente.

Aí sim, ajustados à causa e com imparcialidade, a sociedade e os herdeiros do futuro sustentável agradecerão.

LÍVIO GIOSA, 59, administrador de empresas, é vice-presidente da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil), coordenador do Ires (Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental) e presidente do Cenma (Centro Nacional de Modernização Empresarial)

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F de fascismo

Escala F 

Na década de 50, o filósofo alemão Theodor Adorno (1903-1969) uniu-se a um grupo de psicólogos sociais norte-americanos para desenvolver um estudo pioneiro sobre o potencial autoritário inerente a sociedades de democracia liberal, como os Estados Unidos.

O resultado foi, entre outras coisas, um conjunto de testes que permitiam produzir uma escala (conhecida como Escala F, de "fascismo") que visava medir as tendências autoritárias da personalidade individual.

Por mais que certas questões de método possam atualmente ser revistas, o projeto do qual Adorno fazia parte tinha o mérito de mostrar como vários traços do indivíduo liberal tinham profundo potencial autoritário.

O que explicava porque tais sociedades entravam periodicamente em ondas de histeria coletiva xenófoba, securitária e em perseguições contra minorias.

O que Adorno percebeu na sociedade norte-americana vale também para o Brasil. Na semana passada, esta Folha divulgou pesquisa mostrando como a grande maioria dos entrevistados apoia ações truculentas como a internação forçada para dependentes de drogas e intervenções policiais espetaculares como as que vimos na cracolândia.

Se houvesse pesquisa sobre o acolhimento de imigrantes haitianos e sobre a posição da população em relação à ditadura militar, certamente veríamos alguns resultados vergonhosos.

Tais pesquisas demonstram como a idealização da força é uma fantasia fundamental que parece guiar populações marcadas por uma cultura contínua do medo.

É preferível acreditar que há uma força capaz de "colocar tudo em ordem", mesmo que por meio da violência cega, do que admitir que a vida social não comporta paraísos de condomínio fechado.

Sobre qual atitude tomar diante de tais dados, talvez valha a pena lembrar de uma posição do antigo presidente francês François Mitterrand (1916-1996).

Quando foi eleito pela primeira vez, em 1981, Mitterrand prometera abolir a pena de morte na França. Todas as pesquisas de opinião demonstravam, no entanto, que a grande maioria dos franceses era contrária à abolição.

Mitterrand ignorou as pesquisas. Como se dissesse que, muitas vezes, o governo deve levar a sociedade a ir lá aonde ela não quer ir, lá aonde ela ainda não é capaz de ir. Hoje, a pena de morte é rejeitada pela maioria absoluta da população francesa.

Tal exemplo demonstra como o bom governo é aquele capaz de reconhecer a existência de um potencial autoritário nas sociedades de democracia liberal e a necessidade de não se deixar aprisionar por tal potencial.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Venda de carros terá o melhor janeiro da história


As vendas de carros e comerciais leves vão bater um novo recorde em janeiro. As vendas diárias até a última sexta-feira já são consideradas as melhores da história para o primeiro mês do ano: foram vendidos nos 20 primeiros dias úteis do mês 11.250 unidades por dia, contra 10.946 de janeiro do ano passado.

Faltando dois dias úteis para encerrar o mês, hoje e amanhã, as vendas já atingiram 225 mil unidades, e podem chegar a 255 mil até quarta-feira, com 11,5 mil/dia. Mesmo que não atingir esse número, já é certo que este será o melhor janeiro da história.

A previsão de crescimento em relação a janeiro do ano passado - com base nas vendas até sexta-feira - é de cerca de 10%.

Como em todo mês de janeiro, o ranking por marcas está tendo mudanças importantes. A principal delas é a queda da Fiat e a liderança da GM.

Líder pelo décimo ano consecutivo no ano passado, a Fiat está parcialmente na terceira posição, atrás da Volks, segunda colocada, e da GM, que é a líder até aqui, com 21,1% de participação.

Outra mudança em relação ao ano passado é o crescimento da Nissan, que deve fechar o mês na sexta posição. Em 2011 foi a décima segunda colocada. Mudança também entre as duas principais chinesas, que mudaram de posição: 14ª colocada, a Chery está na frente da JAC.

Os números são parciais. O balanço do mês será anunciado quinta-feira.

Joel Silveira Leite

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Folha elege Dilma presidenta de Cuba



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O que sobrou do Pinheirinho

Reportagem do Domingo Espetacular sobre o Pinheirinho.

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Bélgica faz greve geral contra arrocho


A Bélgica se encontra parcialmente paralisada nesta segunda-feira por uma greve geral para protestar contra as políticas de austeridade (só para os trabalhadores, claro), no mesmo dia em que se realiza uma cúpula dos dirigentes europeus sobre a situação econômica no continente.

Os empregados ferroviários pararam na noite de domingo, dando início, com algumas horas de antecipação, à greve protesto contra o arroucho. Os trens deixaram de circular às 21h, hora local, segundo depoimentos enviados à rede Twitter pelos usuários.

Também interromperam o serviços as composições de alta velocidade com conexões internacionais, que unem Bruxelas a Paris, Amsterdã, Colônia e Londres.

Os principais sindicatos do país denunciam os bilhões de euros em cortes de verbas decididos pelo governo de Elio Di Rupo para economizar, e esperam paralisar o país com um chamado à greve tanto no setor público quanto no privado.

Os correios, as repartições públicas, alguns bancos e vários hipermercados vão permanecer fechados. O segundo aeroporto do país, o de Charleroi, prevê anular voos previstos nesta segunda-feira; ainda não se sabe o que acontecerá com o aeroporto de Bruxelas.

Para receber os chefes de Estado e de governo da União Europeia que devem se reunir à tarde na capital belga, as autoridades puseram à disposição o pequeno aeroporto militar de Beauvechain, a 30 km mais ao sul.

AFP

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Café com a presidenta 30/01

Previdência acompanha, em tempo real, o atendimento ao cidadão

No programa de hoje, a presidenta Dilma Rousseff fala do sistema criado pela Previdência Social para acompanhar o funcionamento das suas agências, espalhadas por todo o país. Hoje é possível, por exemplo, marcar dia e hora para o atendimento nas agências. A ideia da presidenta é expandir o uso desse tipo de sistema informatizado para acompanhar o funcionamento de outras áreas, como a da saúde, por exemplo.


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Popularidade de Kassab é recorde

Governo de Kassab tem aprovação de 22% em SP 
Avaliação do prefeito, que vinha em queda há um ano e meio, ficou estável 
Pesquisa Datafolha aponta que 46% dos entrevistados não votariam no candidato indicado por Kassab 

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) mantém o menor índice de popularidade de seu segundo mandato, mostra o Datafolha. De acordo com pesquisa realizada nos dias 26 e 27 de janeiro, 22% dos eleitores aprovam a atual gestão.

O resultado mostra uma oscilação dentro da margem de erro (três pontos percentuais, para mais ou para menos) em relação à última pesquisa, feita em dezembro, quando 20% dos entrevistados avaliaram seu governo como ótimo ou bom.

A aprovação ao prefeito vinha em curva descendente desde julho de 2010, quando 42% dos entrevistados avaliavam seu governo positivamente. Como a variação entre os resultados de dezembro e de janeiro está dentro da margem de erro, não é possível afirmar se essa tendência se inverteu.

A reprovação à gestão Kassab também permaneceu estável: 37% dos eleitores consideram seu governo ruim ou péssimo, contra 40% na pesquisa anterior. Os que veem sua administração como regular são 39% em janeiro, ante 38% no mês passado.

Os resultados só não são piores que os registrados pelo prefeito entre maio de 2006 e março de 2007, quando a aprovação a seu governo não passou de 16%.

A melhor avaliação da gestão Kassab aconteceu durante a campanha eleitoral que o reconduziu ao cargo, em 2008. Na semana seguinte ao primeiro turno, 61% dos eleitores avaliavam seu governo como ótimo ou bom.

No momento em que Kassab negocia o apoio de seu partido na disputa pela sucessão municipal, a pesquisa também mostra que 46% dos eleitores não votariam no candidato indicado pelo prefeito e que seu apoio seria indiferente para 37%.

A pesquisa foi feita com 1.090 eleitores da cidade de São Paulo e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 00001/2012.

(PAULO GAMA)

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domingo, 29 de janeiro de 2012

TV Câmara entrevista Paulo Henrique Amorim - Parte 2


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Raj encontra Siri


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Previsto em contrato



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Penso, logo desligo

Autor desconhecido


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PSDB usa máquina do Estado para conseguir filiados



Entre os filiados tucanos aptos a votar nas prévias que definirão o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo há pessoas que sequer conhecem o partido e que dizem ter passado seus dados eleitorais a entidades das quais recebiam leite distribuído pelo governo estadual, administrado pela legenda. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, integrantes da base do PSDB nas regiões leste e sul, concentrados em bairros de baixa renda, ignoravam a condição de filiados. Cinco mulheres da zona eleitoral Vila Jacuí apontaram entidades associadas ao programa Vivaleite, da Secretaria de Desenvolvimento Social do governo estadual, como possível explicação para seu vínculo com o partido.

Foram citadas também a Associação para Qualificação Profissional e Social dos Moradores do Jardim Pedro Nunes (Aqualiprof), dirigida por Wellington Machado, presidente do diretório do PSDB da Vila Jacuí, e a Assocam, presidida por Idevanir Arcanjo de Souza, também filiado ao partido. O bairro é o maior reduto de tucanos na capital e recebe grande influência do vereador Adolfo Quintas (PSDB). Mais de 20 mil pessoas poderão votar nas prévias, marcadas para março. Líderes tucanos temem que a filiação de pessoas sem vínculos com o partido favoreça determinado candidato. Há relatos de filiações feitas por telefone ou internet, sem a assinatura do eleitor. Para a Justiça Eleitoral, cabe ao partido controlar as filiações.

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A semana em imagens


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Chávez é aprovado por 64% dos venezuelanos


Um estudo publicado nesta sexta-feira (27) pela empresa de pesquisas Hinterlaces revela que 64% dos venezuelanos aprovam a gestão do presidente da nação, Hugo Chávez. Também indicou que existe uma avaliação positiva em temas como saúde, educação, moradia e relações internacionais.

"64% pensam que o presidente o está fazendo muito bem, bem e regular a bom. Isso mantém o ritmo ascendente da avaliação positiva da gestão”, assegurou o presidente da empresa de pesquisas, Oscar Schemel, em entrevista a um meio local.

O representante de Hinterlaces informou que 62% da população aprova as políticas empreendidas pelo Mandatário Nacional em matéria de educação e disse que 53% avaliam positivamente o setor de saúde

Schemel destacou ainda a percepção positiva em setores como saúde, educação, moradia e relações internacionais. Em segurança melhora a avaliação.

"Ao avaliar a gestão do presidente, 43% aprovam a gestão em matéria de segurança, há um incremento de cinco pontos com relação a outubro (...) Em moradia, 68% aprovam o trabalho do Presidente, nesse sentido se observam resultados favoráveis da Missão Moradia”, comentou.

Os venezuelanos respondem desde uma avaliação emocional, afetiva, existencial e uma identificação por parte dos setores populares em relação com a liderança do chefe de Estado, explicou e agregou que frente aos problemas as pessoas respondem de maneira racional.

Oscar Schemel manifestou também que há uma apreciação negativa nos temas econômicos, inflação e desabastecimento. No entanto, 65% dos consultados pensa que sua situação econômica melhorará.

Quanto à intenção de voto, 51% creem que Hugo Chávez deve ser reeleito, cifra que cresceu um ponto com relação a sua última medição, "enquanto que 43% são contra a reeleição”, assinalou.


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sábado, 28 de janeiro de 2012

Keith Jarrett Trio - Georgia on My Mind


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PSDB lança projeto "Minha casa, minha vida" em SP


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Candidato tucano debate com a sociedade

Secretário da Higiene Social e candidato a prefeito Slobodan Matarazzo

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EUA admitem que sabiam de roubo de bebês pela ditadura argentina

Manifestantes protestam com fotos de desaparecidos políticos
 durante a última ditadura argentina
Opera Mundi
Luciana Taddeo - Buenos Aires
Ex-secretário de Direitos Humanos admitiu que governo de Ronald Reagan estava a par dos planos do regime militar

O ex-secretário de Direitos Humanos do Departamento de Estado norte-americano entre 1981 e 1985, Elliot Abrams, admitiu nesta quinta-feira (26/01) que sabia que os militares argentinos tinham um plano para o roubo e apropriação ilegal de bebês nascidos em centros clandestinos de prisão durante a ditadura do país (1976-1983).

“Estávamos a par de que algumas crianças tinham sido roubadas quando os pais estavam presos ou mortos”, afirmou, em depoimento, feito por meio de vídeo-conferência entre juízes de um tribunal oral federal de Buenos Aires e o consulado argentino em Washington. “Sabíamos que não eram só uma ou duas crianças, mas que existia um padrão, um plano, porque havia muita gente que estava sendo assassinada ou presa”, complementou.


Calcula-se que 500 bebês tenham sido roubados e tido sua identidade ocultada durante a repressão argentina. Para encontrá-los, um grupo de mães de presos clandestinamente na época, por razões políticas, se juntaram em uma associação conhecida como “Avós da Praça de Maio”, para tentar encontrar seus netos desaparecidos. Segundo o norte-americano, as crianças foram entregues a “famílias leais” ao regime militar.

Abrams, que atuou no Departamento de Estado dos Eua durante o mandato do presidente republicano Ronald Regan (1980-1988), prestou depoimento como testemunha do julgamento, iniciado em fevereiro de 2001, pelo roubo e apropriação ilegal de 34 bebês, no qual estão sendo processados os ex-ditadores Jorge Rafael Videla e Reynaldo Bignone, atualmente condenados e presos por outros crimes cometidos na época.

O ex-funcionário norte-americano afirmou ainda que como a desaparição de bebês poderia gerar um “enorme conteúdo humanitário e político”, sugeriu ao ex-embaixador argentino em Washington no período, Lucio García del Solar, em 1982, que a Igreja “poderia ajudar” a mediar “este problema terrível”. “Enquanto os desaparecidos estavam mortos, estas crianças estavam vivas e isso era, por um lado, o mais grave do problema humanitário”, diz.

O relato da conversa, registrado em um memorando ao então secretario de Estado, George Schultz, é um dos 4677 despachos secretos sobre a repressão argentina abertos pelos EUA em agosto de 2002, e foi entregue às Avós da Praça de Maio no ano passado. Segundo Abrams, o então embaixador também se mostrou preocupado, afirmando que já tinha reportado o assunto às autoridades argentinas.

Apesar da existência de muitos governos militares na época, Abrams diz não lembrar de outro caso como o argentino, que implicou além do roubo e apropriação de bebês, em torturas, assassinatos e desaparições. “Foi o pior caso”, afirmou, sobre as violações aos Direitos Humanos cometidas na região.

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Os cruzados tucanos segundo Bessinha



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Repórter se emociona ao entrevistar as famílias expulsas do Pinheirinho

Sonhos destruídos pelo fascismo tucano

O jurista Walter Maierovitch conversa com Heródoto Barbeiro e Andrea Beron sobre a reintegração de posse no Pinheirinho em São José dos Campos (SP).


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Juíza Márcia Loureiro envergonha a raça humana


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Incompetentes e truculentos

Não sobram áreas para a dupla PSDB-Kassab atentarem contra os menos favorecidos de São Paulo.

A violência corre solta no nosso Estado, evidenciando não somente a truculência policial, mas o total desprezo e desrespeito pelo ser humano.

Usuários de drogas são espancados e expulsos da cracolândia. Sem planejamento e acolhimento adequados, centenas de desassistidos passam a circular como zumbis pela cidade.

Medidas para a solução do problema da droga, da violência e da mendicância no centro da capital têm que ser tomadas com responsabilidade. Não cabe aqui citar o que esta nefasta gestão interrompeu no diálogo social. Basta lembrar o impacto negativo para a recuperação do centro ocorrido após a interrupção do projeto do BID, o desmantelamento do Boracéa (modelo de atendimento social) e o descaso das gestões Kassab em trazer o Bolsa Família para São Paulo.

Na USP, mais um exemplo de indisposição para o diálogo. Viu-se a perplexidade da população que não compreendia a truculência e o que se passava. Posteriormente, a indignação com o comportamento nitidamente preconceituoso de um policial frente ao aluno que virou alvo, por ser negro.

A reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos, já se caracterizou como uma das ações mais violentas e cruéis do novo-velho governo paulista.

Centenas de famílias enxotadas numa ação judicial que existe há anos e tinha desfecho conhecido. Nada foi pensado sobre destino delas. O Estatuto da Cidade passou ao largo, seja por, ou falta de, interesse do prefeito peesedebista de São José, seja pela omissão do governador. A política do que se danem os destituídos.

Como disse um popular, do lado de fora da catedral da Sé, sobre a festa de 458 anos de São Paulo: "Enquanto o prefeito está comungando, nós aqui apanhando".

Esta falta de compromisso com o social perdura no abandono das famílias, que, vítimas de incêndio na favela do Moinho (região central da capital), continuam sem futuro, largadas no meio das cinzas, com um único banheiro para todos.

No transporte, a violência do descaso é tão ou mais grave, pois são milhares de pessoas que poderiam estar chegando mais cedo em casa, ficando mais com a família, tendo menos estresse, gastando menos e vivendo melhor.

Em resumo, esses maus governantes, que fazem discursos bonitos, têm suas ações em direção oposta à sensibilidade, ao respeito e ao cuidado com o outro. Principalmente com os que não têm.

Entrementes, a pergunta que não quer calar: por que tantos bilhões da Prefeitura de São Paulo nos bancos, enquanto a pobreza grassa solta na cidade?


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