
Vejam que graça a notícia acima: dona Clinton achou pouco a recontagem parcial dos votos no Irã. Falando em nome de um país onde não existe eleição direta para presidente e as leis tornam impossível a criação de partidos menores como alternativa à ditadura do partido único democrata-republicano dona Clinton deveria ser mais cautelosa antes de criticar o processo eleitoral alheio.
O governo iraniano, que não é chefiado pelo presidente, decidiu recontar cerca de 10% das urnas embora não houvesse prova nenhuma de fraude. Algumas irregularidades foram notadas, mas, comparadas com as eleições americanas, as iranianas são o cúmulo da democracia.
Nunca houve um caso de fraude no Irã. Nos EUA fraude é a regra, John Kennedy perdeu as eleições para Dirty Dick Nixon nas urnas, mas levou na mão grande a vitória. George W. Bush perdeu duplamente para Al Gore, mas mesmo assim assumiu o cargo numa fraude vergonhosa e gigantesca.
Dubya Bush perdeu no voto popular e perdeu no voto dos delegados, mas seu irmão Jeb Bush fraudou a eleição na Flórida, depois de ter manipulado de forma criminosa a eleição e mesmo assim perdido, e os juízes nomeados pelo pai dos dois ladrões legalizaram a roubalheira. Tudo isso está amplamente documentado e no entanto ninguém fez nada.
Para quem não sabe os americanos não votam para presidente, eles votam em delegados que escolherão o presidente e num sistema absurdamente antidemocrático: cada estado tem um número de delegados proporcional à sua população, mas, ATENÇÃO, quem ganha, mesmo que por um voto, fica com 100% dos delegados! Dessa forma Dubya Bush teve menos votos que Al Gore e por causa da fraude na Flórida teve mais delegados e foi eleito contra a maioria do voto popular. Note-se que a maioria dos americanos costuma não votar porque é difícil existir alguma diferença entre os candidatos democratas-republicanos, dois braços do mesmo polvo.
Os Estados Unidos são único país "democrático" do mundo onde não existe nenhuma opção política para se escolher. Não existe partido de esquerda, nem ambiental, trabalhista, nem coisa nenhuma além do partido único com duas sub-legendas. Não existe proibição, claro, mas as leis grotescas impedem a criação de qualquer alternativa política.
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