quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Kassab diz que enchente em 2009 é culpa da prefeita de 2004

A cara de pau do boneco de Serra somente compara-se à de seu patrão. Para justificar o gasto maior em propaganda do que em combate às enchentes ele compara o investimento nominal, sem atualização e sem levar em conta o o minúsculo aumento do orçamento paulistano de 12 para 25 bilhões de reais. Kassab é provavelmente o único prefeito da história de São Paulo a gastar mais dinheiro em propaganda do que em combate às enchentes.

Nessa comparação vê-se o tamanho do crime:
Marta Suplicy gastou em 2004 RS302,1 milhões no combate às enchentes e R$51,1 em publicidade. Kassab gastou em 2008 R$107,4 com enchentes e R$178,7 com publicidade.

Como publicidade ganha votos e compra a mídia para esconder fatos como esse, a população reelegeu essa porcaria e agora pode reclamar ao bispo mais próximo, porque na mídia a culpa pelas enchentes e pelo lixo flutuando nela é de Deus e do povo, respectivamente.

Para o prefeito Gilberto Kassab, “a cidade está preparada para enfrentar as enchentes”. Ele também voltou a culpar a gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004) pela falta de investimentos em limpeza urbana. “A ex-prefeita gastou R$ 590 milhões no último ano da sua gestão com lixo. Em 2008, gastamos R$ 903 milhões.
Kassab
veneza demotucana
Lixo demotucano
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1 comentários:

Guilherme Scalzilli disse...

Culpa da chuva

Custo a entender como o paulistano suporta diariamente esse indescritível colapso dos transportes urbanos e continua elegendo a mesma casta política para administrar o Estado. Ninguém jamais será responsabilizado pelo cenário apocalíptico das enchentes e dos congestionamentos monstruosos? O eleitor entregou-se a tamanha catatonia que simplesmente acredita na culpa do temporal, do feriado, do “grande fluxo de veículos”?
São décadas de continuidade administrativa ininterrupta, com uma fortuna já incalculável pretensamente gasta em investimentos, obras faraônicas e propaganda. A malha metroviária continua ridícula e os rios infectos, transbordando sob qualquer chuvisco passageiro (não, isso não acontece apenas com precipitações intensas). E o máximo que o cidadão consegue fazer é dar de ombros e concordar que vida nas cidades piorou muito nos últimos tempos...
Claro, essa passividade tem a colaboração militante da imprensa paulista. Um governo petista seria trucidado pelo espetáculo ignóbil destes dias chuvosos (e não mencionei segurança, educação, saúde). Mas, como a reeleição de Lula provou, a mídia não fabrica eleições sozinha. É impossível assistir ao martírio da população da capital sem constatar um sutil lampejo de merecimento.

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