A gente branca, bonita, culta e bem-informada, que tanto nos torrou a paciência com o trololó dos perdedores da eleição no Irã, tem aí mais uma chance de mostrar sua preocupação com a ética, a democracia e os direitos humanos em lugares cheios de gente e escura e pobre, mas que, graças a Deus, não são esses vagabundos que vivem de bolsa-esmola aqui ao nosso lado. Quero ver os discípulos do Marcelo Tas inundando o Twitter e a minha caixa postal clamando pela liberdade no Afeganistão. Notem que não são os derrotados que reclamam de terem perdido depois de gastar tanto dinheiro como no Irã.
ONU admite "fraude generalizada" em eleições afegãsCabul - O enviado especial da ONU ao Afeganistão, Kai Eide, afirmou neste domingo que houve uma "fraude generalizada" nas eleições presidenciais de 20 de agosto, embora não tenha determinado seu alcance.Em entrevista coletiva em Cabul, o chefe da missão da ONU no Afeganistão (Unama) admitiu que o processo eleitoral foi "difícil, com muitos problemas"."O alcance desta fraude está sendo analisado agora. Não há forma de saber neste momento que nível de fraude houve. Só posso dizer que foi uma fraude generalizada", declarou.Eide convocou uma entrevista coletiva para responder acusações de que ele teria tentado ocultar informações sobre o tamanho da fraude no pleito afegão.Um adjunto de Eide, Peter Galbraith, foi recentemente destituído do cargo depois de uma discussão com seu chefe sobre a forma como a ONU havia tratado a questão da fraude.
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