domingo, 31 de maio de 2009

Bessinha: o tucano está nu

Tucano nu

Reaça do dia 31/05

Mais um mané pertencente aos 6% que recusam-se a aceitar o resultado das eleições. Provavelmente um militante de algum grupinho golpista dizendo que o povo é que é pago para apoiar Lula. Curitiba e Porto Alegre são as duas cidades que destacam-se pelo número de ultradireitistas militantes de grupelhos golpistas. A influência germânica se faz sentir.

FICA, FICA, FICA?
A entrega de obras em Manguinhos (Rio) foi marcada por manifestações da plateia: cerca de mil moradores gritando "fica, fica, fica", em alusão ao terceiro mandato, e "Dilma, Dilma, Dilma", de apoio à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil à Presidência da República. "Espero que a profecia que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta", respondeu o presidente. Gostaria de saber quanto as pessoas receberam para pedir o "fica". Eu já digo o contrário: fora, fora, fora! Chega de presidente fanfarrão.

José Saez, Curitiba

Distância entre Serra e Dilma cai 8 pontos

Dilma
Quando começar a campanha eleitoral e ficar claro para todos que Dilma é a candidata de Lula, Serra vai desaparecer. Desde as primeiras pesquisas incluindo Dilma seu crescimento é contínuo, Serra não cresceu um ponto e vem perdendo alguns. Com a transferência de votos de Lula, Dilma passa Serra e, dependendo das outras candidaturas, pode levar no primeiro turno.

Diferença entre tucano e petista diminuiu de 30 para 22 pontos; ministra subiu de 11% para 16%; governador de SP tem 38%
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), encurtou a distância nas pesquisas entre a sua pré-candidatura a presidente e a do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
A diferença do tucano, ainda líder, para a petista estava em 30 pontos percentuais em março deste ano e agora caiu para 22 pontos, conforme o mais recente levantamento do Datafolha -Dilma tem 16% das intenções de voto, contra 38% de Serra no principal cenário.

Aprovação do governo Lula volta a nível recorde

Quem acredita na mídia, obviamente, odeia Lula. 6%. Essa é a credibilidade da Veja/Folha/Estadão/Globo e similares SOMADOS. Acho que nem é mais caso de se mandar os "top, top" para essa ralé. Melhor deixá-los recolhidos à sua insignificância.
Lula
Aprovação do governo Lula volta a nível recorde, diz pesquisa
Redação Terra

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou ao nível atingido antes da crise mundial. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, publicada na edição de domingo da Folha de S.Paulo, 69% dos entrevistados classificam o governo como ótimo/bom, enquanto 24% acreditam que a administração do País é regular e apenas 6%, ruim/péssima. Em novembro do ano passado, a aprovação do governo Lula atingiu patamar recorde de 70% e depois caiu para 65% em março, de acordo com a mesma pesquisa.

A nota média de Lula também voltou a 7,6 - a mesma de novembro e a maior já obtida pelo presidente desde janeiro de 2003. O pior desempenho foi entre aqueles que ganham mais de dez salários mínimos por mês, passando de 58% para 51% de aprovação entre as duas pesquisas. Já entre os entrevistados com renda familiar até dez salários mínimos o índice subiu cinco pontos percentuais.

A pesquisa também apontou que a perspectiva dos brasileiros sobre a situação econômica está mais otimista. Segundo o Datafolha, a taxa de entrevistados que apostam em uma alta do desemprego no País caiu de 59% em março para 43%, sendo que 24% acreditam que o nível de desemprego deve recuar e 29% que deve continuar no mesmo patamar. No que diz respeito á inflação, 36% vêem risco de aumento, ante 48% no último levantamento.

Lula

sábado, 30 de maio de 2009

O mundo segundo a Monsanto

A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. Para ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa é a encarnação do mal.

Resultados de um trabalho de três anos de investigação da jornalista francesa Marie-Monique Robin, o livro Le Monde Selon Monsanto (O Mundo Segundo a Monsanto) e o documentário homônimo são um libelo contra os produtos e o lobby da multinacional.



Procure o resto no YouTube ou similar.

Bolsonaro, o defensor do terrorismo de Estado

Charge do Bessinha sobre um canalha que nem uma charge merece:

Bolsonaro terrorista

Reaça do dia 30/05

Os empregados do comitê Serra Presidente estão tendo muito trabalho, se é que inventar carta para o Estadão pode ser chamado de "trabalho".

GREVES
O petismo assola o País, especialmente São Paulo. O crescente número de manifestações de sindicatos ligados à CUT, cujos dirigentes são filiados ao PT e aliados, tem por objetivo expor São Paulo, porque parar São Paulo é parar o País. É a turma do quanto pior (para Serra e Kassab) melhor (para Lula e Dilma). É uma vergonha.
Diva M. Junqueira, Lins

Realmente o petismo assola o país, seu Serra, quero dizer, dona Diva: o presidente é petista! Por mais que vocês, fascistas, recusem o resultado de eleições e até a realização delas o fato é que vocês perderam no voto e tentam recuperar na mídia golpista. Não vai dar não. Recomendo uma temporada (20 anos?) em Miami.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Chile prende mais um assassino da ditadura Pinochet


A policia chilena prendeu, na terça-feira à noite (26), o militar José Adolfo Paredes Marquez, de 54 anos, que confessou ter participado, em 1973, do assassinato do cantor e compositor chileno Victor Jara, fuzilado com 44 tiros em um estádio convertido em campo de prisioneiros políticos, em Santiago.

Músico inspirou resistência a Pinochet A execução ocorreu cinco dias depois do golpe de Estado que levou Augusto Pinochet ao poder (1973-1990) e marcou um dos períodos mais violentos da história política recente do Chile.

Paredes confessou à Justiça ser um dos soldados que fuzilaram o músico - que tinha 40 anos e equivalia, na cultura popular chilena, a artistas como o brasileiro Chico Buarque ou a argentina Mercedes Sosa, pelo engajamento político e oposição a governos militares.

O militar tinha 18 anos quando recebeu ordens de um superior para disparar contra Jara, mas se negou a assumir a culpa sozinho. "Procurem os comandantes", disse ele enquanto era levado pela policia. "Eu era só um soldado raso."

A viúva de Jara, a inglesa Joan Turner, que há anos faz campanha contra a impunidade dos envolvidos no crime, voltou a cobrar das autoridades a busca pelos responsáveis. "Quero que cheguem aos verdadeiros culpados. Não me parece que um jovem de 18 anos possa ter toda culpa", disse ela.
Atrocidades

Depois do golpe de 11 de setembro de 1973 e da morte do ex-presidente chileno Salvador Allende - que se suicidou no palácio presidencial quando estava sob ataque aéreo das forças comandadas por Pinochet -, mais de 600 estudantes e professores se rebelaram na Universidade Técnica do Estado, em Santiago.

Entre eles, estava Jara, que também era professor. Os militares invadiram o local e levaram os amotinados ao Estádio Chile, renomeado Estádio Victor Jara, em homenagem ao músico. Segundo Paredes, um tenente do Exército ''começou a brincar de roleta-russa com seu revólver apoiado contra a cabeça do músico. Assim saiu o primeiro disparo''.

O tenente ordenou, segundo Paredes, que os soldados descarregassem seus fuzis contra o corpo de Jara. Além do artista, outras 14 pessoas foram mortas da mesma forma, segundo o militar detido.O relato de Paredes coincide com testemunhos dados no passado por outros prisioneiros políticos que também estavam no local.

Segundo ele, antes da execução, Jara foi levado aos vestiários do estádio onde foi torturado. Paredes contou que soldados fraturaram as duas mãos do músico, usando a culatra de um fuzil como pilão. A técnica era usada pelos militares como exemplo de punição aos opositores.

As músicas e textos de Jara serviram de símbolo para parte da geração de chilenos que enfrentou a repressão. A ditadura que se seguiu, comandada pelo general Augusto Pinochet, deixou mais de 3 mil mortos em 16 anos.

Fonte: APF

As cartilhas de São Paulo

Mauro Santayana, JB DE 29/5/09

Entre os livros escolares da primeira metade do século passado, se destacava "Contos Pátrios", de autoria de Olavo Bilac e Coelho Neto. Na mesma época, foi traduzido para o português um dos mais importantes compêndios de leitura escolar na Itália, Cuore, de Edmond De Amicis. Os dois livros, o brasileiro e o italiano, de estilo bem diferentes, se identificavam em um objetivo comum: o da construção da nacionalidade, mediante o respeito aos valores da solidariedade familiar e comunitária como base da coesão política. O livro do jornalista Edmond De Amicis foi editado em 1888, poucos anos depois da unificação italiana, promovida por Cavour e Garibaldi, quando ainda eram vivas as repercussões da luta armada. Fazia falta trabalhar a fim de que vários estados independentes se unificassem sob uma só bandeira, e que ela se consolidasse no coração das crianças.

Contos pátrios foi redigido logo depois de proclamada a República, e editado em 1904, e até 1962, quando deixou de ser adotado, teve 46 edições. Bilac, republicano e nacionalista, estava naturalmente preocupado com o novo regime, tanto assim que se “exilou” em Minas, durante o período autoritário de Floriano Peixoto. Os relatos são também amarrados aos valores éticos, como o patriotismo, a solidariedade, o respeito aos pobres, a importância do trabalho honrado.

Outro grande autor de textos escolares foi o paulista Tales de Andrade, que localizava seus relatos na cidade de Piracicaba e em seu entorno rural. Saudade faz lembrar, na medida certa da linguagem, o Cuore. Mas a boa literatura escolar não se limitava a esses livros. Até o fim dos anos 50, os textos didáticos não ensinavam apenas a ler; ensinavam a pensar, fundavam-se nos sentimentos comuns do povo brasileiro e na auto-estima nacional nos tempos de Vargas e Juscelino.

A Secretaria de Educação de São Paulo distribuiu livros à rede estadual de ensino, destinados às crianças, que são uma ofensa aos pobres, já que os ricos não freqüentam escolas públicas. Um deles, em quadrinhos, sob o argumento de que facilitaria o aprendizado da leitura, está recheado de ilustrações obscenas e textos apenas chulos, com linguagem de sarjeta. A pretexto de levar às crianças temas da atualidade – de acordo com a Folha de S. Paulo de ontem – distribuiu outra publicação, sob o título de Poesia do dia, poetas de hoje para os leitores de agora, em que se recomenda desprezar o amor e preferir o estupro, entre outros conselhos no mesmo estilo. Se os autores sabiam a que público se dirigiam, merecem a indignação do povo brasileiro, porque vêem as crianças pobres como pequenos bandalhos, interessados em relatos fesceninos. Se quiseram imitar o método Paulo Freire, cometeram uma contrafacção perversa e criminosa. Ao contrário do que muitos pensam, os trabalhadores são muito ciosos da boa formação moral dos filhos, e naturalmente irão receber esses textos com indignação.

É um erro entender a educação como um meio de ajustar o aluno a seu tempo, quando esse tempo é inconveniente ao homem. A educação deve ser teleológica. Os alunos têm que ser preparados não para submeter-se a uma sociedade deformada pela injustiça, mas, sim, para mudá-la. A educação deve libertar o homem e essa libertação não se encontra na banalização do sexo, no repúdio ao amor, no ódio psicopata contra a vida. As sociedades totalitárias – como a do neoliberalismo – sempre estimulam a liberdade dos costumes, a fim de distrair os povos de seus direitos reais, de sua essencial dignidade.

A edição de livros escolares se tornou um negócio gigantesco, com grandes interesses comerciais em jogo. As editoras pressionam as autoridades em busca da adoção de seus livros na rede oficial, usando dos meios de convencimento conhecidos. Suspeita-se também que haja um sistema de trocas, em que o aprovador de hoje pode vir a ser o editado de amanhã. Ao escândalo (porque se trata de um escândalo) atual, o governo de São Paulo só pode responder com a instituição de um inquérito rigoroso, antes que a Assembléia Legislativa tome a iniciativa da investigação.

Tal como na Itália do Risorgimento e no Brasil da transição republicana, somos hoje chamados a mobilizar o povo para a construção de uma sociedade solidária dentro de um projeto nacional soberano. O ensino fundamental é o melhor trecho do caminho para a cidadania. Mas, aos pobres, desprovidos de tudo, também, se nega, e de forma criminosa, o direito constitucional de participar do destino da nacionalidade.

Reaça do dia 29/05

Geralmente os males vêm para o pior, mas nesse caso do leitor do Estadão parece que veio para o bem. Claro que a palavra dessa gente não vale o que o gato enterra, mas se cumprir o que promete será um voto a menos para o Kassab, Enéias, Maluf, Serra, Pitta e similares. Ou vocês acham que ele andou votando em quem nas eleições passadas?

INDIGNAÇÃO E DECEPÇÃO

OPTei: não vou votar mais em ninguém daqueles em quem acreditei e votei em eleições passadas.

Samuel Corrêa, São Paulo

O Brasil no rumo certo

Mentira pré-preparada

Disk Fonte: o jornalismo papagaio de repetição

Não existe imparcialidade jornalística. Qualquer estudante de jornalismo aprende isso nas primeiras aulas. Quando você escolhe um entrevistado e não outro está fazendo uma opção, racional ou não, por isso a importância de ouvir a maior diversidade de fontes possível sobre determinado tema. Fazer uma análise ou uma crítica tomando partido não é o problema, desde que não se engane o leitor, fazendo-o acreditar que aquilo é imparcial.

Infelizmente, muitos veículos ou jornalistas que se dizem imparciais, optam sistematicamente por determinadas fontes, sabendo como será a análise de determinado fato. Parece até que procuram o especialista para que legitime um ponto de vista. Ou têm preguiça de ir além e fugir da agenda da redação, refrescando suas matérias com análises diferentes. Dois amigos, grandes jornalistas com anos de estrada, ajudaram a fazer uma lista exemplar do que estou falando.

Vale ressaltar que boa parte destas fontes são especialistas sérios, reconhecidos em seus campos de atuação e que já deram importantes contribuições à sociedade. Como disse um desse amigos, terem posições conservadoras ou liberais não os descredencia. É um direito que eles têm. O problema são as mídias que sempre, sempre, sempre procuram esses mesmos caras para repercutir. Sempre eles. E somente eles.

Façam um teste e procurem esses nomes no seu jornal, revista, rádio, TV, site preferidos.

Questões trabalhistas? Disk Pastore
(O sociólogo José Pastore, mas sem dizer que ele dá consultoria para a Confederação Nacional da Indústria e a empresários que têm interesse direto no assunto)

Constitucionalismos? Disk Ives Gandra
(O respeitável jurista do Opus Dei não vacila jamais)

Ética? Disk Romano
(O professor de filósofia Roberto Romano)

Questões sindicais? Disk Leôncio
(O cientista político Leôncio Martins Rodrigues)

Ética na política? Disk Gabeira
(O deputado federal Fernando Gabeira, que viaja bastante de avião…)

Ética dos juros? Disk Eduardo Giannetti
(O professor do Ibmec é quase um gênio)

Pau no governo Lula? Disk Marco Antônio Villa
(Historiador. Tiro e queda. Mais pau no governo Lula? Disk Lúcia Hippólito - com a vantagem de ser uma das meninas do Jô)

Relações internacionais? Disk Rubens Barbosa
(Ex-embaixador. Precisa diversificar? Disk Celso Lafer, o ex-chanceler)

Mercado financeiro? Disk Arminio Fraga, o ex-BC
(Não rolou? Disk Gustavo Loyola? Ocupado? Ah, então vamos no Disk Maílson mesmo)

Mercado financeiro mundial? Disk Paulo Leme
(O cara está em Wall Street, pô, sabe tudo…)

Segurança pública? Disk Zé Vicente
(Ele é durão, estava lá dentro, mas fala como sociólogo. E com a vantagem de não ficar falando em direitos humanos para qualquer “resistência seguida de morte”. É o coronel esclarecido…)

Partidos? PT especificamente? Disk Bolívar
(O cientista político Bolívar Lamounier, mas, por favor, não diga que ele é filiado ao PSDB)

Geografia? História? Demografia? Sociologia? Socialismo? Política? Geopolítica? Raça? Relações internacionais? Coréia? Pré-sal? Cotas? Mensalão? América Latina? MST? Pugilistas cubanos? Liberdade de imprensa? Farc? Tarso Genro? 
Disk Demétrio Magnoli
(Se te ocorrer algum outro assunto, ligue para ele também)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

São Paulo afunda na lama

Uma chuvinha qualquer, como sempre, paralisa São Paulo. Pelo menos os dois demo-tucanos do momento nem prometem mais fazer algo. Os anteriores prometeram céus e terra e só conseguiram lama.

Folha tenta fazer autocrítica

Folha da Ditabranda
A Folha nunca foi idiota, Dimenstein. Idiota é quem acredita no que ela publica.

Reaça do dia 28/05

Essa eu não resisti: não tem nada de reaça, muito pelo contrário, expõe ao mesmo tempo a barriga grotesca da Folha e a "administração" tucana de São Paulo:

Libanês suspeito

Eu acho que o jornalista Janio de Freitas forçou a barra querendo passar à opinião pública que o 'suposto' membro da Al Qaeda 'escolheu' São Paulo por causa da neutralidade 'simpática' do governo brasileiro ante os países islâmicos etc. etc.

Acho que o jornalista deveria rever algumas reportagens, que podem indicar por que os criminosos escolhem São Paulo para se instalarem.

Vou relembrar alguma notícias:
1) Juan Abadia comprou sua proteção em São Paulo, pagando milhões de dólares a policiais civis.
2) Subsecretário da Segurança Pública de São Paulo foi exonerado por suposto envolvimento com criminosos.
3) Delegacias de São Paulo negociadas por até R$ 300 mil.
4) Policiais envolvidos com a máfia dos bingos.
5) Policiais envolvidos com a máfia dos caça níqueis.
6) Policiais do Detran envolvidos na máfia das carteiras de habilitação.
7) Diretores do Denarc envolvidos com traficantes.
8) Sumiço de mais de 600 kg de drogas nas dependências policiais.
9) Sequestro de traficantes para cobrar resgate das quadrilhas.
10) Secretário da Segurança demitido por suposta falta de competência.
11) Grupos de extermínio das polícias Civil e Militar.

Enfim, acredito que, se há grandes criminosos, terroristas e mafiosos escondidos por aqui é porque aqui a segurança pública é fraca, conforme a Folha noticia.
O Abadia que o diga. Foram U$ 5 milhões gastos com a cúpula da Polícia Civil. Se não fossem os federais, ele estaria até hoje residindo em Alphaville, tranquilamente."

CID COSTA (São Paulo, SP)

Notem que a Folha, que sempre responde agressivamente quando é atacada, enfiou o rabo no meio das pernas, assim como o "jornalista" responsável.

Jair Boçalnaro passa dos limites

Minha colaboração para combater a boçalidade fascista está em forma de imagem no fim do texto.

Mário Augusto Jakobskind

Na Câmara dos Deputados há de tudo, inclusive trogloditas políticos. Um deles, o deputado federal Jair Bolsonaro passou dos limites em matéria de sordidez. Ele tem afixado um cartaz na porta de seu gabinete em que aparece um cachorro com um osso na boca e a seguinte legenda: "Desaparecidos da Guerrilha do Araguaia, quem gosta de osso é cachorro".

Bolsonaro
Na verdade, o capitão Bolsonaro sempre defendeu torturadores e figuras da área militar que serviram a ditadura que se instalou no Brasil depois de 1 de abril de 1964. Tem se notabilizado por pronunciamentos provocadores que são reproduzidos em sites de extrema-direita.

Ao discursar e adotar práticas provocativas, Bolsonaro na verdade está se comunicando com seguidores da extrema de direita, onde angaria votos.

Só que agora este parlamentar boquirroto de baixo nível ultrapassou os limites. Deve ser advertido e até mesmo objeto de uma rigorosa investigação da Comissão de Ética da Câmara, que pode levar a uma cassação de mandato se o parlamentar não retirar imediatamente o cartaz desrespeitoso às vítimas da guerrilha de Araguaia e seus familiares, além de pedir desculpas pela ofensa.

O que Bolsonaro fez se equipara ao que nazi-fascistas fazem em relação aos acontecimentos da II Guerra Mundial, muitos deles negando até a existência do Holocausto e sempre quando podem humilhando as vítimas da barbárie do III Reich. Bolsonaro pertence à mesma linhagem e não pode ser objeto de complacência da presidência da Câmara dos Deputados.

Bolsonaro

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Poema mavioso

O TUCANO SAUDOSO

Ah que saudades que eu tenho
Do governo Fernando Henrique
Nosso ex-presidente mais chique
Homem instruído e tolerante
Exceto com a corrupção
Cujo combate levou adiante
Com ousadia, destemor e convicção

Ah que saudades que eu tenho
Daqueles tucanos geniais
Que privatizaram as estatais
Fazendo tudo direitinho
Sem roubar sequer um centavinho
Como sou grato àqueles Varões de Plutarco
Que fizeram da privatização da Vale um marco
Então comemorado alegremente
Enquanto os compradores, coitados
Totalmente ludibriados e enganados
Até hoje se arrependem amargamente!

Ah que saudades que eu tenho
Daquele governo de vestais
Em que não se roubava jamais
Mesmo no Congresso
A única preocupação era o progresso
Não existia troca-troca
Os congressistas tudo votavam
Sem receber nada em troca
E ninguém jamais foi acusado
De qualquer malfeitoria
Enquanto o país avançava
Num clima de paz, progresso e harmonia
Com o povo sempre a festejar
Só a imprensa se desesperava
Sem nada de mal pra falar…

Ah que saudades que eu tenho
Daquela época de ouro
Em que vigiava o tesouro
O inesquecível Dr. Geraldo Brindeiro
Um valente procurador
E intransigente justiceiro
Que angariou então justa fama
Levando os corruptos a viver um drama
Obrigados a tirar férias coletivas
Durante toda a era tucana!

Foi um drama coletivo
Coisa triste de se ver
Milhares de corruptos coçando o saco
Sem ter nada pra fazer
Antes tão ativos e risonhos
Agora deprimidos e tristonhos
Proibidos de roubar
Não encontravam razões para viver
Mergulhados em crises existenciais
Ausentes das manchetes dos jornais
Lamentando sua falta de sorte
Pois um corrupto que se preza
À inatividade prefere a morte
Os corruptos viviam em grande tédio
E em grave crise de abstinência
Aguardando com impaciência
Numa tristeza de lascar
A chegada de novos tempos
Quando então, sem contratempos
Pudessem voltar a roubar!

Com o fim da era tucana
Tendo os gatos ido embora
Dos ratos era chegada a hora
Os corruptos enfim recuperaram
A alegria de viver
E em grandes festas comemoraram
A sua volta ao poder

Ah que saudade que eu tenho daquele tempo
Em que o Fernando de tudo cuidava
E como o Farol de Alexandria
Ele, generoso, nos apontava
O caminho da paz e da harmonia

Ah que saudades que eu tenho!
Daqueles pobres acomodados
Tão tranquilos, tão sossegados
Que além de saber votar
Ainda reconheciam o seu lugar
Hoje está tudo diferente
Qualquer um pensa que é gente
E só quer saber de reivindicar
Tem “sem casa”, “sem terra” e agora, suprema perfídia!
Ousam criticar até nossa impoluta mídia
Tão isenta, democrática e plural
Inventando um movimento dos “sem mídia”
Pra tirar a mídia do seu pedestal!

Ah que saudades que eu tenho
Daquele mundo perfeito
Em que o povo votava direito
Hoje a situação está de chorar
Chegamos até ao extremo
De fazer aliança com os demos
Pra ensinar de novo o povo a votar!

Visconde Zé da Silva Brasileiro, nosso irmão em São Serapião. Direto do
Professor Hariovaldo para a história.

Veja mente até em anatomia

Revista semanal de ficção

Justiça de classe

A Justiça e o homem da esquina
Mauro Santayana , JB DE 27/5/09

Ao anunciar, ontem, a escolha da juíza de origem porto-riquenha Sonia Sottomayor, para a Suprema Corte, o presidente Obama citou o célebre juiz Oliver Wendell Holmes, com a frase marcante: “The life of the law has not been logic, it has been experience”. O postulado de Holmes é anterior à sua nomeação para a Suprema Corte, que se deu em 1902. Encontra-se no trecho axial de seu livro, The common law, publicado em 1881, quando ele tinha apenas 40 anos, mas já era professor de direito. Holmes completa seu pensamento, dizendo que a lei incorpora a história do desenvolvimento de uma nação durante vários séculos, e ela não pode ser tratada como se contivesse somente os axiomas ou as conclusões de um livro de matemática. Com esse entendimento, é natural que Holmes, durante os 30 anos em que atuou na Suprema Corte, tenha sido conhecido como O Grande Dissidente, em um tribunal de maioria formalista e conservadora.

A indicação da juíza Sottomayor começou a provocar, tão logo anunciada, uma discussão democrática nos Estados Unidos. Porta-vozes conservadores a contestam, alegando que ela é uma “ativista”. Ativistas, no entanto, costumam ser os juízes da Suprema Corte. Exemplo desse ativismo foi a decisão, pela maioria de um voto em favor de Bush contra Gore, na fraudulenta votação na Flórida. Esse voto, contra a História, levou ao desastre econômico e político da grande nação, com a violação dos direitos do homem.

Sem referir-se diretamente à carreira singular da juíza – órfã de pai aos 9 anos, que viveu em uma habitação popular do Bronx, criada pela mãe viúva com grande dificuldade – Obama disse ser importante que um juiz conheça como é o mundo e como o povo comum vive. Enfim, com outras palavras, é importante que o juiz ouça o clamor das ruas e entenda o sofrimento do “sujeito da esquina”. O problema essencial da Justiça é o de sua definição. Há casos em que a lei não serve à Justiça. É conhecida a preocupação do grande teórico da Revolução Francesa, o abade Sieyés, em seu Ensaios sobre os privilégios, quando ele diz que a lei – a lei de então, contra a qual se levantavam os sans-culotte – em lugar de promover a Justiça, condenando os privilégios, era deles cúmplice. A lei era, portanto, injusta, como injustas continuam a ser inúmeras leis.

Desse debate participa Joaquim Falcão, com artigo publicado domingo pela Folha de S.Paulo (Empatias e consequencialismos), sobre o que se passa em nosso STF. Falcão citou Obama que, dias antes de escolher a substituta do juiz Souter, e coerente com o juiz Holmes, ponderou que “a decisão judicial não é apenas uma questão de teorias jurídicas abstratas e de notas de rodapé em manuais de direito. Ela tem a ver com as consequências práticas para o cotidiano do povo”.

Ainda agora estamos diante de uma situação que faz excitar a discussão. O juiz Ali Mazloum denunciou o delegado Protógenes Queiroz à Justiça, pela sua conduta nas investigações da Operação Santiagraha. Excluindo-se o fato de que o mesmo juiz foi objeto de investigações da famosa Operação Anaconda – que levou à cadeia o juiz Rocha Mattos – estamos diante de uma situação em que a sentença (ainda que de primeira instância) está em notório desacordo com a opinião das ruas. O juiz se estribou, conforme o noticiário, em regras e normas da Polícia Federal.

O delegado Protógenes talvez tenha cometido faltas disciplinares, puníveis conforme as regras de sua corporação. Essa é uma questão interna da Polícia Federal. Mas é difícil entender por que a Agência Brasileira de Inteligência não pode colaborar com outros órgãos, como é o caso da Polícia Federal, em investigações de interesse nacional. É de evidente interesse nacional a investigação das operações do banqueiro Daniel Dantas, em que há suspeitas de evasão de divisas, de interceptação ilegal de conversas telefônicas e de suborno de autoridades.

Os cidadãos têm acompanhado com atenção o desenrolar desse processo, com a desconfiança de que tudo o que se faz, faz-se em favor dos poderosos. O sentimento nacional, que pode ser aferido nas manifestações livres da grande praça pública que é a internet, é o de que o Poder Judiciário decide em favor dos opressores, enquanto desdenha os oprimidos. Nunca a percepção de que temos uma Justiça de classe foi tão nítida quanto hoje.

Reaça do dia 27/05

Talvez alguém ache que exagero nos adjetivos aos leitores do Estadão, mas vejam esse coitado abaixo: ele acredita em correntes de e-mails! Deve estar até hoje tentando salvar a menininha queimada que precisa que enviem um monte de e-mails para pagar sua operação...

CONTROLE DE CONTAS

Recebi um inacreditável e-mail dando notícia de um supercomputador já em operação no Banco Central para monitorar todas as contas bancárias (150 milhões) de todas as pessoas, interligando nomes, CPFs, CNPJs e movimento bancário com origem e destino, em tempo real, em todo o Brasil. O objetivo seria permitir que qualquer juiz, a Polícia Federal, a Receita Federal, o Coaf e o Ministério Publico recebam senhas para acessar e fiscalizar as contas rapidamente, sem passar por nenhuma burocracia ou autorização. Basta ter o CPF. Segundo a notícia, os arquivos alcançam os últimos cinco anos e seriam atualizados diariamente. Será verdade? Passou pelo Congresso? Não fere o direito ao sigilo bancário? Ou será que foi na base de "os fins justificam os meios"? Tenho uma série de outras perguntas, mas alongariam demais o texto.

Alberto Futuro, São Paulo

terça-feira, 26 de maio de 2009

Coroné dos zóio azul

CorrupTasso
O governador Tasso Jereissati é acusado de beneficiar suas empresas com dinheiro público e de repetir as mesmas práticas dos velhos caciques cearenses

IstoÉ em 2.000

Francisco Alves Filho – Fortaleza
Foto: Eugênio Novaes

Conhecido como o homem que derrotou os antigos coronéis da política cearense em nome da modernidade, o governador Tasso Jereissati (PSDB), chamado carinhosamente pelos eleitores de Galeguin dos Zóio Azul, chega à metade de seu terceiro mandato mergulhado em contradição. Está sendo acusado de repetir um dos principais pecados da velha oligarquia do Estado: receber dinheiro público de forma privilegiada para usar em proveito próprio.

Os autores da acusação não são os políticos de oposição, mas os auditores do Tribunal de Contas da União, que fizeram várias investigações no Banco do Nordeste do Brasil, instituição federal presidida por Byron Queiroz, indicado para o cargo por Tasso, de quem foi secretário de Planejamento.

De acordo com os auditores do TCU, a administração do banco é marcada por várias irregularidades. Uma delas foi o empréstimo à empresa Refrescos Cearenses – cujo proprietário é Tasso – de cerca de R$ 24 milhões, quase três vezes mais que o valor máximo fixado por técnicos do próprio BNB, com dinheiro do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE).

Essas e outras irregularidades praticadas pelo banco com dinheiro do FNE serão julgadas nos próximos dias no TCU, em Brasília. Além disso, o BNB também concedeu à empresa de Tasso um outro financiamento, com juros de 7,7%, muito abaixo do cobrado a outras empresas, que pagaram taxas de 11,37%. O governador também é um dos nomes investigados pela CPI do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), instalada na Câmara Federal. Ele foi acusado de usar em suas empresas notas frias para fraudar a prestação de contas ao BNB.

Charge do Bessinha

Tucanalha Petrobrás

Para Lennon e McCartney



Para Lennon e McCartney
Milton Nascimento

Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer
Não precisam da solidão
Todo dia é dia de viver

Por que você não verá meu lado ocidental?
Não precisa medo não
Não precisa da timidez
Todo dia é dia de viver

Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês
Sou do mundo, sou Minas Gerais

Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer
Não precisam da solidão
Todo dia é dia de viver

Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês

Travessia


Travessia
Milton Nascimento
Composição: Milton Nascimento / Fernando Brant

Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito,
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha,
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto,
Muito tenho prá falar

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedras,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar denovo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedras,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver

Reaça do dia 26/05

Uma alienada padrão no Estadão:

Pobre classe média brasileira: é obrigada a pagar cinco meses de seu salário ao Estado e seus privilegiados e ainda é assaltada nas ruas e em casa.

Suely Borges, São Paulo

Pobre dona Suely, fica lendo esses sonegadores ou quadrilheiros que escrevem na mídia bandida e acha que estão falando sobre ela...

Quando vejo esses parasitas privilegiados reclamando dos impostos altíssimos lembro sempre do meu dentista passeando em seu Audi e pagando menos imposto que eu. A classe média real sonega 80% do imposto ou mais. Médicos, advogados, dentistas, pequenos e médios comerciantes mal reconheceriam uma nota fiscal se lhes fosse apresentada.

Os ricos fazem aquilo que sabemos. Quem realmente é taxado, dentro dos padrões normais de países civilizados, são os trabalhadores melhor remunerados, únicos que não podem esconder o que ganham do fisco. Mesmo assim a maioria de suas declarações poderiam concorrer ao prêmio de melhor ficção.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Gilmar Dantas manifesta-se

O presidente do Opportunity, digo, do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar D. Mendes, perdeu hoje mais uma chance histórica de ficar calado. O amigão do Dantas declarou que a proposta inventada pelos amigos dele de reeleição é "casuísmo": "Acho extremamente difícil fazer a compatibilização com o princípio republicano. As duas medidas (terceiro mandato e ampliação do atual mandato para 6 anos) têm muitas características de casuísmo. Vejo que dificilmente seria aprovado no STF", disse. "A reeleição continuada certamente seria uma lesão ao princípio republicano", afirmou.

"Princípio Republicano" deve ser alguma marca nova de canhaça ou o Gilmarzão esqueceu que fez parte da quadrilha golpista que comprou a reeleição para seu chefe FHC com dinheiro saído sabe-se lá de onde.

Dantas Mendes

Justiça condena Folha por leviandade e sensacionalismo

Folha de S. Paulo
Juíza condena Folha por leviandade e sensacionalismo contra Zuanazzi

A Folha de S.Paulo e a "jornalista' Renata Lo Prete foram condenadas a pagar R$ 139.500,00 a Milton Zuanazzi, ex-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a título de indenização por danos morais. A ação se refere a uma série de notas difamatórias publicadas em 20 de julho de 2007 na coluna Painel, editada por Lo Prete.

O "jornal" afirmou que a Anac mantinha relações “promíscuas” com as empresas de aviação, sugerindo que, no interior da Agência, Zuanazzi seria a pessoa encarregada de defender os interesses da Gol. Segundo a Folha, essa suposta interferência teria feito a Anac liberar a pista do aeroporto de Congonhas onde, três dias antes da publicação da nota, havia ocorrido o acidente com o avião da TAM.

Na ação, Zuanazzi lembra que não foi a Anac quem liberou a pista, mas a Infraero. E ressaltou que a Folha, buscando eleger um culpado pela crise aérea, produziu contra ele acusações que jamais conseguiu provar.

Após a analisar as razões de Zuanazzi e a defesa do "jornal', a juíza Maria Lúcia Boutros Buchain Zoch Rodrigues, da Vara Civil do Fórum de Porto Alegre (RS), concluiu que a Folha foi “irresponsável”, “leviana” e “sensacionalista”, dando ganho de causa ao ex-presidente da Anac.

“Você não suportaria a verdade!”

Laerte Braga

“You can't handle the truth!” Essa fala escolhida a 29ª melhor da história do cinema. Está no filme “A few good men” – “Questão de honra – e foi dita por Jack Nicholson interpretando um coronel da marinha dos EUA comandante de um grupo na base militar de Guantánamo, território cubano ocupado pelos norte-americanos e hoje transformado em campo de concentração de presos políticos.

“Você não suportaria a verdade!”



O filme do diretor Bob Reiner não é nenhuma obra prima, mas é um bom filme. Trata do julgamento de dois fuzileiros navais – mariners – acusados de assassinar um companheiro. Tom Cruise, um tenente da marinha e advogado, prova que a obsessão por segurança e acendrado amor à pátria foram os fatores responsáveis pela morte do fuzileiro e por conta de uma ordem de um coronel – Nicholson – fascista lato senso.

O código “alarme vermelho”. Sinônimo de pare tudo e vá defender a pátria. A pátria, a propriedade privada, os bancos, as grandes corporações, os senhores do mundo.

O principal objetivo do filme, com quatro indicações para o Oscar, é de 1992, foi mostrar que não há lugar para crimes contra os direitos humanos nos Estados Unidos e os responsáveis são punidos. Os fuzileiros que cumpriram ordens acabam absolvidos, o coronel preso.

E Tom Cruise abre caminho para a sua assistente, também oficial da marinha, a atriz Demi Moore. O mocinho e a mocinha.

A reação do chamado mundo cristão, democrático e ocidental ao teste nuclear subterrâneo realizado pela Coréia do Norte reforça esse tipo de fanatismo democrático, ou pelas liberdades, como dizem os norte-americanos. O hino nacional fala em conquistas “nossa causa é justa”. Eles deliberam sobre esse caráter de justa da causa deles.

Segundo a Casa Branca – agora na versão vaselina – a Coréia do Norte transgride normas de segurança e da paz mundial, coloca em risco essa segurança e essa paz – que não existe – Os governos da Coréia do Sul, do Japão e lógico, das colônias na Comunidade Européia fazem coro aos EUA. Israel aproveita-se para tentar ampliar a insensatez sionista atacando o Irã.

“Você não suportaria a verdade!”. Quando Jack Nicholson diz isso no filme está apenas confirmando todo o espectro de terror e barbárie que envolve as ações militares e de inteligência dos EUA mundo afora. Guantánamo, as prisões no Iraque e no Afeganistão. A associação com o presidente narcotraficante Álvaro Uribe da Colômbia e agora o veto do Congresso à proposta do presidente Barak Obama de fechar a base militar em território cubano. As pressões para que não sejam mostradas as cenas de tortura – “asfixia simulada”, explicitamente citada por Obama – os estupros de militares do próprio país por fuzileiros defensores da democracia cristã e ocidental.

O coronel, no filme termina preso. É a exceção. A regra é o seu procedimento. A imagem que o filme tenta transmitir é a do triunfo dos direitos humanos sobre a boçalidade. Mais ou menos como eu faço assim, você deve obedecer, mas você pode ter certeza que eu faço assado.

E é o que acaba prevalecendo. A imagem de justiça, logo, de causa justa.

A Coréia do Norte iniciou suas pesquisas para a fabricação do que chamam “artefatos nucleares de guerra” há cerca de cinqüenta anos, quando o governo dos EUA ameaçou jogar uma bomba atômica sobre a capital do país. Enviou cientistas a antiga União Soviética e lá buscou os meios para chegar ao estágio atual de desenvolvimento de armas atômicas.

Há cinqüenta anos atrás era forte a lembrança da destruição das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki por duas bombas nucleares lançadas pelos norte-americanos.

“A saída, onde fica a saída?”. É a pergunta de uma sobrevivente a esse holocausto de pavor no filme “Hiroshima mon amour”, do cineasta francês Alain Resnais. Um dos maiores da história do cinema.

As grandes redes de tevê, os grandes jornais e as grandes emissoras de rádio dos EUA, da Europa, suas extensões em países como o Brasil – GLOBO, BANDEIRANTES, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, etc – não mostram um décimo da estupidez sionista contra palestinos na “legítima defesa” que invocam para garantir seu território e tomar terras e água palestinas. Para isso prendem, torturam, estupram, seqüestram, matam e dispõem de armas nucleares.

Em seguida colocam outdoors nas terras palestinas anunciando loteamentos com segurança absoluta e a preços de perder de vista.

Já o Irã, sob constante ameaça de ataques militares por parte de Israel e dos EUA é o grande vilão da história.

Armas nucleares são uma estupidez. Armas de um modo geral num sentido mais amplo são uma estupidez. Mas se um tiver, é justo que outro tenha. Pode soar trágico, pode assustar, mas é a maneira encontrada pelo governo da Coréia do Norte para evitar as constantes tentativas de golpes, de situações criadas pela inteligência dos EUA para intervir no país.

Em 2002 a mídia privada da Venezuela montou um golpe de estado contra o presidente Chávez em comum acordo com empresários, banqueiros e latifundiários do país, sempre em conluio com militares “patriotas” e tudo montado e dirigido pela Casa Branca.

Em cima de notícias falsas prenderam o presidente Chávez e foi a reação popular, três dias depois, que o trouxe de volta. Como tem sido a decisão do povo venezuelano que o mantém no governo.

O Departamento Federal de Combate às Drogas do governo dos EUA listou o presidente Álvaro Uribe da Colômbia como ligado ao narcotráfico, como antigo parceiro e beneficiário das “contribuições” de Pablo Escobar, um mega traficante, mas mantém o Plano Colômbia. Uma ação conjunta com o governo do narcotráfico para combate às guerrilhas das FARCS-EP e do ELN. Dominam cerca de cinqüenta por cento do território do país. Na velha desculpa matei porque ele atirou primeiro, imputam às guerrilhas a responsabilidade pelo tráfico de drogas.

O número de assassinatos oficiais na Colômbia é assombroso. Sindicalistas, opositores do governo e Uribe parte agora para um novo mandato mudando a constituição do país e à revelia da vontade popular, induzida ao medo e conduzida pelo medo. Gerado pelos portadores desse vírus de democracia cristã ocidental.

Consuma. Se consumo existo.

Quando o ator Jack Nicholson disse, no filme “Questão de honra” que “você não suportaria a verdade!” estava se referindo à realidade e não à ficção de Hollywood. Quando Hollywood tentava não ser ficção um senador, no final da década de 40 e início da de 50 do século passado, Joseph McCarthy, desencadeou uma ofensiva paranóica contra “comunistas” infiltrados no cinema. Dentre eles Charles Chaplin. Foi para o exílio. Quando o ator Marlon Brando, por muitos considerado o maior de todos os tempos, criticou o controle de grupos judeus sobre Hollywood foi avisado que não conseguiria mais um único papel se não retirasse as suas palavras e se retratasse.

Não se trata de defender a decisão da Coréia do Norte que explodiu um “artefato” mais forte e mais potente pelo menos quatro vezes que o primeiro há alguns anos.

Trata-se de legítima defesa diante da insânia dos donos do mundo.

O que foi a invasão do Iraque? Uma farsa montada em cima de armas químicas e biológicas que Saddam teve um dia. Fornecidas por norte-americanos para combater a revolução islâmica e popular no Irã e não tinha mais. O que é Osama bin Laden? Um combatente muçulmano fanático gerado pelos EUA, gerado e financiado para lutar contra os russos no Afeganistão.

“Você não suportaria a verdade!” parece mais um ato falho, um momento de clímax do filme, talvez até uma tentativa de alerta, de denúncia, mas a verdade é exatamente aquilo que não se deixa ver. O que é exportado é o modelo Tom Cruise, a ficção.

Assim que nem a surra que tomaram no Vietnã e depois Rambo foi lá resolveu tudo a sua maneira.

Quando Perón era presidente da Argentina dois eram os principais jornais do país. LA NACIÓN e LA DEMOCRACIA. Se dizia que Perón vendia LA NACIÓN e pregava LA DEMOCRACIA.

Os Estados Unidos vendem a Disneyworld, ou Tom Cruise, ou Sharon Stone cruzando as pernas num momento de frisson supremo, mas pregam e executam as barbáries que no fundo são a verdade não suportável.

A Coréia do Norte é um minúsculo país – território – na Ásia. Sua bomba é legítima defesa só isso. Do contrário os norte-coreanos serão obrigados a suportar a tal “verdade”. E essa “verdade” vem desde os tempos que James Monroe, presidente dos EUA, disse que “a América para os americanos”. Consolidou-a Theodore Sorensen Roosevelt. Sua política era do do big stick. O grande porrete.

Ou como diz Hilary Clinton, “esperamos que Cuba tome atitudes de reforma para a democracia e os direitos humanos para restabelecermos nossas relações normais e começarmos a conversar sobre o bloqueio”.

É. A culpa é de Fidel Castro.

Exclusivo: a versão original do manifesto pró-Yeda

Num esforço de reportagem nossa equipe conseguiu achar a primeira versão do manifesto em defesa da governadora gaúcha antes que fosse revisto e alterado pela equipe dela.

PSDB

Reaça do dia 25/05

Mais um nascido de onze meses do Estadão:

AÉCIO, A COBRA DE DUAS CABEÇAS


A página A6 de 22/5 mostra uma foto com Aécio Neves junto com outros políticos engravatados e sorridentes com a vida de "boca-livre" que levam à nossas custas e que em países decente jamais gozariam. Ele e os outros "posudos" sorridentes, fazem parte do time dos piores do país e a nenhum deles eu jamais emprestaria dinheiro, aceitaria cheques ou compraria carros usados..

Laércio Zanini, Garça


Esse aí deve ser um pseudônimo do Vampiro Serra: ele "acusa" o playboy Aécio de aparecer junto a políticos. Com quem será que o Vampiro preferiria ver o Aécio? Com a turma da Yeda? A redação do Estadão?

domingo, 24 de maio de 2009

A direita troglodita brasileira

Trechos de um longo texto de Alcino Leite Neto, publicado na Folha quando ela ainda era um jornal e não um partido.

A direita no Brasil vive no tempo das cavernas. A maioria de seu quadro político é formada por trogloditas que envergonhariam qualquer país. É gente sem cultura e sem educação, que vive e calcula sua vida como se estivéssemos no Brasil colonial.

É até mesmo uma direita pré-capitalista, feudalizada, além de nepotista, provinciana, fisiologista e medíocre, e portanto arrogante, com a soberba própria da ignorância. É incapaz de imaginar um projeto para o país, pois só lhe interessa a manutenção dos seus quintais e currais. Entre os seus quadros, ainda existem pessoas que serviram como capangas da ditadura militar.

A chamada direita brasileira jamais pensa a si mesma como uma verdadeira força política que tenha um sentido no conjunto das forças sociais, que elabore um programa nacional e atenda a uma necessidade objetiva de uma parte dos brasileiros a ela inclinados. Ela não passa de uma agremiação de indivíduos que se abrigam sob o teto dos partidos para assegurar sua riqueza, seu prestígio e seu mando.

Antes o Brasil era "só direita", era "só autoritário", era "só conservador". Mas as coisas mudaram. E houve forças políticas que evoluíram. O próprio cidadão mudou, como comprovam as eleições. A direita permaneceu intacta. Ela viveu um idílio com o governo FHC, que adiou sua crise anunciada, mas eis que o bonde da história resolveu passar.

A direita praticamente desapareceu no processo da campanha presidencial. Ela foi incapaz de impor um nome de expressão nacional aos brasileiros. A sua única candidata era uma anedota televisiva. Teve a duração de um comercial. A direita achou que o Brasil ainda era "aquele", que por inanição estava sempre do seu lado. Que a campanha seria outro simulacro de democracia. Mas o país estava e está se mexendo. Em breve, será outro país. A direita pode levar décadas para se constituir segundo as exigências contemporâneas do mundo e do Brasil, se ela não se revolucionar logo.

O desprestígio das forças de direita no Brasil é tão grande que não há um intelectual que ouse falar em seu nome, como ocorre na França com o filósofo Luc Ferry, escolhido aliás para o Ministério da Educação do governo de Jacques Chirac. Todos os intelectuais são de esquerda ou de alguma tendência assemelhada. O último intelectual de direita morreu precocemente: José Guilherme Merquior.

Essa questão parece secundária, mas não é. O desprestígio da direita é tão grande que ela não tem mais quadros ideológicos, intelectuais que a ajudem a pensar o presente e o futuro, que a elucidem sobre os processos sociais contemporâneos e a façam entender a democracia no século 21.

Outro dia, um cartaz perto da Sorbonne avisava: "Estudantes de direita, participem da reunião de jovens da UMP" (União por um Movimento Popular, o partido do presidente Jacques Chirac). Um cientista político de universidade brasileira inclinado à direita prefere comer dois lagartos nojentos a participar de alguma reunião do PFL. É humilhante. É degradante. É difamante. O intelectual de direita no Brasil é um reprimido.

O que existe hoje, falando em nome da direita, são alguns loucos varridos que a imprensa promove à condição de ideólogos para simular a variedade de opinião. A imprensa tem até mesmo receio de nomear os políticos com o qualificativo "de direita", como se fosse uma blasfêmia. E os próprios políticos de direita chegam a reclamar quando assim são classificados. Eles preferem ser "de centro", "de situação" ou, agora, "de oposição".

Alcino Leite Neto

A hipocrisia dos golpistas

Eduardo Guimarães escreveu um excelente texto em seu blog sobre a insuportável hipocrisia da mídia golpista em insistir na divulgação de boatos sobre as intenções "golpistas" de Lula a respeito de um terceiro mandato. Mostra que ela, a mídia golpista, apoiou com entusiasmo o golpista corrupto FHC quando alterou a constituição em benefício próprio, comprando centenas de parlamentares e outros elementos similares.

Não vou reproduzir aqui porque é muito longo, mas recomendo a LEITURA.

Imperialismo e terrorismo

Dick Cheney e Obama: o bunker e o labirinto
Mauro Santayana, JB de 24/05/09

Ao responder, quinta-feira, ao forte discurso de Obama – em que acusa o governo anterior de ter violado os princípios fundadores da República – Dick Cheney foi claro. Disse que, em 11 de setembro de 2001, em um bunker no subsolo da Casa Branca, decidiu agir “no lado escuro”, a fim de “defender” os Estados Unidos. Comprova-se, com sua resposta e o cínico depoimento ao Congresso, que lhe coube colocar em prática o plano estratégico perverso de Paul Wolfowitz e Richard Perle, os principais pensadores do Project for a American Century. Desse grupo de alucinados fizeram parte Rumsfeld e o próprio Cheney – os dois tutores de Bush filho. O ponto central do paper Rebuilding America"s Defenses: Strategy, Forces and Resources for a New Century citava a necessidade de que houvesse “um fato catalisador”, como fora Pearl Harbour, a fim de mobilizar a nação. O texto foi apresentado em setembro de 2000, um ano antes do grande “fato catalisador”, a explosão das Torres Gêmeas.

Se Cheney estava confinado, naquelas horas em que Bush zanzava de um lado a outro em seu avião, Obama hoje se encontra em um labirinto. Isso explica a sua conduta em relação à prisão de Guantánamo. Diante das pressões dos belicistas do Congresso, que lhe negaram recursos, e da oposição do complexo industrial-militar, o presidente adiou o fechamento do presídio. Quinta-feira, ele anunciou o projeto de transferir parte dos prisioneiros para penitenciárias de segurança máxima e os submeter à Justiça americana, o que espicaçou a ira de Cheney. Hitler se matou em seu bunker, mas Cheney continua a contar com o sistema, da qual faz parte a Halliburton. O labirinto é outra coisa. Quem nele está terá que encontrar a saída, com ou sem o fio de Ariadne, ou arrebentar suas paredes.

O presidente não está sozinho. No mesmo labirinto se encontra a civilização que um dia foi “ocidental” e hoje é planetária. Estamos às vésperas de novo Iluminismo ou de outra Idade Média. A crise histórica é antiga, porque se trata de um conflito entre as ideias trazidas pelas revoluções dos séculos 17, 18, 19 e 20, e a reação dos privilegiados. Mas as derrotas, com suas lições, costumam fortalecer os vencidos, embora nem sempre.

Cheney assumiu responsabilidade pela política repressiva, terrorista, clandestina e cruel dos oito anos de Bush, tão repulsivos como foram os anos de Kennedy, Johnson e Nixon no Vietnã. Antes disso, os Estados Unidos tampouco foram fiéis seguidores de Jefferson e Madison. A esse respeito vale reproduzir parte do texto do historiador Arno J. Mayer, publicado em 5 de outubro de 2001, por The Daily Princentonian (Untimely Reflections upon the state of the world):

“De qualquer forma, a partir de 1947, os Estados Unidos assumiram a vanguarda e a posição de principal executor do "terror preventivo" de Estado, agindo exclusivamente no Terceiro Mundo e, portanto, de forma claramente dissimulada. Além dos golpes de Estado durante a Guerra Fria, operados durante seu confronto com a União Soviética, Washington recorreu ao assassinato político, aos esquadrões da morte, e se valeu de reprováveis "lutadores pela liberdade" (entre os quais Osama bin Laden). Organizou a morte de Lumumba e de Allende: tentou fazer o mesmo com Castro, Khadaffi e Saddam Hussein (que, registra a coluna, conseguiriam enforcar em 30 de dezembro de 2006), impôs seu próprio veto contra qualquer esforço de conter, não só a continuada violação dos acordos internacionais e resoluções da ONU, por parte de Israel, mas, da mesma forma, não deixou que se impedisse o "terror preventivo" que esse Estado vem exercendo”.

Talvez para salientar a contemporaneidade de suas reflexões, faltou ao professor Mayer (que é judeu) voltar aos crimes cometidos contra os índios, à Guerra de Anexação contra o México, às intrigas que levaram à anexação do Havaí, ao expansionismo no Pacífico, à secessão da Colômbia, para a construção do Canal do Panamá, nem ao uso da força para manter, sob o domínio da American Fruit e da United Fruit, as “repúblicas bananeiras”.

Como já ocorreu nos Estados Unidos, é provável que o povo vá às ruas, a fim de impedir a continuação da política “no lado escuro”, dentro do país e no resto do mundo. A nação não se resume a Wall Street e ao Pentágono. E essa nação costuma mover-se na defesa da liberdade. Foi assim que o povo se uniu ao clamor mundial contra o massacre no Vietnã.
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