quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Revolução a vista

O presidente da FIESP, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, depois de um namoro com o Partido Verde filiou-se ao Partido SOCIALISTA Brasileiro.

Com os socialistas Paulo Skaf e Gabriel Chalita a revolução é iminente. Às armas, cidadãos!

Partido Socialista Brasileiro

Nepotismo e a competência inata dos Mesquita e Frias

Nepotismo
Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos.

Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes, mas atualmente é utilizado como sinônimo da concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público.

Sei não, Estadão. Acho que empregar o ex-namorado da neta não é exatamente nepotismo. Por falar nisso por que será que no Estadão tem tanto Mesquita há um século? E Frias na Folha têm quantos? Será que tem alguma relação com competência esse amontoado de parentes empregados nesses pasquins? Eu sei que são empresas particulares, mas não são justamente elas que são movidas pela eficiência e coisa e tal? Eles poderiam ficar viajando pelo mundo e recebendo suas partes nos lucros sem fazer a porcaria que o Tavinho, por exemplo, faz.

Líder da bancada Dantas vai a Honduras lutar contra o Brasil

Jungmann, deputado de Dantas/Globo
O Conversa Afiada recebeu a seguinte denúncia de amigo navegante:

Meu caro, uma informação passada de dentro da TV Globo: Raul Jungmann teve e tem relação muito estreita com a redação da Globo em Brasília.

Durante a CPI dos Grampos, alguns jornalistas da Globo chegaram a reclamar da obrigatoriedade de se ouvir Jungmann e colocá-lo no ar em todas as matérias nas quais o alvo era o delegado Protógenes Queiroz (estratégia, aliás, para lá de idiota).

Hoje, soltaram fogos na TV Globo de Brasília, para qual Jungmann vai trabalhar, informalmente, em Tegucigalpa, ao passar informações internas da Embaixada do Brasil para desmoralizar a diplomacia brasileira.

Ele já avisou que vai obrigar os diplomatas brasileiros a abrirem todas as informações internas, inclusive troca de e-mails, para determinar qual foi a participação brasileira na operação que levou Manuel Zelaya de volta à capital hondurenha.

Um produtor e um repórter do Jornal Nacional ficarão à disposição, com exclusividade, para produzir matérias especificamente com Jungmann em Honduras.

Esse é o estado a que chegamos: a terceirização jornalística por meio de um deputado federal que priva da intimidade da TV Globo na capital do país.

Noam Chomsky elogia atuação brasileira na crise de Honduras

Para algum desavisado nascido ontem: Noam Chomsky é considerado o maior intelectual vivo.

Noam Chomsky critica os EUA e elogia o papel do Brasil na crise de Honduras
Brasil ficou acima das expectativas; EUA não usaram 'todas as armas'.
Giovana Sanchez

Ter apoiado o presidente deposto de Honduras e ter dado abrigo a ele em sua Embaixada, fez com que o Brasil assumisse uma posição de destaque no confronto de Manuel Zelaya com o governo interino hondurenho. "Um papel admirável", avaliou o linguista e teórico Noam Chomsky, em entrevista exclusiva ao G1, por telefone.

O professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criticou a "fraca" ação norte-americana na crise da América Central.

Chomsky publicou mais de 80 obras e desenvolveu uma teoria que revolucionou o estudo da linguística. Ele foi um dos ferozes críticos da Guerra do Vietnã, entre 1959 e 1975, e tem extensos trabalhos que criticam a política externa norte-americana. Após os atentados do 11 de Setembro, fez em seu bestseller "9-11" uma análise polêmica dos ataques, condenando tanto os seus autores como os EUA, a quem chamou de "principal nação terrorista" do mundo.

Leia a íntegra da entrevista:

G1 - O senhor acredita que os Estados Unidos apoiaram o golpe em Honduras? Qual tem sido o papel do país nessa crise?

Chomsky - Esse golpe foi incomum, e os Estados Unidos não o apoiaram abertamente. O país se juntou à Organização dos Estados Americanos (OEA) e a outras potências na crítica, mas fez isso de uma maneira fraca - não retiraram seu embaixador, como outras nações fizeram, por exemplo. Também se recusaram a chamar de golpe, o que envolveria cortar muitas ajudas, e não usaram nada de sua capacidade para restaurar a democracia.

Os militares de Honduras são muito ligados aos EUA. Aliás, os americanos usam uma base no país. Após a volta de Zelaya, os Estados Unidos passaram a criticar abertamente Zelaya, e seu embaixador na OEA o chamou de irresponsável. Não diria que o país apoia o golpe, mas, com certeza, não está fazendo algo para se opor. Há fortes segmentos dos Estados Unidos que até são a favor do golpe. A história de que Zelaya queria mudar a Constituição é um pretexto, Zelaya estava aumentando o salário mínimo, introduzindo programas que beneficiariam os pobres, e a pequena elite rica do país não gostou nada daquilo.

G1 - Como o senhor analisa a atitude do Brasil e da Venezuela em relação a Honduras hoje?

Chomsky - Acho que a atitude do Brasil tem sido muito admirável. Ao acolher Zelaya, o país se colocou numa posição a favor da democracia, e é claro que o que o Brasil faz é extremamente importante, pois é o principal país da América Latina.

O caso da Venezuela não é surpreendente, já que Zelaya já era um aliado de Chávez (o presidente Hugo Chávez), então o país se definiu fortemente contrário ao golpe, o que acho que é a posição correta.

G1 - O senhor acha que a volta de Zelaya mudou alguma coisa na dinâmica da organização diplomática na América Latina?

Chomsky - Acho que mudou muito. Os golpistas estão enfrentando uma pressão internacional, da OEA e de maneira mais fraca dos EUA, e agora eles estão caminhando para um confronto direto com o Brasil. Acredito que eles irão recuar. E é uma vergonha que os Estados Unidos não estejam tomando uma atitude mais forte nesse sentido, pois acredito que, se isso acontecesse, o golpe já teria acabado.

A questão crucial vai aparecer em novembro. Porque o que os golpistas estão tentando fazer é manter a situação até as eleições para tentar convencer o mundo de que a eleição é legítima e que isso deveria acabar com a questão. Mas claro que ela não será legítima, não com um governo que foi ao poder por um golpe militar. E a questão crucial vem depois: os EUA irão aceitar o resultado de uma eleição feita por um governo golpista?

G1 - E o que o senhor acha que acontecerá?

Chomsky - Espero que os Estados Unidos recusem, mas não tenho certeza. Acho que os EUA têm simpatia pelo golpe, eles não gostavam dos passos que Zelaya estava dando. Acho que os EUA estão vendo isso como um conflito entre dois grupos opositores que têm diferentes interpretações da lei, e não como um golpe que retirou um presidente eleito do país e o expulsou do país.

G1 - Ainda falando de América Latina, mas sobre a Colômbia. Recentemente tivemos um grande debate sobre a possibilidade do uso de bases militares da Colômbia pelos Estados Unidos, o que foi rechaçado pelos vizinhos sul-americanos. O senhor acha que a Colômbia precisa de ajuda para conter o narcotráfico ou isso seria uma desculpa para a entrada dos Estados Unidos no continente?

Chomsky - Não acredito que seja, quero dizer, o narcotráfico é um pretexto. Há alguns dias, o Panamá permitiu que bases sejam usadas pelos EUA em seu território. Mas isso é uma das coisas que têm acontecido - o treinamento de oficiais militares na América Latina aumentou consideravelmente.

No caso da Colômbia, se você analisar os documentos, especialmente um de abril passado, eles descrevem a base como um sistema geral de vigilância e controle da América Latina, que faz parte de um sistema instalado em outras partes do mundo. Ou seja, é muito maior do que qualquer coisa relacionada ao narcotráfico.

O controle americano sobre a América Latina tem diminuído. Os métodos tradicionais de controle, violência e estrangulamento econômico têm perdido eficácia. Eles ainda existem, mas não como antes. Os EUA estão sendo expulsos de muitos lugares, o Equador foi o último.

Por muitos anos, os americanos têm tentado restabelecer sua dominação. Relembrando, existe uma posição tradicional do país que relembra sua fundação e que diz que os EUA precisam controlar a América Latina.

Sobre o narcotráfico, é interessante como a questão está até sendo discutida! Vamos supor que a China, por exemplo, coloque bases militares no México para conduzir uma guerra química contra Kentucky, Tennessee e Carolina do Norte e envie oficiais para garantir que os Estados Unidos acabem com a produção de tabaco. Nós iríamos rir disso, não iríamos nem discutir. Isso existe pela lógica imperialista que nós nem discutimos.

Além disso, uma comissão de estudos composta por países latino-americano concluiu que a briga contra as drogas é falida. Estudos nos EUA mostraram que oferecer tratamento é bem mais efetivo do que fazer essas operações fora dos países. Apesar de saber disso, o governo continua ano após ano investindo dinheiro. Só há duas opções: eles são loucos ou têm outras intenções.

G1 - Como o senhor avalia a criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e de que forma ela mudou as relações da América Latina com os Estados Unidos?

Chomsky - A Unasul é um desenvolvimento muito importante. Pela primeira vez desde a conquista europeia, a América Latina começou a se mover rumo a uma integração. Essas instituições, além de aumentar as relações entre os países, são importantes porque as nações nunca serão capazes de se defender sozinhas. Na reunião em Santiago, no ano passado, Evo Morales agradeceu o apoio após um referendo que confirmou seu poder (e teve grande oposição por parte de governantes que realizaram consultas para se separar do país) e disse que aquela era a primeira vez que a América Latina tomou seus assuntos nas suas próprias mãos sem a interferência dos EUA.

G1 - Até hoje, os movimentos esquerdistas da América Latina foram estabelecidos seguindo as bases democráticas - presidentes foram eleitos ou mantidos no poder por referendos. Por que o senhor acha que esses governos assustam tanto as grandes potências?

Chomsky - A democracia é muito desapreciada pelas potências por muito boas razões, e a principal é porque a democracia neutraliza o poder, e as potências querem o poder em suas mãos. Os EUA derrubaram governos democráticos de muitos países, e o Brasil é um dos vários exemplos. Os governos democráticos são vistos como ameaças.

A administração Obama pune dois países na America Latina, Bolívia e Venezuela, argumentando que eles não fazem nada contra o narcotráfico. Mas o México, na fronteira americana, é um dos principais centros de narcotráfico! Isso são só armas contra governos democráticos de quem os EUA não gostam.

Reaça do dia 30/09

Burro que lê burrice tem cem anos de assinatura do Estadão

CAFÉ PEQUENO

O embaixador dos EUA na OEA, Lewis Amselem, criticou Manuel Zelaya por seu retorno "irresponsável e tolo" ao país antes que fosse fechado acordo para a crise política. Lula pretendia chamar o irmão maior para a briga e este se descartou - isso é briga para café pequeno! Agora os srs. Silva e Celso Amorim vão ficar com o mico Zé Laya na mão e pagar pela irresponsabilidade de seguir a cartilha do "muy amigo" Chávez. Golpista que pega golpista, assim como ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão.

Alberto B. Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br São Paulo

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Suposto jornalismo

Gafe, como muitas outras coisas, existe ou não. Lendo a notícia constata-se que não há gafe nenhuma, mas sim medo patológico de fazer jornalismo. Com um "suposto" na manchete qualquer coisa fica defensável.
Suposta notícia

Sardenberg apanha de Marco Aurélio Garcia

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Reaça do dia 29/09

Fascismo paulista

Quem acha que o Paulo Henrique Amorim exagera ao dizer que a elite branca de São Paulo é racista e separatista deveria ler o fórum dos leitores do Estadão. Na verdade PHA é bondoso, a elite branca, ou lixo branco, paulista é fascista. Tivesse ela uma maioria de brancos em SP para disseminar sua ideologia e o IV Reich nasceria na Terra da Garoa.
CIRO, ‘GO HOME’

Não é com baixaria que esse falso paulista vai ganhar as eleições. Sr. Ciro Gomes, São Paulo é terra de gente que estuda, trabalha e produz riquezas cujo destino, muitas vezes, é o Nordeste. Seja pela redistribuição de impostos, seja por intermédio dos turistas paulistas que deixam lá milhares de reais por ano. Então, o senhor deveria respeitar mais o povo desta terra, respeitando os seus representantes. Este povo é inteligente, não vota em qualquer um e sabe separar o joio do trigo. Em São Paulo o senhor não tem vez, pisou na bola, logo vai seguir o mesmo caminho da dona Marta.

Károly J.Gombert gombert@terra.com.br Vinhedo

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ditadura 'de facto' em Honduras

Ditadura em Honduras
Centenas de manifestantes se reuniram durante a manhã diante da Universidade de Pedagogia, leste de Tegucigalpa, mas um forte contingente policial cortou a passagem da multidão para impedir que se deslocassem para a zona central da capital.

Os líderes da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe, que busca a restituição de Manuel Zelaya no poder, decidiram fazer um ato nos arredores do centro educativo para não provocar confronto com a polícia.

Muitos dos manifestantes colocaram uma fita na boca para destacar o silêncio imposto pelo governo, que restringiu por 45 dias as liberdades de mobilização, reunião, organização e expressão.
AFP

Festival do Rio 2009

Começou a maior maratona cinéfila do Brasil!

Ditadura "de facto" de Honduras exibe as garras

Governo golpista fecha rádio de oposição em Honduras
Do UOL Notícias

O governo golpista de Honduras fechou, nesta segunda-feira (28), a emissora de rádio Globo de Tegucigalpa, que seria um dos últimos meios de oposição ao regime que funcionava no país, segundo a AFP. No domingo, por decreto, o governo suspendeu durante 45 dias as garantias constitucionais. A medida restringe as liberdades de circulação e expressão, e proíbe as reuniões públicas, entre outras medidas.

Cerca de 20 pessoas das forças de segurança tomaram o edifício da emissora por volta das 5h30 (horário local) e tiraram o sinal do ar. Eles não encontraram resistência, disse à AFP o jornalista Carlos Paz, que trabalha na emissora. Paz disse que ainda não conseguiu localizar o diretor da rádio, o também jornalista David Romero.

A radio Globo já tinha sido fechada pelo regime nos primeiros dias após o golpe de Estado que derrubou o presidente constitucional Manuel Zelaya, em 28 de junho.

A emissora de televisão "36", que também se colocou em oposição a Micheletti, se encontrava na manhã desta sexta-feira cercada por militares e o sinal estava fora do ar, ainda que não tenha sido confirmada se as instalações da TV tenham sido invadidas.

No domingo, o chefe da missão brasileira na OEA (Organização dos Estados Americanos), embaixador Ruy Casaes, confirmou que quatro funcionários da entidade foram impedidos de entrar em Honduras pelo governo interino de Roberto Micheletti.

O governo golpista ameaçou, inclusive, retirar o status diplomático da embaixada brasileira no país, caso o Brasil não defina, em dez dias, a situação do presidente deposto, Manuel Zelaya, que está abrigado na sede diplomática em Tegucigalpa.

Reaça do dia 28/09

A falta que faz o MOBRAL

Com exceção dos próprios novos vereadores ninguém vai ganhar nada com isso, mas basta saber ler para ver que ninguém vai perder também. Ler, claro, não é uma das atividades preferidas da direita chorona.

VEREADORES E CPMF

Mais 7.709 vereadores em todo o Brasil. Pergunto: quanto isso vai representar para o meu bolso?

Valter Gali vgali@concili.com.br São Paulo

domingo, 27 de setembro de 2009

Superalienante

Para quem acha que a Veja é um esgoto, mas a Editora Abril tem produtos de boa qualidade, dê uma olhada nessa obra-prima da alienação:

Superinteressante
Não é uma graça a Superinteressante chamar o desemprego, o desespero e a miséria de "Trabalhar só quando você está a fim e só fazendo o que você gosta"?

Quando será que essa "onda" vai chegar aqui?

Mainardi e Kamel: jornalismo bandido

Mainardi
A autocrítica envergonhada do JN

Matéria do Jornal Nacional sobre o dossiê falso da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A matéria informa que o Ministério Público considerou as acusações falsas e investiga agora se o agente aposentado recebeu dinheiro ou não para divulgar o dossiê.

O valor de um dossiê é diretamente proporcional à repercussão que ele tenha na imprensa. Um dossiê divulgado pelo Giba Um tem valor ínfimo. Pela Veja e pelo Jornal Nacional, valor alto. Se o dossiê foi financiado por alguém e se tinha a expectativa de emplacar em ambos os veículos, o valor certamente foi elevado.

O JN admite, também, que na matéria que deu em maio – repercutindo a Veja – informou que o relatório era da Polícia Federal e não tinha tido sequencia.

Toda essa armação, do lado da Globo, foi de Ali Kamel – que sempre trabalhou estreitamente ligado com o sistema Veja. Na época, foi criticado pelo Nelson Sá, na Folha, que apontou a malícia de colocar a armação de Diogo Mainardi no ar, para poder atingir o Franklin Martins. Kamel rebateu, disse que a imagem ficou “apenas” alguns segundos. “Apenas”… para milhões de telespectadores do Jornal Nacional.

Nenhum jornalista sério do país endossaria as acusações de Mainardi, nenhum. Kamel endossou, sabendo que era alta a possibilidade de ser uma armação. Como endossou a campanha macartista contra livros didáticos, conduzida pela Abril.

São sempre os mesmos personagens e sempre o mesmo jogo de favores recíprocos.

Reaça do dia 27/09

Eu me acuso

EU ACUSO

Na qualidade de cidadão brasileiro reacionário e mentiroso, acuso o governo do meu país de, por meio do Ministério das Relações Exteriores, estar interferindo nos assuntos internos defendendo a democracia da soberana República de Honduras, dando guarida ao ex-presidente, deposto por atentado à Constituição gorilas fascistas. Acuso ainda o ministro Amorim de fazer falsas denúncias ao Conselho de Segurança da ONU e à OEA com o intuito de desestabilizar o atual governo hondurenho e reconduzir o deposto ao poder, numa sórdida trama política urdida em conjunto com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez de usar todos os meios justos e legais. Também como cidadão brasileiro inimigo da liberdade e da democracia, conclamo os Poderes Legislativo e Judiciário a tomarem medidas enérgicas para coibir essas ações do governo brasileiro de golpistas como eu, que são estranhas à nossa conduta histórica de respeito à Constituição e de não-interferência na política interna de países irmãos.


Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com Limeira

sábado, 26 de setembro de 2009

Canção da América

Milton Nascimento

All along the watchtower

Jimi Hendrix

Reaça do dia 26/09

Reaça exemplar

Esse ser de gênero indefinido é um exemplo de reacionarismo: até quando um crime é cometido pela irresponsabilidade dos empresários a culpa é do Estado. Os pobrezinhos dos empresários sonegadores e criminosos são vítimas do Estado malvado. Partindo desse pressuposto ridículo as outras mentiras são apenas consequência.

Não há no mundo absolutamente nada que justifique a morte de duas pessoas pela explosão em Santo André de uma fábrica que produzia irregularmente. Só me questiono o seguinte: não fosse o Brasil um dos países que mais cobram impostos do cidadão, e se os impostos cobrados pudessem ser honrados de forma a não obrigar alguns empresários a usar de subterfúgios para terem lucro, será que muitas empresas não trabalhariam dentro da lei? Em trabalhando dentro da lei, talvez tudo pudesse ter sido evitado.

M. Do Carmo Zaffalon L. Cardoso zaffalon@uol.com.br Bauru

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Bira explica o PPS

Partido Pseudo Socialista - PPS

Manifesto em Defesa da Democracia e do MST

“...Legitimam-se não pela propriedade, mas pelo trabalho,
nesse mundo em que o trabalho está em extinção.
Legitimam-se porque fazem História,
num mundo que já proclamou o fim da História.
Esses homens e mulheres são um contra-senso
porque restituem à vida um sentido que se perdeu...”
(“Notícias dos sobreviventes”, Eldorado dos Carajás, 1996).


A reconstrução da democracia no Brasil tem exigido, há trinta anos, enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por duas décadas de repressão da ditadura militar, até a invenção de novas formas de movimentos e de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isto tem implicado, também, apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de cinco séculos, os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos e como participantes legítimos não apenas da produção da riqueza do País (como ocorreu desde sempre), mas igualmente como beneficiários da partilha da riqueza produzida.

O ódio das oligarquias rurais e urbanas não perde de vista um único dia, um desses novos instrumentos de organização e luta criados pelos trabalhadores brasileiros a partir de 1984: o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST. E esse Movimento paga diariamente com suor e sangue – como ocorreu há pouco no Rio Grande do Sul, por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade social no Brasil: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira numa ocupação traduz-se numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Um País, onde 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel, não podemos considerar uma República. Menos ainda, uma democracia.

A Constituição de 1988 determina que os latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias primas para a produção de drogas, devem ser destinados à Reforma Agrária. Mas, desde a assinatura da nova Carta, os sucessivos Governos têm negligenciado o seu cumprimento. À ousadia dos trabalhadores rurais de garantir esses direitos conquistados na Constituição, pressionando as autoridades através de ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, igualmente intolerável para os senhores do grande capital do campo e das cidades: a disputa legítima e legal do Orçamento Público.

Em quarenta anos, desde a criação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cerca de um milhão de famílias rurais foram assentadas - mais da metade de 2003 pra cá. Para viabilizar a atividade econômica dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa diária pelos investimentos públicos. Daí resulta o ódio dos ruralistas e outros setores do grande capital, habituados desde sempre ao acesso exclusivo aos créditos, subsídios e ao perdão periódico de suas dívidas.

O compromisso do Governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.

É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso Nacional reage, e ataca o MST. Como represália, buscam, mais uma vez, articular a formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST. Seria a terceira em cinco anos. Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva – como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?

E, por que não é criada uma única CPI para analisar os recursos públicos destinados às organizações da classe patronal rural? Uma CPI que desse conta, por exemplo, de responder a algumas perguntas, tão simples como: O que ocorreu ao longo desses quarenta anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade brasileira investiu para que uma verdadeira revolução – do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias – tornasse a agricultura brasileira capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra, nesse período?

O ataque ao MST extrapola a luta pela Reforma Agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição de 1988 – como o que estabelece a função social da propriedade agrícola – e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática do nosso País. É, portanto, contra essa reconstrução democrática que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados no campo e nas cidades. E isso é grave. E isso é uma ameaça não apenas contra os movimentos dos trabalhadores rurais e urbanos, como para toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que está sendo violentada.

É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder. Trata-se, assim, ainda uma vez, de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome, quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos e cidadãs, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, o seu talento, o seu amor pela pátria de todos nós.

Contra a criminalização do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA!

Pelo cumprimento das normas constitucionais que definem as terras destinadas à Reforma Agrária!

Pela adoção imediata dos novos critérios de produtividade para fins de Reforma Agrária!


São Paulo, 21 de setembro de 2009

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Direita, volver!

Freire Partido Pseudo Socialista
O catecismo da conversão
Mauricio Dias, da CartaCapital

A migração dos esquerdistas para a direita é uma trajetória comum na história republicana brasileira, embora não seja um fenômeno exclusivo do Brasil como é, por exemplo, essa curiosa fruta nativa da Mata Atlântica chamada jabuticaba.

Os caminhos dessa conversão política são muitos. E não há problema que isso ocorra, principalmente, quando ex-comunistas, como o agressivo Roberto Freire, ou ex-guerrilheiros, como o delicado Fernando Gabeira, mudaram por acreditar que a democracia política é melhor. Melhor que qualquer autoritarismo que imaginaram melhor para viver.

Agressivo e delicado são dois adjetivos usados intencionalmente para explicar aos que eventualmente não sabem que Freire e Gabeira usaram armas diferentes contra a ditadura militar brasileira. Agressivo era Gabeira que optou pela ação armada. Delicado era Freire que se lançou na oposição política.

O ruim é quando esses ex-militantes de esquerda passam a servir à direita e se esquecem de todas as outras ideias nas quais acreditavam e pelas quais se batiam.

Roberto Freire fundou o Partido Popular Socialista, que nada tem de socialista e, muito menos, de popular. No programa partidário exibido dias atrás, ele pontuou todo o roteiro das falas em oposição ao governo Lula. Atacou, por exemplo, a taxação de cadernetas de poupança acima de 50 mil reais, cuja finalidade, exposta pelo governo, é a de bloquear a utilização dos benefícios da poupança pelos grandes grupos de investidores que migraram das aplicações em virtude da queda nos juros.

Um parlamentar do PPS, Fernando Coruja, com destaque no Congresso, atacou a proposta de Lula de consolidar as leis sociais e torná-las permanentes, como Getúlio Vargas fez com as leis trabalhistas. A entrevista do deputado foi publicada no mesmo jornal em que Lula deu uma entrevista de valor capital. Entre outras coisas, o presidente lembrou:

“Sou de um tempo de dirigente sindical que, quando a gente falava de salário mínimo, as pessoas já falavam logo de inflação. Nós demos, desde que cheguei aqui, 67% de aumento real para o salário mínimo e ninguém mais fala de inflação”.

Embora aliado de Freire, Gabeira segue por caminho diferente. Protegido pela importante capa do ambientalismo ele ataca com outro viés as regras fixadas pelo governo para a exploração do pré-sal. Ambos servem, hoje, à candidatura presidencial conservadora dos tucanos.

Aí é que o bicho pega. Um escritor português, o anarquista Manoel de Souza, tratou desse trânsito político, esquerda-direita, na Europa. “Muitos outros comunistas, maoístas e trotskistas (...) comeram na mesa dos condes e das marquesas, ou nos seus leitos, nas amenas praias mediterrâneas, em nome da reconciliação nacional e de um mundo melhor. Para eles, pelo menos.”

Alguém já disse que eles trocaram o desejo de salvar o mundo pelo oportunismo de salvar-se no mundo.
Sobre eles, o português Souza despejou uma velha e contundente expressão popular da língua portuguesa, não se referindo à mãe que os deu à luz, e sim à condição de oportunistas, “alguém em quem nunca se devia confiar nem deve confiar”.

A invenção não é mesmo nossa, mas, sem dúvida, há brasileiros dando grande contribuição para aperfeiçoar esse comportamento.

ONU exige que cerco à Embaixada do Brasil seja suspenso

Honduras: Conselho de Segurança da ONU exige que cerco à Embaixada do Brasil seja suspenso

RIO - O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta sexta-feira o cerco da Embaixada do Brasil em Honduras e exigiu que ele seja imediatamente interrompido. Desde segunda-feira, a representação diplomática em Tegucigalpa está sendo mantida isolada pela Polícia e pelo Exército em resposta ao fato de o governo brasileiro ter dado abrigo ao presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya.

Embaixada brasileira em Honduras

As palavras exatas


Não existe hoje nos jornais coisa mais irritante do que ler que em Honduras existe um tal de "governo de fato" - ou "de facto", como, pomposamente, escreve o Estadão.

Para que esse cuidado? Por que não informar logo ao leitor o que é o governo "de fato" (ou "de facto") dessa miserável nação centro-americana - um bando de golpistas que defenestrou um presidente que ousou "trair" a sua gente?

Os irmãos Castro são "ditadores". Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa são "populistas". Os golpistas de Honduras são governantes "de fato" (ou "de facto").

O presidente Lula, que já afirmou ter azia quando lê os jornais brasileiros, percebeu a distinção com que os golpistas hondurenhos são tratados e passou um sabão na turma que foi entrevistá-lo em Nova York. Para que essa ginástica que vocês fazem, perguntou?

A questão de Honduras parece ser a bola da vez dessa turma que não se cansa de tentar criar embaraços para o governo brasileiro. Ex-embaixadores notoriamente ligados aos tucanos viraram especialistas em legislação internacional e, com a maior cara de pau, dão pareceres sobre o "erro" que, para eles, foi o abrigo que a embaixada brasileira em Tegucigalpa deu ao presidente deposto.

Na "análise" desses ressentidos, o Brasil deveria ter fechado as portas na cara do mandatário. Para eles, isso sim seria uma atitude que dignificaria a diplomacia do país. Nada a comentar.

E, enquanto procura arranjar mais e mais opiniões para corroborar a tese de que o Brasil se meteu numa grande embrulhada - e há sempre gente disposta a trocar sua dignidade por umas linhas de jornal, uns segundos na televisão - a imprensa se esquece do fundamental: a atitude do governo americano em relação à crise de Honduras.

Pois se quisesse, o tão incensado Barack Obama acabaria com a aventura dos golpistas em questão de horas. Honduras, um país com um PIB de US$ 15 bilhões, três vezes menos que a fortuna estimada de Bill Gates, dominado por meia dúzia de famílias e imerso num pântano de corrupção, depende quase exclusivamente dos americanos, que compram 80% do que ele produz.

Obama precisaria apenas dar alguns telefonemas, algumas ordens ao seu pessoal de lá para fazer os golpistas correrem ao aeroporto.

Em vez disso, prefere, com meia dúzia de frases feitas, posar como democrata e defensor da liberdade - deixando para o Brasil a tarefa de resolver o problema.

Por essas e por outras é que a imagem de Lula está se consolidando, em todo o mundo, como a do mais popular líder político da atualidade.

Carlos Motta

Reaça do dia 25/09

Preconceito e burrice

"Não bastassem os Zés daqui, abrigamos agora um de lá, o Zé Laya”

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br Batatais

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Uma família da pesada

Durante um apagão, Peter resolve instruir a família com a maior história já contada: Guerra nas Estrelas.

Bessinha e o PIG

O "governo de facto" que a direita quer.

Bessinha PIG

América Latina é hoje o lugar mais estimulante do mundo


Em entrevista ao La Jornada, Noam Chomsky fala sobre a América Latina, definindo-a como uma das únicas regiões do mundo onde há uma resistência real ao poder do império. "Pela primeira vez em 500 anos há movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência. Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não podem fazê-lo", diz Chomsky.

A América Latina é hoje o lugar mais estimulante do mundo. Pela primeira vez em 500 anos há movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência. Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não podem fazê-lo.

O Brasil é um exemplo interessante. No princípio dos anos 60, os programas de Goulart não eram tão diferentes dos de Lula. Naquele caso, o governo de Kennedy organizou um golpe de Estado militar. Assim, o estado de segurança nacional se propagou por toda a região como uma praga. Hoje em dia, Lula é o cara bom, ao qual procuram tratar bem, em reação aos governos mais militantes na região. Nos EUA, não se publicam os comentários favoráveis de Lula a Chavez ou a Evo Morales. Eles silenciados porque não são o modelo.

Há um movimento em direção à unificação regional. Começam a se formar instituições que, se ainda não funcionam plenamente, começam a existir, como é o caso do Mercosul e da Unasul.

Outro caso notável na região é o da Bolívia. Depois do referendo, houve uma grande vitória e também uma sublevação bastante violenta nas províncias da Meia Lua, onde estão os governadores tradicionais, brancos. Dezenas de pessoas morreram. Houve uma reunião regional em Santiago do Chile, onde se expressou um grande apoio a Morales e uma firme condenação à violência, o que foi respondido pelo presidente boliviano com uma declaração importante. Ele disse que era a primeira vez na história da América Latina, desde a conquista européia, que os povos tomaram o destino de seus países em suas próprias mãos sem o controle de um poder estrangeiro, ou seja, Washington. Essa declaração não foi publicada nos EUA.

A América Central está traumatizada pelo terror da era Reagan. Não é muito o que ocorre nesta região. Os EUA seguem tolerando o golpe militar em Honduras, ainda que seja significativo que não possa apoiá-lo abertamente.

Outra mudança, ainda que acidentada, é a superação da patologia na América Latina, provavelmente a região mais desigual do mundo. É uma região muito rica, sempre governada por uma pequena elite europeizada, que não assume nenhuma responsabilidade com o resto de seus respectivos países. Isso pode ser visto em coisas muito simples, como o fluxo internacional de bens e capitais. Na América Latina a fuga de capitais é quase igual à dívida. O contraste com a Ásia oriental é muito impactante. Aquela região, muito mais pobre, teve um desenvolvimento econômico muito mais substantivo e os ricos estão submetidos a mecanismos de controle. Não há fuga de capitais; na Coréia do Sul, por exemplo, ele é castigado com a pena de morte. O desenvolvimento econômico lá é relativamente igualitário.

O enfraquecimento do controle dos EUA

Havia duas formas tradicionais pelas quais os EUA controlavam a América Latina. Uma era o uso da violência; a outra, o estrangulamento econômico. Ambas foram debilitadas.

Os controles econômicos são agora mais fracos. Vários países se liberaram do Fundo Monetário Internacional através da colaboração. Também foram diversificadas as ações entre os países do Sul, processo no qual a relação do Brasil com a África do Sul e a China desempenhou um fator importante. Esses países passaram a enfrentar alguns problemas internos sem a poderosa intervenção dos Estados Unidos.

A violência não terminou. Ocorreram três golpes de Estado neste início de século XXI. O venezuelano, abertamente apoiado pelos EUA, foi revertido, e agora Washington tem que recorrer a outros meios para subverter o governo, entre eles, ataques midiáticos e apoio a grupos dissidentes. O segundo foi no Haiti, onde a França e os EUA depuseram o governo e enviaram o presidente para a África do Sul. O terceiro, em Honduras, foi de um tipo misto. A Organização dos Estados Americanos (OEA) assumiu uma postura firme e a Casa Branca teve que segui-la e proceder com muita cautela e lentidão. O FMI acaba de aprovar um enorme empréstimo a Honduras, que substitui a redução da ajuda do governo dos EUA. No passado, estes eram assuntos rotineiros. Agora, essas medidas (a violência e o estrangulamento econômico) ficaram debilitadas.

Os Estados Unidos estão reagindo e dando passos para remilitarizar a região. A Quarta Frota, dedicada à América Latina, que tinha sido desmantelada nos anos 1950, foi retomada, e as bases militares na Colômbia são um tema importante.

Texto completo AQUI

África em Nós

África em Nós promete muita emoção em lindas fotografias

A campanha fotográfica África em Nós, criada pela secretaria de Estado da cultura de São Paulo convoca toda população paulista a participar através da fotografia, no que ela vê, sente e compreende sobre a presença e a herança africana no dia a dia.

O tema é a própria África, o continente mãe. Como perceber os sinais africanos? Quais os sinais perceptíveis em nossa cultura? Cada participante deve realizar sua foto mostrando como vê e sente esta África que existe perto de nós.

Visite o site da campanha AQUI para ler o regulamento e participar. Fotógrafos amadores ou não podem mandar suas fotos até dia 15 de Setembro.

O curador responsável é o fotógrafo renomado Walter Firmo e a organização é pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias.

Reaça do dia 24/09

Golpismo iletrado

O vocabulário da direita golpista brasileira não passa de umas cem palavras, se tanto, mas para defender bandidos não importa o vocabulário, mas sim as armas.
QUEM PAGA A CONTA?

Então, o aprendiz de caudilho, sem ninguém saber ou ser convidado, instala-se na Embaixada do Brasil em Honduras, com família e dezenas de capangas, e de lá, comendo e bebendo, dando entrevistas e estimulando badernas, deixará a "pindura" para nós pagarmos? Pelas notícias, entendo que o amigo delle é vítima de um contragolpe, e não de golpe militar.

Rogério Amir Rizzo rizzomoreno@superig.com.br São Paulo

Charge de Latuff: Mel vs. Goriletti

Mel vs Goriletti

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Que dureza!

Que dureza ter que divulgar uma coisa dessas, não é UOL?

Como não dá para não divulgar o jeito é tentar esconder no meio de irrelevâncias várias, na esperança, vã, de que ninguém leia. Assim não se pode dizer que não divulgado.

Imaginem se o Serra fosse chamado de qualquer coisa boa por alguma revista de Dayton, Ohio (que o parta) como seria diferente a repercussão.
UOL Newsweek

Herói improvável

Interessante a diferença de opinião que existe entre a mídia nacional e internacional, não lembro de algum presidente tratado assim pela Newsweek:

"O político mais popular da Terra", "Por quase sete anos ele fez um trabalho espetacular como presidente do Brasil. Mas será que Lula resistirá à tentação de jogar tudo fora?" , "O herói improvável do Brasil".

Não li tudo e não sei que história seria essa de "jogar tudo fora", a Newsweek não vale esse esforço, mas é impressionante o contraste com o banditismo jornalístico nacional.

Newsweek Lula

Reaça do dia - Edição extraordinária

Meu agradecimento à família Mesquita por permitir que a página do Estadão na internet seja esse esgoto fecundo que é.

Vejamos esse desqualificado:
Cuidar do planeta

Qua, 23/09/09 13:35 , m.amaro@estadao.com.br

Engraçado como o Lula cobra os ricos, mas nunca vi um sofá jogado na Baía de Hudson. Nova Yorque, é um selva de pedra, cercada de mar e num alaga. Nunca vi um fusca, ou uma geladeira jogada no Tâmisa. Ah Lula na Boa, olha que paisinho com povinho de merda é o seu. Depois cobra dos outros.

Esse merda, para usar a linguagem dele, não se contenta em não entender o que lê, precisa mostrar ao mundo como é ignorante. Não basta o conteúdo fascista e imbecil, precisa também da forma iletrada para expô-lo.

God bless America, says the Estadao

O Presidente do Brasil, Brazil para o Estadao, faz o discurso de abertura na ONU, a mídia americana fala sobre o presidente mais popular do mundo, o brasileiro, mas o Estadao, sim o Estadao põe a pátria acima de tudo: o que importa é o nosso presidente, esse mr. Da Silva é coisa de terceiro mundo.

Também é só ver a agenda: nosso presidente Obama fala de coisas que interessam ao mundo todo, deixar as armas nucleares só para nós, e mr. Da Silva fala de coisas locais como a reforma das instituições mundiais e do sistema financeiro global, coisas que só interessam aos índios sulamericanos que o Estadao tanto despreza.
God bless America and fuck the rest

O organograma da Al Qaeda

Faz anos que a mídia publica regularmente coisas como essa:
Al Qaeda #3
O número dois ou três da Al Qaeda vive sendo preso, morto ou fazendo declarações. Basta procurar no Google "número dois da Al Qaeda" ou "número três da Al Qaeda" e encontramos centenas de notícias. Interessante que nunca vi nada sobre outros números, parece que a hierarquia termina no terceiro posto. Confesso ter dificuldade de entender como a mídia sabe dos detalhes dessa organização. A CartaCapital dessa semana está repleta de informações sobre os integrantes, seus postos e problemas enfrentados, a única coisa que nunca divulgam é como sabem disso. Organizações do tipo da Al Qaeda não costumam divulgar seu organograma na Internet, seus membros não usam crachás e seus vídeos não vêm com legendas explicando o "cargo" de quem está falando. Sem contar que, no caso da mídia brasileira, não há especialista nenhum no ramo e nem correspondentes no Paquistão, Afeganistão e vizinhos para ter informações de primeira mão.

A única fonte concebível dessas informações é a CIA, mas ninguém deixa isso claro, talvez para não ter que dizer que essas, digamos, informações são do inimigo da Al Qaeda, de quem quer destruí-la e prender ou matar seus integrantes, sendo, portanto, de veracidade duvidosa. Enfim, para isso é que serve a mídia, não é mesmo?

O Ibope e as chances de Serra

Do AbundaCanalha:
Montenegro Ibope Serra

Reaça do 23/09

Barbárie e paranoia

Impressionante a falta de cultura cívica da direita: eles adoram tanto ter gorilas armados prendendo e arrebentando que rejeitam a atividade política como um todo. Claro que a atividade política criminosa é não só aceita como estimulada por eles. Golpes, tortura, censura, etc. eles aprovam, mas participar limpamente da disputa política é sinal de más intenções. Más intenções que eles nunca notaram em Médici. Pinochet e açougueiros similares, esses sim abnegados patriotas, defensores dos homens bons, como diz o professor Hariovaldo.

"Romário, 'o baixinho' que tantas vezes lavou a alma dos brasileiros em campo, vai se filiar ao PSB. Aparentemente nada demais, visto que ele já se aposentou na carreira futebolística, porém, a se confirmarem as suspeitas, o jogador está indo para onde vão todos aqueles que querem a proteção do guarda-chuva chamado foro privilegiado e imunidade parlamentar. Triste é ver a bandeira que Romário diz que irá defender --a educação. Infelizmente todos apelam à educação para se eleger, o lamentável é que as promessas nunca são cumpridas. E, sinceramente, Romário faria muito pela educação abraçando uma causa, pois tem recursos e um nome a zelar. Na política será mais um a dizer amém."

IZABEL AVALLONE (São Paulo, SP)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Jungmann repete discurso terrorista sobre poupança

O patético deputado Raul Jungmann, informalmente chamado de "líder da bancada Dantas", repete na TV o mesmo ridículo e canalha discurso sobre a poupança. Com certeza terá a mesma repercussão que teve a primeira vez.

Jungmann do Opportunity Party

Nova pesquisa mostra velhos resultados

Pesquisa CNI/Ibope mostra o governo com 69% de aprovação e Lula, pessoalmente, com 81% (!). Como já disse anteriormente, e até o mundo mineral sabe, isso é o máximo possível num país democrático. 81% é um absurdo inconcebível de popularidade, incrível que a mídia perca seu tempo batendo em Lula dia e noite. Esse é o cara, definitivamente.

A tão anunciada "queda" de Dilma, um ano antes das eleições, é mínima. Muito mais interessante é Serra com menos votos a cada pesquisa, 34% agora. Faltando tanto tempo para a eleição pesquisas valem muito pouco, mas levando-se em conta várias pesquisas temos um quadro mais claro: Serra, totalmente blindado pela mídia, não chega nem perto de 40%, pouquíssimo para quem é governador de São Paulo, ex-prefeito, ex-ministro, ex-senador e ex-candidato a presidente. Ciro e Dilma têm 14% cada e qualquer um deles que chegue ao segundo turno terá apoio do presidente com 81% de aprovação, contra um Serra que não tem nada de novo para dizer a ninguém. Dilma deve ter mais apoios, mais tempo na TV e o apoio de Lula em sua primeira disputa eleitoral. Provavelmente deixará Ciro bem atrás e no segundo turno plebiscitário deve atropelar Serra, se é que ele não vai desistir da candidatura e recolher-se a São Paulo, único lugar onde a tucanalha tem força inegável.

Reaça do dia 22/09

Rabo preso com a estupidez

Interessante que ninguém tenha notado os excelentes programas sociais tucanos antes de serem "renomeados" pelo governo atual. Mais interessante ainda que fossem bons antes e ruins agora só porque "mudaram de nome". A sugestão de que o Brasil seja o único país do mundo a não explorar o petróleo porque ele é "sujo" é de uma inteligência ímpar.

O RABO PRESO DA OPOSIÇÃO

A cada dia mais tenho a impressão de que a oposição brasileira tem um "baita rabo preso" com o governo Lula, pois não reage a nada. Esse governo apropriou-se de quase todos os programas sociais das gestões de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, trocou os nomes e divulgou como se fossem obra sua. Exemplos: Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação e Vale-Gás - todos do antigo governo, que foram unidos e renomeados como o "maravilhoso" Bolsa-Família. Agora, enquanto o mundo todo se preocupa com o futuro do planeta, buscando fontes renováveis e limpas de energia, o governo Lula investe em algo que vai de encontro a esse pensamento: o pré-sal, fonte de energia suja, não-renovável, de altíssimo custo de produção e lucratividade duvidosa. Esse "milagre do pré-sal", na verdade, trata-se de mais uma propaganda eleitoreira maciça, repetida diariamente por Lula, o "presidente-palanque", que engana o povo brasileiro com essa história absurda de que ele será a salvação imediata do Brasil. E a oposição? Não se dá ao trabalho nem de esclarecer à população que o pré-sal é algo para um futuro um pouco distante, que começará a render seus frutos, se o País tiver sorte e dinheiro suficientes, só após 2020.

Luiz Carlos Moreira lcm@tableau.art.br Vargem Grande Paulista

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Honduras e o PIG

Parece-me que pedir e exigir são coisas bastante diferentes, mas esperar coerência desses panfletos direitistas é pedir, ou exigir, demais. Se o sujeito foi sequestrado e expulso do país como é que esses golpistas (brasileiros, não hondurenhos) têm a coragem de dizer que "Honduras" pede ou exige sua entrega? A quem a mídia chama de "Honduras"? Se está referindo-se aos representantes legalmente escolhidos pelo povo hondurenho o correto, então, seria dizer "Honduras exige saída de golpistas do poder".
Mídia golpista

Ninguém voltará a nos tirar daqui, diz Zelaya

De volta a Honduras, Zelaya diz que é 'restituição ou morte'

O presidente constitucional de Honduras disse nesta segunda-feira que ninguém voltará a tirá-lo de seu país, e que as palavras de ordem após seu retorno continuam sendo "pátria, restituição ou morte". "A partir de agora, ninguém voltará a nos tirar daqui. Por isso, nossa posição é pátria, restituição ou morte", enfatizou Zelaya diante dos milhares de simpatizantes que permanecem em frente à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o líder deposto está abrigado.
Zelaya Embaixada Brasil

Zelaya volta a Honduras com apoio brasileiro

O único lugar seguro para informar-se sobre o caso é a Telesur. Os jornalistas da Telesur falam direto de Honduras e não com informações de agências internacionais como os "nossos" jornalistas.
Zelaya volta a Honduras e se refugia em embaixada brasileira
Representação diplomática confirma abrigo e esposa do líder deposto agradece a Lula; Amorim deve falar hoje
Efe, AP e Agência Estado

TEGUCIGALPA - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, retornou nesta segunda-feira, 21 ao país. Ele está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, confirmaram fontes da missão brasileira à Agência Estado. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deve se pronunciar sobre o caso ainda hoje em Nova York, para onde viajou por conta da Assembleia Geral da ONU.

A mulher de Zelaya disse que o marido está bem e pronto para iniciar o diálogo para resolver a crise. "Agradeço ao presidente Lula por permitir a entrada dele na embaixada", afirmou Xiomara Castro. Da embaixada brasileira, Zelaya pediu que seus seguidores se acerquem da representação diplomática.

Mais cedo, o líder deposto afirmou em entrevista por telefone que voltou ao país e pediu por um "diálogo nacional e internacional". "Não posso dar mais detalhes, mas já estou aqui", disse Zelaya ao canal 36 da televisão local. O presidente constitucional prometeu ainda falar à imprensa ainda hoje sobre seu retorno. Anteriormente, a chanceler do governo de Zelaya, Patricia Rodas, havia dito que ele estava na sede das Nações Unidas (ONU) na capital, embora o escritório da ONU na cidade houvesse negado a informação.

Zé Celso mata a pau

Dizem que de onde nada se espera nada vem mesmo, mas o grande Zé Celso, de quem eu nada esperava sobre esse assunto, arrebentou nesse artigo. Embora seja tarde para fazer a coisa certa a respeito de Lula fiquei feliz com sua visão moderna e progressista sobre a beata Marina.
Plebiscito
José Celso Martinez Corrêa

Quando soube da candidatura de Marina Silva fiquei muito feliz. Sou admirador de suas lutas pela AMAzônia mas quando li uma reportagem sobre sua posição, pirei:

Criacionista, admite que Darwin deva ser ensinado nas classes mas juntamente com a BíBlia; contra o aborto e contra as pesquisas com células tronco e em religião não acredita na biodiversidade dos deuses, é monoteísta, evangélica!, causadora junto com outros monoteísmos de tanta guerra e terrorismo no mundo. Religiões que partem da idéia estúpida de que há somente uma verdade, a sua.

Se é para se ensinar a mitologia cristã da origem do homem na Bíblia vamos também fazer os alunos conhecerem os mitos e ritos indígenas, africanos, budistas, da arcaica e riquíssima Grécia, que narram a origem do homem. Como uma ecologista do Amazonas não pode ter percebido a riqueza imensa das religiões de origem Tupy!!!?

Quanto ao aborto, as brasileiras e também os brasileiros tem que ser os donos de seu próprio corpo. O Estado não tem que se meter. Isto é nazismo.

Nós precisamos nos desenvolver nesta maravilha que são as pesquisas sobre as células tronco. É sintoma de maior atraso, que pensei ser defendido somente por idiotas como Bush, e caí de quatro quando uma defensora da vida declara esta posição.

Vi no Jornal do Brasil, em uma pesquisa, que se Lula fosse candidato teria a maior votação, em 1º Lugar, líder absoluto com 21,9% de votos e Serra em 2º lugar com apenas 7%.

Está claro que o povo de que faço parte quer a continuação deste governo que trouxe ascensão social da base da pirâmide, abriu-se para todo o mundo inaugurando uma política internacional de solidariedade e Lula tornou-se, por isso, como declarou o presidente Obama, o político mais popular do mundo, que fez criar-se um Ministério da Cultura com o divino Gil e o maravilhoso consolidador, o ecologista Juca Ferreira. A Polícia Federal, pelos poderes humanos como o do policial Protógenes, apesar de todos os panos quentes dos que não tem o espírito da res-pública, da coisa comum, tem conseguido trazer à tona toda a corrupção. A liberdade de manifestação no Brasil é completa, apesar de juízes como o que proibiu o jornal Estadão, darem os toques que indiciam a ditadura que paira ainda das oligarquias familiares no Brasil e que Lula tem sabido até usar para poder governar.

Se no Peru, na Venezuela, por razões democráticas diferentes, fazem-se plebiscitos para que governos que estão dando certo para a maioria permaneçam, porque não iniciarmos um movimento por um plebiscito para que Lula, atendendo à voz da democracia VIVA não formol-lizada, triunfe?

Amor Ordem e Progresso.

José Celso Martinez Corrêa é Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona. Em outubro, retorna a São Paulo com "Cacilda!!". Artigo também publicado no site do Teatro Oficina.

Para não dizerem que não falei (bem) de tucanos

Luiz Carlos Bresser Pereira é um tucano, sendo portanto, por definição, um FDP. Ser um tucano, por definição FDP, não significa ser burro ou cego; talvez a idade o ajude a enxergar melhor que seus colegas de crime, digo, de partido. Esse belo texto foi publicado na Folha Tucana que, obviamente, não me autorizou a publicá-lo. Felizmente eu não perguntei se podia ou não...

Lição de nacionalismo e política

O Estado precisa, sem dúvida, da crítica, mas não à custa de desmoralizarmos o que já conquistamos

O PRESIDENTE Lula, em entrevista ao "Valor Econômico", deu uma lição de nacionalismo e do que significa a política em uma sociedade democrática. Em relação ao primeiro ponto, Lula declarou-se nacionalista, cobrou dos empresários que também o sejam, e disse que há tempos vem demandando que a Vale construa usinas siderúrgicas no Brasil em vez de exportar apenas minério de ferro. Suas palavras: "Tenho cobrado sistematicamente da Vale a construção de usinas siderúrgicas no país. Todo mundo sabe o que a Vale representa para o Brasil. É uma empresa excepcional, mas não pode se dar ao luxo de exportar apenas minério de ferro (...). Os empresários têm tanta obrigação de ser brasileiros e nacionalistas quanto eu!". Acrescentaria, e com mais ênfase, que os economistas também deveriam ser tão patrióticos ou nacionalistas quanto reclama o presidente.
A política de não exportar bens primários, mas bens manufaturados com mais elevado valor adicionado per capita, é mais antiga do que a Sé de Braga. Os grandes reis mercantilistas ingleses, no final do século 15 (sic), já adotavam a política industrial de proibir a exportação de lã para que fosse exportado apenas o tecido fabricado com a lã. Os chineses, recentemente, impuseram imposto à exportação de aço porque querem exportar os bens acabados produzidos com o aço. Dessa forma, além de criarem empregos, criam empregos com maior conteúdo tecnológico, que pagam maiores salários, e assim seu desenvolvimento econômico se acelera. Enquanto isso, nossos economistas nos dizem que o problema deve ser deixado por conta do mercado. Dessa forma, mesmo quando exportamos aço, exportamos principalmente o aço bruto, e estamos concordando em exportar soja em grãos para os chineses que não querem comprar o óleo de soja!

E a lição de política? Em primeiro lugar, Lula revelou, em vários momentos, respeito por FHC, Marina Silva e José Serra. Segundo, defendeu de forma oportuna o Congresso: "O Congresso é a única instituição julgada coletivamente. Mas se não houve sessão você fala: "Deputado vagabundo que não trabalha". E nunca cita os que estiveram lá, de plantão, o tempo inteiro. Quando era constituinte, eu ficava doido porque ficava trabalhando até as duas, três horas da manhã (...). Se vocês não gostam de política, acham que todo político é ladrão, que não presta, não renunciem à política. Entrem vocês na política porque, quem sabe, o perfeito que vocês querem está dentro de vocês".

O presidente tem razão. A política é muito importante, afeta nossas vidas, e deve ser prestigiada e ser adotada como profissão pelos melhores dentre nós. O Brasil precisa dramaticamente de bons políticos, e, felizmente, conta com um bom número deles. De homens e de mulheres dotados de espírito público, de compromisso com a nação, que, sem deixar de defender seus interesses legítimos, defendam também os do Brasil. Mas quando lemos os jornais, quando conversamos com os amigos, parece que ninguém presta. Definitivamente, não é verdade. É verdade que nosso país não conta com um Estado e com uma política como aqueles que existem nos países escandinavos, mas é também verdade que, considerado o grau de desenvolvimento econômico e cultural do Brasil, temos um nível de organização do Estado, de qualidade das instituições, e de compromisso de muitos políticos com a cidadania e o bem público que considero acima da média. Precisamos, sem dúvida, da crítica, mas não à custa de desmoralizarmos o que já conquistamos.

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LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994". Internet: www.bresserpereira.org.br. E é tucano, não esqueçam...
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