quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Auld Lang Syne



Should auld acquaintance be forgot
and never brought to mind?
Should auld acquaintance be forgot
and days of auld lang syne?

For auld lang syne, my dear,
for auld lang syne,
we'll take a cup of kindness yet,
for auld lang syne.

Should auld acquaintance be forgot
and never brought to mind?
Should auld acquaintance be forgot
and days of auld lang syne?

And here's a hand, my trusty friend
And gie's a hand o' thine
We'll tak' a cup o' kindness yet
For auld lang syne
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Meu voto para todos


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Clóvis Rossi mente

Clóvis Rossi
Claro que eu não vou perder tempo explicando o que escreve esse ancião ressentido, essa mistura de amargura e estupidez. Clóvis Rossi nunca passou de medíocre, mas poderia poupar sua biografia desse ridículo atroz passando os últimos momentos de sua vida com a família ao invés de imitar mosca para agradar o patrão playboy e psicopata.

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Fora Jobim, JÁ!

Fora Nelson JobimFora Jobim
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ANISTIA não é AMNÉSIA

Vladimir Herzog
OAB critica Jobim por reagir à criação de comissão para investigar ditadura militar

por Luciana Lima, repórter da Agência Brasil

Brasília - “Anistia não é amnésia”, disse hoje o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, ao criticar as o que chamou de “pressão” do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e de comandantes militares contra a criação da Comissão da Verdade, prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos.

"O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade. Anistia não é amnésia. É preciso conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos. O povo que não conhece seu passado, a sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória como tempos idos e não muito distantes", declarou Britto.

A criação de uma comissão especial para investigar torturas e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985) causou divergência entre o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, órgão responsável pela elaboração do programa, e o ministro da Defesa. Nelson Jobim. Para Jobim e para os militares, a comissão especial teria o objetivo de revogar a Lei de Anistia de 1979.

"Um país que se acovarda diante de sua própria história não pode ser levado a sério. O direito à verdade e à memória garantido pela Constituição não pode ser revogado por pressões ocultas ou daqueles que estão comprometidos com o passado que não se quer ver revelado", disse Britto.

A OAB defende no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal Militar (STM) ações reivindicando a abertura dos arquivos da ditadura e a punição aos torturadores. Já o ministro Jobim disse que a busca pela verdade não pode significar “revanchismo”.

Hoje, o Ministério da Defesa e a Secretaria de Direitos Humanos informaram que os ministros não pretendem falar sobre o assunto nem divulgariam notas a seu respeito.

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Panetone Braziliense

Correio Braziliense
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Reaça do ano

Rodrigo Toledo, Imbecil do ano
Acho que reacionário não é adjetivo adequado para descrever esse sujeito. Imbecil, estúpido e/ou idiota seriam mais adequados. Isso nem sequer é problema ideológico ou de caráter, é estupidez pura.

Sorte do animal morar onde Judas perdeu as botas e não ter a oportunidade de trocar pontos de vista pessoalmente comigo.

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O caso Goldman: um espetáculo canibal

Eu não suporto esse tal Dines há muito, muito tempo, mas esse texto é irretocável.

Lambança exemplar da mídia. Toda a mídia

Por Alberto Dines, no Observatório da Imprensa

Um drama que só tende a crescer porque os meios de comunicação não estão interessados em largar o osso. Perceberam o manancial inesgotável de que dispõem e vão em frente. Mesmo arriscando a vida e a felicidade de Sean Bianchi Goldman.

Hoje, quando se fala em mídia, impossível estabelecer distinções: a mídia americana e a mídia brasileira – pelo menos no caso Sean – exibem as mesmas distorções e leviandades. Como se a yellow press anglo-saxônica e a nativa imprensa marrom fossem a mesma coisa. São a mesma coisa (as origens é que variam).

É aterradora a façanha "jornalística" da rede de televisão NBC ao oferecer um jato para levar David Goldman e seu filho para os EUA. Não foi um ato generoso para garantir a privacidade do menino. Foi uma monstruosa exploração, autêntica cafetinagem jornalística.

David Goldman, modelo profissional, será atração da NBC por muito tempo. E David Goldman só existe na medida em que fala do filho. Mesmo sem o exibir, apenas referindo-se a ele, está criando um clima que tornará impossível uma existência normal para o garoto.

Sem discrição

Sem qualquer escrúpulo ou disfarce, a NBC fez o seu exercício de checkbook journalism, jornalismo com talão de cheque, que em situações normais seria condenado pelos media-watchers, observadores da mídia, se neste momento os media-watchers americanos não estivessem concentrados na discussão sobre os modelos de negócios da indústria esquecidos do conteúdo do produto que esta indústria está oferecendo.

A família brasileira de Sean também se envolveu com a mídia. E como sempre acontece em nossas plagas, pelo viés autoritário. O celebrado clã de causídicos ao qual pertence João Paulo Lins e Silva, pai adotivo de Sean, a pretexto de proteger a criança, preferiu a estratégia da mordaça, a censura judicial: embargou o noticiário sobre o caso. Burrada: este tipo de silêncio não se sustenta, basta ver o que aconteceu com os poderosos Sarney.

A Folha de S.Paulo tentou derrubar o embargo, não conseguiu; meses depois a revista piauí contou a história toda sem colocar em risco a privacidade de Sean e de sua família brasileira. Ao contrário, desvendava-se pela primeira vez a extensão de um drama que a superexposição só poderia agravar.

Censura nunca foi recurso inteligente, mais apropriado seria contrabalançar a xenófoba cruzada iniciada pela mídia americana clamando por respeito à intimidade de Sean.

A entrega no consulado do Rio foi evidentemente midiatizada pela família brasileira. Seu pai adotivo e seus avós maternos poderiam ter procurado as autoridades consulares para acertar procedimentos mais discretos. Aliás, prometeram que a "transição" não seria traumática. David não se oporia, tanto ele como os seus sponsors da NBC não estavam interessados em badalações no Brasil, queriam faturar a chegada nos EUA.

Espetáculo canibal

A idéia de vestir o garoto com a camisa da seleção de futebol é prova cabal de um marketing emocional inadmissível. Aberrante. Sean foi preparado para ser fotografado e esta fotografia deveria tocar a alma brasileira: isto só acontece por meio do futebol em anos de Copa do Mundo.

Sean só poderá ser protegido se a parte sadia da imprensa americana (cada vez menor e menos atuante) criar uma onda para preservar sua privacidade. A mídia americana mais sensível – ou talvez a parte menos paranóica da blogosfera – tem condições para forçar David Goldman a controlar o seu narcisismo e também a sua ambição (desvendada pelo negócio com a NBC), obrigando-o a manter-se longe dos holofotes e dos flashes.

A sociedade americana e o judiciário americano têm condições de evitar este espetáculo sacrificial, esta canibalização emocional de uma criança. Alguém precisa acioná-los. Só a imprensa pode fazê-lo.

P.S. meu: Pode esperar por isso sentado, sr. Dines

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E agora Míriam Leitão?

Bovespa acumula alta de 82,66% em 2009

Bolsa brasileira foi a que teve o melhor desempenho no mundo inteiro
Luciana Xavier, da Agência Estado

SÃO PAULO - A Bovespa operou em leve baixa ao longo de quase toda a quarta-feira, 30, acompanhando as bolsas internacionais, mas ganhou impulso e virou para alta no meio da tarde, acelerando os ganhos na reta final do pregão.

Assim, a bolsa paulista fechou 2009 com chave de ouro, no azul, tendo acumulado alta de 82,66% no ano e recuperado praticamente todas as perdas trazidas pela pior crise financeira global em quase oito décadas. "A expectativa para 2010 é positiva. Não há motivo para pensar em viés negativo", disse um operador.Neste último pregão, o Ibovespa fechou na máxima do dia, aos 68.588,41 pontos, em alta de 0,43%. O giro financeiro foi melhor do que o esperado e somou R$ 4,88 bilhões. A mínima foi de 67.748,99 pontos.

Miriam Urubóloga Leitão
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Obama intensifica Guerra contra o Terror

Afeganistão diz que ação americana matou nove crianças

Uma comissão do governo do Afeganistão que investiga a morte de dez afegãos em um ataque de forças americanas no país disse, nesta quarta-feira, que todas as vítimas eram civis e nove delas, crianças.

Segundo a parlamentar afegã Gulhar Jalal, eles foram mortos enquanto dormiam, no último sábado, em um vilarejo da província de Kunar, no leste do país.
Terroristas Al-Qaeda
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Da igualdade entre as nações

Por Mauro Santayana, no Jornal do Brasil

O orgulho nacional é sentimento que se funda na consciência da igualdade entre os seres humanos. Quando partimos da ideia de que não somos superiores, assiste-nos a certeza de que tampouco somos inferiores. As vicissitudes históricas, assim como as limitações da natureza, podem fazer-nos conjunturalmente mais pobres ou mais ricos, mas não nos convertem em melhores ou piores.

A imprensa do mundo se tem dedicado aos êxitos conjunturais do Brasil com elogios que nos alegram. O presidente Lula é visto como a Personalidade do Ano pelo conceituado Le Monde, e outras publicações. Chefes de Estado a ele se referem com admiração, não só pelos resultados de sua política interna como também por sua capacidade de convencimento na diplomacia direta que vem exercendo, nestes meses de desafios internacionais.

Esse reconhecimento externo tem tido leituras divergentes em nosso país. Para muitos adversários do governo, trata-se de engodo. A oposição quer mostrar o presidente da República como um parvo, que se deixa dominar pela lisonja. É uma leitura, essa, sim, de néscios. O governo brasileiro tem, nestes anos e meses, afirmado, sem jactâncias, seu direito soberano de opinar nas questões internacionais que lhe dizem respeito, como as do aquecimento global, da paz no Oriente Médio, do comércio internacional e do equilíbrio geopolítico na América Latina. Quanto ao problema da preservação ecológica, nenhum outro país do mundo tem a autoridade de que dispomos para dizer o que pensamos. A História nos fez possuidores da maior biodiversidade tropical do planeta, que soubemos preservar com diplomacia, mas também com imensos sacrifícios humanos, e a cuja soberania não podemos renunciar.

Queremos parceiros no comércio internacional, com vantagens e concessões em rigorosa reciprocidade. Quanto à América Latina, não podemos aceitar a subgerência imperial que alguns nos pretendem impor. Não somos o “cachorro grande” do quarteirão, como certos ex-diplomatas se referem à posição econômica, geográfica e política do Brasil. Somos vizinho privilegiado, com fronteiras pacíficas com quase todos os países da América do Sul e não temos problemas com o resto do Hemisfério.

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Antena

Kraftwerk - Antenna


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Radioatividade

Kraftwerk - Radioactivity


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Reaça do dia 30/12

Verdade, seu Zé! Temos dúzias de exemplos que provam sua "teoria": Suécia, Dinamarca, França, Canadá, Japão, Bélgica, Holanda... todos miseráveis, muito ao contrário de povos ricos e livres com Estado fraco como Guatemala, Ruanda, El Salvador, Uganda...

ONDE O ESTADO É FORTE, O POVO É FRACO E MISERÁVEL. DURA REALIDADE

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br Avanhandava

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O ano do gato

Numa manhã de um filme de Bogart,
numa terra onde o tempo voltou atrás...

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Amor paterno

David Goldman O Globo
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Mano Brown e a catástrofe Serra


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Os empresários e os porões da ditadura

Tortura
O empresário nos porões da ditadura


Uma bela surpresa, tanto pela forma quanto pelo conteúdo, o documentário Cidadão Boilesen, que estreou neste fim de semana, é desde já uma referência obrigatória na filmografia sobre os anos de chumbo do regime militar. Mais que apenas a história do personagem complexo, ambíguo, boa-praça e maligno, que foi o industrial Henning Boilesen, entusiasta e apoiador ativo da repressão política e da tortura, o longa-metragem joga luz sobre a até hoje pouco comentada colaboração do empresariado com a ditadura.

Dinamarquês que veio para o Brasil com uma mão na frente e outra atrás, Henning Albert Boilesen teve uma ascensão meteórica em sua carreira profissional, até se tornar presidente do grupo Ultra, conglomerado famoso pela rede de eletrodomésticos Ultralar e pela distribuidora de gás de cozinha Ultragaz. Anticomunista radical, Boilesen empenhou-se pessoalmente na arrecadação de fundos entre empresários para financiar a Operação Bandeirantes (Oban), criada pelos militares para eliminar a guerrilha urbana, que reagia ao endurecimento do regime, depois da decretação do AI-5.

O filme, dirigido por Chaim Litewski, faz um inventário minucioso, e ao mesmo tempo criativo – além das tradicionais entrevistas, recorre a trechos de filmes, linguagem de quadrinhos e leituras de uma peça teatral – para reconstituir a trajetória e o perfil psicológico de Boilesen. Sua equipe vai à Dinamarca, onde uma funcionária da escola em que o industrial estudou mostra um episódio revelador. Professores já notavam traços de sadismo em Boilesen, ao registrarem em boletim a extrema satisfação com que ele via os colegas serem punidos após uma diatribe. Na vida adulta, suas convicções políticas somadas a esse prazer mórbido levariam o empresário a sofisticar os métodos de tortura do DOI-Codi. Boilesen inventou e forneceu aos carrascos uma máquina capaz de controlar, com teclados, a intensidade dos choques elétricos. O instrumento, em sua homenagem, foi batizado de pianola Boilesen.

Com tanto envolvimento nos porões da ditadura, o executivo ficaria marcado como o inimigo número 1 dos guerrilheiros, numa lista prioritária que incluía Pery Igel (dono do grupo Ultra) e Sebastião Camargo (fundador da empreiteira Camargo Corrêa). Estes tiveram mais sorte. Já o dinamarquês foi fuzilado, em 15 de abril de 1971, por militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) e do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT). Durante o depoimento no filme, o hoje professor de música Carlos Eugênio Paz, que pertencia à ALN, assume que era o elemento Alpha, ou seja, o líder da colérica ação de justiçamento. Boilesen levou 19 tiros e ficou com o rosto desfigurado.

A variedade dos depoimentos de amigos, inimigos e testemunhas enriquece o perfil de Henning Boilesen, tido pelos mais chegados como uma pessoa sedutora, de liderança natural. No Brasil autoritário e miscigenado, que ele admirava, Boilesen, segundo um entrevistado, teria encontrado um verdadeiro “banquete” para saciar seus instintos mais primitivos, o que na Dinamarca teria sido barrado pelo sistema.

Para além das elucubrações, entretanto, um dos momentos importantes é quando o personagem é deixado em segundo plano e se faz uma análise sobre as estreitas ligações do empresariado brasileiro com a ditadura. Boilesen não era o maior colaborador, e sim o mais entusiasta.

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Financial Times coloca Lula entre as 50 personalidades que marcaram a década

Texto da BBC AQUI


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Reaça do dia 29/12

Cego, surdo e mudo

Um leitor padrão do Estadão: ignorante e preconceituoso.

Por onde anda o Itamaraty no caso do Suriname? E o sr. Marco Aurélio "top-top" Garcia, não se manifesta? Aposto que se fosse em Honduras...

D. M. Ferreira dermor@estadao.com.br São Paulo

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Maurice Ravel - Bolero


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Musica obrera y campesina

Discover the playlist musica obrera y campesina with Silvio Rodríguez

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Corrida de bicicleta

Bicycle race - Queen
Uma das letras mais estúpidas da história da humanidade. Se alguém traduzir e mandar para o Estadão será publicada com destaque.

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Grupo imaginário assume atentado que não aconteceu

Opinião pública
Al-Qaeda assume autoria de atentado frustrado em avião americano
(AFP)

SANAA — O braço da Al-Qaeda na península arábica reivindicou a autoria do atentado fracassado do dia 25 de dezembro em um voo da Northwest Airlines entre Amsterdã e Detroit, em uma nota publicada em um site islâmico nesta segunda-feira, informou o grupo de monitoramento americano SITE Intelligence.

O comunicado foi divulgado junto com uma foto do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir a aeronave pouco antes da aterrissagem, mas foi contido pelos passageiros.

A Al Qaeda na Península Arábica (AQAP) refere-se a ele como "nosso irmão nigeriano", afirmando que ele quebrou todas as barreiras de segurança nesta operação, destruindo o "grande mito" da inteligência americana, indicou o SITE.

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O legado de 1989 nos dois hemisférios

Noam Chomsky, publicado pela Agência Carta Maior

Este ano marcou o aniversário de grandes eventos ocorridos em 1989: "o maior ano da história do mundo desde 1945", como o historiador britânico Timothy Garton Ash o descreve. Naquele ano, "tudo mudou", escreve Garton Ash. As reformas de Mikhail Gorbachev na Rússia e a sua "impressionante renúncia do uso da força" levaram à queda do Muro de Berlim, em 9 de Novembro – e à libertação da Europa Oriental da tirania russa. Os elogios são merecidos, os eventos, memoráveis. Mas perspectivas alternativas podem ser reveladoras.

A chanceler alemã, Angela Merkel, forneceu – sem querer – uma tal perspectiva, quando apelou a todos nós para "usar este dom inestimável da liberdade para ultrapassar os muros do nosso tempo". Uma forma de seguir o seu bom conselho seria desmantelar o muro maciço, superando o muro de Berlim em escala e comprimento, que serpenteia atualmente através do território da Palestina, em violação do direito internacional.

O “muro de anexação”, como deveria ser chamado, é justificado em termos de “segurança” – a racionalização por defeito para muitas das ações do Estado. Se a segurança fosse a preocupação, o muro teria sido construído ao longo da fronteira e tornado inexpugnável. O propósito desta monstruosidade, construído com o apoio dos EUA e a cumplicidade européia, é permitir que Israel se aposse de valiosa terra palestina e dos principais recursos hídricos da região, negando assim qualquer existência nacional viável à população autóctone da antiga Palestina.

Outra perspectiva sobre 1989 vem de Thomas Carothers, um acadêmico que trabalhou em programas de “reforço da democracia” na administração do antigo presidente Ronald Reagan. Depois de rever o registro, Carothers concluiu que todos os líderes dos EUA foram "esquizofrênicos" – apoiando a democracia quando se conforma aos objetivos estratégicos e econômicos dos EUA, como nos satélites soviéticos, mas não nos estados clientes dos EUA.

Esta perspectiva é dramaticamente confirmada pela recente comemoração dos acontecimentos de Novembro de 1989. A queda do muro de Berlim foi comemorada com razão, mas houve pouca atenção ao que aconteceu uma semana mais tarde: em 16 de Novembro, em El Salvador, o assassinato de seis importantes intelectuais latino-americanos, padres jesuítas, juntamente com a sua cozinheira e sua filha, pelo batalhão de elite Atlacatl, armado pelos EUA, fresco do treino renovado na Escola de Guerra Especial JFK, em Fort Bragg, Carolina do Norte.

O batalhão e seus esbirros já tinham compilado um registro sangrento ao longo da terrível década que começou em 1980 em El Salvador com o assassinato, praticamente às mesmas mãos, de Dom Oscar Romero, conhecido como “a voz dos sem voz”. Durante a década da “guerra contra o terrorismo” declarada pelo governo Reagan, o horror foi semelhante em toda a América Central.

O reinado de tortura, assassinato e destruição na região deixou centenas de milhares de mortos. O contraste entre a libertação dos satélites da União Soviética e o esmagamento da esperança nos estados clientes dos EUA é impressionante e instrutivo – ainda mais quando ampliamos a perspectiva.

O assassinato dos intelectuais jesuítas trouxe praticamente o fim à “teologia da libertação”, o renascimento do cristianismo que tinha as suas raízes modernas nas iniciativas do Papa João XXIII e do Vaticano II, que ele inaugurou em 1962. O Vaticano II "deu início a uma nova era na história da Igreja Católica", escreveu o teólogo Hans Kung. Os bispos latino-americanos adotaram a "opção preferencial pelos pobres". Assim, os bispos renovaram o pacifismo radical do Evangelho que tinha sido posto de lado quando o imperador Constantino estabeleceu o cristianismo como a religião do Império Romano – "uma revolução" que, em menos de um século, transformou a Igreja perseguida numa "Igreja perseguidora", de acordo com Kung.

No renascimento pós-Vaticano II, os sacerdotes latino-americanos, freiras e leigos levaram a mensagem do Evangelho aos pobres e perseguidos, reuniram-nos em comunidades, e encorajaram-nos a tomar o destino nas suas próprias mãos. A reação a essa heresia foi a repressão violenta. No decurso do terror e do massacre, os praticantes da Teologia da Libertação foram o alvo principal. Entre eles estão os seis mártires da Igreja, cuja execução há 20 anos é agora comemorada com um silêncio retumbante, praticamente não quebrado.

No mês passado, em Berlim, os três presidentes mais envolvidos na queda do Muro – George H. W. Bush, Mikhail Gorbachev e Helmut Kohl – discutiram quem merece crédito.

"Eu sei agora como o céu nos ajudou", disse Kohl. George H. W. Bush elogiou o povo da Alemanha Oriental, que "por muito tempo foi privado dos seus direitos dados por Deus". Gorbachev sugeriu que os Estados Unidos precisam da sua própria Perestroika.

Não existem dúvidas sobre a responsabilidade pela demolição da tentativa de reavivar a igreja do Evangelho na América Latina durante a década de 1980. A Escola das Américas (desde então renomeada Instituto do Hemisfério Ocidental para Cooperação de Segurança) em Fort Benning, na Geórgia, que treina oficiais latino-americanos, anuncia orgulhosamente que o Exército dos EUA ajudou a "derrotar a teologia da libertação" – assistida, com certeza, pelo Vaticano, utilizando a mão suave da expulsão e da supressão.

A sinistra campanha para reverter a heresia posta em movimento pelo Concílio Vaticano II recebeu uma incomparável expressão literária na parábola do Grande Inquisidor em Os Irmãos Karamazov de Dostoievski.

Nessa história, situada em Sevilha no "momento mais terrível da Inquisição", Jesus Cristo aparece subitamente nas ruas, "de mansinho, sem ser observado, e contudo, por estranho que pareça, toda a gente o reconheceu" e foi "irresistivelmente atraída para ele".

O Grande Inquisidor ordena aos guardas: "prendam-no e levem-no" para a prisão. Lá, ele acusa Cristo de vir "prejudicar-nos" na grande obra de destruir as idéias subversivas de liberdade e comunidade. Nós não Te seguimos, o Inquisidor admoesta Jesus, mas sim a Roma e à "espada de César". Procuramos ser os únicos governantes da Terra para que possamos ensinar à "fraca e vil" multidão que "só será livre quando renunciar à sua liberdade para nós e se submeter a nós". Então, eles serão tímidos e assustados e felizes.

Assim, amanhã, diz o inquisidor: "Devo queimar-te". Por fim, no entanto, o Inquisidor abranda a pena e liberta-o "nos becos escuros da cidade".

Os alunos da Escola das Américas não praticaram tal misericórdia.

Fonte: In These Times
Artigo traduzido por Infoalternativa.org.

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Piada de americano

Aqui na minha terra diz-se que chance não é coisa que se perca. Mr. Goldman perdeu uma chance extraordinária de ficar com a boca fechada. Ou o menino entrou na justiça com 5 anos e ficou até os 9 exigindo seu direito de mudar para os EUA?

Goldman
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Reaça do dia 28/12

Golpista delirante

Zelaya deu o golpe e os gorilas fascistas são as vítimas. Haloperidol e camisa-de-força.

MICO

O Supremo Tribunal Eleitoral de Honduras declarou oficialmente Porfirio Lobo presidente eleito daquele país. A posse será em 27 de janeiro de 2010. Lobo somou 1.213.695 votos, 56,56%. A forma intransigente do Brasil acerca do golpe dado por Zelaya evidencia o fracasso da diplomacia brasileira. Que mico!

Luciana Lins lucianavlins@hotmail.com Campinas

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domingo, 27 de dezembro de 2009

Tarifa zero

Lúcio Gregori, ex-secretário de transportes de São Paulo, fala sobre a Tarifa Zero e a Municipalização do transporte coletivo.




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Que ninguém durma!

"Nessun dorma" ("Ninguém durma", em italiano) é uma ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. A ária refere a proclamação da princesa Turandot, determinando que ninguém deve dormir: todos passarão a noite tentando descobrir o nome do príncipe desconhecido, Calàf, que aceitou o desafio. Caláf canta, certo de que o esforço deles será em vão.



O príncipe desconhecido (Calàf)

Que ninguém durma!
Que ninguém durma!
Você também, ó Princesa
Em seu quarto frio, olhe as estrelas
Tremendo de amor e de esperança
Mas meu segredo permanece guardado dentro de mim
O meu nome ninguém saberá
Não, não, sobre tua boca o direi
Quando a luz brilhar
E o meu beijo quebrará
O silêncio que te faz minha

Coro feminino

O seu nome ninguém saberá
E nós teremos, oh!, que morrer, morrer

O príncipe desconhecido (Calàf)

Parta, oh noite
Esvaneçam, estrelas
Ao amanhecer eu vencerei!
Vencerei! Vencerei!

Fonte: Wikipedia

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A mulher do ano

Verónica Michelle Bachelet Jeria
Michelle_Bachelet
Eleita em 2005 para ser a primeira presidente do Chile, Michelle Bachelet se aproxima do fim de seu mandato como um dos governantes mais populares e queridos da história do país, com índices de aprovação que beiram os 80%, devidos em boa parte ao traço predominantemente social de sua administração.

Médica, socialista, separada, mãe de três filhos e agnóstica, Bachelet preserva hoje uma ótima imagem entre os chilenos após ter superado dois grandes conflitos em sua gestão: uma rebelião estudantil provocada por uma lei sobre educação -- ocorrida em meados de 2006 e que ficou conhecida como "revolta dos pinguins" -- e problemas desencadeados na capital Santiago no início da operação de um novo sistema de transporte público.

Bachelet entrou para o Partido Socialista nos primeiros anos da década de 1970. Ela perdeu o pai em 1974. Alberto Bachelet, um ex-general da Força Aérea, faleceu após ser torturado por agentes da ditadura de Augusto Pinochet, que havia chegado ao Palácio de La Moneda um ano antes, depois da queda e da morte do presidente socialista Salvador Allende.

Em 1975, a própria presidente foi presa e torturada. Posteriormente, fugiu do país e se exilou na Alemanha Oriental. O regresso ocorreu no fim da década.

Em 2000, Bachelet foi nomeada ministra da Saúde pelo então presidente, Ricardo Lagos, e dois anos mais tarde tornou-se a primeira mulher da história da América Latina a assumir um ministério da Defesa. Foi neste cargo que ela se tornou mais popular, o que abriria o caminho para as eleições presidenciais de 2005.

Na disputa pela sucessão de Lagos, ela venceu no segundo turno o opositor Sebastián Piñera -- que tenta mais uma vez chegar ao cargo neste ano -- ao obter 53,5% dos votos.

Informações da ANSA

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Reaça do dia 27/12

Classe mérdia

Como todo classe-merdista acha que o Estado existe para prender preto, pobre e puta e dar isenções para a classe média e os ricos.

Presidente Lula, Estado forte não é só dinheiro em caixa recolhido na canetada, mas sim um Estado que trabalha. Não é ter dinheiro para comprar votos por meio de programas "sociais", e sim criar condições para que os brasileiros sejam cidadãos.

Eduardo Kamei Yukisaki eduardo_kamei@uol.com.br
Guarulhos

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sábado, 26 de dezembro de 2009

Va', pensiero

Coro dos escravos hebreus. Da ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi.

Va’, pensiero, sull’ali dorate.
Va’, ti posa sui clivi, sui coll,
ove olezzano tepide e molli
l’aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta,
di Sionne le torri atterrate.
O mia Patria, sì bella e perduta!
O membranza sì cara e fatal!
Arpa d’or dei fatidici vati,
perché muta dal salice pendi?
Le memorie del petto riaccendi,
ci favella del tempo che fu!
O simile di Solima ai fati,
traggi un suono di crudo lamento;
o t’ispiri il Signore un concento
che ne infonda al patire virtù
che ne infonda al patire virtù
al patire virtù!

Letra em português

Vá, pensamento, sobre as asas douradas
Vá, e pousa sobre as encostas e as colinas
Onde os ares são tépidos e macios
Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do Jordão
E as torres abatidas do Sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque você chora a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fale-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de Jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.
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Gilmar Mendes e os três Ps

Bessinha explica tudo a respeito da justiça de classe e de cor:
Bessinha Gilmar Mendes
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O Mio Babbino Caro

Composição: Puccini
Interpretação: Anna Netrebko


Ária de Lauretta de Gianni Schicchi

O mio babbino caro,
mi piace è bello, bello;
vo'andare in Porta Rossa
a comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
e se l'amassi indarno,
andrei sul Ponte Vecchio,
ma per buttarmi in Arno!
Mi struggo e mi tormento!
O Dio, vorrei morir!
Babbo, pietà, pietà!

Tradução para o inglês:

My dear father,
I like him, he's beautiful, beautiful;
I want to go to Porta Rossa
and buy the ring!
Yes, yes, I want to go!
And if my love is in vain,
I would go upon Ponte Vecchio (the old Bridge in Florence)
only to jump in the Arno (the river in Florence)
I long for him and torment myself
O God, I'd like to die!
Father, have pity, have pity!

Traduzido por Giuseppe Cusmano

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Reaça do dia 26/12

Vira-lata de terceira categoria

Esse não TEM complexo de vira-lata, É um vira-lata, com todo meu respeito aos cães vira-latas, seres que merecem todo meu carinho.

"Devemos admitir: os EUA são um outro país, sem comparação. Empresa de TV pagou pelo fretamento de avião; Hillary Clinton se envolveu e até um senador paralisou uma votação que beneficiava o país do 'filho do Brasil'. No caso, o governo brasileiro somente concordou e, se algum senador tupiniquim se envolvesse, certamente ficaria com 20% do menino."

RINALDO MACIEL DE FREITAS (Divinópolis, MG)

Vira-lata
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Sonhar é necessário

AS CONVENÇÕES DO CALENDÁRIO

Mauro Santayana, JB de 25/12/09

Quando a convenção do calendário nos adverte de que demos mais uma volta em torno do sol, é costume fazer do ano a vir pequena e temporária utopia. Por mais pessoal que seja, nos limites das próprias aspirações, sabemos que não a edificaremos sem a contribuição dos outros. Não há ser que possa viver absolutamente só. Para ganhar na loteria, esse sonho de alforria econômica e social, é preciso que outros apostem. É assim com tudo: o êxito das nossas empresas, a paz familiar, a alegria do reconhecimento alheio de nossas possíveis virtudes. E não é preciso falar nos sentimentos da amizade e do amor. Indivíduo é aquele que não pode ser dividido por outro, mas que pode e deve dividir-se, para multiplicar-se em seus atos e em seus sentimentos. Ele se faz a partir dos outros, e sua inteligência, quaisquer que sejam os limites dos próprios atos e do conhecimento adquirido, irá influir sobre as pessoas com as quais conviva ou possa comunicar-se.

É raro pensar nessas coisas óbvias, exatamente porque são tão óbvias. De forma quase natural aproveitamos estes dias de renovação da esperança para a confraternização. É o retorno à utopia maior, a da paz. Quando passarem estas horas, voltaremos à guerra de todos contra todos, ou de quase todos contra todos, porque felizmente há quem resista, quem mantenha na alma a chama da solidariedade.

Em magnífico estudo sobre a filosofia do Iluminismo, Ernst Cassirer recorre ao verbete redigido por Rousseau na Éncyclopédie para definir a Economia Política: “Resumamos, em quatro palavras, o pacto social dos dois estados. Você tem necessidade de mim, porque sou rico e você é pobre; façamos então um acordo entre nós: eu permitirei que você tenha a honra de me servir, sob a condição de que você me dê o pouco que lhe resta, pelo trabalho de comandá-lo”. Cassirer observa que, de acordo com Rousseau, a forma de contrato que tem dominado a sociedade até hoje pode implicar uma obrigação jurídica, mas se encontra nas antípodas de todo laço moral autêntico.

Rousseau retorna ao ideal grego republicano. A ordem social só pode ser construída na liberdade. São os homens, no exercício pleno de sua vontade, que devem estabelecer as leis, e essas leis obedecem a duas fontes de legitimidade, a de sua origem e a de seu fim. Elas não podem, a menos que percam a natureza essencial, violar o fundamento da igualdade na construção da ordem. No pensamento grego, a inteligência ética é que deve fixar os limites entre a liberdade individual e a liberdade coletiva, republicana (política, segundo o étimo). Essa consciência ética só pode ser adquirida mediante a razão.

Falta ainda um pensador vigoroso que se detenha a redigir tratado completo sobre a natureza das utopias. Há, e muitos, estudos sobre uma ou outra elaboração utópica, de Platão a James Hilton (com sua ficção sobre Xangrilá), isso sem falar na obra clássica de More. A partir do princípio de que cada um de nós é construtor de utopias – mesmo aqueles que desprezam planejá-las, mas as edificam na esperança, como Epimeteu, o irmão dissidente de Prometeu -, é de se constatar que a esperança é atributo inseparável do espírito humano. Há a esperança de realização individual, que move a sociedade de produção e consumo, exacerbada a partir da tecnologia do desperdício. E há a esperança da realização coletiva. Dois têm sido os caminhos em busca da realização coletiva. Um é o da política, da disseminação das idéias, de que o Evangelho é belo e insubstituível exemplo. Outro, o da força. Quando a situação se torna insuportável para os oprimidos, eles costumam rebelar-se da forma que podem, usando o direito reconhecido pelos humanistas de todos os tempos.

A mais simbólica das rebeliões sociais, a de Espartaco contra o Estado Romano, foi liquidada por Crasso e Pompeu, com a crucificação de seis mil escravos ao longo da Via Appia – 72 anos antes de Cristo. No início, o grande gladiador queria apenas que os escravos pudessem escapar do jugo e refugiar-se em seus países de origem. Mas seus comandados queriam mais, queriam o poder para construir uma sociedade igualitária – e por isso foram massacrados.

Mas as utopias são necessárias. Ao tentar realizá-las, as sociedades avançam. Assim foi possível abolir a escravidão, universalizar-se o ensino, melhorar o nível de vida e da saúde para grande parte da humanidade. Antes que o homem faça, é necessário que sonhe.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Governo Serra bate recorde histórico

Arrecadação de pedágio bate recorde em SP

Correção de tarifas e abertura de mais praças de cobrança elevam arrecadação no Estado em 17% neste ano, para R$ 4,5 bi

Empresas concessionárias obtêm retorno muito acima da taxa básica de juros; governo paulista afirma que modelo não será revisado

da Ditabranda Online
AGNALDO BRITO
DA REPORTAGEM LOCAL

A arrecadação de pedágios em toda a malha rodoviária paulista vai atingir um nível recorde de R$ 4,55 bilhões em 2009, revelam dados da Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo). O valor é 17,3% superior ao que foi arrecadado no ano passado.

Duas razões impulsionaram a transferência de recursos dos usuários de rodovias para as concessionárias ao longo deste ano: a correção pelo IGP-M dos 12 contratos antigos e a abertura de 21 novas praças de pedágios em todo o Estado.
Serra

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A guerra contra o terror

Nas palavras de Mike Prysner: "Terrorismo é a ocupação de outro país, terroristas somos nós americanos".

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Born in the U.S.A.

Nenhuma montagem: The State of Sao Paulo (Big State) 25/12/2009 11h
Estadao
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Construção



Construção
Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público.

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado.

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Reaça do natal

Serrismo paranóico delirante

A sra. Schermann acha que publicar documento falso acusando a ministra de criminosa, atribuir a ela intenções (intenções!) de terceiros, inventar um encontro que nunca houve entre ela e aquela imbecil e publicar diariamente o esgoto fétido de Ferreira Gullar e cia é "falar bem". Evidentemente não é questão política, mas sim psiquiátrica.

De um tempo para cá tenho percebido que o jornal passou a beneficiar a Dilma Rousseff no noticiário. A Folha se dedica a falar bem de Dilma em tudo quanto é canto, e até parece que ela está na frente do governador José Serra e vencerá o segundo turno.

CRISTIANA SCHERMANN (São Paulo, SP)

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O companheiro presidente e os companheiros moradores de rua

Em São Paulo, catadora de material reciclável conta um pouco de sua história para o Blog do Planalto.

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O que é importante para o iG

Isso NÃO é o Último Segundo, onde as notícias estão em ordem cronológica, é a página principal e as notícias estão em ordem de importância. De todas as notícias a mais recente é o prêmio concedido pelo Le Monde, mas não é um assunto tão relevante quanto as supostas intenções do senado para o ano que vem ou uma criança sem nome que vai ser levada aos EUA pelo pai sem nome.
PiG
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FHC suicida-se em Higienópolis

Lula
'Le Monde' elege Lula 'o homem do ano de 2009'
ICI en français

O jornal francês Le Monde escolheu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "o homem do ano de 2009", na primeira vez em que o prestigiado diário de Paris decidiu fazer esse tipo de indicação.

Para justificar sua escolha, o Monde afirma que levou em conta a "trajetória singular de Lula".

"Por sua trajetória singular de antigo sindicalista, por seu sucesso à frente de um país tão complexo como o Brasil, por sua preocupação com o desenvolvimento econômico, com a luta contra as desigualdades e com a defesa do meio-ambiente, Lula bem poderia ter merecido… o mundo."

É a primeira vez em seus 65 anos de história que o Le Monde decide designar uma personalidade do ano. O jornal afirma que tentou fugir das escolhas mais óbvias, como o presidente americano, Barack Obama – até porque, diz o diário, Obama "foi mais homem do ano de 2008 que de 2009".

A escolha de Lula prevaleceu também sobre nomes que o diário chamou de "personalidades negativas", como o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin (que tenta "reconstruir o império soviético", nas palavras do jornal), e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad (que, para o diário, "desafia o Ocidente").

"Desde sua criação, o Monde, marcado pelo espírito de análise do seu fundador, Hubert Beuve-Méry, pretende ser um jornal de (re)construção, senão de esperança; veicula a sua maneira uma parte do positivismo de Auguste Comte, toma partido dos homens de boa vontade", argumenta o diário.

"Nossa escolha de razão e coração recai sobre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva."

É a segunda homenagem de um meio de comunicação europeu ao presidente Lula neste mês. No dia 11, ele foi escolhido pelo jornal espanhol El País uma das cem personalidades mais importantes do mundo ibero-americano em 2009.

Em um perfil assinado pelo próprio primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, Lula foi classificado de "homem que assombra o mundo", "completo" e "tenaz". "Por (Lula) sinto uma profunda admiração", escreveu o premiê espanhol.

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Natal branco

Ver essas cenas do natal do hemisfério norte, frio e branco, alivia o calor infernal desse momento. A sensação térmica é de uns 30°, pelo menos. Quase, só quase, me dá vontade de mudar para a Finlândia.

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Minha mensagem aos leitores fiéis



Boldog karácsonyi ünnepeket és Boldog Új Evet!
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Reaça do dia 24/12

Aproveitando que ninguém está vendo...

O UOL e outros bichos sempre aproveitam dias e horários de baixa audiência e páginas escondidas para mostrar alguma verdade indesejável para eles. Vejam essa sub-sub-manchete de uma manhã, véspera de natal:
UOL Salário mínimo

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Muito amor

Nicolette Larson (17 de Julho de 1952 – 16 de Dezembro de 1997).
Lotta love, de Neil Young.
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Kennedy Alencar entrevista Luiz Carlos Trabuco

RedeTV!

Luiz Carlos Trabuco nasceu em Marília, interior de São Paulo. Filho de mãe doméstica e pai caminhoneiro, acreditou que a ascensão social seria fruto de muito trabalho. O primeiro com carteira assinada foi como auxiliar de tecelão. A vontade de seguir a carreira de professor foi interrompida quando entrou como aprendiz de escriturário, no Banco Bradesco, em 1969. Depois de 41 anos na empresa, Trabuco é presidente do 3º maior banco do Brasil.



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O cachorro de Hitler


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Em defesa das minorias


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Olhe sempre o lado bom

Monthy Python's Life of Brian
Always look on the bright side of life


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Evolução do salário mínimo no governo Lula

Salário Mínimo Governo Lula
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Reaça do dia 23/12

A hiper-direita digital

Do minúsculo grupo de pessoas que entope a caixa postal de TODOS os meios de comunicação do país essa é um destaque. Basta pesquisar seu nome no Google para encontrá-la pregando o ódio e a intolerância de norte a sul do Brasil. Difícil imaginar o que se passa, se é que passa, pela mente desses seres cheios de ressentimento e ódio.

Será mesmo que a nova decisão do STF no caso Battisti colocará Lula numa saia-justa, quase obrigando-o a extraditar o assassino italiano para evitar um confronto com o governo da Itália? Ou só servirá de desafio para quem não admite ser desafiado, fazendo com que, junto com a saia-justa, ele resolva por uma decisão do tipo "salto alto"? Battisti, por alguma razão insondável, tem todo o apoio de Lula. Talvez por algum favor especial recebido...? O futuro nos dirá o que Lula vai decidir.

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com
São Paulo

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Lula e o futebol

Entrevista concedida a rádio O Dia FM do Rio de Janeiro.


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Bazinga!


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Tema de The Big Bang Theory

Completo e com legendas. Desnecessário dizer como a tradução é ruim.
Barenaked Ladies
The Big Bang Theory

Our whole universe was in a hot dense state,
Then nearly fourteen billion years ago expansion started. Wait...
The Earth began to cool,
The autotrophs began to drool,
Neanderthals developed tools,
We built a wall (we built the pyramids),
Math, science, history, unraveling the mysteries,
That all started with the big bang!

"Since the dawn of man" is really not that long,
As every galaxy was formed in less time than it takes to sing this song.
A fraction of a second and the elements were made.
The bipeds stood up straight,
The dinosaurs all met their fate,
They tried to leap but they were late
And they all died (they froze their asses off)
The oceans and pangea
See ya, wouldn't wanna be ya
Set in motion by the same big bang!

It all started with the big BANG!

It's expanding ever outward but one day
It will cause the stars to go the other way,
Collapsing ever inward, we won't be here, it wont be hurt
Our best and brightest figure that it'll make an even bigger bang!

Australopithecus would really have been sick of us
Debating out while here they're catching deer (we're catching viruses)
Religion or astronomy, Encarta, Deuteronomy
It all started with the big bang!

Music and mythology, Einstein and astrology
It all started with the big bang!
It all started with the big BANG!

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Desaprenda português...

...e não aprenda húngaro. Csilla=Chila.

Que me desculpem os húngaros, mas chamar "italiano" de "olazsul" e "alemão" de "németül" é uma ofensa.

Mais da Chila em Celestine Csilla Taylor

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Neil Young - Powderfinger

Interessante como Neil Young sempre canta na primeira pessoa, mesmo quando a ação se passa no século XVI como em Cortez the killer ou aqui onde o narrador suicida-se.

Raised my rifle to my eye
Never stopped to wonder why.
Then I saw black,
And my face splashed in the sky.

Shelter me from the powder
and the finger
Cover me with the thought
that pulled the trigger
Think of me
as one you'd never figured
Would fade away so young
With so much left undone
Remember me to my love,
I know I'll miss her.

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Neil Young - Thrasher

Note o "H" entre o "T" e o "R". Thrasher é uma máquina de colher, colhedeira, daquelas que você vê em filme americano. É o progresso chegando na roça, para grande desgosto do Neil.

Meu amigo Neil NUNCA canta a letra do jeito que está no disco.

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Tema de encerramento de Blade Runner


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Jaques Wagner é líder em pesquisa

Jaques Wagner
Pesquisa do Datafolha divulgada pela nesta terça-feira aponta que o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), tem entre 39% e 45% das intenções de voto para as eleições em 2010 no Estado, contra índices entre 22% e 25% para o ex-governador Paulo Souto (DEM). O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), apresenta de 10% a 13% da preferência do eleitorado. Foram ouvidas 1.055 pessoas entre os dias 14 e 18 de dezembro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

O principal cenário é o que Wagner aparece com 39% das intenções de voto, Souto com 24%, Geddel com 11% e Hilton Coelho (Psol) com 1%. Quando o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto é o candidato do DEM, Wagner chega a 43%, ACM Neto, a 14% e Geddel, a 13%. Em um cenário em que o prefeito de Salvador, João Henrique, é o candidato do PMDB, Wagner fica com 41%.

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Reaça do dia 22/12

Paranóia sinistra

Esse bando de paranóicos que manda seus delírios para o Estadão, são sempre os mesmos, me lembram o saudoso Henfil e seu Ubaldo, o paranóico. A diferença é que na vida real loucura não tem graça nenhuma.

HERANÇA SINISTRA
Imaginem o que o governo Lula não aumentará de gastos em 2010, com a eleição presidencial? Isso, sim, será uma herança sinistra. Quem viver verá!
Tania Tavares
taniatma@hotmail.com
São Paulo

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O gráfico do Datafolha

Do Portal Luis Nassif:
Dilma x Serra no Datafolha
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Caso você se apaixone por um(a) húngaro(a)

Szretelek, sérrétléc. Muito simples.

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Hino Nacional da Hungria


Para facilitar o entendimento:
Magyar Himnusz

Isten, áldd meg a Magyart
Jó kedvvel, bőséggel,
Nyújts feléje védő kart,
Ha küzd ellenséggel,
Bal sors akit régen tép,
Hozz rá víg esztendőt,
Megbűnhődte már e nép
A múltat s jövendőt!

Őseinket felhozád
Kárpát szent bércére,
Általad nyert szép hazát
Bendegúznak vére.
S merre zúgnak habjai
Tiszának, Dunának,
Árpád hős magzatjai
Felvirágozának.

Értünk Kunság mezein
Ért kalászt lengettél,
Tokaj szőlővesszein
Nektárt csepegtettél.
Zászlónk gyakran plántálád
Vad török sáncára,
S nyögte Mátyás bús hadát
Bécsnek büszke vára.

Hajh, de bűneink miatt
Gyúlt harag kebledben,
S elsújtád villámidat
Dörgő fellegedben,
Most rabló mongol nyilát
Zúgattad felettünk,
Majd töröktől rabigát
Vállainkra vettünk.

Hányszor zengett ajkain
Ozmán vad népének
Vert hadunk csonthalmain
Győzedelmi ének?
Hányszor támadt tenfiad
Szép hazám, kebledre,
S lettél magzatod miatt
Magzatod hamvvedre?
Bújt az üldözött, s felé
Kard nyúlt barlangjában,
Szerte nézett s nem lelé
Honját a hazában,
Bércre hág és völgybe száll,
Bú s kétség mellette,
Vérözön lábainál,
S lángtenger felette.

Vár állott, most kőhalom,
Kedv s öröm röpkedtek,
Halálhörgés, siralom
Zajlik már helyettek.
S ah, szabadság nem virúl
A holtnak véréből,
Kínzó rabság könnye hull
Árvák hő szeméből!
Szánd meg Isten a Magyart
Kit vészek hányának,
Nyújts feléje védő kart
Tengerén kínjának.

Bal sors akit régen tép,
Hozz rá víg esztendőt,
Megbűnhődte már e nép
A múltat s jövendőt!

Letra de FERENC KÖLCSEY (1823)
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Pobre paulista

Pobre Paulista
IRA!

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A ameaça Serra

SerraA inapetência administrativa de Serra
Luis Nassif
Do Último Segundo

Independentemente das eleições do próximo ano, quando baixar a poeira permitindo uma avaliação serena de sua administração, o governador José Serra não entrará para a história da administração pública do Estado.

Pelo contrário, o balanço de três anos de gestão revela um mérito – administração financeira responsável – e uma falta de vontade de administrar poucas vezes vista no Estado.

Mesmo a Geraldo Alckmin – que tem lacunas como administrador – não faltava vontade de fazer, embora tivesse dificuldades evidentes para escolher o secretariado e definir políticas públicas inovadoras.

***

No caso de Serra, um dos fatores que pesou foi o fato de, desde o início, estar com a cabeça na futura eleição para presidente da República. Com isso, toda sua energia passou a ser canalizada para articulações e para algo inusitado para um governante com sua responsabilidade: monitorar e responder às críticas da imprensa. Certa vez, em reunião do secretariado, admitiu que chega a gastar três horas por dia lendo os jornais e articulando reações ou respostas a pontos que não lhe agradam.

***

Costuma dormir às quatro da manhã. De madrugada passa mensagens pelo Twitter – sistema de mensagens curtas da Internet. Dormindo tarde, começa a trabalhar tarde.

Seu dia não começa antes das 11 da manhã – em geral, em compromissos fora do Palácio Bandeirantes. Praticamente não participa das reuniões do Secretariado.

Cada Secretário encolheu-se em sua área, faz o seu trabalho sem que Serra tenha noção clara do que acontece no seu governo. Nas reuniões, seu único empenho consiste em cobrar a aceleração de obras, para poder entregar no decorrer de 2010.

***

Entra no jogo apenas em momentos de crise. Quando isso ocorre, não raras vezes emperra o processo decisório com indecisões frequentes.

Na greve da Polícia Civil, por exemplo, permitiu que o caldeirão entrasse em fervura recusando-se durante semanas a receber representantes do movimento. Só tomou uma decisão quando eclodiram conflitos em frente do Palácio Bandeirantes. Na semana seguinte, aceitou sem pestanejar todas as reivindicações dos policiais – inclusive a de reduzir o tempo de trabalho para aposentadoria de 35 para 30 anos.

***

Quando explodiu a crise mundial, industriais paulistas procuraram o Palácio Bandeirantes atrás de medidas que ajudassem a amenizar o desastre – especialmente em máquinas e equipamentos, setor que experimentou queda de 40% na produção.

Serra passou meses sem receber as lideranças. Aí a Abimaq (que representa os fabricantes) acertou um pacto com a CUT e a Força Sindical – que ameaçaram com uma manifestação em frente o Palácio. Só aí Serra aceitou algumas concessões tributárias ao setor, além de destinar uma verba – proveniente de recursos da venda da Nossa Caixa – para financiamento ao setor. Já era mês de março.

Se estivesse à frente do governo federal, essa demora teria sido fatal para a superação da crise.

***

O resultado desse desinteresse se reflete no descontentamento que grassa em seu secretariado – no qual os Secretários são desestimulados a mostrar seu trabalho e Serra, por desconhecimento do que se passa, é incapaz de mostrar realizações na imprensa.

O caso Detran – 1

Logo no início do seu governo, foi estimulado por alguns secretários a tirar o Detran das mãos da Polícia Civil. Alguns funcionários, egressos do governo Mário Covas, lembravam-se do drama do governador. Necessitando de fundos de campanha, foi obrigado a aceitar a sobrevivência dos esquemas do Detran. Mas quando falava do tema, chegava a chorar de raiva e de impotência.

O caso Detran – 2

Com Serra entrando, o caixa de campanha fornido, foi-lhe sugerido limpar a área. Serra recusou com receio da reação da cúpula da Polícia Civil. “Até Pernambuco, de Jarbas Vasconcellos, fez essa limpeza “, contava-me um alto funcionário do secretariado de Serra. Hoje São Paulo é um dos cinco ou seis estados da Federação que ainda não conseguiu romper com os esquemas do Detran.

A gripe suína – 1

A dificuldade em gerenciar o Estado explode em vários outros episódios. Jamais recebeu lideranças de suinocultores no Palácio. Quando ocorreu o famoso episódio da gripe suína – na qual Serra gravou uma entrevista (que virou campeã do Youtube) relacionando a gripe com os porcos -, vendo o estrago convidou o setor para um almoço. Todos foram para o restaurante Varanda Grill e ficaram aguardando o governador.

A gripe suína – 2

Serra chegou atrasado, com uma equipe de TV a tiracolo. Mal cumprimentou os presentes, pediu um bife de carne suína, cortou um pedaço, levou à boca – tudo devidamente registrado pelos cinegrafistas – despediu-se secamente e foi embora. A intenção foi apenas a de registrar cenas, caso os adversários resolvessem explorar o tema na campanha.

Esvaziamento – 1

São Paulo tem as melhores universidades, os melhores institutos de pesquisa do país, as melhores empresas, a infra-estrutura mais completa, os melhores quadros intelectuais. Caso Serra ainda tivesse mantido a energia de outrora, poderia ter mudado a face do país a partir de São Paulo. Com sua inapetência administrativa, houve um afastamento gradativo dos melhores quadros do partido.

Esvaziamento 2

O grande desafio dos próximos anos será a recomposição da oposição, o renascimento do PSDB sob outra base. Aparentemente houve o esgotamento completo da geração que emerge das diretas. FHC já está fora do jogo; Serra joga sua última cartada. Mas o egocentrismo das velhas lideranças, o desaparecimento dos grandes vultos, como Franco Montoro, Mário Covas, impediram a renovação do partido. A nova geração surgirá apenas quando a velha for afastada pelo tempo.

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