O Serra não vai ser contra o Lula.
Não vai ser contra a Dilma.
Não vai ser contra o Fernando Henrique.
Não vai ser contra o passado.
Não vai ser a favor da luta de classe (ou seja, chegamos ao comunismo, com o fim das classes sociais).
Não vai ser contra o Estado.
Não vai ser contra a privatização (especialmente da Vale, por que lutou tanto, segundo o FHC).
Não vai ser contra o Nordeste.
(Especialmente os nordestinos alagados na periferia de São Paulo.)
Não vai ser a favor das “falanges de ódio“ ( o Lacerda gostava muito dessa expressão).
Não vai ser do “nós contra eles” (como se ele pudesse determinar isso).
Ele é a favor de quê ?
Do “Brasil não tem dono”.
(Como assim ? Quem é dono do Brasil ? Quem pensa que é ? Só se for o Gilmar Dantas)
Ele é a favor do “Brasil pode mais”.
Ou seja, o que tem de novo é do Obama.
Até o hino da campanha é um plagio do hino do Santos como diz amigo navegante Fernando.
Não fosse a Ana Hickman, aquele seria um jantar de confraternização dos 50 anos de formados na escolinha dos tucanos, na Sociologia da USP.
Os tucanos de São Paulo gastaram o arsenal.
Eles não têm nada a declarar.
E quando abrem a boca são incapazes de uma frase bem construída, um slogan inteligente.
Os tucanos não conhecem a metáfora (deveriam ler Borges).
Daquela toca não sai mais coelho.
O Fernando Henrique dilapidou toda a munição do CEBRAP (financiado, o CEBRAP, pela CIA, diga-se de passagem).
Serra vai ser candidato com as armas que sempre usou.
A arma mais poderosa é o PiG, especialmente a Globo (e, por extensão, o Globope), a quem prestou recentemente serviço inestimável: agasalhar um terreno invadido há onze anos.
Outra arma (mais poderosa, antes da internet) é o jogo sujo, desleal, como foi a destruição da candidatura da Roseana Sarney, em 2002.
Ou, como diz o Ciro Gomes, Serra numa campanha é garantia de baixaria; ou, se for preciso, o Serra, que não escrúpulo, passa com um trator por cima da mãe.
Prevalece hoje e sempre aquela pergunta do filosofo Paulo Arantes, numa sabatina na Folha: o que pensa esse (o Serra) rapaz?
A resposta é: nada.
Paulo Henrique Amorim

2 comentários:
Quem quiser relembrar como era o Brasil no fim da era demo-tucana, é só ler essa entrevista com Marcelo Canellas – repórter da TV Globo no link: http://jiloespecial.blogspot.com/search/label/A%20geografia%20da%20fome%3B%20Marcelo%20Canellas
Depois é só assistir a série de reportagens do Marcelo feita em junho de 2001 sobre a problemática da fome no Brasil.
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=xhcLP5bAa9w
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=e-9cLi3tKnU
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=RX-wOCUpz6U
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=1dueWazX_WM
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=vF2aNuomk24
Era o Brasil do tempo do governo demo-tucano de FHC, do qual Serra participou ativamente como ministro do planejamento e depois da saúde.
Esse era o Brasil de antes do Fome Zero, do Bolsa-Família e de outros programas sociais do governo do PT, que fizeram com que dezenas de milhões de brasileiros deixassem a pobreza e a miséria.
Quem quiser relembrar como era o Brasil antes de LULA e DILMA
visite SP!
Eis um belo slogan para a campnah tucana.
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