Serra arrumou uma reunião com artistas, para escapar da Yeda, mas quem foi, e não é demotucano de carteirinha, saiu do encontro com uma certeza: Serra é o menos preparado. Se embananou e deixou sem respostas as dúvidas da classe artística do Rio de Janeiro.
O ex-Titãs ficou sem resposta satisfatória, quando quis saber o que Serra diria sobre a legislação “ultrapassada” a que o setor do entretenimento está submetida. “Precisamos rever isso urgentemente. Falo sobre impostos e sobre a legislação trabalhista”, questionou. Ficou com a promessa de uma resposta por e-mail do candidato.
Diante de cerca de 150 pessoas, entre elas, Sandra de Sá, Danuza Leão, Ferreira Gullar, Carlos Vereza e Fausto Fawcett, Serra também revelou não estar por dentro da polêmica distribuição de direitos autorais: “Não entendo do assunto, gostaria de aprender mais sobre isso”, assumiu, depois de tentar pedir socorro a seu vice, Índio da Costa, e outro aliado. Ninguém sabia.
Também provocado a falar sobre propostas para cinema e música, Serra disse que, naquele momento, não queria fazer uma abordagem setorial da cultura, mas se dispôs a apresentar propostas posteriormente.
Sobre financiamento, o candidato disse acreditar que, além da Lei Rouanet, são necessárias mais fontes para a cultura, com "recursos maiores, que cheguem de outra forma". Que outra forma? Serra não soube dizer.
Entre os presentes, nem todos declararam apoio a Serra. A atriz Maitê Proença, por exemplo disse não ter definido seu voto:
- Vim para ouvir as propostas e saber se ele (Serra) tem alguma plataforma para nossa área.
Sondada informalmente sobre a possibilidade de participar do programa eleitoral de TV de Serra, a atriz recusou gentilmente. (dos jornais O Dia e JB)

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