sábado, 31 de julho de 2010

Quem vai perder?

“Serra personifica a chamada direita perversa e burra, a direita alucinada que acredita piamente se manter indefinidamente no poder sem fazer a mínima concessão às questões sociais e direitos humanos”

Márcia Denser
Ao que tudo indica – e todas as pesquisas apontam nesta direção – Dilma deve ganhar a disputa presidencial, até porque agora seu maior aliado eleitoral já não é o presidente Lula, mas o próprio candidato José Serra, cuja imagem e atitude truculentas por si mesmas têm sido mais do que suficientes para afugentar o eleitor, sem contar as gestões neoliberalíssimas de apoio exclusivo ao capital, tornando-o o maior responsável pelo franco declínio de sua campanha.

Serra personifica a chamada direita perversa e burra, a direita alucinada que acredita piamente se manter indefinidamente no poder sem fazer a mínima concessão às questões sociais e direitos humanos – ao lado humano mais que humano do ser humano que precisa trabalhar, comer, morar, respirar & outras coisas de somenos. E mais: promovendo a exclusão e eliminando literalmente qualquer oposição. Porque essa direita declarou guerra ao ser humano. Serra, que encarna esta direita, reduz sua campanha a um “duelo de competências”. Esquecendo-se que presidente não é gerente, país não é supermercado e população não se demite. Exclui. Apaga. Deleta.

Na pesquisa Datafolha, divulgada em 26/7, que coincide com o Vox Populi precisamente nas declarações espontâneas de voto, imunes às distorções de abordagem e amostragem, vemos que Dilma lidera, como segue:
- Datafolha, espontânea (na sua opinião, quem vai ganhar as eleições para presidente da república em outubro?): Dilma 21% X Serra 16% (diferença de cinco pontos);
- Vox Populi, espontânea: Dilma 28% X Serra 21% (diferença de sete pontos).
Nas respostas espontâneas colhidas pelo Datafolha, 4% ainda declaram voto em Lula e outros 4% mencionam ‘no candidato do Lula’ e ‘no candidato do PT’. Um universo de 8 pontos que deve transitar majoritariamente para a candidatura Dilma, graças à maior exposição da ex-ministra ao lado de Lula na propaganda eleitoral gratuita. Pois, como vimos, em questões de imagem, Serra perde feio.

A gota d’água foi o vice. Em São Paulo se ouve por toda parte: “No Serra, eu não voto. Deus me livre, já imaginou se o sujeito pifa e esse Índio vira presidente do Brasil?”.

O fato é que, ao acolher como vice o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), inexperiente, inexpressivo, um ilustríssimo desconhecido para o resto do país, parece que Serra esqueceu completamente o eleitor.

Por quê? Entre outras razões, porque, no Brasil, a possibilidade do vice-presidente assumir o mandato presidencial não é algo remoto, mas um evento perfeitamente possível de ocorrer e a qualquer momento, pois nossa memória política recente ainda registra que Sarney, vice de Tancredo, foi presidente durante cinco anos, de 1985 a 1990, e Itamar Franco, vice de Collor, arriado do poder em 1992, exerceu o mandato até 1995. Sem entrar no mérito de um ou outro, constata-se apenas o fato. Sem contar que o próprio Serra, campeão de alpinismo eleitoral, não costuma terminar mandatos para os quais é eleito, nem jurando de pé junto e registrando em cartório. Se a questão é competência para governar o Brasil, referido vice teria alguma?

Serra não é exatamente o pós-lula, é um retro-FHC. Ou Zé Pedágio, como é chamado “carinhosamente" pelos paulistas. E agora já não estamos mais nos referindo à imagem mas à sua peculiar competência – que ele pretende estender para todo o país e por um bom tempo.

Sob as gestões do PSDB de Serra, Sampa ganha um novo pedágio a cada 40 dias.

Desde o início da privatização das rodovias de São Paulo, em 1998, foram instalados 112 pedágios nas estradas paulistas, estado que já tem mais pedágios do que todo o resto do Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, são 160 pontos de cobrança em vias estaduais e federais no território paulista, contra 113 no restante do país. Em resumo, fica mais barato viajar para outro estado do que dentro do próprio. Cruzar de automóvel os 404 km entre a capital paulista e Curitiba, PR, custa R$ 9 em tarifas, mas para cobrir a mesma distância até, digamos,Catanduva, paga-se R$ 46,70.

No entanto, tocar publicamente neste assunto já custou o emprego de dois conhecidos jornalistas da TV Cultura, Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli, quando no Roda-Viva questionaram Serra sobre os pedágios abusivos cobrados nas rodovias privatizadas de Sampa.

Mas essa privatização generalizada da vida (por que não terceirizar a primeira missa, nos dias úteis?) me lembra um refinado monólogo escrito por Roberto Schwarz (¹) na primeira pessoa dum futuro dono de pinguela, com pedágio para pedestres, do qual extraio alguns trechos : “Há coisa mais poética do que um casal que compra uma ponte?... Que raiva me dá quando vejo as pessoas respirando de graça! Retrocesso não é comigo, vou me defender da inadimplência dos despossuídos. Não sei se quero a pinguela (o pedágio), que vai me dar uma porcaria por não sei quanto tempo, o qual tratarei de prolongar ao máximo, à bala ou como for possível, depois do que não fico no país nem um minuto mais!.”

(¹) In Seqüências Brasileiras, pg. 239. S.Paulo, Cia das Letras, 1999

Estadão completa mais um ano de censura à verdade

O Estadão não está sob censura nenhuma desde o fim da ditadura que defendeu até o último dia de existência.

O Estadão sempre conspirou abertamente contra as instituições democráticas, mas jamais foi censurado por nenhum regime democrático, claro. Quem censurou o Estadão foi o regime terrorista que ele ajudou a pôr no poder e defendeu sempre, mesmo censurado.

É uma vergonha que essa quadrilha diga-se censurada num regime democrático quando sempre defendeu, e defende ainda hoje, o autoritarismo no Brasil e em toda parte, como se viu recentemente com o apoio ao golpe de estado que derrubou o regime democrático em Honduras, fechou rádios e jornais e matou jornalistas com todo apoio da famiglia Mesquita.

Se PT e PSDB fossem iguais

Se tudo fosse igual

Há uma tese que corre em setores políticos distintos que, pelos equívocos que contém e pelas conseqüências desastrosas que gera, deve ser analisada com precisão. É a tese de que o PT e o PSDB seriam a mesma coisa, assim como os governos do FHC e do Lula.

A tese leva a uma espécie de “terceirismo” entre a direita e a esquerda, buscando definir uma eqüidistância em relação às candidaturas da Dilma e do Serra. Em 2006 essa posição levou a que alguns setores da esquerda propusessem o voto branco ou nulo diante da alternativa de Lula ou Alckmin, como se fosse igual para o Brasil qualquer um deles que fosse eleito.

Se os governos de FHC e Lula fossem iguais, a desigualdade teria diminuído e não aumentado durante o governo de FHC. Se fossem iguais, o extraordinário apoio popular que tem Lula teria sido dado também ao governo FHC que, ao contrário, terminou seu mandato com uma imensa rejeição da população brasileira.

Se fossem iguais, a reação do Brasil diante da mais grave crise econômica internacional desde 1929 teria sido a mesma de FHC em 1999: elevar a taxa de juros a 48%, pedir novo empréstimo ao FMI, assinar a corresponde Carta de Intenções (deles), cortar recursos das políticas sociais, aumentando a recessão e o desemprego, que levou o Brasil à uma profunda e prolongada recessão, de que só saímos no governo Lula.

Enquanto que o Lula reagiu diante da crise incentivando a retomada do crescimento da economia, baixando as taxas de juros, mantendo o poder aquisitivo dos salários, intensificando as políticas sociais, e fazendo assim que superássemos rapidamente a crise.

Se fossem iguais, não teria sentido a luta contra a ALCA – Área de Livre Comércio das Américas -, que FHC propugnava e que o governo Lula inviabilizou, para fortalecer os processos de integração regional. Dizer que são governos iguais ou similares é dizer que tanto faz privilegiar alianças subordinadas com os EUA ou aliar-se prioritariamente com os países do Sul do mundo, com os Brics entre eles.

Se fossem iguais os governos FHC e Lula, o Estado mínimo a que tinha sido reduzido o Estado brasileiro seria o mesmo que o Estado indutor do crescimento e a garantia da extensão dos direitos sociais da maioria pobre da população. O desenvolvimento, suprimido do discurso de FHC, foi resgatado como objetivo estratégico pelo governo Lula, articulado intrinsecamente a políticas sociais e de distribuição de renda.

Se fossem iguais, a maioria dos trabalhadores continuaria a não ter carteira de trabalho assinado, predominando o emprego informal sobre o formal. O poder aquisitivo dos salário teria continuado a cair, ao invés de ser elevado acima da inflação.

É grave que haja setores na esquerda que não consigam distinguir essas diferenças, entre a direita e a esquerda. Perdem a capacidade de identificar onde está a direita – o inimigo fundamental do campo popular -, correndo o grave risco de fazer o jogo dela, em detrimento da força e da unidade da esquerda.

Cristiana Lobo chora por Serra

A realidade é pior do que dona Cristiana diz: esse objetivo é recente, há um ano atrás considerava-se muito bom chegar no horário eleitoral perto dos 40% de Serra. Isso para não mencionar o fato de que os números do Ibope e do Datafolha não são levados a sério por ninguém, a realidade é claramente pior ainda para o tucanato. Meramente ganhar deixou de ser o objetivo, agora a questão é ganhar no primeiro turno e eleger o máximo de aliados.

Campanha de Dilma atingiu o objetivo
Cristiana Lobo

A pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (30) mostra que o PT atingiu o objetivo estabelecido: o de levar a candidata Dilma Rousseff à dianteira nas pesquisas eleitorais até o início do propaganda na televisão, que vai começar dia 17. Dilma abriu uma diferença de cinco pontos porcentuais sobre José Serra – 39% a 34%. Segundo a pesquisa, Dilma subiu três pontos e Serra caiu dois pontos porcentuais.

A esta altura da campanha Dilma mostra,ainda, com 39% das intenções de votos que superou a marca do PT que era de algo em torno de 33% e está agregando votos que lhe são transferidos pelo presidente Lula. Este cenário favorável à Dilma chega antes da prometida presença maciça do presidente Lula nos programas eleitorais de televisão. Até agora, a oposição avaliava que estava se esgotando o potencial de transferência de votos de Lula para Dilma.

Os aliados, agora, consideram que Dilma pode alcançar a marca de 70% dos votos válidos na região Nordeste, onde a aprovação do presidente Lula é mais alta – em alguns municípios supera os 90% dos consultados, conforme as pesquisas. Nesta pesquisa Ibope, Lula é aprovado por 77% dos consultados em todo o país, mas com diferença maior no Norte e Nordeste.

A região Sudeste é a responsável pela ultrapassagem de Dilma na pesquisa. Ela cresceu em vários Estados, mas particularmente, em Minas, onde, conforme o Ibope, ela superou José Serra. Isso explica a iniciativa do tucano de abrir comitês eleitorais na terra de Aécio Neves. Lá, segundo o coordenador da campanha petista junto aos prefeitos municipais, Márcio Lacerda, pegou entre prefeitos o voto “dilmasia” – em Dilma para a presidência e em Anastasia para o governo Estadual. Anastasia também subiu na pesquisa, mas continua atrás de Hélio Costa (PMDB. O placar lá é de 39% para Costa e 21% para Anastasia. No Rio, também, Dilma abriu uma diferença de 19 pontos porcentuais sobre Serra.

Em São Paulo, Dilma também subiu na pesquisa, mas José Serra mantém a dianteira no Estado. A diferença entre eles, agora, é de 11 pontos porcentuais – em números absolutos, inferior a 3 milhões de votos. Pelos cálculos do PT, bastaria ao partido reduzir a vantagem de Serra para menos de 4 milhões de votos para obter um bom desempenho na campanha eleitoral.

Fonte: Coluna de Cristiana Lobo no G1 através do Vermelho

"Governante não acha, não pensa, não acredita. Governante faz ou não"

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ibope mostra Dilma na frente e deixa Datafraude sozinho com Serra

A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera com cinco pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB), segundo pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada nesta sexta (30) pela TV Globo. De acordo com a pesquisa, Dilma tem 39% das intenções de voto; José Serra (PSDB), 34%; e Marina Silva (PV), 7%.

Segundo turno

Na simulação de um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, o Ibope apurou que a petista teria 46% (considerando a margem de erro, tem de 44% a 48%) e Serra, 40% (de 38% a 42%). Votariam nulo ou em branco 6% dos eleitores. Os que se disseram indecisos somam 8%.

Avaliação do governo

A pesquisa também mostrou como os eleitores avaliam o governo Lula. Para 77%, o governo é ótimo ou bom; para 18%, regular; para 4%, ruim ou péssimo. Dentre os entrevistados, 1% não souberam ou não responderam.

Jarbas Vasconcellos não aparece nem na foto em PE

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que tenta a reeleição, lidera a corrida eleitoral no Estado, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (30). Campos aparece com 60% dos votos, contra 24% de Jarbas Vasconcellos (PMDB). Com este resultado, ele venceria em 1º turno.

Na última terça-feira (27), pesquisa Datafolha apontou que Campos é o governador melhor avaliado – a pesquisa foi feita em oito governadores.

A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo, foi feita com 1806 eleitores entre os dias 23 e 30 de julho e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Marta tem 31% das intenções de voto para o Senado

A candidata ao Senado Marta Suplicy (PT) lidera a corrida eleitoral para o Senado em São Paulo com 31% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Globo e divulgada nesta sexta-feira (30), no SPTV.

Gabeira aparece isolado em pesquisa Ibope

Isolado em segundo, claro. 12 pontos na frente do terceiro.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, seria reeleito se as eleições fossem hoje, segundo informações da pesquisa Ibope divulgada na noite desta sexta-feira. Cabral aparece com 58% das intenções de voto, contra 14% do seu principal adversário, Fernando Gabeira (PV).

Ainda de acordo com o levantamento, Eduardo Serra (PCB) tem 2%, e Cyro Garcia (PSTU) e Fernando Peregrino (PR) estão com 1%. Jefferson Moura (PSOL) não pontuou na pesquisa. Os entrevistados que não sabem quem escolher somam 11%, enquanto 12% pretendem votar nulo ou em branco. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 27 e 29 deste mês. Ao todo, foram realizadas 1.204 entrevistas.

Requião ofende travestis

Em defesa de Serra, FHC, Ronaldo e dos travestis
Blog do Rovai

O ex-governador Roberto Requião fez uma “piada” escrota hoje no seu tuiter e que de repente passou a ser retuitada na base da galhofa por outras pessoas que apóiam Dilma e defendem o governo Lula.

Tudo tem limites e atitudes como essas precisam ser condenadas.

A piada de Requião é:
Este Ronaldo precisa parar de andar com TRAVESTIS. Toma jeito menino !!!

O comentário se refere à foto aí ao lado, que foi publicada no tuiter de José Serra.

Não se pode aceitar que uma pessoa com a experiência política de Requião continue a tratar travestis como se fossem a escória da sociedade ou algo deplorável. É esta a mensagem subliminar da suposta piada.

Ele não gosta de Serra e FHC e pelo que parece os considera más companhias. Ok. Esta é sua opinião. Teria todo o direito de criticar Ronaldo e os outros jogadores que participaram do evento fazendo uma crítica política. Fazendo o debate que se espera de alguém com mais de 30 anos de vida pública.

Mas não. Preferiu atacar um grupo social que sofre todo tipo de preconceitos e violências para tentar desmoralizar Ronaldo, Serra e FHC.

Um grupo social que não tem políticas públicas que permitam exercer sua cidadania com dignidade. Que sofre ataques violentos na rua, que é humilhado em postos de saúde, que tem enormes problemas para conseguir um emprego e para freqüentar escolas. Tudo isso muito em decorrência de gente que faz “piadas” como as de Requião

É deplorável.

Quem acha graça e passa uma bobagem dessas para frente acaba chafurdando na mesma lama.

A manifestação de Requião precisa ser condenada pelos grupos LGBT.

Ter lado na política não significa engolir tudo que venha de alguém que porventura num dado momento histórico esteja no mesmo lado que o seu.

Triste fim

ELE FALA COMO A UDN, MENTE COMO CARLOS LACERDA E PODE TERMINAR ISOLADO COMO CRISTIANO MACHADO

Cristiano Machado impôs a sua candidatura ao PSD nas eleições presidenciais de 1950 e foi abandonado pelo próprio partido, que acabou apoiando Getúlio Vargas. Seu nome inspirou o termo "cristianização" para designar o candidato ‘escondido’ pelos companheiros de sigla, que temem o contágio tóxico de sua impopularidade nas próprias votações.

Até a semana passada a maior parte do material de campanha de Aécio Neves, candidato ao Senado por MG, e o de Anastasia, seu candidato ao governo do Estado, ainda omitia a imagem de Serra em santinhos e adesivos. O alto comando serrista busca desesperadamente formas de fazer com que a campanha demotucana encontre motor próprio em MG.

Aspas para o Globo de 29-07: ‘O candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, terá uma estrutura independente em Minas Gerais para impulsionar sua campanha no Estado... segundo maior colégio eleitoral do país. A estratégia foi montada para fazer frente a algumas dificuldades. A decisão foi tomada após descontentamento com o ritmo da campanha no Estado, onde o ex-governador Aécio Neves, que recusou-se a ocupar a vaga de vice na chapa de Serra, é a principal liderança do PSDB...’

"Vão ter que me aturar fazendo campanha", diz Lula ao PIG

Grupo terrorista Folha de S. Paulo ataca de novo

Folha: como contar mentira dizendo só a verdade
Por Roberto Takata
Sabe o mote dos anos 1980 da Folha: É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade? Pois, então, a Folha acaba de cometer uma mentira dessas.

Diz a manchete: Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais

Pensará o leitor: nossa! estão morrendo mais bebês recém-nascidos!

Não. Aí está o engodo. A mortalidade infantil neonatal caiu em termos absolutos. Eram cerca de 20 mortes por mil nascidos em 1996 e passou pra cerca de 15 mortes por mil nascidos vivos em 2004. (Queda de 25% em 8 anos.)

Qual é o truque? O truque é que a mortalidade infantil pós-neonatal caiu de modo mais acentuado. Foi de 14 mortes por mil em 1996 para 7,7 mortes por mil em 2004. (Queda de 45% em 8 anos.)

Assim, claro que proporcionalmente a mortalidade neonatal aumentou em relação à mortalidade infantil geral.

Por Ernesto Camelo

Não me considero um analfabeto funcional. Mas juro que precisei ler várias vezes essa manchete da FSP para tentar entender o que queriam dizer.

Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais

Dados do Ministério da Saúde apontam mudança no perfil da mortalidade infantil no país. Em 1990, bebês com até 28 dias respondiam por 49% do total da mortalidade de crianças com até um ano de idade. Em 2008, a participação saltou para 68% (alta de 39%). Em 20 anos, o Brasil reduziu as mortes infantis (até um ano) em 54% graças a programas de vacinação e saneamento, entre outros fatores.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Índio é recebido por Obama na Casa Branca

Lula chama a direita pelo nome: golpista

"A esquerda faz oposição, a direita tenta um golpe a cada 24 horas"

FLAVIA BEMFICA para o Terra
Direto de Porto Alegre
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou durante 30 minutos no comício da presidenciável petista, Dilma Rousseff, em Porto Alegre, nesta quinta-feira(29), e recheou o discurso de críticas aos adversários da eleição.

Comparando as correntes políticas e falando sobre seu governo, Lula disse que a esquerda acreditava que sabia fazer oposição. "Foi no governo que aprendemos que a esquerda faz oposição e a direita tenta dar golpe a cada 24 horas neste País", atacou Lula.

Ao final, o presidente disse à plateia que os adversários estão fazendo de tudo para que ele não apareça pedindo votos para Dilma e que alguns chegam a afirmar que ele deve se comportar como um "magistrado".
"Quando eles estavam tentando me derrubar, eles não me mandavam ser magistrado. Eu não sei se eu vou ajudar, mas eles vão me ver muitas vezes na TV pedindo votos para a companheira Dilma Rousseff".

Qual é a relação entre Serra e Soninha?

Sabatina com José Serra no portal R7:
Soninha
Serra descartou dar um ministério à vereadora Soninha (PPS) em um eventual governo seu. Soninha, atualmente, trabalha na campanha de internet do candidato. Segundo o candidato, ela tem o projeto de disputar a prefeitura de São Paulo em 2012.
O candidato poderia aproveitar e esclarecer por que as pessoas vivem fazendo perguntas a ele sobre a nacionalmente desconhecida e politicamente irrelevante Soninha.

Perguntado no programa de humor CQC Serra disse que a pergunta era "provocativa", agora numa sabatina séria é levantada a questão de um ministério para a comentarista esportiva e ex-vereadora.  Estranho, muito estranho.

Herr Bornhausen diz que Dilma devia ser candidata em Cuba

Uma ameaça à América Latina

SERRA: UM URIBE PIORADO

A dramática diferença entre José Serra e Álvaro Uribe está no poder destrutivo que o tucano teria em mãos caso chegasse à Presidência da República da maior economia da América Latina. Emparedado por governos progressistas, como os da Venezuela e Equador, com um PIB importante mas cerca de 1/5 do brasileiro e sem rivalizar com a liderança de Lula na região, Álvaro Uribe teve que se contentar em representar o Departamento de Estado norte-americano na fronteira com a Venezuela, adotando um belicismo permanente na tentativa de provocar Chávez e isolar seu governo. Limitou-se a isso a bisonha expressão regional do uribismo colombiano.
Se chegasse à presidência do Brasil, o uribismo tucano teria efeitos mais graves. Com o peso da economia brasileira nas mãos, Serra manejaria um poder de fogo que seu inspirador jamais sonhou. Os sinais emitidos nestas eleições dão uma pálida idéia da ameaça que um Alvaro Uribe nativo representaria para os governos e agendas progressistas da América Latina, a saber: a) Serra quer reverter a entrada da Venezuela no MERCOSUL para destruir Chávez; b) Serra ataca o desrespeito aos direitos humanos em Cuba para enfraquecera revolução cubana, mas silencia diante de Guantánamo e do embargo comercial dos EUA contra o povo cubano; c) Serra acusa Morales de cúmplice do narcotráfico dispensando tratamento humilhante ao líder boliviano, o mesmo tratamento racista e reacionário adotado pela oligarquia brança do país ; d) Serra ameaça anular acordos do governo Lula com Lugo, sob alegação de que o Brasil faz 'filantropia' ao pagar um preço mais justo pela eletricidade de Itaipu pertencente ao povo paraguaio; e) Serra quer desconstruir o MERCOSUL –e por tabela o governo progressista de Cristina Kirchner na Argentina-- sob alegação de que o Brasil precisa de liberdade para firmar acordos comerciais mais favoráveis 'aos negócios'.

Fama de Serra atravessa as fronteiras do Brasil

Texto completo AQUI
Autoritario, manipulador, con un carácter irascible, propenso a berrinches y venganzas mezquinas, su perfil de niño consentido no es exactamente lo ideal para un candidato en desventaja. Sus aires prepotentes lo llevan a declaraciones desastradas, especialmente cuando sería de esperar una visión amplia, de estadista más que de gerente. En 2002, por ejemplo, cuando disputó con Lula (y fue arrollado en las urnas), predijo que en caso que su rival fuese elegido Brasil se tornaría “una Argentina cualquiera”. Ahora, no titubeó en acusar al presidente Evo Morales de ser “cómplice, o al menos connivente”, con el tráfico de cocaína a Brasil. Frente a la protesta del gobierno boliviano, dijo que “la palabra de ellos tiene el mismo valor de un billete de tres reales” (no existe tal nominación en Brasil). 
Um retrato vívido, não?

Brasil chega a PIB per capita de US$ 10 mil em 2010

Brasil chega a PIB per capita de US$ 10 mil em 2010. E agora?
Economia ultrapassa média da renda per capita mundial e pode chegar até US$ 20 mil até o fim desta década


Demorou cinco séculos, mas a economia brasileira está próxima de alcançar a marca de US$ 10 mil de renda per capita, segundo projeções de economistas e dados oficiais tabulados pelo iG. Com a expectativa de apresentar o maior crescimento das últimas duas décadas e meia, o Brasil deve se colocar acima da média mundial do PIB per capita – resultado da divisão entre as riquezas produzidas por um país e sua população.

Ao atingir o novo padrão de renda, uma classe média emergente começa a mudar o perfil da economia brasileira, com o setor de serviços ocupando mais espaço, em detrimento da indústria, segundo dizem economistas. Essa mudança estrutural deve acelerar o ritmo de expansão econômica, a exemplo do que aconteceu com países desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, décadas atrás.

Estimativas da LCA Consultores mostram que, em 2020, o PIB per capita deve dobrar, atingindo a casa dos US$ 22,7 mil. Os Estados Unidos, que bateram os US$ 10 mil per capita em 1978, dobraram a renda exatamente dez anos mais tarde, enquanto o Japão precisou de apenas quatro anos para o PIB per capita saltar de US$ 10,8 mil em 1984 para US$ 23,9 mil em 1988.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vira-lata Serra será levado pela carrocinha da história em outubro

Entrevista completa de Aloizio Mercadante

Íntegra da sabatina com o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante.

Miro e PHA falam sobre Encontro de Blogueiros Progressistas

Encontro de blogueiros já tem inscrições de 17 Estados

Altamiro Borges fala sobre a programação do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas que já tem mais de 150 inscritos de 17 Estados. A coluna conta com a participação do jornalista Paulo Henrique Amorim, autor do blog “Conversa Afiada”. O encontro será realizado no Sindicato dos Engenheiros, na capital paulista, nos dias 21 e 22 de agosto.

Patético

Serra admite UMA mentira

terça-feira, 27 de julho de 2010

Jaques Wagner pode vencer no primeiro turno

Vox Populi/Band/iG: Wagner venceria no 1º turno na Bahia
Candidato à reeleição tem 43% dos votos; Paulo Souto tem 21% e Geddel 10%


Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição ao governo da Bahia, venceria no primeiro turno se as eleições fossem hoje, segundo pesquisa Vox Populi/Band/iG. O petista tem 43% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Ele oscilou positivamente 2 pontos percentuais em relação à última pesquisa, feita em maio.

O ex-governador Paulo Souto (DEM) vem em seguida com 21% das intenções de voto. Souto caiu 11 pontos percentuais desde a pesquisa de maio, quando tinha 32% dos votos.

O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), está em terceiro lugar com 10% e Bassuma (PV) é o quarto com 1%. Marcos Mendes (PSOL), Prof. Carlos (PSTU) e Sandro Santa Bárbara (PCB) não pontuaram na pesquisa. Outros 19% dos eleitores estão indecisos e 6% vão votar em branco ou nulo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 20 de julho com 800 entrevistados e foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 19.923/10. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Wagner tem 24% das intenções de votos, seguido por Paulo Souto (8%) e Geddel (4%).

Governador por dois mandatos, Paulo Souto é o mais rejeitado dos candidatos: 19% dos eleitores disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Outros 11% dizem que não votariam em Geddel, 10% em Wagner e 7% em Bassuma.

Propostas de Serra para a ciência: NADA

Serra foge da reunião da SBPC 
Tijolaço do Brizola Neto

José Serra é o único dos três principais candidatos a presidente que não vai comparecer à 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), esta semana, em Natal, que terá como tema as ciências do mar. Dilma Rousseff e Marina Silva confirmaram presença, mas Serra alegou problemas de agenda para cancelar sua visita, prevista para quinta-feira. A dica foi do nosso colaborador Gustavo, que mandou o link da notícia publicada no site nominuto.com

Quero ver como a mídia vai reagir. Quando Dilma alegou problema de agenda, e de fato foi ao exterior para uma série de encontros, para não comparecer à sabatina da Folha de S.Paulo fizeram um carnaval, e o próprio Serra explorou a questão dizendo que Dilma fugia de debates.

Agora eu pergunto, o que vale mais: ir a uma sabatina de um jornal totalmente comprometido com a candidatura Serra, que se mostrou dócil com o candidato tucano, mas que faria tudo para derrubar Dilma, ou comparecer a um encontro que reúne os maiores cientistas e pesquisadores do país?

As reuniões da SBPC foram um fórum de resistência durante os anos de ditadura no Brasil, e nela está um público de alta capacidade crítica, capaz de sustentar um debate de alto nível com qualquer candidato. Serra não gosta de enfrentar um público que não lhe seja servil. Não tolera nem jornalistas dos meios amigos que ousam incomodá-lo com alguma pergunta que o contrarie.

Na reunião da SBPC, Serra seria confrontado com a política educacional dos tucanos, que sucateou as universidades federais e desvalorizou seu corpo docente. Certamente seria lembrado também de como lidou com movimentos reivindicatórios, como os dos professores da USP, tratados a cassetete e gás lacrimogêneo, como a ditadura fazia em seus tempos mais sombrios.

Serra não quer debate nenhum com a sociedade. No máximo vai a encontros de entidades patronais e de empresários, onde pode soltar sua ultrapassada cantilena contra os movimentos sociais e os governos de esquerda da América Latina, pois sabe que terá uma claque a aplaudi-lo.

PSOL busca votos de paranóicos e conspiracionistas

Plínio de Arruda Sampaio: Dilma, Serra e Marina fazem parte do “mesmo esquema”

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pesquisa Vox Populi no Rio

iG - Último Segundo
No Rio, Dilma vai a 41% e Serra a 24%

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, lidera a disputa presidencial no Rio de Janeiro com 17 pontos percentuais de vantagem sobre José Serra (PSDB), mostra pesquisa Vox Populi/Band/iG desta segunda-feira. Dilma tem 41% contra 24% de Serra e 11% de Marina Silva (PV), no Estado que reúne o terceiro maior colégio eleitoral do país.

Os outros seis candidatos não pontuaram, os brancos e nulos somam 11% e os indecisos 13%. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

A rejeição de Dilma é Marina é de 12% no Estado enquanto Serra atinge 29%. Segundo o Vox Populi, 74% dos eleitores cariocas conhecem bem ou têm informações sobre Serra e 71% sobre Dilma e 79% dos entrevistados sabem que a ex-ministra da Casa Civil é a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente tem avaliação positiva de 71%, regular de 23% e negativa de apenas 3%. A pesquisa mostra que 24% votariam com certeza no candidato de Lula, 37% dependendo do candidato, 25% não levariam o apoio do presidente em conta e apenas 8% não votariam no indicado por ele.

O Bolsa Família lidera o ranking dos programas federais melhor avaliados no Estado com 24%, seguido pelo Minha Casa, Minha Vida com 23%, Programa de Aceleração do crescimento com 15%, Pro-Uni 8% e Luz Para Todos 4%.

O Vox Populi ouviu 1.000 eleitores no Estado entre os dias 17 e 20 de julho. A pesquisa foi registrada com o número 59.894/10 junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TER) do Rio de Janeiro.

O Pior Salário Do Brasil

domingo, 25 de julho de 2010

Serra tem nojo do povo


Fonte: Lado B

O estafeta


O fim de uma era de infâmia


Diogo Mainardi está saindo do país. Na sua crônica, brinca com o medo de ser preso. É medo real. Condenado a três meses de prisão pelas calúnias contra Paulo Henrique Amorim, perdeu a condição de réu primário. Há uma lista de ações contra ele. As cíveis, a Abril paga - como parte do trato. As criminais são intransferíveis. E há muitas pelo caminho.

Há meses e meses meus advogados tentam citá-lo, em vão. Foge para todo lado. A intimação foi entregue na portaria do seu prédio, mas os advogados da Abril querem impugnar, alegando que não foi entregue em mãos. Tudo isso na era da Internet, quando todo mundo sabe que ele está sendo procurado para ser intimado.

A outra ação, contra Reinaldo Azevedo, esbarra em manobras protelatórias dos advogados da Abril. A ação prosperou porque colocada no Fórum da Freguesia do Ó - região da sede da Abril. Os advogados da Abril insistem em transferi-la para a Vara de Pinheiros.

Minha ação de Direito de Resposta contra a Veja vaga há quase dois anos, devido à ação da juíza de Pinheiros. Primeiro, considerou a inicial inepta. Atrasou por mais de ano a ação. Em Segunda Instância, por unanimidade o Tribunal considerou a ação válida e devolveu para a juíza julgar. Ela se recusou, alegando que a revogação da Lei de Imprensa a impedia - o direito de resposta está inscrito na Constituição Federal.

No caso da ação Mainardi-Paulo Henrique Amorim, ela absolveu Mainardi, alegando que as ofensas não passavam de mero estilo de linguagem que não deveriam ser levadas a sério. O disparate da sentença foi revelado pelo próprio TJ-SP ao considerar que o autor merecia uma condenação de três meses de prisão.

O problema não é Mainardi. É apenas uma figura menor que, em uma ação orquestrada, ganhou visibilidade nacional para poder efetuar os ataques encomendados por Roberto Civita e José Serra.

Quando passar o fragor da batalha, ainda será contado o que foram esses anos de infâmia no jornalismo brasileiro.

Mainanta sai do país e deixa justiça e credores preocupados

O Mainardi vai embora sem pagar o que deve
Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

Amigo navegante me telefona para dizer que o Diogo Mainardi escreveu na Veja, a última flor do Fascio, que vai embora.

(O meu simpático zelador tem instruções para não entregar o exemplar da Veja em casa. Ele corresponde a uma assinatura que não é paga desde tempos imemoriais, diria o Mino Carta. Não quero que o Daniel Dantas me processe por furto …)

Isso é um perigo.

O Mainardi me deve dinheiro.

Ele perdeu no Supremo Tribunal Federal, por decisão do Ministro Toffoli, recurso em uma causa que movo contra ele.

Contra ele e o patrão, o Robert(o) Civita.

Ele disse na revista do patrão que eu recebia dinheiro de quem eu não recebia.

Como aquele advogado de Dantas que, por isso mesmo, também me deve um dinheiro.

Interessante que o próprio Mainardi foi quem disse que só escrevia por dinheiro.

Amanhã, vou perguntar ao José Rubens Machado de Campos como faço o Mainardi me pagar.

Preciso do dinheiro para enfrentar as 962 causas que o Daniel Dantas move contra mim.

Numa, já ganhei por 3 a 0.

Interessante: uma idéia me passou pela cabeça: será que existe algum nexo entre Mainardi e Daniel Dantas ?

Será que a fuga de um não prenuncia a do outro ?

O grande derrotado

Vox Populi 8 x 1 DataFolha
O amigo deve estar se perguntando porque os resultados do Vox Populi e do DataFolha são tão diferentes. O primeiro dá Dilma 41, Serra 33 e Marina 8. O segundo consegue apurar Serra 37, Dilma 36 e Marina 10.

É fácil entender, basta ler a Folha de vez em quando. Ela decidiu fazer de tudo para que Serra vença esta eleição.

Não é a primeira vez que o jornal dá uma diferença que não existe para corrigir lá na frente.

Fez isso quando Serra lançou sua candidatura. Deu um jeito de o tucano aparecer com uma boa frente em relação a Dilma. Agora dá um jeito de ele não aparecer feio na foto a 25 dias do programa eleitoral.

Seria muito ruim para Serra começar o programa de TV com todos os institutos de pesquisas acusando ele em segundo com uma diferença larga em relação a Dilma.

Este blogueiro acha que esta eleição já fez sua primeira vítima. E não é o Álvaro Dias. Ele não tinha muito a perder sendo ou não sendo vice de Serra.

A grande vítima desta eleição deve ser o DataFolha. O instituto que sempre foi considerado confiável por todos os atores políticos, parece ter sido escalado para fazer campanha a favor de uma candidatura.

Quando isso acontece, a credibilidade vai para o ralo. Porque os que contratam pesquisas querem tudo, menos ser mal informados.

Anotem e confiram, o DataFolha em relação à sua participação no mercado vai sair menor do que entrou neste processo eleitoral. E não fiquem em dúvida em relação às pesquisas. Dilma tem no mínimo cinco pontos na frente de Serra. Todas as pesquisas que este blogueiro teve acesso nos últimos 30 dias apontam isso.

Todos os empresários, associações e marqueteiros que contratam pesquisas sabem disso.

Por isso, ao forçar a mão, o DataFolha apenas se desmoraliza mais um pouco.

PS: Anotem aí, como a realidade não vai mudar porque o DataFolha quer, quando iniciar o programa eleitoral ele vai ajustar seus números. E vai apontar o crescimento da candidata do PT à vinculação dela com Lula na TV. Não estou querendo ser Bidu. Faz parte da lógica deles…

Chávez responde a capacho dos Mesquita

Lourival Sant'Anna, do Estado de São Paulo, tenta defender a mídia golpista venezuelana colocando a culpa do golpe de 2002 na figura do presidente Chávez. Toma uma bela invertida na resposta de Chávez!

A vanguarda da direita

A Conversão de Serra
O uso da retórica golpista completa o percurso de quem saiu da esquerda para cair no colo da direita.

A campanha eleitoral desliza velozmente para um conflito, de dimensão e profundidade indefinidas, estimulado por uma legislação confusa que favorece a intromissão política e partidária de autoridades eleitorais na disputa presidencial.

O problema se aprofunda constantemente. Inicialmente foram insinuações veladas e, agora, surgiram claras intervenções públicas com clara conotação político-partidária que, frequentemente, beneficiam a oposição.

Desses maus exemplos, o mais recente foi dado pelo advogado Fernando Neves, ex-ministro do TSE e prontamente utilizado pelo candidato à Presidência, o tucano José Serra, conforme publicado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim no atento e corajoso site Conversa Afiada.

Depois de infringir o mais elementar comportamento democrático do debate político – ele "todo o MST deve apoiar Dilma" porque no governo dela "vai poder agitar mais e invadir mais"-, Serra botou Lula no alvo: "o advogado Fernando Neves (ex-ministro do TSE) disse uma coisa reproduzindo, talvez, Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena se a multa é pequena".

Corrija-se. Não é reprodução. É paródia do poeta português.

Ophir Cavalcante, presidente da OAB, surfou nessa onda que pretendem transformar em tsunami. Segundo ele, a Justiça Eleitoral deve começar "a dar o cartão vermelho e pautar as condutas".

A metáfora foi buscada nas regras do jogo de futebol. Com esse cartão, o árbitro expulsa o jogador de campo. Somadas as observações é fácil deduzir que querem introduzir a "pena de morte"na legislação eleitoral.

Como se fosse uma jogada treinada, Serra voltou ao tema. Ao falar do vazamento de informações da Receita Federal, em apuração no órgão, ele prejulgou e insinuou, sem qualquer prova, que a responsabilidade era do PT: "É um crime contra a Constituição". É a retórica golpista em razão da ausência de um programa estratégico nascido da incompetência para construir um discurso consistente diante dos índices de aprovação do governo e da popularidade de Lula.

Um presidente e um governo, mal avaliados, provocariam tais desatinos como provocou, por exemplo, no candidato a presidente José Serra?

Esse desatino de Serra foi traçado em decálogo esboçado, rápida e informalmente, pelo cientista político Wanderley Guilherme dos Santos. É assim:

1- Quebra de contrato: protocolou documento em cartório firmando que não deixaria a Prefeitura de São Paulo para disputar a eleição de governador. E deixou.

2- Truculência: anunciou que, se eleito, "peitará" o Congresso pela reforma política.

3- Inconfiável: ao contrário do que dizia, bloqueou as prévias no PSDB e, sem consulta ao DEM, anunciou que o vice dele seria o senador tucano Álvaro Dias.

4- Deslealdade: comparou que seu aliado FHC é psicologicamente igual a Lula.

5- Machista retrógrado: conselho dado ao vice, Índio da Costa, sobre ter amantes: "tem de ser uma coisa discreta".

6- Paranoico: diz-se perseguido pela imprensa.

7- Subserviência: agrediu verbalmente um entrevistador e, depois, desculpou-se ao saber que se tratava de um repórter da TV Globo.

8- Antissindicalista: considera "pelegos"os sindicatos e as centrais sindicais.

9- Obsessão ao poder: diz que se preparou a vida toda para isso.

10- Presunção autocrática: assegura que é o candidato mais preparado e se apresenta como sendo, ele próprio, o programa de governo.

Em poucos dias de campanha, o tucano parece ter completado o ritual de conversão política. Da esquerda estudantil à vanguarda eleitoral da direita.

sábado, 24 de julho de 2010

Serra, o covarde, tenta atribuir a terceiros seus crimes

O candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, comentou neste sábado, no interior do Paraná, a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que criticou o tucano em um evento em Pernambuco na noite da última sexta-feira. Lula classificou as declarações de Serra sobre o PT e as Farc de "bobagens" e disse que nem mesmo o tucano acredita que os petistas teriam ligações com a guerrilha colombiana. "Eu não afirmei, apenas reproduzi o que a imprensa tem informado em profusão e até agora não foi desmentido", disse Serra.

Jagunço-presidente tucanalha mantém aposta no terrorismo

O jagunço-presidente nacional do PSDB, o jagunço-senador Sérgio Guerra, chamou o senador Michel temer (PMDB), vice da candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), de "museu" e "guarda-roupa". As declarações foram feitas neste sábado (24), no evento de inauguração do comitê do senador e candidato ao governo de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). "Ele (Temer) é um museu, um guarda-roupa. Uma coisa velha, anacrônica, que se põe no canto da sala. O Indio da Costa (DEM) é o cara da modernidade do barulho".
Sérgio Guerra avaliou que as declarações de Indio da Costa, vice do presidenciável José Serra (PSDB), sobre a ligação do PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia estão deixando os petistas "extremamente preocupados". "Eu concordo que o PT não tenha ligação com o narcotráfico, mas com as Farc com certeza", avaliou o líder tucano.

Gestão de Serra implanta pedágio para policial corrupto ficar na polícia

Reportagem mostra casos de policiais corruptos que seriam expulsos da polícia, mas foram reintegrados, mediante o pagamento de um pedágio de R$ 100.000,00

As acusações indicam que o pedágio da corrupção policial era cobrado pelo alto escalão da Secretaria de Segurança Pública paulista: ninguém menos que o Secretário-adjunto de Segurança Pública.

Serra admite banditismo

Datafalha ou Datafraude?

O escândalo da "Ditabranda"

Ditabranda na Record News

De pai para filho: o terror dos Frias

Um jornal a serviço do terror



Quadrilha da Barão de Limeira tenta fraudar eleição







UOL prepara fraude do DataSerra

Se alguém tiver algum motivo melhor do que o preparo para a divulgação da fraude do DataSerra para o UOL esconder a notícia da vantagem de oito pontos de Dilma, mesmo sem ter NADA para publicar no lugar, pode me enviar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dilma dispara

Dilma dispara 8 pontos à frente de Serra, segundo o Vox Populi
Da Redação

Dilma Rousseff disparou na liderança da corrida presidencial, segundo a mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta sexta. Tanto no primeiro quanto no segundo turno, Dilma abriu 8 pontos de vantagem em relação a Serra, como mostra o levantamento. A margem de erro é de 1,8 ponto. Esta é a primeira pesquisa divulgada após a oficialização das candidaturas à Presidência.

No primeiro turno, na pesquisa estimulada, Dilma aparece com 41% das intenções de voto, seguida por Serra, com 33%, e Marina Silva (PV) com 8%. Os demais candidatos somaram 1%. Os votos brancos e nulos chegaram a 4%, e 13% dos entrevistados se declararam indecisos ou não responderam.

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos, a petista tem 28%, Serra 21% e Marina 5%. Mesmo fora da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é citado por 4% dos entrevistados.

Segundo o Vox Populi, Dilma venceria Serra em um possível segundo turno por 46% a 38%. O indicador de rejeição, que mede em quem o eleitor não pretende votar, traz o tucano com 24%, à frente da candidata do PV (20%) e da petista (17%).

A degradação moral de um tucano


A degradação moral de José Serra é um fato chocante. O candidato que era apresentado como o melhor que o PSDB poderia ter, como experiente e capaz de fazer um bom governo e com posições políticas que até o aproximariam da esquerda, revela-se a cada fato do atual processo eleitoral um homem desprovido de pudores em disseminar o que de pior a política pode ter: as mentiras, o jogo rasteiro e a falta de ética.

Já escrevi aqui que de Serra não resta nada do que foi no passado. O tucano despreza valores que todo homem de bem deve ter, independente de suas profissões e atividades. Com isso desperta tristeza a até piedade de quem já esteve a seu lado em certas lutas políticas.

O presidente Lula traduziu esse sentimento que percorre parte da classe política ao comentar as recentes declarações de Serra, procurando endossar o que foi dito de forma leviana por seu vice, outra de suas irresponsabilidades.

“Eu fico triste quando eu vejo um homem da história do Serra dizer que o PT é ligado às Farc, eu fico triste. Porque o mínimo que eu esperava do Serra é que ele respeitasse o PT. Porque o Serra sabe que a gente tem afinidade histórica, a gente pode ter divergência político-ideológica agora, mas ele jamais poderia dizer uma insanidade dessa contra o PT, jamais”, afirmou Lula, como reproduz a Folha de S. Paulo.

Não há dúvidas de que o que pode ter havido de afinidade, no final da ditadura, quando Serra ainda guardava algum respeito pela vontade popular, é parte do passado. Não dá para esperar mais nada de um homem que age com cinismo, agressões e mentiras sem que qualquer objeção moral ou ética o mantenha no debate democrático.

Serra não faz campanha, não apresenta propostas e não diz verdadeiramente o que pensa. Descarta todos os questionamentos que lhe são apresentados como “trololó”. Serra, hoje, calunia, difama, injuria, desqualifica.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal gaúcho Zero Hora, Serra repete falsas acusações, assume despudoradamente realizações que não são suas e acusa o PT de ter “montado um grupo de dossiê sujo” , apontando o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, como o coordenador da iniciativa. Tudo sem provas, no estilo reacionário e fascista deste tipo de acusação.

Pimentel disse que Serra ultrapassa “os limites da responsabilidade de quem se declara um homem público experiente e preocupado com as questões maiores do Brasil”, e prometeu ir à Justiça contra o tucano.

Acho que não há outro caminho. Se Serra mostra que não está na campanha para debater política e sim para desqualificar os adversários, a melhor maneira de enfrentá-lo é nos tribunais. Só lá será obrigado a apresentar provas de suas acusações e ser punido da forma que merece.

Que lhe venha, quando a lenta roda da Justiça se mover, a punição legal. A política chegará antes, no dia 3 de outubro, quando as urnas reduzirem Serra à estatura ínfima a que ele próprio se apequenou.

Clóvis Rossi é um ignorante e irresponsável, diz Sindifisco

Do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal

Nesta quinta-feira (22/7), o jornalista da Folha de São Paulo, Clóvis Rossi (ao lado), publicou um artigo intitulado "O risco do fiscal da esquina" em que conclui de maneira equivocada que "funcionários do Estado sentem-se à vontade para agir sordidamente". A afirmação do colunista se refere à suposta quebra de sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira.

O colunista vai além e afirma sentir "incômodo pela constatação de que qualquer um pode acessar dados sigilosos sob a guarda do Estado". Em outro trecho, Clóvis Rossi chega ao absurdo de sugerir que o acesso a dados sigilosos por parte da RFB (Receita Federal do Brasil) deveria ser feito mediante autorização judicial. A justificativa seria evitar que se abra uma "autoestrada imensa para todo tipo de criminalidade, eleitoral ou de qualquer outra natureza".

As conclusões do colunista, além de incorretas, são irresponsáveis, demonstrando seu total desconhecimento sobre as atividades de fiscalização. Imagine se, para realizar o trabalho de fiscalização de contribuintes que estão em malha fiscal, por exemplo, a Receita Federal tivesse que obter um mandado judicial para cada declaração retida em malha. E, se para cruzar os dados que constassem nestas declarações de rendimentos com o objetivo de constatar a veracidade das informações, fossem necessárias outras tantas autorizações judiciais. Apenas esse simplório exemplo já demonstra o absurdo da afirmação do jornalista. O texto do colunista é uma defesa do engessamento da ação do Estado ante a necessidade de combater a sonegação fiscal. Em que país do mundo se adota tal procedimento proposto pelo jornalista?

O Sindifisco se abstém de utilizar mais argumentos para combater a sugestão do articulista, mas se sente no dever de alertar à população para atentar a tais propostas oportunistas, que defendem um Estado fraco, entregue e passivo, sem resposta para combater a sonegação, promover a justiça fiscal e defender a sociedade.

Fernando Pimentel responde ao terrorista Serra

Nota à Imprensa

Repudio com veemência as declarações do candidato à presidência, José Serra, concedidas à imprensa ontem, 22, as quais fazem referências ao meu nome como articulador de uma operação inexistente e a qual repilo com a convicção dos meus 40 anos de trajetória política.

Lamento que a oposição encontre discurso eleitoral apenas em acusações infundadas e ilações morais contra membros do PT. Há dias, o candidato da oposição tem demonstrado desequilíbrio ao disparar insinuações caluniosas e ultrapassar os limites da responsabilidade de quem se declara um homem público experiente e preocupado com as questões maiores do Brasil. As declarações são falsas e caluniosas, compatíveis apenas com o desespero dos que não se conformam com o fato de que o Brasil mudou para melhor nos últimos oito anos, e vai continuar mudando com a vitória da nossa candidata nas eleições.

As mentiras, as injúrias e as calúnias são armas de quem não quer, ou não tem preparo, para o debate democrático de idéias e de propostas. Não desceremos a este nível. Afirmo que tomarei as providências judiciais cabíveis a fim de resguardar a minha honra e a minha história de militância e de luta pelos direitos democráticos neste País.

Fernando Pimentel
23 de Julho de 2010

A economia cresce tanto que até o Ciro Gomes arrumou emprego

Serra prega o terror

O fracasso subiu definitivamente à cabeça do candidato do atraso e trouxe à luz do dia suas reais intenções e propostas. Serra defende uma sociedade onde caiba aos acusados provarem sua inocência, onde políticos fascistóides como ele distribuam injúrias e calúnias aos adversários e a mídia, e até a justiça, exijam das vítimas uma prova negativa, uma prova de que não fizeram algo.
Se aplicada a ele mesmo caberia a nós exigirmos provas de que o PSDB, Serra incluído, não recebeu milhões de dólares da Alstom como diz a justiça francesa, caberia ao PSDB provar que o assalto em escala industrial aos cofres públicos do Distrito Federal, realizado pelo DEM e amigos, não era para financiar a campanha Serra/Arruda, que as milhares de assinaturas de revistas e jornais dos Civita, Frias e Mesquita não são o pagamento pelo jornalismo de esgoto praticado por esses quadrilheiros que escondem deliberadamente tudo que o Füehrer da Mooca faz e deixa de fazer.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entrevista de Dilma no R7

Malandro é malandro, mané é mané

TSE dá direito de resposta a PT por declarações de Indio  da Costa
O site Mobiliza(?) PSDB deve publicar a resposta petista por dez dias ininterruptos
Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou hoje (22) o pedido de direito de resposta do PT em relação às declarações do candidato à Vice-Presidência da República pela chapa liderada pelo PSDB, Indio da Costa (DEM-RJ). Segundo a decisão, apenas o site Mobiliza PSDB deve publicar a resposta petista por dez dias ininterruptos.

O ministro Henrique Neves, autor da decisão, decidiu dar mais tempo de veiculação do direito de resposta que os seis dias reclamados pelo PT. Ele baseou seus argumentos no fato de que o PSDB repetiu prática usada nas eleições de 2002, consideradas ofensivas pelo TSE, além da repercussão que o caso tomou e da gravidade das declarações de Indio da Costa.

Em 2002, o TSE decidiu que a coligação Grande Aliança, liderada pelo PSDB, deveria suspender a veiculação de programa de rádio e televisão que afirmava que o então candidato petista à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, fugia dos debates para não ter que esclarecer notícias que ligavam o partido às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O tema é o mesmo abordado por Indio da Costa nas declarações do último fim de semana.

O ministro não responsabiliza o portal folha.com nem ordena que a matéria que repercute as declarações seja retirada do ar. “Verifico que o portal da Folha de S. Paulo divulgou a matéria a partir do livre exercício da atividade jornalística”, diz o ministro. Entretanto, dá a possibilidade de o partido pedir a suspensão ou o direito de resposta partindo do princípio de que os veículos de comunicação têm interesse em “ouvir o outro lado”.

Por fim, o ministro censura trechos da resposta elaborada pelo PT, por considerar que “extrapola os limites do permitido”, ao fazer ofensas ao PSDB e propaganda eleitoral em favor de Dilma Rousseff. Neves dá 24 horas para que esses conteúdos sejam suprimidos.

Por que Chávez rompeu relações com a Colômbia

Breno Altman - Opera Mundi


Nas últimas semanas, o presidente venezuelano Hugo Chávez passou diversos sinais conciliadores para o mandatário eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que tomará posse dia 7 de agosto. O retorno também foi promissor: o novo chefe de Estado colombiano revelou-se disposto a construir uma agenda positiva, que permitisse o pleno reatamento entre os dois países.

Mas a aproximação foi fulminada pela ação de Álvaro Uribe, desconfortável com a autonomia de seu sucessor e o risco de perder espaço na vida política do país. Mesmo sem qualquer incidente que servisse de pretexto, jogou-se nos últimos dias a reativar denúncias sobre supostos vínculos entre as Farc e a administração chavista.

O ápice da performance uribista foi a atual reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos), que se realiza em Washington. Bogotá apresentou provas para lá de duvidosas, que sequer foram corroboradas por seus aliados tradicionais, de que a Venezuela estaria protegendo e acobertando atividades guerrilheiras. A reação de Caracas foi dura e imediata.

A decisão pela ruptura de relações diplomáticas, no entanto, pode ser provisória. O próprio presidente Chávez, nas primeiras declarações a respeito dessa atitude, reafirmou a esperança de que Santos arrume a bagunça armada pelo atual ocupante do Palácio de Nariño. Mas reiterou sua disposição de enfrentar e desqualificar a estratégia de Uribe.

O presidente colombiano parece mirar dois objetivos. O primeiro deles é interno: a reiteração da “linha dura” como política interna facilita sua aposta de manter hegemonia sobre os setores militares e sociais que conseguiu agregar durante seu governo. O segundo, porém, tem alcance internacional. O uribismo é parte da política norte-americana para combater Chávez e outro governos progressistas; mesmo fora do poder, o líder ultradireitista não quer perder protagonismo e se apresenta como avalista para manter Santos na mesma conduta.

Fontes do Palácio de Miraflores não hesitam em afirmar que as provocações de Uribe, além de fixar seu alvo no presidente venezuelano, seriam estranhamente coincidentes com o discurso de José Serra e Indio da Costa no Brasil, retomando a pauta de eventuais relações entre o PT e a guerrilha colombiana. Esses analistas afirmam que o governante de Bogotá deu um lance para se manter em evidência na disputa regional entre os blocos de esquerda e direita.

Autoridades venezuelanas, nos bastidores, se empenham para que haja uma condenação generalizada, dos países latino-americanos, à conduta de Bogotá e ao cúmplice silêncio norte-americano. Não desejam que outras nações sigam o caminho da ruptura, mas Chávez parece convencido que seu colega colombiano não poderá ser detido com meias-palavras ou atos de conciliação.

Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi
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