terça-feira, 31 de agosto de 2010

Factóide tucanalha morre no ninho

Receita diz que acesso a dados de Verônica Serra se deu através de procuração registrada em cartório
GILBERTO NASCIMENTO

A Receita Federal afirmou na noite desta terça-feira (31) que o acesso aos dados do imposto de renda de Veronica Serra, filha do candidato do PSDB à presidência, teria sido acessado a pedido da própria contribuinte. De acordo com a Receita, o acesso aos dados de Veronica foi motivado por uma procuração assinada por Veronica, com firma reconhecida em cartório de São Paulo.

Para a Receita, a apresentação da procuração descaracteriza a quebra de sigilo. Para a Receita, a analista tributária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, que atendeu ao pedido, não teria cometido qualquer irregularidade. Quem procurou a Receita no posto de Santo André, na região do ABC paulista, foi um homem.

A Receita diz que ele não pode ser identificado, em razão do sigilo. Ele solicitou os dados fiscais de Veronica, com a procuração assinada e reconhecida em cartório, no dia 29 de setembro de 2009. Essa pessoa recolheu as cópias das declarações de renda da filha do tucano entre os anos de 2007 e 2009.

Se a assinatura, eventualmente, for falsa, nesse caso terá havido um crime e a investigação caberá à Polícia Federal.

TSE barra candidatura de Roriz com base na Lei Ficha Limpa

O Estado

TSE barra candidatura de HorRoriz com base na lei da Ficha Limpa Brasília, 31 – Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu, nesta terça-feira, que Joaquim HorRoriz (PSC) não pode concorrer ao governo do Distrito Federal porque tem a ficha suja, confirmando, assim, decisão tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF no início de agosto. Ex-governador por quatro mandatos, HorRoriz pretende recorrer do resultado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 2007, ele renunciou ao então mandato de senador para evitar um processo que poderia culminar na perda de mandato e de direitos políticos. Renunciar a um mandato eletivo para evitar processo disciplinar é um das hipóteses abordadas na lei da Ficha Limpa para decretar a inelegibilidade de um político.

À época, Joaquim HorRoriz foi flagrado em conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal negociando a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário Nenê Constantino. Ele alegou que o dinheiro seria um empréstimo, de R$ 300 mil para a compra de uma bezerra (!).

Serra testa "vacina-dossiê" contra livro sobre privataria tucana

 Da redação,
 Cláudio Gonzalez

Nesta terça-feira (31), o candidato tucano à presidência da República, José Serra, cometeu um ato falho e deixou escapar o que está por trás de toda esta onda que a oposição e a mídia tentam criar em torno da suposta quebra de sigilo fiscal de lideranças tucanas. Ao mencionar o nome do jornalista Amauri Ribeiro Jr, que escreveu um livro com informações bombásticas que provam a relação dos tucanos com corrupção, Serra deu a senha da estratégia oposicionista.

Ficou patente que todo o trololó sobre dossiês é, na verdade, uma forma desesperada do tucanato de vacinar a opinião pública contra as informações estarrecedoras que serão reveladas pelo livro de Amauri

Segundo informação publicada pelo blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, o jornalista Amauri Ribeiro Jr. já acertou com a Editora Record a publicação do livro para o ano que vem, bem depois das eleições. A idéia inicial do jornalista era lançar o livro em caítulos, pela internet, logo após a Copa do Mundo. Mas a Record decidiu bancar a publicação impressa e pediu ao jornalista que adiasse o lançamento para que não houvesse acusações de uso eleitoral.

A obra, intitulada "Os Porões da Privataria", é nitroglicerina pura prestes a explodir no colo do tucanato. Segundo o próprio autor, o livro vai provocar um terremoto "em metade da Antiga República". "É o resultado de dez anos de trabalho de Amauri. Vai lá atrás, à privatização do Fernando Henrique. Conta como o Ministro da Saúde José Serra contratou um serviço de inteligência sob a responsabilidade de Marcelo Lunus Itagiba para pegar adversários políticos (inclusive do partido dele). Conta como se mandava para o exterior dinheiro recebido com a privatização", revela Amorim.

"A segunda parte do livro será para contar como o livro de Amauri entrou para o centro de um suposto dossiê que o PT armava contra o Serra", diz o titular do Conversa Afiada.

Ao contrário do que Serra e seus aliados da mídia tentam espalhar, o livro não é um "falso dossiê", é reportagem do melhor tipo: baseada em fatos comprovados e em documentos documentos oficiais e de fé pública.

Alguns personagens abordados no livro são os mesmos que supostamente tiveram o sigilo quebrado por funcionário da Receita Federal. Como Ricardo Sergio, Mendonça de Barros e Gregório Marin Preciado. Por isso, a tentativa da campanha tucano-midiática de ligar a quebra de sigilo fiscal das lideranças do PSDB a uma suposta "fábrica" de dossiês comandada por petistas. Mas, segundo interlocutores de Amauri, não há qualquer relação entre o episódio da Receita e o conteúdo do livro.

Amauri mostra, pela primeira vez, a prova concreta de como, quanto e onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização. Num outro documento, aparece o ex-sócio de Serra e primo de Serra, Gregório Marin Preciado no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sergio.
As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amauri teve acesso. O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria.

Governo Lula x Governo FHC


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Adicionado por Valéria Moraes

O que é sinônimo?

Capitalismo selvagem

A entrevista de Dilma completa



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Práticas e propostas do "Geraldo" para a segurança

ESPN Brasil: a pilantragem é o nosso esporte

ESPN - FOLHA: Como usar o futebol para a prática da pilantragem eleitoreira
Mauro Carrara

O golpe sujo começou com o blogueiro Juca Kfouri, do UOL, ainda no sábado, 28 de Agosto.

Segundo ele, a empreiteira Odebrecht "deu" um estádio ao Corinthians para bajular o presidente Lula.

O jornalista do UOL-FOLHA e da ESPN, no entanto, não conseguiu provar que se tratava de um presente, muito menos de uma negociata, como tentou insinuar.

A suposição eleitoreira, no entanto, logo converteu-se em "fato" para boa parte da imprensa esportiva.

Uma ironia, posto que se acolhe na corporação dos jornalistas esportivos brasileiros numeroso grupo de paus-mandados de políticos, cartolas e, principalmente, de empresários de atletas.

A peça golpista que abre esta semana foi produzida pelo jornalista carioca Mauro Cezar Pereira, ex-O Globo, ex-Placar (Abril), atual comentarista da ESPN e da Rádio Eldorado (Estadão).

A acusação está luminosamente impressa em seu blog da ESPN, filial da empresa norte-americana do mesmo nome, desde 1996 uma subsidiária da Disney.

O título é "PEDIDO DE LULA A EMPREITEIRA POR ESTÁDIO DO CORINTHIANS É VERGONHA".

Implicitamente, o autor do texto ainda chama o presidente da República de ladrão ao concluir sua mensagem com a pergunta: "ou você é adepto do rouba mas faz?"

Novamente, o leitor buscou qualquer prova (uminha que fosse) de que o presidente tenha sugerido, solicitado ou exigido esse favor dos empreiteiros.

E nada há. Apenas, o velho jornalismo de pilantragem e difamação praticado pela imprensa monopolista brasileira.

Mauro Cezar Pereira cita outro blogueiro, o jornalista Guilherme Barros, para afirmar que a Odebrecht receberá financiamento do BNDES e isenção fiscal.

Nem Pereira nem Barros, no entanto, apresentam qualquer documento sobre o acordo. Nada!

Tampouco oferecem as necessárias "aspas" de qualquer autoridade federal, executivo da construtora ou dirigente do clube paulistano.

A fonte de ambos parece ser uma matéria da Folha de S. Paulo, confusa, mal apurada e mal escrita, da lavra de Evandro Spinelli, datada de 29 de agosto.

Mesmo ali, não há qualquer prova da citada "vergonha", menos ainda se exibe qualquer evidência de que o dinheiro público financiará a obra.

Aliás, os próprios próceres do PSDB, que ergueram trombetas para anunciar o acordo, asseguram que o estádio será erguido com recursos privados.

Mauro Cezar Pereira pratica, portanto, o velho jornalismo de "achismos maliciosos", calcado nos embustes de outros "achistas inveterados".

Como boa parte de seus colegas, Mauro Cezar é preguiçoso.

Não usou seu telefone ou seu computador para tentar, por conta própria, obter alguma prova de sua acusação.

O objetivo é sempre o mesmo: atribuir a Lula a culpa por qualquer evento, real ou fantasioso, que possa servir ao processo seletivo de pulverização de reputações.

Mauro Cezar busca apenas instigar, intrigar e incitar ódios.

"Vergonha", portanto, os brasileiros deveriam ter das gangues de escribas de aluguel que se encastelaram nas redações dos principais veículos de comunicação.

Pessoas de valor e princípio, bons de texto e apuração, estão hoje relegados a assessorias de imprensa ou sobrevivem de freelas para revistas especializadas.

Enquanto isso, há empregos aos montes para Spinellis, Pereiras e Barros.

É o tipo de gente que agrada a Ali Kamel e a Eurípedes Alcântara, os mestres-gurus do jornalismo de encomenda.

Hoje, mais um se mostrou nu, deselegante, com a mão indecentemente no bolso.

E cresceu a galeria dos personagens da pilantragem imprensaleira.

Pena que não exista no PT, tão tímido e preguiçoso, alguém que faça a defesa do presidente e acione a Justiça para enquadrar esse tipo de deformador da informação.

Como anda a eleição presidencial nos estados

 Grande criação do Blog do Alê

domingo, 29 de agosto de 2010

O trololó tucano

Deu certo no Brasil, vai dar certo em São Paulo

Implosão da Fonte Nova

Entenda como e por que Serra afundaria o Brasil na crise mundial

Este vídeo traça uma cronologia da crise mundial (2008-2009) sob a ótica da imprensa brasileira e da oposição ao governo Lula, do PT.

Com pouco mais de 9 minutos de duração, o vídeo traz também uma resposta aos que não entendem como o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) conseguiu quebrar o Brasil três vezes, a despeito de ter liquidado quase todas as estatais lucrativas.

Pois, ao que parece, os "economistas PhDs" do PSDB não conseguem enxergar além das "receitas importadas" dos seus gurus neoliberais internacionais. E no meio do "efeito manada", o economista (?) José Serra disparou a dar entrevistas em que apontava os "graves erros" que a equipe econômica do governo Lula estava cometendo para tentar superar a crise, pois "ia na contramão" das medidas adotadas pelas grande potências mundiais que, segundo Serra, "eram as únicas soluções possíveis".

E o vídeo aponta as "medidas" e as contradições de José Serra ante a crise quando ele ainda era governador do Estado mais rico da Federação.

Ao economista (?) José Serra (e a todos os demais "especialistas" da direita conservadora do Brasil) parece faltar a ousadia, a sensibilidade e a criatividade mostradas pelo governo do PT para superar as falhas graves, como a crise financeira mundial e a desigualdade social de um grande país que, definitivamente, não deve ficar importando "receitas de bolo" estrangeiras para superar as dificuldades internas.

O vídeo mostra também de que forma a grande imprensa brasileira (que se popularizou na blogosfera como "PIG") exerceu um papel totalmente antipatriótico. Pois que, no furor para destruir a imagem de Lula, "importou' a crise e trouxe graves consequências ao Brasil, onde a crise poderia ter batido de forma mais suave se não fosse o alarmismo dos empresários que, pelos noticiários da imprensa, resolveram erroneamente demitir funcionários.

Em tempo: a imprensa brasileira foi a única do mundo (daqueles países que não tinham nada a ver com a crise) que expôs com destaque e sensacionalismo a crise econômica mundial. A abordagem alarmista foi ainda pior do que aquela mostrada pela imprensa norte-americana ou europeia.

Conheça melhor o "Geraldo"

Esfera pública x esfera mercantil

O neoliberalismo é a realização máxima do capitalismo: transformar tudo em mercadoria. Foi assim que o capitalismo nasceu: transformando a força de trabalho (com o fim da escravidão) e as terras em mercadorias. Sua história foi a crescente mercantilização do mundo.

A crise de 1929 - de que o liberalismo foi unanimemente considerado o responsável - gerou contratendências, todas antineoliberais: o fascismo (com forte capitalismo de Estado), o modelo soviético (com eliminação da propriedade privada dos meios de produção) e o keynesianismo (com o Estado assumindo responsabilidades fundamentais na economia e nos direitos sociais).

O capitalismo viveu seu ciclo longo mais importante do segundo pós-guerra até os anos 70. Quando foi menos liberal, foi menos injusto. Vários países – europeus, mas também a Argentina – tiveram pleno emprego, os direitos sociais foram gradualmente estendidos no que se convencionou chamar de Estado de bem-estar-social.

Esgotado esse ciclo, o diagnóstico neoliberal triunfou, voltando de longo refluxo: dizia que o que tinha levado a economia à recessão era a excessiva regulamentação. O neoliberalismo se propôs a desregulamentar, isto é, a deixar circular livremente o capital. Privatizações, abertura de mercados, “flexibilização laboral” – tudo se resume a desregulamentações.

Promoveu-se o maior processo de mercantilização que a história conheceu. Zonas do mundo não atingidas ainda pela economia de mercado (como o ex-campo socialista e a China) e objetos de que ainda usávamos como exemplos de coisas com valor de uso e sem valor de troca (como a água, agora tornada mercadoria) – foram incorporadas à economia de mercado.

A hegemonia neoliberal se traduziu, no campo teórico, na imposição da polarização estatal/privado como o eixo das alternativas. Como se sabe, quem parte e reparte fica com a melhor parte – privado – e esconde o que lhe interessa abolir – a esfera pública. Porque o eixo real que preside o período neoliberal se articula em torno de outro eixo: esfera pública/esfera mercantil.

Porque a esfera do neoliberalismo não é a privada. A esfera privada é a esfera da vida individual, da família, das opções de cada um – clube de futebol, música, religião, casa, família, etc.. Quando se privatiza uma empresa, não se colocam as ações nas mãos dos indivíduos – os trabalhadores da empresa, por exemplo -, se jogam no mercado, para quem possa comprar. Se mercantiliza o que era um patrimônio público.

O ideal neoliberal é construir uma sociedade em que tudo se vende, tudo se compra, tudo sem preço. Ao estilo shopping center. Ou do modo de vida norteamericano, em que a ambição de todos seria ascender como consumidor, competindo no mercado, uns contra os outros.

O neoliberalismo mercantilizou e concentrou renda, excluiu de direitos a milhões de pessoas – a começar os trabalhadores, a maioria dos quais deixou de ter carteira de trabalho, de ser cidadão, sujeito de direitos -, promoveu a educação privada em detrimento da publica, a saúde privada em detrimento da pública, a imprensa privada em detrimento da pública.

O próprio Estado se deixou mercantilizar. Passou a arrecadar para, prioritariamente, pagar suas dívidas, transferindo recursos do setor produtivo ao especulativo. O capital especulativo, com a desregulamentação, passou a ser o hegemônico na sociedade. Sem regras, o capital – que não é feito para produzir, mas para acumular – se transferiu maciçamente do setor produtivo ao financeiro, sob a forma especulativa, isto é, não para financiar a produção, a pesquisa, o consumo, mas para viver de vender e comprar papéis – de Estados endividados ou de grandes empresas -, sem produzir nem bens, nem empregos. É o pior tipo de capital. O próprio Estado se financeirizou.

O neoliberalismo destruiu as funções sociais do Estado e depois nos jogou como alternativa ao mercado: se quiserem, defendam o Estado que eu destruí, tornando-o indefensável; ou venham somar-se à esfera privada, na verdade o mercado disfarçado.

Mas se a esfera neoliberal é a esfera mercantil, a esfera alternativa não é a estatal. Porque há Estados privatizados, isto é, mercantilizados, financeirizados; e há Estados centrados na esfera pública. A esfera pública é centrada na universalização dos direitos. Democratizar, diante da obra neoliberal, é desmercantilizar, colocar na esfera dos direitos o que o neoliberalismo colocou na esfera do mercado. Uma sociedade democrática, posneoliberal, é uma sociedade fundada nos direitos, na igualdade dos cidadãos. Um cidadão é sujeito de direitos. O mercado não reconhece direitos, só poder de comprar, é composta por consumidores.

Na esfera da informação, houve até aqui predomínio absoluto da esfera mercantil. Para emitir noticias era necessário dispor de recursos suficientes para instalar condições de ter um jornal, um rádio, uma TV. A internet abriu espaços inéditos para a democratização da informação.

A democratização da mídia, isto é, sua desmercantilização, a afirmação do direito a expressar e receber informações pluralistas, tem que combinar diferentes formas de expressão e de mídia. A velha mídia é uma mídia mercantil, composta de empresas financiadas pela publicidade, hoje aderida ao pensamento único. Uma mídia composta por empresas dirigidas por oligarquias familiares, sem democracia nem sequer nas redações e nas pautas dos meios que a compõem.

A nova mídia, por sua vez, é uma mídia barata nos seus custos, pluralista, crítica. O novo espaço criado pelos blogueiros progressistas faz parte da esfera pública, promove os direitos de todos, a democracia econômica, política, social e cultural. A esfera pública tem expressões estatais, não- estatais, comunitárias. Todas comprometidas com os direitos de todos e não com a seletividade e a exclusão mercantil.

São definições a ser discutidas, precisadas, de forma democrática, aberta, pluralista, de um fenômeno novo, que prenuncia uma sociedade justa, solidária, soberana. A possibilidade com que estão comprometidos Dilma e Lula de uma Constituinte autônoma permite que se possa discutir e levar adiante processos de democratização do Estado, de sua reforma em torno das distintas formas de esfera pública, desmercantilizando e desfinanceirizando o Estado brasileiro.

Emir Sader

Wagner Tiso

Tributo a Milton Nascimento - Programa Mosaicos - TV Cultura - Nos Bailes da Vida/Coração de Estudante (Milton Nascimento) - Wagner Tiso ao piano

sábado, 28 de agosto de 2010

Mais uma do Juquinha

 O Golpe baixo de Juca Kfouri
 Mauro Carrara

Neste sábado, 28 de Agosto, o jornalista Juca Kfouri ofereceu aos brasileiros mais um perfeito exemplo do jornalismo rasteiro e irresponsável que marca esta eleição.

É o jornalismo troglodita, acusatório, denuncista que tem definido o papel da Folha de S. Paulo, do Estadão, de Veja e das Organizações Globo no processo sucessório federal.

Com todas as letras, o tarimbado profissional, afirma:
"O Corinthians ganhará um estádio porque a Odebrecht quer agradar o presidente que fará sua sucessão com os pés nas costas".
Os bons leitores buscaram no texto a referência a algum documento, depoimento ou gravação que provasse a gravíssima acusação.

Não havia.

Na verdade, o blogueiro parece escrever somente o que lhe vem na telha.

Será irresponsável ao divulgar tal notícia sem provas?

Terá sido vencido pela preguiça e, por isso, nem se empenhou em apurar o boato?

Ou será apenas criativo? Será mais um adepto do jornalismo de invenção?

Imediatamente, no entanto, o blog empilhou centenas e centenas de comentários indignados de torcedores de todos os times.

Acusam Lula de praticar a corrupção, de roubar os cofres públicos e de ter um "esquema com as empreiteiras".

Na verdade, Juca Kfouri nem mesmo teve o zelo de discutir o acordo em negociação entre o clube, a CBF e a Odebrecht.

Pelo que se sabe, trata-se de um excelente negócio para a construtora.

Com Lula ou sem Lula, certamente haveria interesse na construção da arena que abrirá a Copa do Mundo.

Vale lembrar que os gastos diretos com a Copa (impacto sobre a demanda final) serão de R$ 28,60 bilhões, segundo a FGV.

E o impacto sobre a produção nacional de bens e serviços deve chegar a R$ 112,79 bilhões.

A construção civil, sozinha, gerará R$ 8,14 bilhões a mais no período.

São evidências claras das oportunidades geradas no setor e dos montantes investidos nos projetos.

Explicam, por exemplo, por que a empresa Traffic criou uma divisão chamada Traffic Arenas, somente para lidar com esse segmento de negócios.

Não há no texto qualquer referência à exploração de naming rights ou aos ganhos das lojas do shopping que funcionarão no estádio.

Tampouco se faz referência à possibilidade do loteamento seletivo dos camarotes e cadeiras cativas.

Ou seja, não há investigação, estudo ou apuração dos fatos, obrigações de quem exerce a profissão.

O jornalismo de cadeira giratória, pois, se faz hoje de interesse político e construção de ficções acusatórias.

Caberia ao presidente Lula questionar o jornalista.

E a Odebrecht também teria todo o direito de contestar, na Justiça, a peça que mancha sua reputação.

Mas logo a corporação dos escribas se levantaria indignada, afirmando ser este um atentado contra a liberdade de expressão.

Tontos são os que ainda lêem e acreditam nesses agentes do retrocesso.

Mais um gol contra de uma oposição perdida, em desespero.

Todas as pesquisas até agosto

Blog do Alê

Charge de Frank

Para 'A Notícia' (SC)

Onda vermelha

Agnelo sobe 9 pontos e empata com Roriz em 36% no DF

Segundo pesquisa Ibope divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo neste sábado (28), os candidatos Agnelo Queiroz (PT) e Joaquim Roriz (PSC) estão empatados com 36% das intenções de voto na disputa pelo governo do Distrito Federal. No último levantamento Ibope, divulgado no dia 30 de julho, Roriz liderava com 38% e Agnelo tinha 27%.

Segundo a nova pesquisa, Eduardo Brandão (PV) tem 1% e os demais candidatos não pontuaram. Outros 13% não sabem ainda em quem votar, e 11% disseram que pretendem votar em branco ou nulo. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

Encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo , a pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de agosto, com 1610 entrevistados, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 23 de agosto de 2010, sob o número 26101/2010.

Terra

Dilma abre 24 pontos à frente de Serra, mostra Ibope


Após dez dias de exposição dos candidatos à Presidência no horário eleitoral, a petista Dilma Rousseff abriu 24 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra. Se a eleição fosse hoje, ela venceria no primeiro turno, com 59% dos votos válidos.

Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na noite de ontem, a candidata do PT chegou a 51% das intenções de voto, um crescimento de oito pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, feito às vésperas do início da propaganda eleitoral.

Desde então, Serra passou de 32% para 27%. Marina Silva, do PV, oscilou de 8% para 7%. Somados, os adversários da petista têm 35 pontos, 16 a menos do que ela.

O desempenho de Dilma já se equipara à de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2006. Na época, no primeiro turno, o então candidato do PT teve 59% dos votos válidos como teto nas pesquisas.

São Paulo

Dilma ultrapassou Serra em São Paulo (42% a 35%) e tem o dobro de votos do adversário (51% a 25%) em Minas Gerais - respectivamente primeiro e segundo maiores colégios eleitorais do País.

No Rio de Janeiro, terceiro Estado com a maior concentração de eleitores, a candidata do PT abriu nada menos do que 41 pontos de vantagem em relação ao tucano (57% a 16%).

Regiões

Na divisão do eleitorado por regiões, Dilma registra a liderança mais folgada no Nordeste, onde tem mais que o triplo de votos do rival (66% a 20%%). No Sudeste, ela vence por 44% a 30%, e no Norte/Centro-Oeste, por 56% a 24%.

A Região Sul é a única em que há empate técnico: Dilma tem 40% e Serra, 35%. A margem de erro específica para a amostra de eleitores dessa região chega a cinco pontos porcentuais. Mas também entre os sulistas se verifica a tendência de crescimento da petista: ela subiu cinco pontos porcentuais na região, e o tucano caiu nove.

Renda

A segmentação do eleitorado por renda mostra que a candidata do PT tem melhor desempenho entre os mais pobres. Dos que têm renda familiar de até um salário mínimo, 58% manifestam a intenção de votar nela, e 22% em Serra.

Na faixa de renda logo acima - de um a dois salários mínimos -, o placar é de 53% a 26%. Há um empate entre a petista (39%) e o tucano (38%) no eleitorado com renda superior a cinco salários.

Também há empate técnico entre ambos no segmento da população que cursou o ensino superior. Nas demais faixas de escolaridade, Dilma vence com 25 a 28 pontos de vantagem.

A pesquisa foi registrada no TSE com número 26.139/2010 e ouviu 2.506 pessoas. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Jaques Wagner venceria no primeiro turno, diz Ibope

DAVI LEMOS do Terra
Direto de Salvador

O candidato à reeleição ao governo da Bahia, Jaques Wagner (PT), venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje, como aponta nova pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (27). O petista teve 49% das intenções de voto, seguido de Paulo Souto (DEM), com 18%, e Geddel Vieira Lima (PMDB), com 12%. O outro candidato a pontuar foi Luiz Bassuma (PV), com 1%.

A pesquisa ouviu 1.008 eleitores entre os dias 24 e 26 de agosto e possui margem de erro de três pontos percentuais. Ainda de acordo com o Ibope, 7% do eleitorado baiano deve votar em branco ou anular o voto, enquanto 12% estão indecisos.
O Ibope ainda aferiu a rejeição de cada candidato, e o ex-governador Paulo Souto lidera neste quesito, com 25% de rejeição. Ele vem seguido de Luiz Bassuma (PV), com 19%, e Geddel Vieira Lima, com 18%. Sandro Santa Bárbara (PCB) aparece com 14% de rejeição. O governador Jaques Wagner vem em seguida, com 12% de rejeição do eleitorado, ao lado de Marcos Mendes (PSOL) e Carlos Nascimento (PSTU). Vinte por cento dos eleitores não sabiam ou não responderam e 13% afirmaram que não rejeitam nenhum dos candidatos.

Senado

A pesquisa Ibope também ouviu a preferência do eleitorado quando aos candidatos ao Senado. O senador César Borges (PR), candidato à reeleição, figurou com 35% das intenções de voto, seguido de Lídice da Mata (PSB), com 32%, e Walter Pinheiro (PT), com 29%. Em seguida, vieram José Ronado (DEM) e Edvaldo Brito (PTB), com 9% e 7%, nesta ordem.

Estadão entrega os pontos

Ascensão de Dilma pode mudar perfil de eleição estadual

A eventual vitória já no primeiro turno da candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, num quadro sem muitas chances de ser revertido, é hoje uma das principais apostas de cientistas políticos entrevistados pela Agência Estado. Na avaliação desses especialistas, é pouco provável que algo interfira na tendência de vitória da petista no dia 3 de outubro. Além disso, eles acreditam que a ascensão de Dilma nos principais colégios eleitorais do País, como tem mostrado as últimas pesquisas de intenção de voto, poderá causar mudanças no perfil atual das eleições estaduais, em benefício dos candidatos apoiados pela petista.

O especialista em pesquisa eleitoral e em marketing político Sidney Kuntz aponta que o cenário para a vitória da candidata do PT em primeiro turno é ainda mais favorável do que foi o de 1998, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito também em primeiro turno.

Naquelas eleições, o tucano venceu em cinco dos sete maiores colégios eleitorais do País, perdendo apenas no Rio de Janeiro e no Rio Grande no Sul. A mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 23 e 24 deste mês, mostrou que Dilma está na frente de seus concorrentes em todos esses Estados. "Só um escândalo ou algo realmente convincente, que faça com que os eleitores pensem que ela não merece a confiança deles, pode tirar a vitória da Dilma", apontou o especialista. "Uma hecatombe", ressaltou.

Kuntz explicou ainda que, desde as eleições de 1989, nenhum candidato à sucessão presidencial que apresentou no fim do mês de agosto a vantagem que Dilma tem registrado nas últimas pesquisas de intenção de voto perdeu uma eleição. A consolidação de uma eventual vitória, de acordo com o especialista, deve levar a petista a direcionar a munição nos próximos dias para Estados em que existe a possibilidade de o PT sofrer derrotas nas urnas. O gesto pode, segundo ele, modificar o quadro eleitoral estadual, com chances dos candidatos apoiados pela petista capitalizarem parcela do seu crescimento.

Popularidade de Lula

O cientista político Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente, atribui o crescimento de Dilma à capitalização (pela candidata) da popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O analista observa que, após dez dias do início do horário eleitoral gratuito, a candidata conquistou os votos dos eleitores que antes diziam não saber em quem votar e arrebatou uma parcela do apoio daqueles que diziam que votariam no candidato do PSDB na disputa, José Serra. "Tudo indica que (Dilma) vai ganhar em primeiro turno. É pouco provável que ela perca essa eleição", afirmou Dantas.

A mais recente pesquisa Datafolha de intenção de voto, divulgada ontem, mostrou que a candidata do PT abriu vantagem de 20 pontos porcentuais sobre Serra. Na mostra, Dilma figurou com 49%, enquanto Serra teve 29%. Na comparação com o último levantamento, realizado no dia 20, logo depois do início do horário eleitoral, Dilma oscilou de 47% para 49%, ao mesmo tempo em que Serra foi de 30% para 29%. A petista passou o adversário em colégios eleitorais que eram considerados a última fortaleza de Serra nas eleições deste ano, como São Paulo e Rio Grande do Sul. Se considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma venceria em primeiro turno mesmo sem considerar os votos válidos.

O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), endossou a tese de que o cenário atual é mais favorável a uma decisão em primeiro turno e observou que apenas "algo fora do padrão" poderia ameaçar uma eventual vitória da candidata petista.

"As pesquisas apontam que Dilma cresceu sobre os eleitores do Serra, principalmente depois do horário eleitoral gratuito", esclareceu. De acordo com Carvalho Teixeira, o desafio do PSDB neste momento é levar a disputa para o segundo turno e impedir que o crescimento da petista se reflita nos cenários estaduais, levando candidatos aliados a garimpar dividendos eleitorais da popularidade de Dilma.

A História de Mercadante

Trevas ao meio-dia

EUA somem na escuridão
Por Paul Krugman
As luzes se apagam em todo Estados Unidos. A cidade de Colorado Springs estampou nas manchetes dos jornais locais sua intenção desesperada de economizar dinheiro apagando um terço de seus semáforos, mas estão acontecendo coisas parecidas em todo o país, desde a Filadélfia até Fresno.

Contudo, um país que assombrou o mundo com seus visionários investimentos nos transportes, desde o canal de Erie até o sistema de autopistas interestatais, agora se encontra em um processo de despavimentação: em vários estados, os governos locais estão destruindo estradas que não já não podem mais manter e reduzindo-as a cascalho.

E uma nação que outrora valorizava a educação, que foi uma das primeiras a oferecer escolarização básica a todas as suas crianças, agora está fazendo cortes. Os professores estão sendo despedidos e os programas cancelados. No Havaí, até o curso escolar está acabando de maneira drástica. E tudo indica que no futuro mais ajustes serão feitos.

Dizem-nos que não temos eleição, que as funções governamentais básicas – serviços essenciais proporcionados durante gerações – já não são viáveis. E é certo que os governos estaduais e locais, duramente açoitados pela recessão, estão sem recursos. Mas não estariam assim se seus políticos estivessem dispostos a considerar ao menos alguns aumentos de impostos.

E no governo federal, que pode vender bônus a longo prazo protegidos contra a inflação, com uma taxa de juros básica de 1,04%, não gasta o dinheiro. Poderia e deveria oferecer ajuda aos governos locais e proteger o futuro de nossas infraestruturas e de nossos filhos.

Mas Washington está prestando ajuda aos poucos, e até isso o faz a contragosto. Devemos dar prioridade à redução do déficit, dizem os republicanos e os democratas centristas. E logo, quase em seguida, afirmam que devemos manter as subvenções fiscais para os ricos, o que terá um custo previsto de 7 bilhões de dólares durante a próxima década.

Na prática, boa parte de nossa classe política está demonstrando quais são suas prioridades: quando podem escolher entre pedir que 2% dos estadounidenses mais abastados voltem a pagar os mesmos impostos que durante a expansão da Era Clinton ou permitir que derrubem a estrutura da nação – de maneira literal no caso das estradas e figurada no caso da educação -, preferem este último.

É uma decisão desastrosa tanto a curto como a longo prazo. A curto prazo, esses cortes estatais e locais implicam um pesado empecilho para a economia e perpetuam o desemprego, que é devastadoramente elevado.

É crucial que os governos estaduais e locais tenham em mente as duras críticas da população a respeito do elevado o gasto público durante o governo Obama. Sim, o governo federal estadounidense gasta, ainda que não tanto como pensam. Mas os governos estatais e locais estão fazendo cortes. E, se somamos, o resultado é que os únicos incrementos relevantes no gasto público foram com programas de proteção social, como o seguro-desemprego, cujos custos dispararam por culpa da gravidade da crise econômica.

Isso quer dizer que, apesar do que dizem sobre o fracasso do estímulo, se observamos o gasto governamental em seu conjunto, não vemos estímulo algum. E agora que o gasto federal está reduzido, ao passo que os grandes recortes de gastos estatais e locais continuam, vamos para trás.

Mas não é também uma forma de estímulo manter os impostos baixos para os ricos? Não se percebe isso. Quando salvamos o posto de trabalho de um professor, isso ajuda o nível de emprego sem dúvida; quando, ao contrário, damos mais dinheiro aos multimilionários, é muito possível que a maior parte desse dinheiro fique imobilizada.

E sobre o futuro da economia? Tudo o que sabemos sobre o crescimento econômico diz que uma população culta e uma infraestrutura de alta qualidade são cruciais para o crescimento. As nações emergentes estão realizando enormes esforços para melhorar suas estradas, portos e colégios. Contudo, nos EUA estamos recuando.

Como chegamos a esse ponto? É a consequência lógica de três décadas de retórica antigovernamental, uma retórica que convenceu numerosos eleitores de que um dólar arrecadado por impostos é sempre um dólar mal gasto, que o setor público é incapaz de fazer algo bem feito.

A campanha contra o governo sempre planteou como uma oposição à fraude, aos cheques enviados a rainhas da segurança social que conduzem luxuosos cadillacs e a grandes exércitos de burocratas que, de um lado a outro, movem documentos inutilmente. Mas isso são mitos; nunca houve tanta fraude como assegurava a direita. E agora que a campanha começa a dar frutos, vemos o que realmente havia na linha do fogo: serviços que todos, exceto os muito ricos, necessitam, serviços que devem ser proporcionados pelo governo, como reformas nas ruas, estradas transitáveis e escolarização decente para todos os cidadãos.

Portanto, o resultado final da prolongada campanha contra o governo é que demos um passo desastrosamente equivocado. Agora, os EUA transitam por uma estrada escura, sem luz, e sem asfalto, que não leva a lugar nenhum.

Tradução: André Rossi. Artigo traduzido de http://www.rebelion.org/noticia.php?id=111874. Fonte : http://www.attac.es/ee-uu-se-sume-en-la-oscuridad/.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Brasil dos recordes

Cacareco, Tião, Tiririca


O fenômeno Tiririca, que pede o voto ao eleitor "porque pior que está não fica", embora seja objeto de uma avalanche de críticas, não é algo novo na política brasileira.

Em todas as eleições aparecem candidatos como ele, sem nenhum preparo para exercer o cargo, e que apenas se lançam na vida pública para ganhar um tanto de publicidade.

Se, num desses acasos, acabarem eleitos, tanto melhor: afinal, com toda a verba disponível para manter um gabinete cheio de assessores, a rotina de um deputado não deve ser de todo desagradável ou complicada.

O caso do Tiririca se destaca das outras candidaturas "trash" porque ele foca, explícita e desavergonhadamente, aquele eleitor desiludido com a política e os políticos. Nesse sentido, votar em Tiririca é um ato de protesto. Não deixa de ser uma incoerência, mas o que fazer?

Esse tipo de voto também não é novidade nas campanhas eleitorais brasileiras. Em 1958 o rinoceronte Cacareco, que habitava o Zoológico de São Paulo, teve cerca de 100 mil votos para vereador, na frente do candidato mais bem colocado.

Em 1988, o Macaco Tião, um chimpanzé ranzinza que vivia no zoo do Rio, teve 400 mil votos na eleição para prefeito, ficando em terceiro lugar entre 12 candidatos.

O efeito desse voto de protesto ajudou, sem dúvida, a eleger várias pessoas, como, por exemplo, do jogador de futebol Biro-Biro, bom meio de campo corintiano, que foi vereador em São Paulo de 1989 a 1992. O caso mais recente que me lembro é do costureiro Clodovil, que em 2006 conseguiu a façanha de ser o terceiro candidato ao Congresso mais votado em todo o país, com inacreditáveis 493 mil votos.

Com esses exemplos quero apenas relativizar a presença dessa turma nas eleições deste ano. É do jogo democrático. Quem não concorda com elas que não vote nelas.

O que realmente exige uma discussão mais profunda é o sistema político brasileiro, que permite a proliferação de partidos sem nenhum traço ideológico, que surgem apenas para atuar como balcão de negócios, transacionando legendas para quem quiser, vendendo seus horários gratuitos a quem pagar mais.

Se a legislação não fosse tão leniente, aposto que o horário eleitoral não teria essa infestação de Tiriricas que se vê agora.

O que a Dilma tem que eu não tenho?

Blog do Kayser

PT entra com ação contra Serra por injúria e difamação

Partido diz que tucano atacou a honra de Dilma e da sigla ao atribuir a elas o vazamento de dados sigilosos da Receita

O PT vai ingressar com mais uma ação contra o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, por injúria e difamação. A sigla alega que o tucano denegriu a honra da agremiação e de sua candidata, Dilma Rousseff, ao dizer que eles são os responsáveis pela quebra do sigilo do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outras pessoas ligadas à campanha oposicionista.

“Nós vamos representar mais uma vez, processar mais uma vez José Serra, por injúria e difamação. Que aliás é recorrente em fazer acusações infundadas contra o PT e contra a campanha da companheira Dilma Rousseff. Nós já reiteramos que não encomendamos, não solicitamos, não mandamos, não determinamos, a quem quer que fosse, para montar, elaborar, construir, redigir, dossiês contra quaisquer pessoas membros ou não do PSDB”, disse o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Além da injúria e difamação o PT vai entrar com uma ação Civil de indenização por danos morais contra o tucano. Os mesmos expedientes foram usadas em junho pelo partido, quando a quebra do sigilo de Eduardo Jorge veio à tona e Serra acusou o setor de “inteligência” da campanha petista de confeccionar dossiês contra os tucanos.

Além das suas ações, o PT apresentou, um julho, uma contra o vice de Serra, Índio da Costa (DEM), também por danos morais, quando o segundo homem da chapa tucana acusou o partido de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) e com o narcotráfico.

Oposição

Dutra reclamou da atitude da oposição, que classificou de “irresponsável e leviana” por atribuir ao PT os vazamentos de dados sigiloso da Receita. Segundo ele, o PSDB é seletivo para denúncias.

“Quando vazaram dados sigilosos sobre a manobra fiscal da Petrobras, que foi um vazamento criminoso, o PSDB usou o material para turbinar a CPI da Petrobras. Na ocasião ninguém reclamou de vazamento de dados. Nós somos contra qualquer vazamento e exigimos a apuração e responsabilização dos envolvidos”, disse.

Atualização de todas as pesquisas

Dilma abre 20 pontos e já ultrapassa Zé em SP e no RS

  Ditabranda Online:

A candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, manteve sua tendência de alta e foi a 49% das intenções de voto. Abriu 20 pontos de vantagem sobre seu principal adversário, José Serra, do PSDB, que está com 29%, segundo pesquisa Datafolha. Os contratantes do levantamento são a Folha e a Rede Globo.

Realizada nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, o levantamento também indica que Dilma lidera agora em segmentos antes redutos de Serra. A petista passou o tucano em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná e entre os eleitores com maior faixa de renda.

Em São Paulo, Estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%.
Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%.

No Rio Grande do Sul, a petista saiu de 35% e foi a 43%. Já Serra caiu de 43% para 39% entre os gaúchos.

A margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Todas as oscilações nacionais se deram dentro do limite.

Dilma tinha 47% na sondagem do dia 20 e foi a 49%. Serra estava com 30% e agora tem 29% Marina Silva (PV) manteve-se em 9%. Há 4% que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum. E 8% estão indecisos. Os demais candidatos não pontuaram.

Se a eleição fosse hoje, Dilma teria 55% dos votos válidos (os que são dados apenas aos candidatos) e venceria no primeiro turno.

Serra se mantém ainda à frente em alguns poucos estratos do eleitorado. Por exemplo, entre os eleitores de Curitiba, capital do Paraná, onde registra 40% contra 31% de sua adversária direta.

'BOLSÕES'

Mas o avanço da petista ocorre também nesses bolsões serristas. No levantamento de 9 a 12 deste mês, Serra liderava entre os curitibanos com 43% contra 24% de Dilma, uma vantagem de 19 pontos. Agora, a diferença caiu para nove pontos.

Quando se observam regiões do país, a candidata do PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano.

Agora, a situação se inverteu, com Dilma indo a 43% e o tucano deslizando para 36% entre eleitores sulistas.

SEGUNDO TURNO

Como reflexo de seu desempenho geral, Dilma também ampliou a vantagem num eventual segundo turno. Saiu de 53% na semana passada e está com 55%. Serra oscilou de 39% para 36%. Ampliou-se a distância, que era de 14, para 19 pontos.

Outro dado relevante e que indica um mau sinal para o tucano é a taxa de rejeição. Dilma é rejeitada por 19% dos eleitores, taxa que se mantém estável desde maio.

Já Serra está agora com 29% (eram 27% semana passada) e chega a seu maior percentual neste ano.

Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra.

No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lula e o preconceito dos poderosos

Dilma e Lula em Campo Grande

Sem vergonha de ser tucano

O governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB), disse na noite desta terça-feira (24) que os correligionários estariam "envergonhados" em pedir votos para o candidato do partido à presidência da República, José Serra.
Leonel  Pavan (meio) e o traficante Ruede-Bustos e o sócio dele Castanharo
Para o líder catarinense, que foi impedido de se candidatar ao governo por um pedido do próprio Serra, a campanha de Dilma Rousseff (PT) e a presença do presidente Lula no horário eleitoral estariam "intimidando" os tucanos. "Temos que perder a timidez e pedir votos na rua. Não podemos ter vergonha de pedir votos para José Serra", disse.

Humoristas de passeata

Uma passeata, para ser eficiente, tem que ser legítima
Coluna Hildegard Angel – JB – Quarta-feira, 25/08/2010
EM BOA hora, os humoristas saíram em passeata na Praia de Ipanema para protestar contra a impossibilidade de se fazer piadas políticas em época de eleição. A política, como sabemos, é o filé mignon do humor de qualidade… MAS ESSE protesto oportuno se descaracteriza e fica comprometido quando dá a entender que a censura se deve ao governo. Não é verdade… A LEI das Eleições, 9.504, data de 1997 e, na minirreforma, ganhou penduricalhos que a “turbinaram”, com substitutivos e emendas no que diz respeito ao humor, cujos autores têm nome: são os deputados, do PCdoB, Flavio Dino, candidato a governador do Maranhão, e Manuela D’ÁvilaPARA ESSA minirreforma ser aprovada no Plenário da Câmara, os deputados votaram. O TSE apenas cumpre o que está escrito… ENTÃO, NÃO É Lula, não é Dilma, não é o ministro Lewandowski nem é o Franklyn Martins (conforme menção leviana de um dos humoristas desfilantes). São os nossos congressistas!… E ISSO os humoristas da passeata não disseram, não dizem, muito pelo contrário, querem deixar no ar a ideia de que o governo brasileiro cerceia a atividade do humor…

 ESSA ATITUDE dúbia, manipuladora, só tira a legitimidade de uma causa que é boa, reduzindo-a a mero instrumento de campanha da oposição… SE NO Brasil de hoje houvesse censura ao humor, nós não teríamos visto, como vimos, no CQC da última segunda-feira, um humorista dizer que o Eike Batista “faturou” a dona Marisa Lula da Silva, nem o humorista ao lado acrescentar que “dona Marisa vai fazer uma coleira com o nome Eike escrito”… ELES SE referiam à atitude descontraída, perfeitamente natural, de ambos, durante um leilão beneficente que o programa acabara de exibir… FOSSE UMA ditadura com censura, como a que já tivemos, na mesma hora os estúdios da Band seriam invadidos por um batalhão militar, Marcelo Tas e seus humoristas seriam presos, colocados no pau de arara, teriam a pele esfolada, a unha arrancada, o olho furado e, se dessem sorte, seriam devolvidos depois pra casa com uma coleira de pregos no pescoço… MAS O mais provável é que virassem “comida pra peixe”, como se fazia na época. 

E eu não estou fantasiando. Vi e vivi este filme nos anos 70 no Brasil… POR ISSO, senhores humoristas, façam seus protestos, sim, mas com legitimidade, pra não serem rotulados de humoristas “festivos”, como se usava dizer naquela época negra… OUTRA COISA que está muito na moda dizer, na linha dessa “campanha do medo”, é que há censura em nossa imprensa… NUNCA ANTES neste país se espinafrou tanto (pra não usar outra palavra) um presidente, sua família, seus ministros e aliados como nesta era Lula. E com total liberdade… JAMAIS OUVI, por exemplo, em época anterior, num programa de TV, um comentário tão constrangedor como esse do CQC em relação a uma primeira-dama. E não me venham aqui criticá-la, porque ela se dá ao respeito, sim!… 

NOS ANOS FHC, jamais a imprensa tocou no assunto do filho criança do presidente com uma jornalista, morando ambos num conveniente endereço bem longe, em Barcelona, na Espanha… ESSE SILÊNCIO da imprensa não era apenas uma delicadeza com a primeira-dama. Era também o receio de possíveis retaliações comerciais, judiciais, Lei dos Danos Morais etc e tal. Medo que, curiosamente, este atual governo não inspira a jornalista algum. Agora, me digam: onde está a tão proclamada “censura”?…

O último reduto

 Tucanos armam ofensiva pró-Serra em SP para impedir avanço de Dilma
A coordenação da campanha do presidenciável do PSDB, José Serra, preparou uma ofensiva política para fazer frente ao crescimento da adversária Dilma Rousseff (PT) nas últimas pesquisas de intenção de voto.

O contra-ataque político dos tucanos prevê demonstração de força no Estado de São Paulo, onde foi articulado encontro com 450 prefeitos paulistas na semana que vem, e a exibição de depoimentos de apoio a Serra no horário eleitoral gratuito na TV, gravados por "estrelas" do PSDB.

Foi fechada ontem uma agenda conjunta entre Serra e o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, com o objetivo de projetar a candidatura presidencial no Estado. Tucanos querem fazer uma frente no maior colégio eleitoral do País, impedindo o avanço de Dilma.

Para o encontro, no dia 1 de setembro, foram convidados 450 prefeitos, inclusive os que são de partidos da base de apoio de Dilma Rousseff, como o PMDB - em São Paulo a legenda apóia o PSDB.

A expectativa é de que, pelo menos, 300 representantes de municípios paulistas apareçam no evento, no Credicard Hall, na zona sul paulistana. Também foram convidados vice-prefeitos e vereadores. Tucanos disseram que colocarão na entrada do encontro contadores de pessoas para ter ideia precisa de quais aliados compareceram à reunião.

No fim de semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou presença em comícios do PT na Grande São Paulo. No Estado governado pelo PSDB há 16 anos, tentou "vender" sua candidata à Presidência e Aloizio Mercadante, que disputa o Palácio dos Bandeirantes pelo PT.

Pesquisas de intenção de voto mostram diminuição da vantagem de Serra no Estado. Segundo o Instituto Datafolha, caiu pela metade sua dianteira em relação a Dilma em São Paulo, entre julho e o início de agosto. Passou de 14 para 7 pontos percentuais.

Jornal inglês aposta em “vitória retumbante” de Dilma

Financial Times diz que Serra é confuso e que petista deve ganhar no 1º turno
Do R7

O jornal inglês Financial Times publicou, na noite da terça-feira (24), em seu site, um artigo em que afirma ser “difícil imaginar um resultado diferente do que um vitória retumbante de Dilma Rousseff na corrida presidencial” no Brasil.

O artigo veio no dia da publicação da última pesquisa CNT/Sensus, que atribui uma possível vitória em primeiro turno da petista, que teria 55,3% das inteções de votos válidos, contra 44,7% dos demais candidatos.

A publicação diz que a campanha de José Serra (PSDB) é confusa e parece ter como objetivo apenas “lembrar suas conquistas como ministro da saúde e como prefeito e governador de São Paulo”.

O texto ainda diz que Serra liderou as primeiras pesquisas eleitorais “simplesmente” por que era mais conhecido, fato que mudou depois de Lula apresentar Dilma como sua escolhida para os eleitores.

José Serra é criticado pela publicação por não deixar claro seu programa de governo e por “ganhar publicidade” acusando Evo Morales, presidente da Bolívia, de ser cúmplice do tráfico de cocaína para o Brasil e o afirmando que o PT é ligado às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), uma das maiores responsáveis pela produção da mesma droga, mas no país colombiano.

O texto diz que Serra permite que Dilma se posicione como uma “campeã da ortodoxia e responsabilidade fiscal” e que ela deve continuar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “o presidente mais popular na história do Brasil”.

Conheça o TAV - Trem de Alta Velocidade

Magister dixit

Maria da Conceição Tavares

Mr. da Silva, who do you think that you are?

Otavinho, para Lula: “Como é que o senhor vai governar o Brasil se não fala inglês?”
Em comício no MS, Lula ataca diretor da ‘Folha de S. Paulo’
Claudio Leal
Direto de Campo Grande (MS)

no Terra através do Vi O Mundo

No comício em Campo Grande (MS), na noite desta terça-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou o publisher da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, por um episódio ocorrido em 2002, quando foi cobrado, em almoço no jornal paulista, por não falar inglês. Em elevados decibéis, ao lado dos candidatos Dilma Rousseff e Zeca do PT, Lula criticou os que o viam como “cidadão de segunda classe ou verdadeiro vira-lata”.

“Me lembro como se fosse hoje, quando eu estava almoçando com a Folha de São Paulo. O diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: “O senhor fala em inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?”… E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!”, alvejou. A plateia o interrompeu, com gritos e aplausos. “Era eu, o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!”.

“Houve uma hora em que eu fiquei chateado e me levantei da mesa e falei: eu não vim aqui pra dar entrevista, eu vim aqui pra almoçar… Levantei, parei o almoço… E fui embora”, prosseguiu. “Quando terminou o meu mandato, Zeca… terminei sem precisar ter almoçado com nenhum jornal! Nunca faltei com o respeito com a imprensa… E vocês sabem o que já fizeram comigo…”, encerrou o presidente.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O que é um tucano?

Blog do Emir
Avis rara, animal político com grave risco de extinção, o tucano se diferencia dos outros animais. Identifiquemos suas características, antes que seja tarde demais:

O tucano tem certeza que tem razão em tudo o que diz e faz.

O tucano lê a Folha de São Paulo cedinho e acredita em tudo o que lê.

O tucano nunca foi à América Latina, considera o continente uma área pré-capitalista e, portanto, pré-civilizatória.

O tucano considera a Bolívia uma espécie de aldeia de xavantes e a Venezuela uma Albânia.

O tucano nunca foi a Cuba, mas achou horrível.

O tucano foi a Buenos Aires (fazer compras com a patroa), mas considera a Argentina uma província européia.

O tucano considera FHC merecedor de Prêmios Nobel – da Paz, de Literatura, de física, de química, quaisquer.

O tucano considera o povo muito ingrato, ao não reconhecer o bem que os tucanos – com FHC à cabeça - fizeram e fazem pelo país.

A cada derrota acachapante, o tucano volta à carga da mesma maneira: ele tinha razão, o povo é que não o entendeu.

O tucano acha o povo malcheiroso.

O tucano considera que São Paulo (em particular os Jardins paulistanos) o auge da civilização, de onde deve se estender para as mais remotas regiões do país, para que o Brasil possa um dia ser considerado livre da barbárie.

O tucano mora nos Jardins ou ambiciona um dia morar lá.

O tucano é branco ou se considera branco.

O tucano compra Veja, mas não lê. (Ele já leu a Folha).

O tucano tem esperança de retomar o movimento Cansei!

O tucano tem saudades de 1932.

O tucano venera Washington Luis e odeia Getúlio Vargas.

O tucano só vai a cinema de shopping.

O tucano só vai a shopping.

O tucano freqüenta a Daslu, mesmo que seja por solidariedade às injustiças sofridas em função da ação da Justiça petista.

O tucano nem pronuncia o nome do Lula: fala Ele.

O tucano conhece o Nordeste pelas novelas da Globo.

O tucano dorme assistindo o programa do Jô.

O tucano acorda assistindo o Bom dia Brasil.

O tucano acha o Galvão Bueno a cara e a voz do Brasil.

O tucano recorta todos os artigos da página 2 da Folha para ler depois.

O tucano acha o Serra o melhor administrador do mundo.

O tucano acha Alckmin encantador.

O tucano tem ódio de Lula porque tem ódio do Brasil.

O tucano sempre acha que mereceria ter triunfado.

O tucano é mal humorado, nunca sorri e quando sorri – como diz The Economist sobre o candidato tucano - é assustador.

O tucano não tem espírito de humor. Também não tem motivos para achar graças das coisas. É um amargurado com o mundo e com as pessoas pelo que queria que o mundo fosse e não é.

O tucano considera a Barão de Limeira sua Meca.

O tucano acha o povo brasileiro preguiçoso. Acha que há milhões de “inimpregáveis” no Brasil.

O tucano acha a globalização “o novo Renascimento da humanidade”.

O tucano se acha.

O tucano pertence a uma minoria que acha que pode falar em nome da maioria.

O tucano é um corvo disfarçado de tucano.

Postado por Emir Sader

Dilma e Lula em São Bernardo

Tucanalha não engana mais ninguém

Não servem mais nem para forrar casinha de cachorro

E agora?

 Do blog poético Conversa Afiada
 O amigo navegante Adilson Filho acaba de compor essa obra-prima do cancioneiro drummondiano:

Prezado Paulo Henrique,
Segue “o poema” E agora José?! ou Canção do dia “pra sempre”
Um abraço

Adilson (E agora?)
E agora, José?!

E agora, José?! (ou Canção do dia “pra sempre”)

E agora, José?
A festa acabou,
a Dilma ganhou
o Índio sumiu,
a Globo mudou..
e agora, José?
e agora, você?

você que é sem graça,
que zomba da massa,
você que fez plágio
que amou o pedágio
e agora, José?

Está sem “migué”
está sem discurso,
está sem caminho..
não pode beber,
não pode fumar,
cuspir não se pode,
nem mesmo blogar?

a noite esfriou,
o farol apagou
o voto não veio,
o pobre não veio,
o rico não veio..
não veio a utopia
não veio o João
tão pouco a Maria

e tudo acabou
o Diogo fugiu
o Bornhausen mofou,
e agora, José

E agora, José ?
Sua outra palavra,
seu instante de Lula:
careca de barba!
sua gula e jejum,
sua favela dourada
sua “São-Paulo de ouro”
seu telhado de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora ?

com a chave na mão
quer abrir qualquer porta,
não existe porta;
o navio afundou
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
nem Rio, Bahia, Sergipe, Goiás..
José, e agora ?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa da despedida
e a Miriam tirasse…
se você dormisse,
se você cansasse,
como o leitor do Noblat
se você “morresse”
Mas você não morre,
você é vaso “duro”, José !

E sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem megalomania
Sem Folha, O Globo, Estadão, o Dia..
sem Cantanhede
para se encostar,
sem o cheiro da massa
pra você respirar..

e sem cavalo grego
que fuja a galope,
sem o Ali Babá
pra lhe arranjar algum golpe,
você marcha, José !
José, pra onde?
pra sempre?

E agora, José?
Se quando a festa acabou, o povo falou
que sem você, podia muito mais..
Então, nesse caso: Até nunca mais, José!

PS: O Dia foi só pra compor a rima.

Desespero na coligação demotucana

CNT/Sensus aponta 18 pontos de vantagem para Dilma

CNT/Sensus: Dilma vai a 46% e Serra tem 28,1%
Dados apontam vitória da petista no primeiro turno, confirmando a tendência evidenciada em levantamentos anteriores

Na mesma linha das pesquisas divulgadas nas últimas semanas, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem em relação ao adversário tucano José Serra em novo levantamento CNT/Sensus, divulgado nesta terça-feira. Pela nova pesquisa, a presidenciável petista cresceu de 41,6% na rodada anterior, realizada entre os dias 20 e 22 de agosto, para 46%. Serra, por sua vez, perdeu espaço. Foi de 31,6% para 28,1%.

Pelo levantamento, Dilma venceria a disputa no primeiro turno, já que possui 55,3% dos votos válidos, superando a soma dos demais adversários, que juntos respondem por 44,7%. A candidata do PV, Marina Silva, oscilou negativamente em relação à pesquisa anterior, passando de 8,5% para 8,1%. Os demais candidatos ao Palácio do Planalto não pontuaram. Brancos e nulos totalizaram 5,1% das intenções de voto e não souberam ou não responderam 11,7% dos entrevistados.

Os números apontam para uma tendência semelhante à pesquisa Vox Populi encomendada pela Band e pelo iG, datada de 17 de agosto. Na ocasião, Dilma contabilizava 45% das intenções de voto e Serra tinha 29%.

O instituto Sensus entrevistou 2 mil pessoas em 136 municípios, entre os dias 20 e 22 de agosto. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais. Os dados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob número 24.903/2010.

Os números apontam uma vitória larga de Dilma sobre Serra em um eventual segundo turno. A candidata petista alcançaria 52,9% das intenções de voto, enquanto Serra ficaria com 34%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 48,3% e Serra 36,6%.

Espontânea

Dilma avançou também na pesquisa espontânea. Ficou a 37,2% das intenções de voto. O dado revela um crescimento de quase 7 pontos em relação ao levantamento anterior, quando a petista aparecia com 30,4%. Nesse caso, Serra subiu de 20,2% para 21,2%, uma variação dentro da margem de erro.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Marina teve 6% das intenções de voto. Ela tinha 5% na rodada anterior. Os demais candidatos não chegaram a 1%.

As citações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode concorrer à reeleição caíram de 5% para 2,1%. Votos em branco, nulo ou nenhum somam 5,4%. Outros 25,2% não sabem ou não responderam à pesquisa.
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