quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Serra não é pop

Família Tuma declara segundo voto a Netinho para Senado em São Paulo

O vereador e cantor Netinho de Paula, candidato ao Senado por São Paulo, recebeu hoje declaração de apoio da família do senador Romeu Tuma).

Romeu Tuma Júnior ligou para Netinho para dizer que o senador disse estar indignado com a "campanha promovida contra Netinho", se referindo às denúncias envolvendo o candidato.
Netinho com Mercadante
Segundo Netinho, as matérias na imprensa e as ofensas que recebeu pela internet são uma espécie de bullying no cenário político. "Acredito que esta campanha trouxe à tona um fenômeno novo, o do bullying político."

Marcha da Vitória

Jurista Dallari cobra do STF apuração sobre telefonema de Serra a Mendes

Rede Brasil Atual

O jurista Dalmo Dallari (Foto: MPF/Divulgação)
São Paulo - O jurista Dalmo de Abreu Dallari considera que STF e José Serra devem explicações à sociedade sobre a suposta conversa telefônica que teria levado o ministro Gilmar Mendes a pedir adiamento do julgamento do processo sobre a obrigatoriedade de o eleitor apresentar dois documentos para votar nas eleições de 3 de outubro.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (30), o candidato do PSDB à presidência ligou para o ministro Mendes no início da tarde da quarta (29), quando acontecia o plenário do STF julgava recurso do PT que tentava derrubar a exigência de título de eleitor e um documento com foto para que o cidadão pudesse votar.

Horas depois, em sua vez de declarar seu voto - e apesar de todos os sete ministros que já haviam votado terem acatado a solicitação do PT e derrubado a exigência - Gilmar Mendes pediu vistas ao processo, suspendendo o julgamento e adiando a decisão.

A medida é considerada uma vantagem a mais para o candidato tucano na tentativa de levar as eleições para o segundo turno.

"Tanto o STF quanto o candidato (Serra) deveriam se esforçar para esclarecer definitivamente o que houve, para não pairar dúvidas sobre a credibilidade do Tribunal. Se isso realmente ocorreu e for provado que ocorreu, terá um fato muito grave", disse Dallari.

O jurista reiterou que, por enquanto, não há provas de que a conversa realmente tenha acontecido e que o conteúdo da reportagem da Folha seria considerado, em termos jurídicos, "uma insinuação". "Por isso mesmo é que seria importante, neste momento, esclarecer definitivamente as circunstâncias (do telefonema de Serra apontado pelo jornal como sendo a Mendes)", concluiu.

Gabriel Chalita fala sobre como o governador Serra tratou os professores

Gilmar Mendes não tem mais condições de continuar no Supremo

Nos corredores do Supremo, fala-se em impeachment de Gilmar Mendes
Terra Magazine
O candidato tucano José Serra no suposto telefonema
 para o ministro Gilmar Mendes, do STF
 (foto: Rodrigo Coca/ Fotoarena/ Especial para Terra)
1. A matéria apresentada pelo Jornal Folha de S. Paulo é de extrema gravidade. Pelo noticiado, e se verdadeiro, o ministro Gilmar Mendes e o candidato José Serra, tentaram, por manobra criminosa, retardar julgamento sobre questão fundamental, referente ao exercício ativo da cidadania: o direito que o cidadão tem de votar.

Atenção: Gilmar e Serra negam ter se falado. Em outras palavras, a matéria da Folha de S.Paulo não seria verdadeira.

Pelo que se infere da matéria, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes interrompeu o julgamento do recurso apresentado pelo PT. Pela ação proposta, considera-se inconstitucional a obrigatoriedade do título eleitoral, acrescido de um documento oficial com fotografia.

O barômetro em Brasília indica alta pressão. Pressão que subiu com o surpreendente pedido de “vista” de Mendes. E que chegou no vermelho do barômetro com a matéria da Folha. Ligado o fato “a” (adiamento) com o “b” (pedido de Serra), pode-se pensar no artigo 319 do Código Penal: crime de prevaricação.

Já se fala entre políticos, operadores do Direito e experientes juristas, caso o fato noticiado na Folha de S.Paulo tenha ocorrido e caracterizado o pedido de Serra para Gilmar “parar” o julgamento, em impeachment do ministro.

O impeachement ecoa na “rádio corredor” do Supremo. E por eles circulam ministros e assessores.

Com efeito. O julgamento da ação proposta pelo PT transcorria sem sobressaltos. Não havia nenhuma dificuldade de ordem técnica-processual. Trocando em miúdos, a matéria sob exame dos ministros não tinha complexidade jurídica. Portanto, nenhuma divergência e com dissensos acomodados e acertados.

Sete ministros já tinham votado pelo acolhimento da pretensão apresentada, ou seja, ao eleitor, sem título eleitoral, bastaria apresentar um documento oficial, com fotografia. A propósito, a ministra Ellen Gracie observou que a exigência da lei “só complica” o exercício do voto.

O que surpreendeu, causou estranheza, foi o pedido de vistas de Gilmar Mendes. Como regra, o pedido de vistas ocorre quando a matéria é de alta complexidade. Ou quando algum ministro apresenta argumento que surpreende, provocando a exigência de novo exame da questão. Isso para que quem pediu vista reflita, mude de posição ou reforce os argumentos em contrário.

Também causou estranheza um pedido de vista de matéria não complexa, quando, pela proximidade das eleições, exigia-se urgência.

Dispensável afirmar que não adianta só a decisão do Supremo. É preciso tempo para a sua repercussão. Quanto antes for divulgado, esclarecido, melhor será.

Terceiro ponto: a votação no plenário do STF se orientava no sentido de que a matéria era de relevância, pois em jogo estava o exercício da cidadania. A meta toda era, como se disse no julgamento, facilitar e não complicar o exercício da cidadania, que vai ocorrer, pelo voto, no próximo domingo, dia das eleições.

Um pedido de vista, a esta altura, numa questão simples, em que os sete ministros concluíram que a lei sobre a apresentação de dois documentos para votar veio para complicar, na realidade, dificultava esse mencionado exercício de cidadania ativa (votar).

O pedido de vista numa questão que tem repercussão, é urgente e nada complexa, provocou mal-estar.

Os ministros não querem se manifestar sobre a notícia divulgada pela Folha, uma vez que, tanto José Serra quanto Gilmar Mendes negaram. Mas vários deles acham que a apuração do fato, dado como gravíssimo, se for verdadeiro, é muito simples. Basta quebrar o sigilo telefônico.

Pano rápido. Como qualquer toga sabe, a matéria da Folha de S.Paulo é grave porque envolve, caso verdadeira, uma tentiva de manipulação que prejudica o direito de cidadania. Trata-se de um ministro do Supremo, que tem como obrigação a insenção. Serra e Mendes desmentiram. A denúncia precisa ser apurada pelo Ministério Público e, acredita-se, que a dra Cureau não vai deixar de apurar e solicitar, judicialmente, a quebra dos sigilos telefônicos de Serra e Mendes.

A única forma de se cassar um ministro do Supremo, já que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não tem poder correcional sobre eles, é o impeachment. Ministros do Supremo só perdem o cargo por impeachment.

O único caminho, quando se trata de grave irregularidade, de crime perpetrado — e esse caso, se comprovado, pode ser caracterizado como crime —, é o impeachment.

Na historiografia judiciária brasileira nunca houve impeachment de ministro do STF. Já houve cassação pela ditadura militar, e por motivo ideológico.

Wálter Fanganiello Maierovitch

Folha: não dá mais pra ler

Decido cancelar minha assinatura da Folha de São Paulo depois de quinze anos. Hesitei muito, porque ela foi um baluarte jornalístico para minha geração. Ali acompanhei, adolescente, o movimento Diretas-Já. Colecionava encartes, discutia editoriais. Sonhava em fazer parte do quadro de colunistas do jornal. A Folha era bacana, moderna, quase obrigatória.

Planejava o divórcio há algum tempo, mas o adiei porque estava curioso para conhecer a reforma gráfica e as mudanças prometidas pelo novo editor-executivo, o jovem e talentoso Sérgio Dávila. Dupla decepção.

A questão do design é comodamente subjetiva. Sempre haverá o cinismo “especializado” a bafejar que o objetivo era mesmo esse, qualquer que seja o resultado. E o leitor se acostuma a tudo. Inclusive à mancha horrorosa no alto das capas dos cadernos, ou à tipologia que parece colhida nas Publicações Acme dos desenhos animados. Convenhamos, foram muitos esforços humanos e financeiros para se chegar a resultado tão pífio. A Folha perdeu sua cara. Pior, ficou feia. Mesmo os raros acertos têm ar de cópia ou improviso. O tablóide Esportes remete a similares estrangeiros, como o argentino Olé. As redundantes artes explicativas ocupam espaço injustificável.

A reforma editorial trouxe verniz de imparcialidade à cobertura política. Mas o tratamento dispensado aos candidatos presidenciais de 2010 segue tendencioso, para dizer o mínimo. A Folha demonstraria mais respeito pela inteligência dos leitores se deixasse de lado a hipocrisia apartidária, assumindo suas evidentes preferências eleitorais. Assim não precisaria usar subterfúgios rasteiros para disfarçá-las.

Eu apurei que a divulgação de factóides sem o devido embasamento é o instrumento ideal para destruir reputações e favorecer projetos obscuros. Profissionais ouvidos no meio enxergam na indiscriminada ocultação de fontes um salvo-conduto para qualquer abuso difamatório.

Ao privilegiar diplomados, a Folha assimilou a baixa qualidade da formação universitária em jornalismo. Os equívocos gramaticais e técnicos são abundantes. A recente inserção de análises pontuais remenda mal os defeitos do noticiário, pois tenta impor vaticínios duvidosos de manjados profissionais que inevitavelmente possuem algum interesse nas questões abordadas. Os jargões de release escancaram o pendor publicitário dos cadernos de variedades, que repetem pautas convenientes à indústria do entretenimento (basta ver as matérias sobre canais pagos e leis de incentivo). Salvo honrosas exceções, os juízos estéticos de seus repórteres são risíveis.

Mas não existe decadência mais constrangedora que a dos espaços regulares de opinião. Abandonando qualquer ilusão de pluralidade, o jornal transformou-se em vitrine para um conservadorismo provinciano, medíocre e repetitivo.

Diante da riqueza de nosso mundo acadêmico, a opção por Demetrio Magnoli, Boris Fausto e Marco Antonio Villa chega a parecer acintosa. Os chiliques elitistas de Danusa Leão, o udenismo de Fernando de Barros e Silva, as interjeições antipetistas de Eliane Cantanhêde (“massa cheirosa”, gente?), o neo-reacionarismo de Ferreira Gullar e os venenos de Josias de Souza envergonham a direita esclarecida e republicana que eles talvez julguem representar. Alguém realmente prefere João Pereira Coutinho a Jorge Coli? Luiz Carlos Mendonça de Barros a Paulo Nogueira Batista Jr? Quem faz contraponto ao serrismo de Elio Gaspari? A tolerante ombudsman Suzana Singer?

A presunção messiânica e uma lamentável falta de autocrítica impedem os editores de perceber que certas mesquinharias político-eleitorais destroem aos poucos os maiores patrimônios do jornal. Os editoriais são bobinhos, histéricos, esclerosados. As ameaças veladas ao presidente da República (“fique advertido”), em plena efervescência eleitoral, embutem um espírito autoritário e confrontador que só se viu nos piores momentos da história nacional. Nenhuma credibilidade sobrevive à responsabilização do governo federal por acidentes aéreos, à ficha apócrifa de Dilma Rousseff, à apologia da “ditabranda” ou à acusação de que os críticos da imprensa querem censurá-la. Defender tais absurdos em nome da liberdade de expressão não é apenas irresponsável: é ilegítimo e antidemocrático.

Talvez isso explique a necessidade de operar reformulações periódicas. Como ensinam as cartilhas publicitárias, o consumo inercial e o apelo das mudanças cosméticas inibem o abandono dos produtos de uso cotidiano. Só que a estratégia também pressupõe a satisfação de certas expectativas. A Folha se distanciou dos interesses de seu público a ponto de perder o mínimo papel utilitário que se espera de um veículo informativo. Ela virou um amontoado de páginas e seções descartáveis.

Imagine receber, toda manhã, a visita de alguém que tenta iludi-lo, repetindo bobagens e distorções. Agora imagine que você paga, e caro, para ser tratado como idiota. Demora, mas chega um momento em que o prejuízo deixa de compensar.

Guilherme Scalzilli, historiador e escritor.
http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/

Marina segue Serra e afunda na lama de vez

Lula chama Serra de "cara-de-pau"

Lula chama de cara-de-pau propostas de Serra sobre salário mínimo e Bolsa Família
FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A ARACAJU (SE)

http://amoralnato.blogspot.com/
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira, durante comício em Aracaju (SE), duas das principais propostas do candidato do PSDB à Presidência, José Serra: a criação do 13º Bolsa Família e o aumento do salário mínimo para R$ 600.

Sem citar nomes, Lula classificou de "cara-de-pau" quem prometeu o pagamento do 13º e disse que aqueles que hoje defendem o aumento do mínimo não o fizeram quando governaram o país.

"Quando nós criamos o Bolsa Família, era esmola", declarou o presidente. "Hoje, estão até na maior cara-de-pau prometendo 13º para o Bolsa Família", disse. "Eles pensam que nós somos aqueles eleitores bobinhos de 20 anos atrás", ironizou.

Datafolha divulga pesquisa imaginária para diminuir repercussão de fraude

Depois de detectar sozinha, contra os números dos outros três institutos, uma queda súbita de Dilma a organização da famiglia Frias divulgou na calada da noite, poucas horas depois da fraude, uma nova "pesquisa" onde Dilma teria recuperado parte dos inacreditáveis 6.000.000 de votos que sumiram de repente.

A cara de pau dos funcionários da famiglia é de deixar qualquer Maluf envergonhado: o elemento Canzian diz que Dilma "conseguiu estancar a tendência de perda de votos". Como teria se dado esse milagre? Mal deu tempo de ler a pesquisa e analisar onde teriam acontecido as supostas quedas, os fatos de hoje não tiveram impacto nenhum porque a pesquisa já estava sendo feita. Fora a desonestidade ou incompetência sobra o quê?

Mais patéticos ainda são os pseudo-analistas que esmiuçam os números e buscam explicações mirabolantes para números inventados. Por salário nenhum uma pessoa séria se prestaria a esse papel ridículo.

Dilma é pop!



Seja criativo como eu: Photofunia

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O ministro Gilmar Dantas pediu vistas

Conheça Weslian Roriz

A grande estrela do debate eleitoral na TV Globo de Brasília foi a esposa do ex-governador Joaquim Roriz. Veja alguns trechos de seu desempenho:

Intenção de voto permanece estável: Dilma vence no primeiro turno

Conheça as realizações de José Serra em São Paulo

Líder das Assembleias de Deus divulga Carta Aberta de apoio a Dilma

CARTA ABERTA À NAÇÃO BRASILEIRA

Na condição de Presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil – CNPB; Presidente Nacional das Assembléias de Deus Ministério de Madureira; de Deputado Federal e homem de Deus compromissado com a verdade, sinto-me no dever de respeitosamente esclarecer:

1) Com relação à boataria cruel e mentirosa que permeia os meios de comunicação, principalmente a internet com intuito irresponsável de difamar e plantar dúvidas concernente à candidatura de Dilma Rousseff, tenho a dizer que em momento algum a afirmação “nem Cristo impede ...”, saiu dos lábios da senhora Dilma Rousseff, sendo portanto, mera ficção e sórdida mentira da parte desses autores.

2) Em reunião no dia 24 de julho próximo passado, na Sede Nacional das Assembléias de Deus no Brasil em Brasilia-DF, na presença de mais de 3.000 (três mil) pastores e líderes de todos os Estados do Brasil e Distrito Federal e, com a participação de 14 denominações evangélicas mais representativas do Seguimento Religioso do país foi firmado um compromisso público de que todos os temas que envolvam conceitos de fé e princípios ético-religiosos serão sempre de iniciativa do poder legislativo – Congresso Nacional – e nunca por iniciativa do poder executivo; sendo esta candidatura a única a se comprometer de forma expressa e pública com estes princípios. Afirmou inclusive a candidata Dilma Rousseff, ser defensora da valorização da vida, da família e dos seus conceitos fundamentais.

3) Portanto, tudo que passar disso é mera invenção e mentira de pessoas descompromissadas com a verdade.

Reitero neste momento a nossa posição de apoio total e irreversível à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil, com a certeza de que estamos no rumo certo do sucesso, do desenvolvimento, da melhoria de vida das pessoas, da valorização da família, dos princípios éticos cristãos, sendo estes inequivocamente a base para a vitória que todos queremos os quais são defendidos reiteradamente por Dilma Rousseff.

Atenciosamente, Bispo Doutor Manoel Ferreira

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CEP: 70.390-100 – CNPJ 42.549.220/0001-19
Fones: (61) 3242-8521 / 3244-4526
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CNT/Sensus confirma vitória de Dilma no 1º turno com 55% dos votos válidos

Considerando apenas os votos válidos, petista teria 54,7% da preferência e venceria no 1º turno
Leonardo Goy, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 47,5% da preferência do eleitorado, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada há pouco. O candidato do PSDB, José Serra, aparece em segundo lugar, com 25,6% e Marina Silva, do PV, tem 11,6%.

Considerando apenas os votos válidos (ou seja, excluindo brancos e nulos e distribuindo os indecisos proporcionalmente), Dilma teria hoje 54,7% da preferência e venceria a disputa no primeiro turno, que será disputado no próximo domingo. Serra tem 29,5% dos votos válidos. Marina Silva tem 13,3% dos votos válidos.

Em um eventual segundo turno, Dilma venceria com 53,9% da preferência, ante 34,5% de Serra.

A pesquisa da CNT/Sensus foi feita entre os dias 26 e 28 de setembro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 33.103/2010. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos porcentuais. Foram entrevistadas 2 mil pessoas em 136 municípios.

Ibope também comprova fraude do Datafolha

Pesquisa Ibope aponta Dilma com 50% e Serra com 27%.
Dilma venceria no 1° turno com 55% dos votos válidos


Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.
Marina Silva aparece com 13%. Margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Robson Bonin Do G1, em Brasília

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (29) em Brasília mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 50% das intenções de voto e o candidato do PSDB, José Serra, com 27% na corrida eleitoral pela Presidência da República. Marina Silva (PV) tem 13%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Entre os dias 25 e 27 de setembro, o Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 191 municípios e a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Em junho, quando a CNI divulgou o primeiro levantamento, a candidata do PT apareceu com 38% e Serra somou 32%. Marina tinha 7% das intenções de voto.

Alckmin se acovardou no debate na Globo

Análise de Renato Rovai, da Revista Fórum
Debate na Globo: o dia de Mercadante x Alckmin

O primeiro bloco do debate entre governadores de São Paulo foi frio.

As duas melhores partes envolveram a participação de Mercadante, que tabelou com Skaf e Russomano.

Aproveitou pra falar de pedágios e de geração de empregos.

Alckmin foi indagado sobre políticas de funcionalismo público por Bufalo e deu aquela enrolada típica do tucanato.

Aliás, o tucano mais original do debate não é o Alckmin. E o Feldmann, o tucano verde.

E o destaque do primeiro bloco fica pra Marta Suplicy. Isso mesmo, Marta Suplicy. Ela está acompanhando Mercadante e tuitando. E mandou essa: Kassab dorme no auditório.

Segundo bloco

O amigo Bob Fernandes, do Portal Terra, comentou no tuiter que o debate estava amarrado. Foi bonzinho. Está chato.

As regras favoreceram Alckmin até agora.

Os candidatos puderam perguntar para os mesmos adversários nos dois blocos.

E Alckmin perguntou as duas vezes pra Skaf, fugindo de novo de Mercadante.

Foi assim em todos os debates.

Alckmin que desceu a lenha em Mercadante pelas publicidades gratuitas, não teve a dignidade de trocar uma pergunta sequer com o petista.

E contou com Fábio Feldmann para que isso acontecesse. Ele sempre perguntou pra Alckmin quando pôde. Isso impediu os outros de fazê-lo.

Mercadante ao fim acabou tabelando com Russomano. Trataram de segurança.

O destaque do bloco foi a frase do petista: “um policial em São Paulo ganha um pouco mais da metade do que um no Piauí e em Sergipe”.

Terceiro bloco

Nada de novo.

Alckmin fugiu de Mercadante de novo. E perguntou pra, pra, pra…Fábio Feldmann, o tucano verde.

Mas dessa vez Alckmin se explicou: “como o tema é agricultura, vou perguntar pro Feldmann, porque agricultura tem tudo a ver com meio ambiente”.

Mercadante reclamou de novo sobre a fuga do tucano. E disse que por isso o segundo turno é necessário. Para que possa haver debate de verdade.

O destaque do bloco foi o diálogo travado entre Celso Russomano e Alckmin.

Alckmin afirmou que São Paulo está crescendo acima da média nacional e que Franca é a cidade que mais gera emprego no Brasil.

Na volta, Russomano afirmou que “o estado de Alckmin parece o de Alice no País das Maravilhas”. E que Alckmin “repete números, porque de números ele é bom pra chuchu”.

Alckmin sabe números pra chuchu…chuchu?

Quarto bloco

Foi sem dúvida o mais animado. Principalmente porque o sinal da Globo caiu no meio da fala de Alckmin.

No tuiter, muita gente arriscou dizer que os tucanos iam culpar o PT pelo acontecido.

E não é que na volta do programa o Alckmin retomou sua intervenção dizendo que “o PT que quer controlar a mídia, agora quer controlar o que eu devo falar, pra quem eu devou perguntar”. Ele se referia ao fato de Mercadante cobrá-lo por não ter feito uma única pergunta a ele. Só faltou dizer que o único caso de censura no Brasil nesta eleição é o do Paraná, onde Beto Richa do PSDB está proibindo todos os veículos de imprensa de divulgarem pesquisas. Inclusive do Datafolha.

O tucano verde, Fábio Feldmann, deu um jeito de atacar o PT e a Dilma mesmo quando sua pergunta foi dirigida a Celso Russomano. Disse que a Petrobras não respeitava o meio ambiente etc e tal. E cobrou amor ao meio ambiente de Russomano. Disse que não queria mais promessas, mas provas de amor.

No tuiter, lembrei aos meus seguidores que na infãncia plantei um pé de abacateiro. Isso é prova de amor? Vale?

Nas considerações finais, todo mundo repetiu o que sempre disse em outros debates.

Avaliação

Não acho que algo vá mudar significativamente com esse debate, mas arriscaria dizer que ele pode ter garantido o segundo turno em São Paulo. Principalmente porque Alckmin não foi bem. Teve uma postura que pode permitir que tanto Mercadante, quanto Skaf e Russomano roubem uns votinhos dele.

Ele se acovardou.

E isso pode fazer que uma parte significativa das pessoas mudem seus votos.

Muita gente viu esse debate. E ele certamente terá alguma influência no voto dos paulistas no domingo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

DF pode estar se livrando dos Roriz para sempre

MPE dá parecer contrário ao registro de candidatura de Weslian Roriz
Correio Braziliense
Lilian Tahan

O Ministério Público Eleitoral acaba de assinar parecer contrário ao registro de candidatura de Weslian Roriz (PSC), que substitui o marido Joaquim Roriz como concorrente ao governo do Distrito Federal.

Quem assina o parecer é o procurador regional eleitoral Renato Brill e o procurador regional substituto, José Osterno Campos de Araújo.

O parecer tem 18 páginas e reúne argumentos para o impedimento de Weslian nas eleições.

A opinião oficial do Ministério Público Eleitoral, contrário ao registro, será parâmetro para a decisão dos magistrados do TRE. O julgamento está marcado para as 9h da manhã do próximo sábado.

Vox Populi mostra estabilidade e vitória de Dilma no primeiro turno

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aparece, pelo terceiro dia consecutivo, com 49% das intenções de voto no tracking Vox Populi/Band/iG publicado nesta terça-feira. José Serra (PSDB), segundo colocado, oscilou um ponto para cima e agora tem 25%. Já a presidenciável do PV, Marina Silva, que um dia antes contava com 13%, agora soma 12% - o que interrompe uma sequência de três dias consecutivos de crescimento. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Recordar é viver

Dilma rebate pergunta de Marina no debate da TV Record

Celso Russomano declara apoio à candidatura de Dilma Rousseff

Daniel Mello, da Agência Brasil

São Paulo – A presidenciável Dilma Rousseff, do PT, recebeu o apoio formal do candidato do PP ao governo de São Paulo, Celso Russomano. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva após comício da petista no Sambódromo do Anhembi, zona norte da capital paulista, na noite da segunda-feira (27).

Para Russomano, o programa de Dilma é o melhor entre os candidatos à Presidência da República. Ele destacou que decidiu tornar público sua posição porque não queria ficar "em cima do muro" nesta reta final da campanha eleitoral.

Dilma se mostrou satisfeita com o apoio de Russomano. Ela disse que a atitude do candidato do PP ao governo paulista completa o "arco de forças" ao redor de sua candidatura.

Carta ao Povo Brasileiro

Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato. Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer criticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, e qualquer cidadão. O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: “Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver”. Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.

ADRIANO PILATTI - Professor da PUC-Rio

AIRTON SEELAENDER - Professor da UFSC

ALESSANDRO OCTAVIANI - Professor da USP

ALEXANDRE DA MAIA - Professor da UFPE

ALYSSON LEANDRO MASCARO - Professor da USP

ARTUR STAMFORD - Professor da UFPE

CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO - Professor Emérito da PUC-SP

CEZAR BRITTO - Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB

CELSO SANCHEZ VILARDI - Advogado

CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO - Advogado, Conselheiro Federal da OAB e
Professor da UFF

DALMO DE ABREU DALLARI - Professor Emérito da USP

DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO - Professor da UFRJ

DIOGO R. COUTINHO - Professor da USP

ENZO BELLO - Professor da UFF

FÁBIO LEITE - Professor da PUC-Rio

FELIPE SANTA CRUZ - Advogado e Presidente da CAARJ

FERNANDO FACURY SCAFF - Professor da UFPA e da USP

FLÁVIO CROCCE CAETANO - Professor da PUC-SP

FRANCISCO GUIMARAENS - Professor da PUC-Rio

GILBERTO BERCOVICI - Professor Titular da USP

GISELE CITTADINO - Professora da PUC-Rio

GUSTAVO FERREIRA SANTOS - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

GUSTAVO JUST - Professor da UFPE

HENRIQUE MAUES - Advogado e ex-Presidente do IAB

HOMERO JUNGER MAFRA - Advogado e Presidente da OAB-ES

IGOR TAMASAUSKAS - Advogado

JARBAS VASCONCELOS - Advogado e Presidente da OAB-PA

JAYME BENVENUTO - Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da
Universidade Católica de Pernambuco

JOÃO MAURÍCIO ADEODATO - Professor Titular da UFPE

JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

JOSÉ DIOGO BASTOS NETO - Advogado e ex-Presidente da Associação dos
Advogados de São Paulo

JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO - Professor Titular do Mackenzie

LENIO LUIZ STRECK - Professor Titular da UNISINOS

LUCIANA GRASSANO - Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE

LUÍS FERNANDO MASSONETTO - Professor da USP

LUÍS GUILHERME VIEIRA - Advogado

LUIZ ARMANDO BADIN - Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos
Legislativos do Ministério da Justiça

LUIZ EDSON FACHIN - Professor Titular da UFPR

MARCELLO OLIVEIRA - Professor da PUC-Rio

MARCELO CATTONI - Professor da UFMG

MARCELO LABANCA - Professor da Universidade Católica de Pernambuco

MÁRCIA NINA BERNARDES - Professora da PUC-Rio

MARCIO THOMAZ BASTOS - Advogado

MARCIO VASCONCELLOS DINIZ - Professor e Vice-Diretor da Faculdade de
Direito da UFC

MARCOS CHIAPARINI - Advogado

MARIO DE ANDRADE MACIEIRA - Advogado e Presidente da OAB-MA

MÁRIO G. SCHAPIRO - Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário

MARTONIO MONT'ALVERNE BARRETO LIMA - Procurador-Geral do Município de
Fortaleza e Professor da UNIFOR

MILTON JORDÃO - Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR

PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR

PIERPAOLO CRUZ BOTTINI - Professor da USP

RAYMUNDO JULIANO FEITOSA - Professor da UFPE

REGINA COELI SOARES - Professora da PUC-Rio

RICARDO MARCELO FONSECA - Professor e Diretor da Faculdade de Direito da
UFPR

RICARDO PEREIRA LIRA - Professor Emérito da UERJ

ROBERTO CALDAS - Advogado

ROGÉRIO FAVRETO - ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

RONALDO CRAMER - Professor da PUC-Rio

SERGIO RENAULT - Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA - Professor Titular da USP

THULA RAFAELLA PIRES - Professora da PUC-Rio

WADIH NEMER DAMOUS FILHO - Advogado e Presidente da OAB-RJ

WALBER MOURA AGRA - Professor da Universidade Católica de Pernambuco

O Golpe - Capítulo 995

Conversa Afiada

Saiu hoje, na primeira página, o Datafalha que o jornal nacional utilizará para tentar levar a eleição para o segundo turno.
O Datafalha, já se sabe, está fora da curva das pesquisas.

O Datafalha tem problemas de amostra.

O Datafalha entrevista mais eleitores do Serra do que da Dilma.

Entrevista por telefone.

E há duvidas sobre se entrevista os eleitores ou se os submete a uma sessão de tortura.

O Datafalha anabolizou o Serra até onde pode, ajudou a destruir a candidatura presidencial do Aécio, e, só depois, sob a pressão da Vox e da Sensus, entrou “na linha”.

O Datafalha volta hoje a sair da “da linha”.

Ele não tem nada a ver com o que diz, todo dia, o tracking da Vox.

(Ou seja, Dilma tem 49 contra 37, soma da jenio com Bláblárina…)

Mas, isso não tem importância.

O Datafalha não é para medir a intenção do eleitor.

O Datafalha é para municiar o jornal nacional do Ali Kamel.

E para dar o Golpe.

Como dizia o Caetano, antes de trabalhar para a Globo: assisto ao jornal nacional não para saber o que aconteceu, mas para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu.

Agora, é tudo ou nada !

Levar a eleição para o segundo turno e, lá, como Lázaro, o jenio ressuscitar.

O interessante na “pesquisa” do Datafalha é que o jenio, “a elite da elite”, transformou-se num ser inanimado.

Clique aqui para ler “E diziam que ele ia virar nos debates”.

O Datafalha registra a fantástica experiência de uma “onda verde”, sob a liderança de uma candidata que não consegue articular três idéias além do óbvio, a Bláblárina Silva.

Um Tiririca de rico.
Será, como diz o amigo navegante, a “candidata laranja”: se levar a eleição para o segundo turno, quem disputa é outro.

O Datafalha registra hoje um fenômeno inaudito, se comparado com o que acabou de dizer o Marcos Coimbra, da Vox, para quem a “Dilma vence de Norte a Sul, de Leste a Oeste”:

Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.
Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais.
As pesquisas dão a Dilma vantagem em todos os segmentos socioeconômicos relevantes. É a preferida de mulheres e homens (sepultando bobagens como as que ouvimos sobre as dificuldades que teria para conquistar o voto feminino), de jovens e velhos, de negros e brancos. Está na frente entre católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de religiões afro-brasileiras.
Vence entre pobres, na classe média e entre os ricos (embora fique atrás de Serra entre os muito ricos). Lidera entre beneficiários do Bolsa Família e entre quem não recebe qualquer benefício do governo. Analfabetos e pessoas que estudaram, do primário à universidade, votam majoritariamente nela.

Ou seja, o Datafalha desta terça feira, no Capitulo 995º. do Golpe do PiG (***) é a última versão da ficha falsa da Dilma.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: amiga navegante (muito inteligente) Marilia envia trecho de artigo de João Quartim de Moraes, professor universitário, pesquisador do marxismo e analista político:
De caso pensado (porque bobos não são), os donos dos jornais e os plumitivos a seu serviço confundem o poder de imprimir com a liberdade de expressão. Nos jornais em que eles mandam, só se escreve o que eles deixam, só se expressa o que eles permitem. As “notícias” que divulgam são tão manipuladas quanto a escolha de seus articulistas e colunistas. A maioria destes defende compactamente, alguns agressivamente, o ponto de vista e os interesses da direita liberal/pró-imperialista. Como porém a importância de um jornal está diretamente relacionada com o número de seus leitores, os magnatas da mediática “abrem espaço” para opiniões diferentes, persuadindo os ingênuos de que são “pluralistas”. Entre os colaboradores mais ou menos (em geral mais para menos do que para mais) “alternativos” figuram dois políticos defensores do verde: F. Gabeira e Marina Silva, articulistas da Folha dita branda.
Mas o apoio unânime que Marina tem recebido por parte do cartel mediático não há de ser principalmente motivado pelo desejo de proteger os micos-leões dourados, lobos-guará e outras espécies em extinção. Mesmo porque ela é, como dizem os gringos, “only the second best” da direita bicéfala (PSDEMB). O problema é que o candidato desta, “the first best”, continua sem fôlego para subir a serra de um eventual 2º turno; a última esperança da direita é que a candidata da “onda verde” arranque uns pontinhos suficientes para deixar Dilma aquém de 50,01% dos votos válidos, impedindo-a de ser eleita logo no primeiro turno.
Em tempo 2: a propósito da “queda da Dilma, para o Datafalha:

Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial – Dia das Crianças 2010
Menor desemprego, maior renda e crédito levam o varejo a apostar no melhor Dia das Crianças dos últimos 6 anos, mostra Serasa Experian
Pesquisa com 1.007 executivos do varejo, realizada de 8 a 15 de setembro, aponta o otimismo do setor com Dia das Crianças 2010; pequenas empresas estão menos otimistas
São Paulo, 28 de setembro de 2010 – A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial para o Dia das Crianças 2010 mostra que os varejistas brasileiros estão entusiasmados com a data. São 57% dos entrevistados que acreditam no aumento do faturamento de seu negócio nesta data de 2010, na comparação com 2009. É a maior parcela desde o início da pesquisa em 2005. No Dia das Crianças 2009, havia 49% de empresários otimistas.
Neste ano, as grandes empresas do varejo estão capitaneando as opiniões positivas, de acordo com 76% de seus empresários. Nas médias empresas, são 66% e nas pequenas 54%.
Na análise regional, o Nordeste tem um otimismo destacado. 72% de seus varejistas acham que vão ampliar seu faturamento no Dia das Crianças 2010 em relação à mesma data de 2009.
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.


(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.


(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Tenha vergonha, senhora Cureau!

Sandra Cureau cometeu crime eleitoral
Óleo do Diabo

Faltando menos de uma semana para uma eleição onde poderão comparecer quase 140 milhões de eleitores, configurando um dos maiores eventos democráticos do planeta, e estando em jogo o controle do Estado brasileiro, não mais um país falido, endividado e sem futuro, mas uma nação com quase 300 bilhões de dólares em reservas internacionais, PIB crescendo em ritmo acelerado, uma economia pujante prestes a ingressar no grupo das cinco maiores do mundo - em vista disso tudo é natural que os ânimos se inflamem. Os diferentes setores alinham-se ao lado de seus candidatos preferidos e disparam petardos contra o adversário. Faz parte do jogo democrático. A midiazona defendendo Serra, a blogosfera ao lado de Dilma.

O que não pode acontecer, todavia, é uma vice-procuradora eleitoral se imiscuir na luta política e, usando o prestígio que seu cargo lhe empresta, assumir uma posição política em favor de um dos lados. Isso é um absurdo total.

Claro que à mídia serrista interessa provocar um embate entre a procuradora e a blogosfera, que protesta, legitima e democraticamente, contra a postura da funcionária. Eliane Cantanhede quer nos pintar como maleducados que não querem deixar a pobre se expressar. Nada disso. Sandra Cureau pode falar o que quiser, desde que seja no botequim que frequenta. Não pode dar uma entrevista para um grande jornal, a uma semana do pleito, desancando o principal nome de um campo político. Sua fala tirou votos de Dilma e isso, pelo amor de Deus, é um crime eleitoral. A pessoa encarregada de manter a lisura no processo político está, além de querendo silenciar o presidente da república e portanto cercear o debate, está roubando votos de um dos lados!

Comento rapidamente esse trecho da coluna de Cantanhede de ontem:

O presidente Lula fala o que lhe dá na telha, os presidentes do Supremo vivem falando sobre tudo, todo mundo fala o que quer. Por que não a procuradora? Gostem ou não de Sandra Cureau, justiça seja feita: ela tem coragem e honestidade pessoal de fazer o trabalho dela, dizer o que pensa, defender ideias e instituições. Sem pseudônimos, sem desqualificar e sem agressões.Sua arma são os princípios.

A Folha estampou a crítica da procuradora no alto da primeira página. Não é possível que Sandra Cureau seja tão obtusa a ponto de não ver que a repercussão de sua entrevista constituiu um fato político-eleitoral fortemente negativo em detrimento de Dilma Rousseff. E as suas teses, de que o presidente não pode se imiscuir no processo eleitoral, são discutíveis. Diria até risíveis. Repito o que escrevi ontem. Ela diz que nunca viveu um processo eleitoral semelhante. Como assim? A procuradora pretende estabelecer um padrão, nascido em sua própria cabeça, de como será o processo político brasileiro? Sua arrogância é tão infinita que ela quer impor, qual uma déspota odiosa, não apenas regras eleitorais que não existem na Constituição, como também um padrão de comportamento humano para presidentes da república?

Cantanhede diz que o presidente "fala o que lhe der na telha" e "presidentes do supremo vivem falando sobre tudo"... Ora, quanto ao presidente do Supremo, de fato ele falava muito, mas apanhava mais ainda em toda parte, e de qualquer forma, não se tratava de uma questão tão delicada como uma eleição presidencial. Já o presidente, ganhou o direito de falar com o voto de mais de 60 milhões de brasileiros. Ele é um representante POLÍTICO, um dirigente partidário, tem obrigações políticas e morais para com seus aliados, seus eleitores e as idéias que ele representa. Sandra Cureau não é representante política de ninguém. É uma funcionária cuja função é zelar pelo equilíbrio e justiça no processo eleitoral, e não romper este equilíbrio e praticar uma injustiça. A procuradora está notoriamente contaminada por uma posição política, como já deixou claro em diversas ocasiões. Deveria ser afastada do cargo.

Não cabe à procuradora questionar se as multas ao presidente são pequenas, ou se são efetivas, sobretudo não a cinco dias de uma eleição. Por acaso, ela quer também legislar? Quer ser censora do presidente e também do Congresso? Vale notar que sua fala não prejudica apenas Dilma, mas todo o campo político identificado com o presidente Lula, ou seja, um conjunto enorme de candidatos a deputado e governador que trabalham duro para conquistar votos. Não é justo que a procuradora prejudique-os politicamente por conta de uma opinião de botequim, alimentada certamente pela leitura acrítica dos jornais serristas.

A hipocrisia da grande imprensa atingiu o ápice. Ao mesmo tempo em que invenctiva furiosamente contra a Justiça quando ela censura a divulgação de alguma notícia, a mídia procura assular a mesma Justiça para que censure o presidente, porta-voz de um conjunto majoritário da população brasileira. Calar ou mesmo inibir Lula - que é o objetivo da procuradora e não posso mais crer que não seja algo devidamente calculado - é calar e inibiar a grande maioria da população brasileira, sobretudo da parte mais pobre, que votou no presidente e o apoia maciçamente. Essa população não tem acesso a jornais caros e o seu único contato com a opinião de seu líder se dá muitas vezes exclusivamente pelos discursos de Lula em comícios e na TV - justamente o que a imprensa serrista e sua nova militante, Sandra Cureau, tem criticado de maneira covarde.

E o presidente não pode sequer reagir. Qualquer reação à tentativa de censura política de uma vice-procuradora se torna "ataque ao Ministério Público". Se a senhora Cureau deseja tanto dar sua opinião política, poderia fazê-lo discretamente, em reuniões fechadas com seus superiores. O mínimo que se esperava, além disso, é que ela esperasse o fim das eleições para poder iniciar um debate livre das paixões eleitorais.

Sandra Cureau cometeu um crime eleitoral. Eu, o blogueiro Miguel do Rosário, quero denunciá-la. Se eu tivesse as ferramentas jurídicas à mão, eu a processaria judicialmente. Os partidos não podem fazê-lo porque isso implicaria em prejuízo político, visto que os adversários tentariam faturar em cima do episódio e não haveria tempo hábil para esclarecer a população. Sandra Cureau sabe disso e por isso seu gesto semelha-se a de uma chantagista maucaráter.

Tenha vergonha, senhora Cureau! Trabalhe com discrição! Não se deixe transformar em marionete política em favor de um dos lados!

Um leitor alertou-me para o fato da procuradora - como todos de sua categoria - conviver num grupo social onde predomina um forte sentimento antipetista, insuflado pela grande mídia, notoriamente aliada ao PSDB. A pessoa frequenta coquetéis, teatros, festas de aniversário, restaurantes, onde todos falam mal do PT e do presidente Lula. É normal que a pessoa absorva esse sentimento, que ele se introjete nela e transpareça em suas posições políticas. É curioso como nas fotos estampadas (em tamanho gigante, diga-se de passagem, transformando Sandra numa celebridade) revelam uma expressão facial dominada por um ódio incontido, que tão bem sabemos existir no espírito de muitos brasileiros de renda média e alta.

A própria irresponsabilidade de não refletir sobre as consequências de sua fala a menos de uma semana das eleições revela uma pessoa desequilibrada, e, o que é pior, sugere que houve uma decisão deliberada de prejudicar o campo político de Lula. A procuradora, tomada de paixão política, sentiu um desejo imperioso de participar da campanha antiDilma e antiLula que a mídia tem patrocinado, e que caracteriza a campanha de Serra.

É muito estranho que a procuradora, mesmo informando que o número de infrações eleitorais cometidas pelos dois campos políticos equilibram-se dirige sua fúria verbal exclusivamente para o lado de Lula.

Ao pretender torcer as leis a favor de sua paixão política, Sandra Cureau revela-se, portanto, uma perfeita golpista. Ela cita em tom elogioso, por exemplo, o manifesto que intelectuais tucanos (e um ex-petista atucanado) assinaram semana passada em São Paulo, ou seja, toma partido no embate político travado entre a blogosfera progressista, aliada a centrais e movimentos sociais, e a mídia grande aliada do PSDB, em favor desta última. Agora que juristas consagrados divulgaram carta em defesa de Lula e da democracia, quero saber o que a procuradora irá dizer. Irá chamar (mesmo que em pensamento) presidentes de OABs estaduais e juristas famosos mundialmente como Celso Bandeira de Mello de "petralhas" que ameaçam a democracia?

Encerro com um trecho do manifesto dos juristas em defesa de Lula:

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, e qualquer cidadão.

Escrito por Miguel do Rosário

Além do Cidadão Kane

Documentário produzido pela BBC de Londres.

Conheça melhor a história da 'famiglia' Frias

Datafolha frauda mais uma pesquisa e tenta levar disputa para 2º turno

Os delinquentes da quadrilha Frias divulgaram mais uma tentativa de golpe, apelidada de "pesquisa", com números completamente diferentes de institutos de pesquisas sérios onde a vantagem de Dilma sobre o resto teria caído.

Dilma teria, na palavra da quadrilha Frias, 51% dos votos válidos e o resto 49%.

Para quem dava crachá de jornalista para bandidos e emprestava veículos para esquadrões da morte não é nada  de novo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ministério Público denuncia Serra por crimes de difamação e calúnia ao PT

O Ministério Público do Rio Grande do Sul, através da promotora eleitoral Margarida Teixeira de Moraes, ofereceu denúncia contra o candidato do PSDB, José Serra, acolhendo representação criminal do Partido dos Trabalhadores por difamação contra o partido e por calúnia contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

No dia 22 de julho deste ano, na capital gaúcha, durante entrevista ao jornal Zero Hora, ao responder sobre as declarações do seu vice, Índio Costa, acerca da afirmação de que o PT teria ligações com o narcotráfico, Serra respondeu que é "uma coisa antiga, que está mais do que evidenciado, que o PT tem ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que, por sua vez, são uma força do narcotráfico".

Nesta mesma entrevista, Serra imputou falsamente ao PT e a Pimentel o crime de violação de sigilos na Receita Federal.

A promotoria eleitoral acolheu a representação do PT e ofereceu denúncia pelos crimes de difamação e de calúnia ao Juiz Eleitoral da 111ª Zona de Porto Alegre contra o candidato do PSDB.

Clique AQUI para ver o texto da denúncia do MP

"Direita é irracional e perversa", lamenta o direitista Lembo

Tempo de refletir
Cláudio Lembo
Terra Magazine

Nesta segunda feira, cada eleitor poderá dizer: no domingo, as eleições. A campanha cívica aproxima-se de seu final. Todos os segmentos sociais e todas as idéias políticas tiveram seu espaço.

Nunca tantos partidos de esquerda ofereceram seus posicionamentos. Raras vezes, como nesta campanha, a direita mostrou todo o seu furor. Reuniu-se em pequenos grupos. Criou falsos temores.

A democracia conviveu com todos os antagonismos de forma serena e superior. Os grandes setores sociais mostraram-se críticos, sem provocar qualquer extremismo.

Um colégio eleitoral ativo, imenso como o brasileiro, tem conferido exemplos de pleno respeito aos princípios políticos democráticos. Tudo foi argüido contra este ou aquele candidato.

A sociedade assistiu impassível às múltiplas insinuações e às desconfortáveis situações. Recolheu todos os elementos em sua consciência. No próximo domingo, concederá seus votos, nos candidatos aos vários cargos eletivos, com a certeza de quem recolheu elementos para uma decisão qualificada e nítida.

Se alguma comparação fosse possível - as comparações em política sempre se apresentam insatisfatórias -, a campanha, que ora chega ao seu final, aproxima-se daquelas dos anos cinqüenta.

De um lado, um líder popular, como Getúlio naquela época, e de outra parte pequenos segmentos urbanos, politicamente marginalizados, na busca de criar imagens artificiais e, pois, sem conexão com a realidade.

A diferença básica, entre os anos cinqüenta e esta primeira década do século XXI, é a expressiva ausência de repercussão dos posicionamentos de direita no cenário político.

Por paradoxal que pareça, as personagens atuais da direita brasileira são as mesmas que combateram o nativismo dos anos sessenta, que levou a construção de grandes obras de infra-estrutura.

Não se conforma, a direita, em perder privilégios e constatar que a sociedade, desde a democratização, movimentou-se e avançou para tornar os brasileiros mais iguais, apesar das imensas diferenças ainda existentes. Aqui, como em toda a parte, a direita sempre se mostra irracional, perversa e sem nítidos posicionamentos. Quer uma ordem sem espaços para a vida. Uma lei sem possibilidades iguais para todos.

Felizmente, os pequenos movimentos de direita, apesar das muitas ampliações de suas falas, não atingiram o fundamental: a estabilidade das instituições.

Apesar das escaramuças verbais, a economia manteve-se sólida e confiante. As pessoas foram e retornaram para seus locais de trabalho com a normalidade da rotina do cotidiano.

Os meios de comunicação - agora incluída a internet e os demais veículos eletrônicos - mantiveram-se ativos e alguns contundentes. Nada foi cerceado, sequer por meio do Judiciário.

Esta semana é a última etapa de um processo eleitoral exitoso. Um exemplo para quem pretenda aprender democracia. Resta, agora, esperar o voto do eleitor. Ele apontará o melhor para a sociedade.

Os brasileiros, em todas as ocasiões, quando foram chamados a escolher o presidente da República, sempre o fizeram de acordo com as circunstâncias e com as necessidades sociais do momento.

Não será diferente nesta oportunidade. Os candidatos colocados à disposição do eleitor contam com posicionamentos bem definidos e histórias de vida repletas. Dignas de respeito.

O eleito terá pela frente, entre as tarefas rotineiras de dirigir o Estado, a missão de reconstruir as estruturas legais que suportam a vida dos partidos políticos.

Os processos de redemocratização conduzem ao aparecimento de múltiplas legendas. As democracias estáveis exigem a racionalização do quadro partidário.

A economia vai bem. Basta continuar na trilha traçada. Os costumes partidários vão mal. Exigirão atenção, cuidado e sensibilidade do futuro presidente da República.

Na hora de votar, é preciso lembrar esta exigência do nosso quadro partidário. Como está, não pode ficar.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

Dilma no debate na TV Record

Mercadante recebe apoio de policiais militares e civis

O udenismo de esquerda

Tomás Rosa Bueno

A posição de superioridade moral jesuítica em que se colocam o Hélio Bicudo, o Plínio Sampaio, a Heloísa Helena e toda essa turma é exatamente o que levou o PT ao mensalão e outras estrepolias do gênero. Se os nossos fins representam um interesse superior - a emancipação do proletariado, o fim da corrupção, a supremacia da pátria, o triunfo da raça ariana - todos os meios são justificáveis. Quanto mais gerais, abstratos e indefiníveis forem os fins, mais os detalhes de cada meio particular serão irrelevantes, e mais qualquer meio será justificado para os alcançar.

No fundo, o que está por trás dessa crítica ao que o blogueiro gaúcho Cristóvão Feil batizou de "lulismo de resultados" é a crítica ao abandono das posições de princípio abstratas e a adoção de uma política pragmática de fins quantificáveis: a diminuição da miséria absoluta e a redução do desemprego , o crescimento do PIB pela via principal do aumento do mercado interno, a conquista de espaços nas instâncias decisórias internacionais e a diversificação dos laços comerciais, o apoio preferencial ao desenvolvimento das regiões mais atrasadas do país. Tudo isto, por ser mensurável e por ter efeitos imediatamente perceptíveis, é justamente o que prescinde da propaganda e da adesão ideológica a princípios supostamente "superiores" e, portanto, é justamente o que dispensa o controle totalitário da comunicação - afinal, não se trata, no Brasil, de fazer crer que o fim da organização sindical autônoma, o aumento da jornada de trabalho e o congelamento dos salários são a expressão mais pura da "revolução proletária", nem que os Gulags e os hospitais psiquiátricos são a encarnação da "democracia popular". E, por serem esses objetivos não só plenamente compatíveis com um desenvolvimento capitalista modernizante como também indispensáveis para esse desenvolvimento, a sua consecução depende dos meios mais eficazes de controle da sociedade de que o capitalismo mais moderno dispõe: a multiplicidade de opções, a "liberdade de escolha" (deixando de lado o fato óbvio de se tratar de uma "escolha" entre equivalentes que exclui a escolha de outra coisa), a democracia parlamentar plena e a liberdade irrestrita de imprensa.(*)

A crítica moralizante dos "principistas", no fundo, não passa de uma projeção, no sentido freudiano da palavra: eles estão projetando no lulismo de resultados as suas próprias intenções, estão acusando o Lula e o seu governo de pretenderem fazer o que eles mesmos fariam se estivessem na mesma situação privilegiada de apoio popular. O que falha, na "análise" deles, é a percepção de que, para alcançar tais níveis de popularidade em condições tão adversas de oposição da totalidade da imprensa, a primeira coisa que precisa ser abandonada são justamente os "princípios" que eles apregoam. Os "principistas", aqui como no Irã (**) , são a expressão dos setores mais atrasados da esquerda brasileira, e nisto se juntam, em espírito e quase na letra, ao que há de mais podremente atrasado na direita.

(*) Para alcançar este último objetivo falta ainda democratizar de fato a imprensa brasileira e romper o monopólio que a rege: "ley de medios" neles! Ou, pelo menos, que se aplique a lei que já existe.

(**) "Principistas" é como se chamam, no Irã, os que se opõem, em nome dos "princípios" islâmicos, às reformas modernizantes promovidas pelo Ahmadinejad.

domingo, 26 de setembro de 2010

No debate da Record, Dilma “janta” seus adversários

 SejaDitaVerdade
A uma semana das eleições, o debate da Recorde foi a oportunidade final de consolidar as preferências do eleitorado. Mais uma vez, os quatro candidatos: Dilma Rousseff, José Serra, Plínio de Arruda Sampaio e Marina Silva.

Dilma é a mais segura e já mostra postura de presidenta. Logo nas apresentações, Serra, desesperado, fez questão de mostrar tudo aquilo que fez, de forma extremamente arrogante. Plínio se apresentou e colocou logo de início todo o seu rancor contra o PT. Marina parecia vestida para o carnaval.

Na primeira pergunta, Serra não enfrenta Dilma Rousseff, prefere fugir e escolhe Plínio. Está visivelmente nervoso e se atrapalha todo com o cronômetro. Na primeira pergunta, Serra e Plínio fazem “toque de bola” para criticar a política externa de Lula em relação ao Irã. Parece que os dois combinaram e Serra relaxa. Depois da bonança, vem a tempestade. Plínio desmascara a hipocrisia de Serra e afirma que o Irã, como os Estados Unidos e Israel, têm direito à bomba atômica. É aplaudido e Serra fica com sorriso amarelo.

Dilma, tranqüila às críticas de seus adversários, fala sobre o recorde de empregabilidade conquistado nesta semana pelo governo Lula.

Plínio leva sermão do âncora Celso Freitas e tenta desestabilizar Dilma com o caso Erenice. Dilma é segura e clara, responde que tudo precisa se investigado. Se não for, ela pessoalmente investigará caso seja eleita. Plínio retruca e afirma que Dilma terá que nomear muita gente, já elegeu a petista.

Dilma aproveita para desmascarar Plínio e candidato do PSOL diz com todas as letras que é contra o PROUNI. Atordoado, Plínio chama Rússia de União Soviética, parou no tempo.

Para Dilma, Serra diz que não fez terceirização em São Paulo, mente. Os nobres policiais paulistas sabem disso. Serra quer apelar sem discutir propostas. Dilma lembra que Serra foi o pai do apagão por não saber planejar durante o governo FHC.

Já no segundo bloco, a jornalista Ana Paula padrão traz a tona o desentendimento entre Serra e FHC. Serra diz que não foi patrocinando por ninguém, demonstra claramente que obrigou todo o partido a aceitar a sua candidatura. Dilma mostra que Serra esconde os 8 anos de FHC. Dilma diz que reivindica, em outras palavras, que tem orgulho ao governo do presidente Lula. A petista fala que Serra mostra Lula a noite na campanha e de dia critica programas como bolsa-família.

Christina Lemos questiona o “mensalão do DEM” e pergunta isso ao Serra. O tucano mente, Arruda não foi expulso, ele se saiu por conta própria. Plínio está gagá, ele se atrapalha com a tréplica.

Marina diz que, quando se faz hidrelétrica, há o meio ambiente embutido, mas esqueceu de explicar porque atrasava as licenças ambientais quando foi ministra.

Regina Duarte é lembrada a Serra durante este debate. Serra diz que não alimenta medo, mas esquece-se das peças de rottweilers do seu partido na internet.

Dilma garante que existirá Meritocracia e Honestidade no governo. A candidata do PT fala da transparência do PT; nunca houve tanta investigação – e prisões – na Polícia Federal e que as contas são transparentes graças a Controladoria Geral da União.

A candidata do PV é questionada se interromperá a Usina de Belo Monte. A verde faz o seu discurso de “santa” e foge da pergunta.

Plínio reclama que os candidatos de esquerda não têm espaço na mídia, mas não explica porque não foi no debate das esquerdas promovido pelo jornal Brasil de Fato.

Dilma acaba com os editoriais da Folha de s. Paulo e do O Estado de S. Paulo ao afirmar: “Eu prefiro as vozes múltiplas das democracias, pois vivi o período negro da ditadura”.

No terceiro bloco, o tucano fala que a aprovação escolar em São Paulo aumentou, mas não diz que a aprovação é automática em São Paulo, em outras palavras, todos são aprovados sem precisar saber nada. Ao final da sua réplica, Plínio lembra a Serra que nenhum professor gosta do governo do PSDB em São Paulo.

Dilma lembra Marina dos casos de corrupção no Ministério do Meio Ambiente. A verde fica desnorteada.

Agora Plínio fala em recursos para o bolsa-família. Deve estar senil, pois, no outro debate, disse que o benefício humilhava as pessoas. Ao falar de salário mínimo, Plínio não fala de suas enormes fontes de rendas.

Mais uma vez Dilma desmonta Marina ao falar do analfabetismo. Há um pacto do governo para acabar com o analfabetismo de adultos, que puxa as taxas para cima. O analfabetismo das crianças não chega a 2% graças a Lula e Dilma. Marina critica e Dilma lembra que ela não disse o que iria fazer na Educação.

Serra fala em sonegação de impostos. Esquece-se da amiga de Alckmin e do PSDB em São Paulo, Eliane Tranchesi, dona da Daslu, condenada há mais de 90 anos por sonegação.

Nas considerações finais, Dilma, grande mulher, fala como a futura presidenta!

O Twitter fervia durante o debate. O tucaníssimo Ricardo Noblat entregou os pontos e disse: Para quem precisa tomar votos de Dilma, Serra está devagar e burocrático.

O debate acabou e a Rede Record de Televisão será lembrada por ter realizado o melhor, o mais alto nível diálogo desta campanha. O debate da Record foi o atestado de óbito de José Serra. O tucano invoca Deus ao final. Não haverá segundo turno.

Dilma atropela os três tiriricas no debate

O debate nem acabou, mas estou tomado de júbilo incontido pelo desempenho brilhante da futura presidente.

Enfrentando o Zé Baixaria e seus ajudantes Dilma chegou a poupar o Tiririca do PSOL de se afundar ainda mais no ridículo e nocauteou a Tucana Verde.

Serra fez o que sabe: mentiu

Destaque para as excelentes jornalistas que fizeram perguntas duríssimas para todos os candidatos.

PT sabotou metrô

http://chargesbira.blogspot.com/

A cadela da Sandra Cureau

Não é dela, mas podia ser.

Como pode ser visto abaixo minha cadela tem a mesma opinião que a doutora Cureau sobre a CartaCapital.

Desnecessário dizer que eu não tinha lido, nem sequer tirado da embalagem plástica, meu exemplar.

Serrasferatu

 Legenda e montagem Blog do Mello

Bandido da Costa chama Pronasci de "Bolsa índio"

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