terça-feira, 30 de novembro de 2010

Lula diz que levará Dilma para catar bolinhas de papel


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Para não dizerem que não elogiei a Folha

Belíssima foto de Almeida Rocha retrata o cotidiano da Tucanolândia. Quem não conhece pensa que algo extraordinário aconteceu, mas não, não aconteceu nada de novo nem de anormal. É assim desde sempre. Já passei por isso dezenas de vezes e ainda vou passar muitas outras.
Almeida Rocha/Folhapress

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Idelbar Avelar no TwitCam


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Do jeito que o paulistano gosta



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"EUA tem ódio profundo pela democracia", diz Chomsky


Noam Chomsky: WikiLeaks Cables Reveal "Profound Hatred for Democracy on the Part of Our Political Leadership"

In a national broadcast exclusive interview, we speak with world-renowned political dissident and linguist Noam Chomsky about the release of more than 250,000 secret U.S. State Department cables by WikiLeaks. In 1971, Chomsky helped government whistleblower Daniel Ellsberg release the Pentagon Papers, a top-secret internal U.S. account of the Vietnam War. Commenting on the revelations that several Arab leaders are urging the United States to attack Iran, Chomsky says, "latest polls show] Arab opinion holds that the major threat in the region is Israel, that’s 80 percent; the second threat is the United States, that’s 77 percent. Iran is listed as a threat by 10 percent," Chomsky says. "This may not be reported in the newspapers, but it’s certainly familiar to the Israeli and U.S. governments and the ambassadors. What this reveals is the profound hatred for democracy on the part of our political leadership."

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Jader Barbalho renuncia e faz ameaça

Jader Barbalho renuncia ao mandato na Câmara

A pouco mais de dois meses do fim do mandato, o deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA) pediu nesta terça-feira (30) a renúncia do cargo. Em uma carta endereçada ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o deputado explica que deixa o posto por causa da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que o considerou inelegível, com base na Lei da Ficha Limpa.

Na eleição deste ano, Barbalho conseguiu 1,8 milhão de votos, o que garantiria uma vaga no Senado. No último dia 27 de outubro, porém, os ministros do STF empataram o julgamento de um recurso que apresentou contra decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que o havia barrado.

Em 2001, ele renunciou ao cargo de senador para fugir de processo de cassação por quebra de decoro parlamentar. Segundo a Ficha Limpa, o fato configura condição para a inegibilidade. A questão não era consensual no STF, e vários ministros argumentavam que a lei não poderia ser aplicada neste ano. Mas, diante do empate em 5 a 5, o tribunal acabou validando a decisão do TSE, instância inferior. Jader Barbalho foi o primeiro político a ser barrado com base na nova lei.

Na carta de renúncia, Jader chamou a posição do STF de "extravagante" por causa do empate. Classificou ainda a decisão de seguir o entendimento do TSE, tribunal inferior, de "absurda e grotesca".

No texto, Jader ainda destaca parecer do presidente do STF, Cezar Peluso, que havia votado a favor dele. O deputado cita frases de Peluso de que a decisão era "inócua", "contra os princípios que defendo" e "contrária aos interesses da sociedade".

Jader termina a carta em um tom de protesto e prometendo continuar lutando para continuar na política.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Coordenadora de Serra lamenta derrota


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The Naked Gun/Corra que a polícia vem aí


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Wikileaks chuta o balde americano

Conheça as principais revelações feitas pelo site Wikileaks

O controvertido site de vazamento de informações Wikileaks começou no domingo a divulgar um lote de 250 mil mensagens secretas enviadas por diplomatas dos Estados Unidos.

Até agora, o Wikileaks publicou em seu site 220 de 251.287 documentos dos EUA descritos como cabos - como são chamadas as comunicações entre instituições diplomáticas.

O site entregou antecipadamente os arquivos em sua íntegra a cinco grupos de mídia, entre eles os jornais The New York Times, americano, The Guardian, britânico, e El Pais, espanhol. Leia abaixo alguns dos pontos principais dos documentos divulgados.

Ataque ao Irã
Vários líderes árabes e seus representantes são citados no documento como tendo exortado os EUA a atacar o Irã, para pôr fim ao suposto programa de armas nucleares do país. O embaixador da Arábia Saudita em Washington, Ader al-Jubeir, lembrou os EUA sobre as "frequentes exortações" do rei saudita para atacar o Irã.

Em um relatório de um encontro entre Al-Jubeir e o general americano David Petraeus, em 2008, o embaixador saudita disse que o rei queria que os EUA "cortassem a cabeça da serpente".

O rei Hamad bin Isa al-Khalifa, do Bahrein, teria pedido aos EUA que contivessem o Irã "de qualquer maneira", enquanto o príncipe regente de Abu Dhabi, xeque Mohammad bin Zayed, disse aos EUA acreditar que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, iria "levar-nos à guerra".

Espionagem biométrica na ONU
Um cabo endereçado a diplomatas dos EUA emitido sob o nome da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que se coletem informações "biográficas e biométricas" - incluindo amostras de DNA, impressões digitais e biometria da íris - de funcionários-chave da ONU. Também foram pedidos dados de cartões de crédito, endereços de email, senhas e decodificadores usados em redes de computador em comunicações oficiais.

Os funcionários cujos dados foram solicitados incluiam "subsecretários, chefes de agências especializadas e seus principais consultores, assessores de alto escalão do SYG (secretário-geral), chefes de missões de paz e de missões de caráter político, incluindo comandantes de forças (militares)".

Estão incluidas nos documentos ao menos nove orientações semelhantes sobre vários países, tanto sob o nome de Hillary quanto de sua predecessora, Condoleezza Rice.

Crise no Paquistão
Os cabos mostram a preocupação dos EUA com a presença de material radioativo em usinas nucleares do Paquistão, que Washington temia ser usado em ataques terroristas. As comunicações revelam que, desde 2007, os EUA vinham tentando remover urânio altamente enriquecido de um reator usado para pesquisas no Paquistão.

Em um cabo emitido em 2009, a embaixadora dos EUA no Paquistão, Anne W. Patterson, diz que o país se recusa a aceitar uma visita de especialistas dos EUA. Segundo ela, autoridades do Paquistão disseram que uma visita seria vista pelos paquistaneses como "se os EUA estivessem tomando as armas nucleares do Paquistão".

China e infiltração cibernética
Os documentos revelam preocupação sobre o suposto uso em grande escala, pelo governo chinês, de técnicas de infiltração e sabotagem cibernética. Alguns dos cabos diplomáticos afirmam que uma rede de hackers e especialistas em segurança foram contratados pela China a partir de 2002, e que essa rede conseguiu acesso a computadores do governo e de empresas dos EUA, além de aliados ocidentais e do Dalai Lama.

Os cabos citam um contato chinês que disse à embaixada dos EUA em Pequim que o governo chinês estaria por trás da infiltração do sistema de computadores do Google no país em janeiro.

Planos da Coreia
Autoridades dos EUA e da Coréia do Sul discutiram planos para se formar uma Coreia unificada, no caso de colapso do regime da Coreia do Norte. O embaixador dos EUA em Seul afirma na comunicação que a Coreia do Sul considerava oferecer incentivos comerciais à China para "ajudar a mitigar" as "preocupações da China sobre o convívio com uma Coreia reunificada".

Guantánamo
Os cabos parecem revelar discussões entre vários países sobre o destino de presos libertados da base americana em Guantánamo, Cuba.

A Eslovênia recebe a oferta de um encontro com o presidente Barack Obama se o país receber um prisioneiro (!!!!), enquanto Kiribati, no Pacífico Sul, recebe a oferta de milhões de dólares em incentivos. Bruxelas recebe a informação de que abrigar prisioneiros poderia ser "uma maneira barata de a Bélgica conseguir proeminência na Europa".

Líderes mundiais
Vários líderes mundiais aparecem nos documentos - mostrando as visões pouco elogiosas que os diplomatas têm deles.

O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, é tratado como "displicente, vaidoso e ineficiente como líder europeu moderno" por um diplomata americano em Roma.

Em 2008, a embaixada em Moscou descreve o presidente russo, Dmitry Medvedev, como "um Robin do (premiê Vladimir Putin) Batman".

Os cabos também tecem comentários sobre a relação extremamente próxima entre Berlusconi e Putin.

O líder norte-coreano Kim Jong-il é descrito como "um camarada velho e flácido" que sofre com o trauma de um derrame, enquanto o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é tratado como "Hitler".

O ministro de Relações Exteriores e Cooperação da África do Sul se refere ao presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, como "aquele velho maluco".

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Morre o ator Leslie Nielsen

O ator Leslie Nielsen morreu neste domingo (28) aos 84 anos em um hospital de Ft. Lauderdale, no estado americano da Flórida. O canadense teria morrido de complicações devido a uma pneumonia.

A notícia foi divulgada pela rádio canadense CJOB, com informações de um sobrinho de Nielsen.
Nielsen foi um dos protagonistas do clássico "O Planeta Proibido", de 1956, no qual interpretou o capitão da nave espacial. Depois, estrelou "O Destino do Poseidon", de 1972.
Mas ator é lembrado especialmente por seus papéis cômicos em filmes como Apertem os cintos, o piloto sumiu!" (1980), "Corra que a polícia vem aí" (1988) – e as sequências "Corra que a Polícia Vem Aí 2½" (1991)" e "Corra que a Polícia Vem Aí 33⅓" (1994) –, "Drácula - morto, mas feliz" (1995), "Duro de espiar" (1996), "Mr. Magoo" (1997), além de ter participado da série "Todo mundo em pânico".

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domingo, 28 de novembro de 2010

Falência da Irlanda provoca retorno de brasileiros


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Revista inclui Celso Amorim em lista de 'pensadores globais' de 2010

Ministro das Relações Exteriores aparece em 6º na lista da 'Foreign Policy'.
Ele foi responsável por transformar o Brasil em uma potência, diz.
Do G1, em São Paulo

A lista dos cem "pensadores globais" mais importantes do mundo segundo a prestigiosa revista internacional "Foregin Policy" aponta o ministro brasileiro das Relações Exteriores Celso Amorim como o 6º lugar do seu ranking. A lista completa, que sai na edição de dezembro da publicação, foi divulgada neste domingo (28) no site da revista.


Segundo a "FP", Amorim se esforçou para transformar o Brasil em uma potência internacional sem seguir cegamente o governo dos Estados Unidos nem romper com os americanos como fizeram outros governos de esquerda. A participação dele na negociação com o Irã, diz, "colocou o Brasil no mapa".

"Sob a liderança de Amorim, o Brasil abraçou entusiasticamente a aliança dos BRIC, com Rússia, Índia e China, que ele acha que tem o poder de 'redefinir a governabilidade mundial'".

A revista trouxe ainda uma longa entrevista com o ministro brasileiro.

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aciremA - eciN ehT


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Bandidos e jornalistas disputam o mesmo espaço

Criminosos estariam tentando fugir pela rede de esgoto
PM recebeu denúncias e está averiguando; policiais continuam fazendo apreensões e detendo suspeitos

O coronel Henrique Lima Castro, o relações públicas da PM, afirmou que denúncias dizem que criminosos poderam estar fugindo pelas redes de esgoto do Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte do Rio ocupado por policiais em que se estima mais de 500 traficantes estão refugiados.

De acordo com Lima Castro, os PMs estão averiguando as denúncias recebidas pela corporação. A comunidade teria várias redes de esgoto, uma delas que sai no centro de tratamento conhecida como Itaoca.

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O semovente do meretrício fascista Augusto Nunes

CLOACA NEWS:
A ESPANTOSA INTELIGÊNCIA DO BLOGUEIRO-MICHÊ DA REVISTA VEJA
Desde os tempos em que atuava como informante dos torturadores, infiltrado no movimento estudantil, no período mais sombrio da ditadura, o auto-denominado “jornalista” Augusto Nunes – que se orgulha da fotografia em que aparece ao lado do general Figueiredo – já demonstrava seu caráter de escova-botas dos patrões. Pois, o tempo, senhor da razão, confirmou o vaticínio. Após exercer a função de proxeneta dos milicos, Nunes fez súbita carreira na imprensa corporativa. Valendo-se de seu excepcional talento para a adulação e de seu topete pega-rapaz, galgou postos e, dizem, perseguiu vários colegas de trabalho.

Uma das passagens bizarras de sua biografia foi sua demissão das Organizações Globo. Roberto Marinho em pessoa o mandou para o olho da rua por causa de um necrológio de Jorge Amado publicado na revista Época, quando o escritor baiano estava ainda bem vivo.

O semovente do meretrício fascista acabou encontrando refúgio no Jornal do Brasil, já sob o comando do empresário picareta Nelson Tanure. Isso talvez explique a derrocada agonizante do tradicional diário carioca, que teve morte cerebral decretada há poucos meses. Augustinho também foi diretor de redação do tabloide Zero Hora, de Porto Alegre. Ali, no entanto, seu reinado foi fugaz: nem mesmo os Sirotsky aguentaram tanta velhacaria.

Restou ao pobre diabo retornar, resignado – e com o rabo entre as pernas – à velha revista Veja, de quem, originalmente, é cria. É ali que, hoje, Augusto Nunes homizia-se, assinando um blog de coprologia jornalística e quejandos.

No último dia 25, ao fazer sua “leitura crítica” da entrevista coletiva que o Presidente Lula concedera a um grupo de blogueiros, Augusto Nunes exibiu tudo o que a vida lhe ensinou, em um texto que, pela sua grandiosidade epistemológica, entrará para os anais da crônica política brasileira. Com invejável garbo e rara agudeza de espírito, assim o titã da imprensa descreveu um dos participantes da histórica entrevista:
“A imagem ampliada pelo close exibe alguém que acabou de chegar dos anos 60 e só teve tempo para deixar a mala no quarto-e-sala do amigo. Os pelos da barba aparada na véspera tentam compensar o sumiço dos fios de cabelo no topo. Enquanto trava uma briga de foice no escuro com os tons sombrios da gravata estampada, o terno preto emprestado de algum parente mais gordo e mais alto engole as mangas e a gola da camisa social branca.”
Melhor usar parênteses (o “terno preto”, na verdade, era azul-marinho; o terno azul-marinho era próprio de seu usuário; o usuário do terno azul-marinho não possuiu qualquer “parente mais gordo”; e a “camisa social branca”, na verdade, era azul-claro). Ou seja: ao provável daltonismo do festejado “jornalista”, juntaram-se o ressentimento, o preconceito e, naturalmente, a imbecilidade.

Para provar que é um sujeito muito inteligente, pediu um dicionário emprestado ao seu vizinho Reinaldo e deu-se ao trabalho de copiar os verbetes cloacais do Pai dos Burros – certamente, nenhum de seus leitores entenderia que o “codinome” do entrevistador era um tropo metonímico, tampouco que o nome do blog é uma ironia.

Clique aqui (não adianta clicar por que eu tirei o link - Esquerdopata) para ver que, enquanto houver profissionais de imprensa do jaez de Augusto Nunes, o suprimento de matéria-prima deste Cloaca News - ou do Sr. Cloaca, como queira - estará garantido.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Provocando a mula com vara curta

O Reinaldo Azevedo de saias e piorado

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Joshua Bell e Frankie Moreno tocam Eleanor Rigby


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Watermelon In Easter Hay


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Tema de Peter Gunn


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Moradores saqueiam casa de traficante admirador de tucanos

Moradores da Vila Cruzeiro saquearam a casa de Fabiano Atanásio da Silva, o FB, um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro. A casa do traficante tem sala decorada, churrasqueira e até piscina com cascata.

O bandido fugiu da favela, depois da ocupação do morro pela polícia. O criminoso é acusado de derrubar um helicóptero da PM, em 2009.

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Folha não acredita em petista nem depois de morto


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A preocupação social da mídia


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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O charlatanismo neoliberal

A Irlanda de Bono
Rodrigo Constantino, Zé Ruela neoliberal em 2006
Maiores bancos da Irlanda serão estatizados
Andrei Netto e Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo, em 2010
O U2 é uma banda realmente sensacional. Um caso irrefutável de sucesso estrondoso no mundo musical, tendo produzido inúmeros hits e vendido milhões de discos. Seu líder, Bono, costuma se engajar em causas sociais também, tendo ficado ainda mais famoso por conta desse passatempo. Acho ótimo que cantores famosos tentem reverter a fama em prol de causas nobres. Não duvido da boa intenção de Bono também. Mas acho que o “bom moço” é vítima do politicamente correto, que reduz absurdamente a liberdade para expressar certas verdades. E assim, acaba prestando um desserviço aos pobres que pretende ajudar.

Bono fez questão de ir se encontrar com Lulla ao chegar no Brasil, e disparou elogios ao presidente brasileiro. Ao mostrar uma foto do presidente no show, foi alvo de vaias. Seria melhor se Bono procurasse se informar mais antes de pregar suas causas sociais politicamente corretas. Talvez ele tivesse sabido do “mensalão”, do escândalo da cueca, do lamaçal que o partido do presidente se atolou e das medidas autoritárias que Lulla tentou passar no Congresso. Talvez tivesse tomado conhecimento de como o Brasil vai perdendo o bonde do progresso, crescendo bastante aquém do potencial e dos demais países emergentes. Poderia ter se informado sobre o fracasso do populista Fome Zero. Tivesse Bono estudado mais a fundo o caso brasileiro, saberia que Lulla representa o oposto de tudo aquilo que possibilitou a reviravolta do seu país, a Irlanda.

A Irlanda vem experimentando um choque liberal há anos, com redução de gastos públicos, abertura comercial e maior liberdade econômica. O país já está em terceiro lugar no ranking de liberdade econômica do Heritage Foundation, perdendo apenas para Cingapura e Hong Kong. A economia apresentou crescimento superior a 7% ao ano desde 1993. O país conta com uma das mais favoráveis políticas para investimentos estrangeiros do mundo, assim como ambiente bastante amigável para os negócios. Os impostos corporativos foram reduzidos para 12,5%, um dos mais baixos da Europa. A Irlanda se tornou um enorme ímã de investimentos de americanos e ingleses, que são também os maiores parceiros comerciais do país. A tarifa média ponderada para importação é de apenas 1,3%, bastante inferior a do Brasil, acima de 13%. Não existe controle de preços por parte do governo. A proteção à propriedade privada é forte, e o sistema legal é transparente. Em resumo, a Irlanda é um ótimo exemplo das reformas defendidas pelos liberais.

Os resultados são claros. Fora o excelente crescimento econômico já citado, a renda per capita está chegando perto dos US$ 40 mil, uma das maiores do mundo. O desemprego é baixo, perto dos 5%. Os indicadores sociais estão melhorando a cada ano. O gasto com educação não é muito diferente do brasileiro, em cerca de 4,3% do PIB. O que faz a diferença mesmo é o grau de liberdade econômica. A Irlanda vem reduzindo o tamanho do Estado, assim como sua interferência na economia. Vem abrindo seu comércio, atraindo investimentos estrangeiros, tratando bem os empresários e adotando o império da lei. Exatamente a receita liberal. E com isso, vem colhendo os doces frutos dessas medidas.

Como ficou claro, a Irlanda de Bono está na contramão do Brasil de Lulla. Aqui, o Estado é cada vez maior, mais inchado e mais interventor. Falta muito para chegarmos ao grau de abertura comercial da Irlanda. Falta muito para chegarmos ao ambiente amistoso para os negócios. Falta muito para termos um império da lei que respeite as propriedades privadas. Enfim, falta muito para o Brasil virar uma Irlanda.

Mas nada disso impediu que Bono ignorasse esse abismo existente entre os discursos populistas do nosso presidente e a realidade dos fatos. Estivesse o cantor melhor informado, e mais livre das amarras do politicamente correto, poderia ter dado um recado muito melhor para o mundo. Poderia ter condenado a demagogia de Lulla, assim como suas idéias anti-liberais, e ter defendido justamente o caminho adotado pela sua pátria. Este caminho não tem mistério. Em graus distintos, foi o mesmo tomado por nações como Cingapura, Espanha, Austrália, Holanda, Nova Zelândia e Chile. É o caminho liberal. Fica na contramão do destino traçado pelos países da América Latina. Fica na direção contrária ao rumo pregado por Lulla. Sorte dos irlandeses. Azar dos fãs brasileiros de Bono...
PARIS E GENEBRA - Em troca do socorro governamental, todos os cinco maiores bancos da Irlanda serão total ou parcialmente nacionalizados, com participações que vão de 51% a 100%.

A estimativa vem sendo feita por analistas econômicos da agência Fitch e por autoridades do país. Já socorridos com € 46 bilhões no auge da crise, em 2008, o sistema financeiro da Irlanda deverá receber uma nova injeção de recursos, prevista em cerca de € 12 bilhões, em análises otimistas.

Todo o oligopólio do sistema financeiro irlandês está incluído. Já detentor de 100% das ações do Anglo Irish Bank desde 2009 – quando a instituição foi nacionalizada em troca de um empréstimo de € 30 bilhões, equivalente a 20% do PIB do país -, o governo de Brian Cowen também deve superar os 90% de ações no Allied Irish Bank (AIB), do qual hoje detém 18% dos títulos. Além dos dois, o Estado também deve assumir o controle do Bank of Ireland, elevando sua participação acionária dos atuais 34% para mais de 50%.

AIB e Bank of Ireland perderam 80% de seus valores de mercado nas bolsas de valores desde a eclosão da falência do Lehman Brothers, em setembro de 2008. As três instituições dividem o mercado de 4,4 milhões de clientes do país. Dois outros bancos de financiamento imobiliário, o EBS e o Irish Nationwide (INBS) também já são controlados pelo poder público, que detém 51% das ações das duas empresas.

A nacionalização, entretanto, vai custar caro à Irlanda. Só o AIB pode receber até € 7 bilhões dos € 85 bilhões em recursos prometidos pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). E nem a injeção de recursos é capaz de garantir a perenidade da instituição. Desde janeiro, o banco já perdeu € 13 bilhões em depósitos de seus clientes.Levantamento da agência de risco Moody's avalia a necessidade de recapitalização dos bancos irlandeses entre € 8 bilhões e € 12 bilhões

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Idiotice na TV vai diminuir

Programa "Casseta & Planeta" vai acabar no ano que vem
KEILA JIMENEZ
DE SÃO PAULO

Espectador típico do programa
O humorístico "Casseta & Planeta", Globo, vai acabar. A produção da atração confirmou que o programa deixará de ser exibido em 2011.

O "Casseta & Planeta" está há quase 20 anos na grade da emissora. O último programa vai ao ar no dia 21 de dezembro.

A emissora informou, via assessoria, que "o grupo sentiu necessidade de pensar em um novo formato e pediu à Globo para esticar o período de férias e trabalhar nisso, pois os compromissos de um programa semanal no ar comprometem essa tarefa."

A Globo informa ainda que "espera novidades para o segundo semestre de 2011".

Nos últimos meses, o humorístico vinha amargando uma das piores audiências da década, chegando a registrar médias na casa dos 20 pontos de audiência (cada ponto corresponde a 60 mil domicílios na Grande SP). Há dois anos, o programa registrava 30 pontos de média.

A informação é de que apesar do fim do programa, o grupo não vai se separar e já pensa em outro projeto para a TV.

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Qual cultura?

“Não me falem em anos de chumbo, aquilo foi piquenique de freiras, os anos de chumbo são hoje, aqui, agora, esta noite. Retire-se a possibilidade de sobrevivência e a vivência – e seu produto que é a cultura - rapidamente desaparece”

Márcia Denser
Como é que se pode perguntar onde foram parar os intelectuais nos últimos vinte anos, se de lá para cá destruiu-se a base material, logo a humana e ideológica, que produzia cultura?
Se não há projeto de nação? Se não há projeto de vida?
Se não há trabalho nem emprego nem futuro nem esperança?
Se não há estabilidade, apenas precarização?

Salvo, é claro, no caso do digníssimo secretário municipal de cultura, Carlos Augusto Calil, 59, servidor público há cerca de dez anos – já quase recebendo dois qüinqüênios, meus queridos!(situação inusitada para um secretário municipal, qualquer um!) Pela atual situação – que se eterniza – do secretário cultural de Sampa, pode-se avaliar a ABSOLUTA IRRELEVÂNCIA DA CULTURA na sociedade contemporânea.

Vejamos: Calil entrou em 2001, nomeado diretor do Centro Cultural São Paulo na gestão PT de Marta Suplicy por indicação de Marco Aurélio Garcia, então secretário (que logo se mandou pra Brasília); em 2005, aderiu entusiasticamente à gestão Serra do PSDB (botando abaixo muitos Céus que ele mesmo havia erguido, numa real demonstração da mais pura convicção cultural!): em 2006, o Santinho se manda, sendo substituído pelo vice Kassab (e Calil firme como uma rocha!) e, desde então, o nosso amigo atende obsequiosamente o extraordinário Kassab do inefável DEM – edil festejadíssimo: 1) Pelo esplendor incomparável da sua Parada Gay, a maior do Mundo!(já deve ter entrado para o Guiness); 2) Inventar o IPTU progressivo; 3) E mandar fazer silêncio na feira.

Como vêem as realizações abundam.

Pobre Calil, talvez eu esteja sendo um tanto injusta com ele, mas o que quero dizer é que tanto faz ser este ou aquele: é a cultura que não tem mais NENHUMA importância, percebem? Que adianta demitir cerca de 40 funcionários só entre 2008 e 2009 (através dum diretorzinho, que deve ter caído da kombi da Apae, pois confundia Centro Cultural com Playground) para botar outros no lugar, unicamente para piorar MUITO. Possivelmente ele já esteja “preparando o terreno” para a SMC se tornar outra ONG ou OS ou Assemelhada, devidamente privatizada e com dinheiro público, porque afinal de contas “o estado não funciona mesmo!”. O mecanismo é evidente: ele deixa apodrecer o espaço público e utiliza tal pretexto para privatizá-lo!

Calil também será eternizado pelas mágicas “viradas culturais”: virou a Secretaria de Cultura do Município de São Paulo – a mesma fundada por Mário de Andrade – em ONG!(ou OS ou Assemelhada).

O fato é que, hoje, nenhum servidor público precisa ser competente, apenas conveniente. E um pouquinho “festeiro” – vejam o extraordinário Kassab, por exemplo.

Voltando: o resto é aviltamento e negação do real e mais terror para todos indistintamente. Mas é claro. Não há nenhuma possibilidade de florescimento cultural legítimo, pois tudo o que “floresce” é o que vegeta à sombra do vulcão privatizado.

Porque a presente conjuntura histórico-mercantilista destrói a cultura.
Porque uma época de verdadeiro brilho cultural é muito diferente disso.
Eu sei. Eu estava lá. E o fato de desenvolver eternamente uma crítica pelo negativo vai fodendo a nossa vida, a vida ela própria se tornando um exercício de vacuidade moral.

Mas esta é apenas uma das razões pelas quais a cultura (ergo a literatura, a cerâmica, a botânica) NÃO PODE DAR PÉ nas atuais circunstâncias, baby.

Maio de 68, MPB, Tom Jobim, CPC, Zé Celso, Doces Bárbaros, Milton Nascimento, Boom Literário/75, Revolução Cubana, Costa Gravas, Celso Furtado e cepalinos, Nouvelle Vague, Fellini – pensem qualquer coisa – foram produto da Pax Americana entre 50 e 80 devido ao temor do Comunismo, donde o keynesianismo, o estado investidor/provedor. Constrangido pela História, o Capital teve que dar uma chance ao homem.

Entre as décadas de 70/80, havia tesão para escrever e publicar, montar peças de teatro, filmar, pintar, fotografar, pesquisar, engendrar teses científicas, sem constrangimentos nem imperativos ideológicos/mercadológicos/institucionais, nem patrulhamento midiático, que hoje cancelam automaticamente a criação. E a crítica. Produzindo unicamente mediocridade.

E não me falem em anos de chumbo, aquilo foi piquenique de freiras, os anos de chumbo são hoje, aqui, agora, esta noite. Retire-se a possibilidade de sobrevivência e a vivência – e seu produto que é a cultura - rapidamente desaparece. Bem como os dividendos decorrentes.

A Sociedade do Espetáculo está morrendo. Por falta de Espetáculo.

E público. Espaço público.

A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A Ponte das Estrelas (1990), Toda Prosa (2002 - Esgotado), Diana Caçadora/Tango Fantasma (2003,Ateliê Editorial, reedição), Caim (Record, 2006), Toda Prosa II - Obra Escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suiça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos - O Vampiro da Alameda Casabranca e Hell's Angel - foram incluídos nos 100 Melhores Contos Brasileiros do Século, sendo que Hell's Angel está também entre os 100 Melhores Contos Eróticos Universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é pesquisadora de literatura e jornalista.

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Escritor Moacyr Werneck de Castro morre aos 95, no Rio

DE SÃO PAULO - Morreu no Rio, aos 95, o escritor e jornalista Moacyr Werneck de Castro. Militante comunista, trabalhou por 14 anos no jornal "Última Hora" e escreveu livros como "Europa 1935" (Record) e "No Tempo dos Barões" (Bem-Te-Vi), memórias de família, escritas em parceria com sua irmã Maria. Com a saúde debilitada e internado na Clínica São Vicente desde 6/11, para tratar uma pneumonia, teve falência múltipla dos órgãos nesta quinta. Werneck de Castro, que não teve filhos, deixa viúva, a uruguaia Gloria Rodríguez, a "Nené", 80. O corpo será cremado no crematório do Cemitério do Caju, no Rio, no sábado, às 14h30. Não haverá velório.

Moacir Werneck de Castro: A memória de uma geração
LUIZ FERNANDO VIANNA

RESUMO - O jornalista Moacir Werneck de Castro é o remanescente de uma geração que marcou a política e a cultura brasileira. Combateu o primo Carlos Lacerda na "Última Hora" de Samuel Wainer, onde trabalhou por 14 anos. Vive no Leblon com Nené, sua mulher, com quem polemiza, bem-humorado, sobre Chávez, Dilma e Serra.

MOACIR WERNECK DE CASTRO ESTÁ ACOSTUMADO a ser temporão desde o útero. Nasceu 22 anos depois de Luís, o primeiro dos cinco irmãos, e dez após Maria, a quarta da fila. Aos 95, a impressão de estar fora do tempo vem da ausência de quase todos os amigos. "Ele é, absolutamente, um sobrevivente", resume a uruguaia Glória Rodríguez, a Nené, 78, sua companheira de vida, pensamentos e sarcasmos há 53 anos. "Eu sou temporaníssimo. Já era para ter morrido há muito tempo", diz Moacir, cujo humor, ainda que amargo, não sucumbiu aos problemas de saúde.

DIVERTIDO E SOMBRIO

Nos últimos anos, ele passou por fraturas nas duas pernas e três cirurgias em função de um problema gástrico --"nó na tripa", segundo Nené. Esteve mais para o lado de lá no verão de 2009, mas resistiu a ponto de, atualmente, poder caminhar em casa, passear de cadeira de rodas pelo Leblon, onde mora, e ter longas conversas com visitas, quando aproveita para ser tão divertido quanto sombrio.

"Eu queria tomar aquelas cápsulas que os nazistas tomavam quando eram presos. Mas morro de medo de não morrer. Acho patético tentar o suicídio e sobreviver", diz, rindo. "Bobagem! Quem quer morrer não fala", corta Nené. Numa versão bem reduzida da lista de amigos perdidos estão Mário de Andrade, Rubem Braga, Vinicius de Moraes, Otto Lara Resende, Fernando Sabino, Jorge Amado, Sérgio Buarque de Holanda, Lúcio Rangel e Samuel Wainer. A longevidade de Moacir representa um século de escritores, jornalistas e pensadores do país. E um século da história do mundo.

AGREDIDO EM BERLIM

Ele conta no livro "Europa 1935" (Record, 2000), que participou, em Paris, do Encontro Mundial da Juventude contra a Guerra e o Fascismo e, em seguida, foi conhecer Berlim, já nazificada.

Tomando-o por judeu, um grupo de jovens o agrediu certa noite. Foi salvo pelo passaporte de estrangeiro e pelo alemão precário que aprendeu na infância em Blumenau (SC) -para onde fora logo após nascer, em Barra Mansa (RJ). Precisou se esconder da polícia de Getúlio Vargas nas terras da família, no interior fluminense, após a Intentona Comunista de 1935 --da qual não participou, mas seu nome estava no índex.

Já tinha sido preso uma vez, em 1934, ao estrear no jornalismo cobrindo uma confusa assembleia operária para o "Jornal do Povo", projeto de Aparício Torelly, o Barão de Itararé, que durou apenas dez dias. E teria outras passagens pela prisão durante o Estado Novo [1937-45]. Filiou-se ao Partido Comunista em 1947, quando ele voltava à clandestinidade após dois anos de existência legal. "O Jorge Amado me ironizava: 'Você escolheu um bom momento'", lembra.

BARBARIDADES

Escreveu durante anos para o jornal do partido, mas se desfiliou em 1956, com a denúncia do stalinismo feita por Nikita Khruschov. Ressalva que já criticava antes o que acontecia na União Soviética. "Percebia que o amor ao partido justificava as maiores barbaridades."

No Brasil, durante o regime militar [1964-85], ficou mais próximo da oposição moderada do MDB do que da esquerda que resultaria no PT. Na redemocratização, exaltou Tancredo Neves e Ulysses Guimarães em artigos. "É fácil dizer 'sou socialista' e pôr máscara de bonzinho. Mas é preciso analisar a importância de mudanças que não são revolucionárias, mas abrem caminho para revoluções", reflete, sem negar o passado. "Ainda hoje me chamam de comunista.

Não é um xingamento. Já stalinista é complicado." Moacir sempre foi mais um articulista do que um repórter. Como quando foi ao Uruguai em 1979 para ver como estava o país sob a ditadura militar, ou quando esteve no Oriente Médio, em 1982, para entrevistar o líder da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Yasser Arafat, não almejava a neutralidade: posicionava-se. Entre as décadas de 1970 e 90, escreveu principalmente para o "Jornal do Brasil" e a Folha.

ESTIRPE

"Ele é um jornalista político da estirpe de Prudente de Moraes, neto, e Carlos Castello Branco", aponta o crítico Davi Arrigucci Jr., que conheceu Moacir em Cuba nos anos 80, quando ambos foram jurados do prêmio literário Casa de las Américas. "Ele é a memória de uma geração. Com sua prosa, sua capacidade de narrador, tem uma experiência acumulada importante sobre a história social e literária brasileira."

Moacir espelha a história social do país já na própria família. É neto, por parte de pai, do visconde de Arcozelo, Joaquim Teixeira de Castro, e bisneto, por parte de mãe, do barão de Pati do Alferes, Francisco Peixoto de Lacerda Werneck. Primos entre si, seus pais vivenciaram a derrocada do café. Moacir e os irmãos nunca se livraram do peso de terem antepassados que ergueram fortunas graças à escravidão. "Uma das irmãs se desfez de um brilhante porque disse que eram lágrimas de escravo", conta Nené.

Num manual de administração de uma fazenda de café que publicou em 1847, o barão de Pati do Alferes dá orientações sobre como tratar os escravos. Num trecho citado nos escritos deixados por sua irmã, Maria Werneck de Castro (1905-2000), que Moacir organizou e publicou ("No Tempo dos Barões", Bem-Te-Vi, 2004), há uma possível origem da gíria "encher o saco": "Há também alguns senhores que têm o péssimo costume de não castigar a tempo, e de estar ameaçando o escravo, dizendo-lhe -deixa que hás de pagar tudo junto- ou -vai enchendo o saco, que ele há de transbordar e então nós veremo- e quando lhe parece agarra o pobre negro, dá-lhe uma estafa da qual muitas vezes vai para a eternidade, e por quê? Porque pagou tudo junto!!! Barbaridade! O negro deve ser castigado quando faz o crime".

PRIMO E DESAFETO

Aos 11 anos, órfão de pai -que estudara na Alemanha e terminou a vida em grandes dificuldades financeiras-, Moacir voltou de Blumenau com a mãe para o que sobrara das terras da família. Foi então que se ligou muito ao primo Carlos Frederico Werneck de Lacerda, um ano mais velho.

A união infantil seria rompida em plano nacional. Carlos Lacerda também se indignou com o passado escravocrata da família e escreveu "O Quilombo de Manoel Congo" (1935). Teve formação socialista com Moacir, quando estavam na faculdade de direito no Rio de Janeiro. E os dois trabalharam em "Diretrizes", a revista que Samuel Wainer criou em 1938. Na passagem dos anos 1930 para os 40, Lacerda deu a guinada ideológica que faria dele um dos mais importantes políticos conservadores brasileiros.

A amizade com Samuel foi rompida, e Moacir assumiu posição pública contra o primo. "Não era pessoal, era uma coisa política. Eu esculhambava o Carlos nos meus textos. O Fernando [Sabino] e o Otto tentaram fazer as pazes, mas eles mesmos diziam que o Carlos estava muito diferente", relembra. Moacir trabalhou por 14 anos (chegou a redator-chefe) na "Última Hora" de Samuel Wainer, o jornal com o qual Lacerda e sua "Tribuna da Imprensa" travaram uma guerra célebre.

"Só vim a conhecer o Moacir depois da morte do meu pai, mas ele nunca foi referido lá em casa de forma negativa. O problema se tornou pessoal, mas não era pessoal na origem", conta o editor Sebastião Lacerda, que ganhou de Moacir uma foto dos dois primos andando a cavalo na chácara da família, em Vassouras (RJ), em 1937.

NÃO, LYGINHA

O rótulo "escritor", no sentido de ficcionista, nunca se aplicou a Moacir, que se limitou a publicar um poema e um conto em jornais quando jovem. Não foi por falta de insistência que não se aventurou na ficção. Lygia Fagundes Telles, que o namorava nas férias de verão no Rio, tentou. "Foi na idade da pedra lascada, eu era uma mocinha completamente imatura.

Achava que só prestava escrever ficção, e dizia para ele: 'Essa crônica dá um conto'. Ele só falava: 'Não, Lyginha'. Meus conselhos não resultaram em nada", conta a escritora. Lygia teve de lidar com a oposição da mãe ao namoro. "Ela tinha medo, porque diziam que ele era comunista. Eu o achava muito culto, generoso. Fiquei com uma admiração profunda."

BOLÍVAR E CHÁVEZ

A publicação em livro só se tornou regular após os 70 anos. Em 1988, escreveu "O Libertador - A Vida de Simón Bolívar" (Rocco). A admiração pelo líder venezuelano que tentou unir a América no início do século 19 não se estende ao atual presidente do país, Hugo Chávez, e à sua "República Bolivariana".

"Chávez tenta se aproveitar [do legado de Bolívar], mas não consegue. Ele simplifica Bolívar, que é complexo", opina. "Mas minha mulher é chavista... Não me venha com seu chavismo para cima de mim", diz, em provocação a Nené.

Em 1989, saiu "Mário de Andrade - Exílio no Rio" (Rocco), narrativa original sobre os três anos cariocas (1938 a 41) do autor de "Pauliceia Desvairada". Moacir era um de seus companheiros de chope. O livro sofreu críticas por não ressaltar o homossexualismo de Mário, assunto que não considerou prioritário. "Ele nunca se insinuou para nenhum de nós", diz.

BICHO DE CONCHA

A reunião de textos publicados na imprensa, "A Ponte dos Suspiros" (Rocco) foi lançada em 1990. Em resenha na Folha, Otto classificou Moacir de "mais amigo da penumbra do que das luzes da ribalta". "O Otto o chamava de 'bicho de concha'", diz Nené.

Hoje, com poucos amigos por perto, Moacir está mais na concha. Mas, como nunca deixou de fazer, pretende votar em outubro. "Na Dilma, de jeito nenhum." Sofre pressão da mulher para escolher José Serra, amigo de Nené há 40 anos.

"E tenho muita simpatia pela Marinazinha, coitadinha."

Dispensando óculos, tem prazer em ler jornais, reler cartas de amigos e, sem perder a modéstia, voltar a alguns textos que publicou. "Eu vejo umas coisas que eu escrevi em 70, 80... Não é que eu escrevia direitinho?"

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vale tudo?

Do Blog do Bemvindo:
VALE TUDO PELO IBOPE, ATÉ PORRADA


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Palocci assumirá a Casa Civil

Palocci aceita convite para assumir a Casa Civil
Ex-ministro da Fazenda estava preocupado com exposição e chegou a pedir a cogitar a Secretaria Geral da Presidência

Homem forte do governo Lula, o ex-ministro Antonio Palocci aceitou assumir a pasta da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff após pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da própria presidenta eleita. Palocci, que é o principal coordenador da transição, viajou para São Paulo nesta sexta-feira após acertar os últimos detalhes com a petista na Granja do Torto, em Brasília.

Dilma o convidou a ocupar a Casa Civil, mas a preocupação dele estaria em ficar exposto demais, em função da visibilidade do cargo. Acabou aceitando após a insistência da petista e de Lula. Para a secretaria-geral da Presidência deve ir Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete de Lula. Com o Planalto ocupado, o ministro Paulo Bernardo está mais cotado para assumir as Comunicações.

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A agricultora que fez o presidente chorar


Com um discurso simples e objetivo, a agricultura Hilda Maria de Rezenda Santos emocionou a todos hoje durante 3º Seminário Nacional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) realizado em Brasília (DF). No palco, Lula tentava em vão conter as lágrimas, que também escorriam pelas faces da ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e outros convidados. No púlpito, que ocupou após quebrar o protocolo e pedir a Lula para falar, Hilda explicou ao presidente e à plateia de mais de 800 pessoas o que representava o programa de aquisição de alimentos do governo para os pequenos agricultores do município de Custódia, sertão de Penambuco.

“As minhas palavras são de agradecimento. Falo em nome de um povo sofrido. Se não fosse este programa, as crianças não teriam um litro de leite para tomar. E se hoje elas vão bem na escola é porque tomam leite todo dia. Então, Pernambuco agradece ao presidente Lula. E mais: estou certa que a presidente Dilma [Rousseff] irá continuar o programa. Ela é uma mulher correta. Vi isso nas entrevista que deu durante a eleição”, contou Hilda ao Blog do Planalto.

Presidente da Associação Comunitária Rural de Custódia, Hilda Santos chegou a um hotel em Brasília como muitas outras mulheres e homens. Do Recife para Brasília, conforme revelou, os momentos foram de apreensão: “Andei de avião pela primeira vez. Foi muito bom.” Junto com outros agricultores, ela recebeu a missão de entregar uma cesta com produtos da lavoura dos pequenos agricultores ao presidente, mas acabou se empolgando e pedindo para falar no evento.

Ela contou ainda que as 200 famílias de agricultores de Custódia sobreviviam da venda de carvão. A renda familiar varia entre R$ 100 a R$ 150 a cada mês. Porém, com o programa de aquisição de alimentos, o agricultor passou a um orçamento mensal entre R$ 700 a R$ 800. Este programa começou a ser implantado há seis meses naquele município pernambucano.
Você nem imagina a cara de felicidade da pessoa que chega na nossa associação para receber este dinheiro. Isso melhorou muito a vida das pessoas.

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A batalha do Rio

Por Mauro Santayana

É um engano identificar a batalha do Rio – e de outras grandes cidades – como mero confronto entre a polícia e delinquentes, traficantes, ou não. Embora a conclusão possa chocar os bons sentimentos burgueses, e excitar a ira conservadora, é melhor entender os arrastões, a queima de veículos, os ataques a tiros contra alvos policiais, como atos de insurreição social. Durante a rebelião de São Paulo, o governador em exercício, Cláudio Lembo, considerado um político conservador, mais do que tocar na ferida, cravou-lhe o dedo, ao recomendar à elite branca que abrisse a bolsa e se desfizesse dos anéis.

O Brasil é dos países mais desiguais do mundo. Estamos cansados do diagnóstico estatístico, das análises acadêmicas e dos discursos demagógicos. Grande parcela das camadas dirigentes da sociedade não parece interessada em resolver o problema, ou seja, em trocar o egoísmo e o preconceito contra os pobres, pela prosperidade nacional, pela paz, em casa e nas ruas. Não conseguimos, até hoje (embora, do ponto de vista da lei, tenhamos avançado um pouco, nos últimos decênios) reconhecer a dignidade de todos os brasileiros, e promover a integração social dos marginalizados.

Os atuais estudiosos da Escola de Frankfurt propõem outra motivação para a revolução: o reconhecimento social. Enfim, trata-se da aceitação do direito de todos participarem da sociedade econômica e cultural de nosso tempo. O livro de Axel Honneth, atual dirigente daquele grupo (A luta pelo reconhecimento. Para uma gramática moral do conflito social) tem o mérito de se concentrar sobre o maior problema ético da sociedade contemporânea, o do reconhecimento de qualquer ser humano como cidadão.

A tese não é nova, mas atualíssima. Santo Tomás de Aquino foi radical, ao afirmar que, sem o mínimo de bens materiais, os homens estão dispensados do exercício da virtude. Quem já passou fome sabe que o mais terrível dessa situação é o sentimento de raiva, de impotência, da indignidade de não conseguir prover com seus braços o alimento do próprio corpo. Quem não come, não faz parte da comunidade da vida. E ainda “há outras fomes, e outros alimentos”, como dizia Drummond.

É o que ocorre com grande parte da população brasileira, sobretudo no Rio, em São Paulo, no Recife, em Salvador – enfim em todas as grandes metrópoles. Mesmo que comam, não se sentem integrados na sociedade nacional, falta-lhes “outro alimento”. Os ricos e os integrantes da alta classe média, que os humilham, a bordo de seus automóveis e mansões, são vistos como estrangeiros, senhores de um território ocupado. Quando bandos cometem os crimes que conhecemos (e são realmente crimes contra todos), dizem com as labaredas que tremulam como flâmulas: “Ouçam e vejam, nós existimos”.

As autoridades policiais atuam como forças de repressão, e não sabem atuar de outra forma, apesar do emplastro das UPPs.

Na Europa, conforme os analistas, cresce a sensação de que quem controla o Estado e a sociedade não são os políticos nem os partidos, escolhidos pelo voto, mas, sim, o mercado. Em nosso tempo, quem diz “mercado”, diz bancos, diz banqueiros, que dominam tudo, das universidades à grande parte da mídia, das indústrias aos bailes funk. E quando fraudam seus balanços e “quebram”, o povo paga: na Irlanda, além das demissões em massa, haverá a redução de 10% nas pensões e no salário mínimo – entre outras medidas – para salvar o sistema.

A diferença entre o que ocorre no Rio e em Paris e Londres é que, lá, o comando das manifestações é compartido entre os trabalhadores e setores da classe média, bem informados e instruídos. Aqui, os incêndios de automóveis e os ataques à polícia são realizados pelos marginalizados de tudo, até mesmo do respeito à vida. À própria vida e à vida dos outros.

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Ah, essa mídia...

Lendo a manchete abaixo e vendo a foto ilustrativa o que é que se imagina?
Errado, o desemprego caiu e a notícia seguinte mostra que o salário subiu...

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Blog do Planalto chuta cachorro agonizante

Preconceito é uma doença

A Folha de São Paulo perguntou à Secretaria de Imprensa da Presidência quando exatamente os blogueiros pediram a entrevista com o Presidente concedida hoje (24/11) e quando tiveram a resposta positiva. Uma pergunta inédita. O Presidente já concedeu 960 entrevistas à imprensa ao longo dos dois mandatos. A Folha nunca teve a mesma curiosidade em relação a outras entrevistas do Presidente.

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Não tem preço


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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dilma anuncia equipe econômica

A presidente eleita, Dilma Rousseff, anunciou nesta quarta-feira (24), por meio de nota, os três integrantes de sua equipe econômica. Como já havia sido antecipado, Guido Mantega foi convidado para permanecer no Ministério da Fazenda. A secretária-executiva do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Miriam Belchior, será a nova ministra do Planejamento, e o atual diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, foi indicado para assumir a presidência da entidade.

Leia a íntegra da nota:

“A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou o economista Guido Mantega para permanecer à frente do Ministério da Fazenda, a engenheira e coordenadora do PAC, Miriam Belchior, para assumir o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e o economista Alexandre Tombini, atual diretor de Normas, para presidir o Banco Central. A indicação de Tombini será submetida ao Senado Federal para aprovação.

A presidenta eleita determinou que a nova equipe assegure a continuidade da bem-sucedida política econômica do governo Lula – baseada no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal – e promova os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida.

Assessoria de imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff”

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Globo mantém rotina normal e desce para baixo o nível da informação

O governador Cabral não foi suficientemente claro para o G1:

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Fugitivo do Mobral do dia


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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Blogueiros sujos entrevistam o presidente Lula

O áudio começa aos 0:01:50

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Dilma é do bem

Dilma é do bem, para desgosto da grande mídia
Dilma não estava do lado dos bandidos, como o PIG tenta nos fazer crer. Ao contrário, os bandidos estavam do outro lado, do lado da ditadura
Paulo Cezar da Rosa na CartaCapital

Os jornais e jornalistas que até agora tiveram acesso aos IPMs da Dilma comprovam o que revelamos aqui em primeira mão. Dilma não participou de nenhuma ação direta na guerra travada contra a Ditadura Militar no Brasil. Dilma, até pelo critério perverso do PIG, é do bem.

Minhas fontes são seguras. Tenho certeza de estar dando testemunho da verdade. Mas é preciso que se registre. Eu preferia até que Dilma houvesse dado uns tiros. Assim, não sobraria nenhum território de conforto nem mesmo para os que, rapidamente demais, eu diria, se exilaram.

O valor da luta
Mas também é preciso que se registre. Se a nova presidente do Brasil houvesse travado combates diretos, talvez não houvesse sobrevivido. As novas gerações, especialmente, tem de ter isso em conta. Dilma não estava do lado dos bandidos, como o PIG tenta nos fazer crer. Ao contrário, os bandidos estavam do outro lado, do lado da ditadura.

Nossa liberdade é selvagem
Uma coisa é preciso deixar claro: se a Folha de São Paulo, ou qualquer outro jornal pode fazer o que vem fazendo, inclusive contra seus “Manuais de Redação”, ou contra as normas mais básicas do jornalismo e da ética, isso só é possível porque hoje temos democracia e liberdade. Porque Dilma e uma geração de brasileiros lutou para que isso fosse possível.

Verdade que ainda não temos liberdade de imprensa. Temos só liberdade. Uma liberdade meio selvagem e desgovernada. E é com base nisso que os órgãos que compõem o PIG se sentem a cavaleiro para fazer as barbaridades que fazem, especialmente quando se trata de atacar posições e políticas que defendem os direitos dos mais pobres. Quando tivermos liberdade de imprensa neste país, com regulação ética, impedimento de monopólios cruzados, com certeza os jagunços do atraso serão obrigados a ter outro comportamento.

Ok. A Folha conseguiu acesso ao IPM da Dilma. Penso que agora temos direito a abertura de todos os registros. Os inquéritos não trazem a verdade, mas são informação e podem lançar muitas luzes sobre episódios obscuros de nossa história.

Paulo Cezar da Rosa é jornalista e publicitário. Publicou o livro O Marketing e a Comunicação da Esquerda. É diretor da Veraz Comunicação e da Red Marketing, ambas sediadas em Porto Alegre

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Conheça pessoas diferentes pela internet

Duas meninas foram mortas após marcarem um encontro com um rapaz pela internet, na Bahia.


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Louco delirante do dia

CARTA ABERTA AO PRÓXIMO PRESIDENTE DO BRASIL

Excelentíssimo senhor José Serra.

Pesquisas sérias feitas por especialistas, isentos da criminalidade da política prostituída que está desqualificando os institutos de opinião do nosso país, nos trazem a alegria de saber que o senhor será nosso próximo Presidente da República.

A sociedade – a maioria não subornada ou não corrompida, pelo corrupto, sórdido, imoral e aético movimento chamado de lulismo – acordou para o que representaria para o nosso país um fascismo sindicalista com um poder público que está sendo controlado por um covil de bandidos.

O Brasil, na sua parcela honesta e digna, está profundamente envergonhado perante o mundo diante da postura de cabo eleitoral leviano, mentiroso, hipócrita e farsante assumida pelo atual presidente, que desceu do seu cargo para se comportar da forma a mais desprezível possível no desespero de eleger sua marionete para tentar se salvar do julgamento futuro das suas inúmeras ações e omissões que, durante os oito anos de seu desgoverno, permitiram que meliantes petistas transformassem o poder público em um covil de bandidos e fossem praticados inúmeros crimes de lesa-pátria. Foram mais de cem escândalos de corrupção não esclarecidos e ninguém foi preso e condenado. Essa foi a Justiça da era Lula.

O Poder Público liderado por um psicopata nascido no pântano comuno-sindical, amigo íntimo de uma gang que já foi denunciada por um Procurador Geral da República, e que sonha com o poder perpétuo - foi reduzido a um sórdido, irresponsável e inconsequente instrumento de omissão perante as agressões às leis eleitorais, à Constituição e demais códigos legais, e aos mais elementares princípios que devem nortear o comportamento dos que são pagos pelos contribuintes para servir à sociedade.

Por alguns meses ficamos absolutamente atônitos com a possibilidade de o país ter como presidente uma marionete de uma dupla – Lula e Dirceu – que representaria um criminoso retrocesso do processo democrático e da liberdade de expressão, e que transformaria o país em uma Cuba Continental.

A Presidência da República, o nosso mais importante cargo público, o posto do líder de uma nação, nunca poderia ser ocupado por alguém com o perfil político e pessoal da candidata do atual presidente, pelo fato dessa senhora ser absolutamente desqualificada para exercer esse cargo e assumir tamanha responsabilidade, em todos os sentidos que possam ser enumerados. Um terceiro e sucessivo vitorioso estelionato eleitoral nos qualificaria como idiotas, imbecis e bestas perante o mundo.

Temos um presidente que além de zombar da Justiça Eleitoral pede, publicamente, entre centenas de atos de política criminosamente prostituída já praticados durante seus dois mandatos, em plena campanha de sua fantoche, para que se extirpe um partido político. Ao mesmo tempo um seu lacaio, que comanda o lobby da corrupção petista, recomenda aos seus militantes meliantes que partam para a agressão nas ruas.

Temos um presidente que agride impunemente a moralidade, as leis eleitorais, a ética e os mais elementares princípios que deveriam pautar suas atitudes ao colocar rigorosamente a máquina do poder público como cabo eleitoral de sua candidata.

Temos um presidente que ultrapassou durante o seu mandato todas as fronteiras que separam a dignidade, da honra, do respeito às leis, do respeito ao cargo de presidente do Brasil, e do patriotismo, para se colocar até o pescoço afundado no pântano do sindicalismo fascista, o berço dessa gente sórdida que transformou uma ideologia de luta pela democracia em um instrumento de suborno, corrupção e prevaricação para criar as trilhas para uma nova intentona comunista.

Temos um presidente que cometeu o hediondo crime de transmitir aos mais jovens a ideia de que a ilicitude, a imoralidade e a falta de ética são os melhores instrumentos de luta pela vida.

Cristo está agora respondendo ao desafio de uma militante desse presidente, acusada de diversos crimes cometidos durante o regime militar, e que declarou que nem Nosso Senhor poderia derrotá-la no seu papel de um fantoche do mais sórdido político de nossa história.

O “Titanic” petista que se achava imbatível e que pretendeu subornar e corromper mais da metade do nosso país está afundando e afogando nas águas da vitória do bem sobre os representantes do demônio nascido no sindicalismo fascista.

Presidente José Serra. Sua tarefa não será nada fácil para desfazer a profunda degeneração moral das relações públicas e privadas promovida pelo desgoverno petista. Foram oito anos de urdidura de um hediondo plano para transformar o país em uma República Sindicalista Fascista. Cuidado com os ratos e as ratazanas dos porões fétidos do Titanic Petista. Tudo será feito para tentar comprometer sua posse. Proteja-se, pois esse tipo de gente não respeita a vida de ninguém.

Mas acredite, sua dimensão humana e política lhe trará a força necessária – com a ajuda de mais da metade da sociedade que não se deixou corromper nem subornar pelos canalhas traidores do país – para enfrentar todas as dificuldades e iniciar um novo projeto democrático para o país.

Os jovens que estão estudando para formarem as novas gerações de líderes poderão novamente acreditar que ser honesto, ser digno, ser ético, ter bom caráter, e ser cumpridor das leis são valores que devem ser perseguidos.

O trabalho honesto e a busca de oportunidades para o aperfeiçoamento educacional e cultural, sem assistencialismo compradores de votos, será retomado contra as tentativas de fazer milhões de cidadãos instrumentos de uma gang que luta apenas pelo poder para colocar o país nas mãos da mais sórdida burguesia pública-privada de nossa história.

Milhares de funcionários públicos não precisarão mais se sentir reféns da desonestidade compulsiva da gang que se infiltrou no poder público.

Presidente José Serra, parabéns antecipados, sem medo de voltar a ser feliz, pelo fato de não acreditarmos que mais da metade da população seja formada de gente que se deixa corromper, especialmente a maioria dos mineiros e dos paulistas que foram reduzidos ao qualificativo de bestas pelos que seguem os passos do fascismo sindicalista atrás da sombra da marionete do mais degenerado político de nossa história.

Esperamos que após a sua vitória o Poder Judiciário, as Forças Armadas, e as polícias civis, militares, e federal, façam com que sejam preservadas as leis do país desta vez, e não permitam que os meliantes militantes do sindicalismo fascista transformem o país em um barril de pólvora que poderá explodir e resultar em uma guerra civil.

Que ninguém se iluda! Após a sua vitória, Excelentíssimo Senhor José Serra, testemunharemos todo tipo de tentativa para que o fracassado golpe de um estelionato eleitoral fascista seja, então, consumado através de uma baderna generalizada nas ruas promovida pelos que queriam que o país continuasse sendo comandado por um covil de bandidos.

A face real do anticristo da política virá à tona e sua soberba espúria derrotada se transformará em um ódio incontrolável contra seus adversários.

Presidente José Serra, que Deus o proteja e faça de sua administração à frente do país um motivo de orgulho para todos aqueles que durante os oito últimos anos vêm lutando para trazer de volta para os seus filhos e suas famílias a esperança de viverem em uma verdadeira democracia, e não mais reféns do medo de serem perfilados diante de em uma cova coletiva do fascismo sindicalista de Lula e Dirceu.

Aos covardes, aos indecisos e aos omissos uma mensagem. Não tenham mais medo e escolham o melhor para o Brasil consolidando mais ainda a grande vitória do nosso candidato José Serra. É a vitória do bem sobre o mal. É a vitória do sonho da democracia sobre o totalitarismo petista. É a vitória da luta pela liberdade contra o terrorismo de Estado. É a vitória da honestidade, da dignidade e da honra sobre a hedionda traição dos lacaios canalhas esclarecidos cúmplices do lulismo. É a vitória de Cristo sobre a representante do demônio nascido no pântano do sindicalismo fascista, ela que, na sua insanidade comunista psicopata, o desafiou.

Geraldo Almendra
glaf@terra.com.br

23/outubro/2010
Funny
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Lula concederá entrevista a blogueiros sujos

BLOGUEIROS SUJOS ENTREVISTARÃO LULA NO PLANALTO

Está confirmada para amanhã (quarta-feira, 24), às 9 horas, a sonhada entrevista que o presidente Luís Inácio Lula da Silva concederá a um grupo de blogueiros de diversas partes do país. Além do titular deste Cloaca News, fazem parte da comitiva Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Conceição Lemes (Viomundo), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasilia, Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).

A coletiva terá transmissão ao vivo pelo Blog do Planalto e pelos participantes do encontro. Pela primeira vez na história deste país, o público também poderá ter vez enviando perguntas pelo chat.

Dentro de instantes, embarcaremos no AeroCloaca rumo a capital federal, mas você, se desejar, pode deixar aqui a pergunta que gostaria de fazer para O Cara.

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para não dizerem que não falei do Paul McCartney


Band on the run

Stuck inside these four walls
Sent inside for ever
Never seeing no one, nice again,
Like you, mama
You, mama... you...
If I ever get out of here

Thought of giving it all away.
To a registered charity
All I need is a pint a day
If I ever get out of here
(If I ever get out of here)

Well the rain exploded with a mighty crash
As we fell into the sun
And the first one said to the second one there
I hope you're having fun.

Band on the run; band on the run
And the jailer man, and sailor Sam,
Were searching everyone
For the Band on the run...

Well, the undertaker drew a heavy sigh
Seeing no one else had come
And the bell was ringing in the village square
For the rabbits on the run,

Band on the run...
Well the night was failing
As the desert world began to settle down
In the town they're searching for us everywhere
But we never will be found

Band on the run; band on the run
And the country judge, who held a grudge
Will search for ever more.
For the Band on the run
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