quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tragédia no Rio de Janeiro

Eu não sei nada do Rio de Janeiro, mas basta saber ler e contar para notar o absurdo intolerável de mais de 200 mortos numa chuva nem tão forte assim. Só para comparar vejam o caso do furacão Gustav que devastou áreas imensas em 2008 e causou prejuízos de cerca de 10 bilhões de dólares nos EUA, Cuba e vários países da região: 153 pessoas morreram nessa tormenta que teve ventos de até 250Km/h e chuvas fortíssimas. Notem na imagem abaixo que quase não dá para se ver Cuba debaixo do furacão e mesmo assim NINGUÉM morreu na ilha. Aparentemente se algo dessas dimensões acontecesse no Rio, ou São Paulo,   não sobraria ninguém para contar a história.


Share/Bookmark

4 comentários:

Marcos Valerio disse...

Esquerdo, duro de ver e de saber, especialmente se comparado como vc o fez por aqui, mas, toda a causa tem um efeito ou vice versa, ou seja: Resultado de nossa própria existência!

Cloves disse...

Olha, não consigo nem calcular quantas décadas sem a direita no poder seriam necessárias pro Brasil se livrar desses problemas.

Amoral NAtto disse...

Camarada, moro em Petrópolis, há uns 10 km de distância do lugar da tragédia, reprise de 2008, o vale do Cuiabá e Itaipava.

Onde moro o terreno é firme e arborizado com casas esparsas.
Na madrugada de 12/01 choveu aqui como eu jamais tinha visto em toda a minha vida (53 anos). Durante umas 3:30 hs (das 2:00 às 5:30) as pancadas eram ferozes, duravam uns dois minutos e diminuiam por 5 min mas ainda assim muito fortes, para voltar a cair dali a pouco. Foram dezenas dessas pancadas aterrorizantes, eu e minha mulher ficamos acordados todo o tempo. Aqui em casa o perigo maior é a queda de galhos e árvores sobre a casa, que não tem laje.
Não choveu pouco, de jeito nenhum, ainda por cima o vale do Cuiabá é profundo, cercado de montanhas escarpadas e rochozas, toda a água que cai vai direto para o único rio, que decuplica de tamanho durante as trombas d'água, a prefeitura só tinha mesmo a fazer é evacuar a área e abrigar o pessoal.

Esquerdopata disse...

Eu não disse que choveu pouco, choveu muito, mas sem caracterizar um fenômeno imprevisível.

Aqui onde moro, pertinho da submersa Franco da Rocha, choveu e continua chovendo muito, mas nada de relevante aconteceu além de umas goteiras na minha casa.

A mesma chuva que devastou Franco da Rocha não causou nenhuma desgraça aqui, a 12 Km de distância.

A chuva foi igual e o relevo é igual. Se lá a cidade foi inundada e aqui não, com certeza não foi por culpa da intensidade da chuva.

Nenhuma chuva justifica 400 mortos, isso é um crime.

Web Statistics