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| Patrono do PSB |
Do Valor
Cristiane Agostine, Ana Paula Grabois e Júlia Pitthan | De São Paulo e Florianópolis
O PSB aumentou o assédio ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e ao governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, para que saiam do DEM rumo ao partido e não migrem para o PMDB. Segundo interlocutores do prefeito e do governador, o PSB teria oferecido o comando dos diretórios paulista e catarinense. A negociação é acompanhada de perto pelo Planalto, que resiste à possibilidade de o prefeito de São Paulo filiar-se ao PMDB. A migração de Kassab, Colombo e seus aliados ao PSB seria uma forma de evitar que a bancada do PMDB supere a do PT e volte a ser a maior da Câmara.
De saída do DEM, Kassab planeja levar consigo seu grupo político e alavancar sua candidatura ao governo de São Paulo em 2014. Colombo não diz ter interesse de mudar de partido, mas mantém o diálogo com o PSB.
A oferta do PSB a Kassab foi feita pelo presidente nacional da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ao PSB, a entrada de Kassab ajudaria o partido a expandir-se em São Paulo.
Na semana passada, Kassab ofereceu um jantar em sua casa, em São Paulo, a Eduardo Campos e Raimundo Colombo. Campos ofereceu benesses políticas ao prefeito e ao governador. "Existe todo interesse da direção nacional do PSB para que Kassab ingresse no partido", afirma o deputado federal Jonas Donizette, vice-presidente do diretório estadual do PSB paulista. "A ideia não é tirar ninguém da direção do partido para dar cargos a Kassab, mas sim permitir que ele tenha espaço para fazer o trabalho político dele", diz Donizette.
Para fugir da regra da fidelidade partidária, Kassab terá que fundar um partido com seu grupo antes de rumar ao PSB ou ao PMDB. Para criar a nova legenda, o prefeito também busca insatisfeitos do bloco de esquerda (PSB, PDT e PCdoB) em São Paulo.
Em Santa Catarina, Campos colocou o presidente estadual do PSB, Djalma Berger, para reforçar o convite ao governador. Prefeito de São José, na grande Florianópolis, Berger se disse esperançoso com a possibilidade da migração de Colombo. Colocou até o próprio cargo de direção partidária a Colombo. Oficialmente, Colombo informou não ter interesse em trocar de partido.
O PSB tem expressão pequena na política catarinense. Berger "comprou a franquia" do partido no início de 2007, depois de ter sido eleito como o terceiro deputado federal mais bem votado pelo PSDB. O irmão, Dario Berger, prefeito de Florianópolis, deixou os tucanos para se filiar ao PMDB de Luiz Henrique da Silveira com a esperança de disputar o governo do Estado em 2010.
A prefeitura de São José, cidade com 180 mil habitantes na região da Grande Florianópolis, é o maior legado político do PSB em Santa Catarina. Sem deputados estaduais ou federais, só teria a ganhar com a vinda de Colombo e outros demistas ao partido.
Berger diz que a posição governista do PSB é mais uma vantagem a Colombo. "A última eleição nos obriga a uma reflexão sobre a identidade dos partidos", declarou. O deputado federal Paulo Bornhausen (DEM) diz que é natural o assédio ao governador, mas defende a união do partido.
O líder do DEM na Assembleia Legislativa catarinense, deputado Darci de Mattos, afasta a possibilidade de uma saída dos parlamentares para o PSB e diz que Berger não fez contato oficial com a bancada. Segundo Mattos, as divergências da executiva são apenas rumores para o DEM catarinense. "Em Santa Catarina, o partido está unido e tem representatividade", disse o parlamentar. As turbulências no DEM nacional estarão na pauta da reunião convocada por Colombo hoje. O partido detém seis das 40 cadeiras na Assembleia.

5 comentários:
A verdade é a seguinte: o PSB tá quase virando um PMDB vermelho. Inchado, mas onde estará a identidade?
Já basta ver o papel q ele teve na disputa do governo paulista em 2010, além de ter nomes como ex-secretário tucano de educação Gabriel Chalita.
No Rio, convidou Romário a ser candidato a deputado gritando aos 4 cantos q o objetivo era apenas conseguir votos para a legenda para não depender "candidatos pastores ou milicianos".
O partido tem 6 governadores e que eu me lembre a prefeitura de pelo menos uma capital (BH, mas sob as bençãos do PSDB de Aécio/Anastasia).
Temos então aí todos os componentes para um novo partido quero-espaço-em-tudo, porém sem identidade alguma. Onde está o socialismo?
Existe algum socialista verdadeiro do PSB, Partido Socialista Brasileiro?
Existe algum filiado do PPS - Partido Popular Socialista que deseje implantar uma república popular e socialista?
Algum filiado do DEM - Democratas, que tenha lutado, como bom democrata, pela volta da democracia nos tempos da ditadura?
E no PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, há ainda algum sincero social-democrata, contra o neo-liberalismo?
E dizer o que de partidos de "resultados", como o já mencionado DEM, o PTB, esse fundado, quero dizer, sigla furtada, pelo Golbery ou então, o Partido do Movimento Do Bolso?
Esses partidos todos deveriam se fundir e fazer um só, seria pelo menos mais honesto, a sigla poderia ser, imitando um partido alemão de direita, FDP.
Seria bastante apropriado e claro ao eleitor.
Esqueceram de combinar com o povo
Por favor, diga que é brincadeirinha.
Os VERDADEIROS SOCIALISTAS mortos, devem estar se revirando no túmulo!!!
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