Kennedy Alencar
Barack Obama ainda não chegou, mas Dilma Rousseff já está brava com ele. A presidente do Brasil ficou contrariada com a decisão do colega americano de discursar no Rio de Janeiro. O evento estava previsto para acontecer na Cinelândia, mas foi transferido para o Teatro Municipal a fim de abrigar um público menor do que uma praça pública e facilitar as medidas de segurança.
O fato é que cresceu nos últimos dias a tensão entre os diplomatas brasileiros e americanos a respeito da organização da viagem, sobretudo em relação ao discurso no Rio.
Já faz algumas semanas que o Palácio do Planalto vem tentando dissuadir a Casa Branca. Primeiro, auxiliares da presidente manifestaram dúvida em relação ao êxito de público do comício de Obama numa praça pública. Depois, alegaram que haveria dificuldade para garantir toda a segurança necessária ao homem mais poderoso do mundo. Por fim, foi revelado aos americanos que Dilma achava estranha a ideia. Reservadamente, um ministro chegou a dizer que equivaleria a um discurso da brasileira na Times Square de Nova York.
Obama é um presidente que deve boa parte de sua eleição à capacidade midiática. Político pop star, ele considerou o Rio de Janeiro um palco imperdível na luta para tentar diminuir o antiamericanismo no planeta.
Os EUA contaram com a ajuda valiosa do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Detalhe: Dilma detesta a corda que Cabral vem dando a Obama. O governador divide com os americanos a intenção de uso midiático do discurso.
A relação entre Cabral e Luiz Inácio Lula da Silva era excelente. Com Dilma, ela é boa.
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Este é o contexto de um capítulo importante da visita de Obama ao Brasil.
2 comentários:
Sem contar que carioca vaia até minuto de silêncio!
Os documentos divulgados pelo Wikileaks sobre a política externa dos EUA,seja com aliados ou adversários, dão a exata dimensão com quem estamos lidando,eles estão se lixando para o resto do mundo.
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