quinta-feira, 3 de março de 2011

Economia brasileira tem maior avanço em 24 anos


O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) brasileiro cresceu 7,5% em 2010, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do maior avanço desde 1986 - quando houve o mesmo crescimento na época do Plano Cruzado.

Em valores, o PIB alcançou R$ 3,675 trilhões; considerado o valor per capita (por membro da família) ficou em R$ 19.016, apresentando uma alta de 6,5%, em volume, em relação a 2009 (R$ 16.634).

A expansão da economia é boa para todo o país, já que, quando isso acontece, as empresas produzem mais, o comércio aumenta suas vendas, há mais oferta de empregos e renda para os trabalhadores.

Entretanto, o avanço precisa ser sustentável. Isso quer dizer que não adianta uma economia crescer demais de uma hora para outra, senão as empresas não dão conta de produzir, ao mesmo tempo em que aumenta a demanda da população, o que pode provocar inflação. É importante que o crescimento seja gradual, para que todos possam se preparar para ele.

O que isso muda na minha vida?

O PIB é um dos principais indicadores da economia de um país. Ele representa a soma das riquezas geradas pelo conjunto dos diversos setores da cadeia produtiva, mas pouca gente sabe dizer o impacto que esse dado tem sobre o seu dia a dia.

O PIB é calculado trimestralmente pelo IBGE. Quando aponta geração de riqueza inferior à observada no levantamento anterior significa retração econômica. A recessão técnica é observada quando o movimento de retração ocorre por dois trimestres consecutivos.

Se o PIB aponta expansão, isso tem influência positiva na vida das pessoas. Para o cálculo do PIB, o IBGE só leva em consideração as atividades legalizadas. As informais não entram nas estatísticas da metodologia aplicada.

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5 comentários:

ruy garcia disse...

Tá muito bom. Com isso, é abafado, e até justificado, o aumento de meio ponto percentual na Selic. Não custa lembrar que esse aumento vai transferir aos pobres banqueiros e rentistas um valor quase quatro vezes maior que aquele que será gasto com o aumento do Bolsa Família.
Pra quem se interessar, deixo o link de um artigo que demonstra que não só é possível como é urgente enfrentarmos a crise e a inflação com outras armas que não a taxa de juros.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17476

Еskеrдоpата disse...

Crise? É um nome curioso para sete anos consecutivos de aumento do consumo das famílias.

http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110303142034

ruy garcia disse...

Caro esquerdo,
Transcrevo um trechinho do artigo que lhe enviei, e que, parece, você não leu:
"Diante deste contexto (de crise financeira globalizada e não crise interna, esclareço eu), não faz sentido a proposição de algumas autoridades econômicas em quererem, de forma unilateral, elevar a taxa básica de juros para controlar o atual processo inflacionário."
E o autor demonstra o porquê disso em sua argumentação.
Portanto, não vale pegar uma palavra mal colocada no meu comentário para desqualificá-lo ou para não debater o mérito da questão.
O Gunter, ali em cima, pergunta:
"o que fazer?"
Acho que o artigo mencionado e enviado pode responder à questão, ou, pelo menos, apontar uma alternativa que deveria começar a ser avaliada.
Enfim, não votei em Dilma apenas pelo continuísmo, mas pelo "melhorismo". Que pode e deve ser cobrado.

Geopolêmica disse...

Não é possível!!! Esse pessoal que reclama da presidenta Dilma não pode ser de esquerda. O colega aí em cima ainda falou em "crise"???? Sempre digo a meus alunos anti-lulistas ou anti-Dilmistas, fazendeiros do interior de SC (onde moro): "Qual de vocês teve prejuízos no Governo Lula? Ou está tendo no Governo Dilma??"....Silêncio em sala de aula.......ninguém tem na verdade NADA do que reclamar!!!

ruy garcia disse...

Meus queridos companheiros,
Não existe a menor possibilidade de eu não continuar apoiando a Presidenta Dilma. Sonho com um governo desse há muito tempo. Sou macaco de auditório de Lula desde que ele era um simples metalúrgico.
Não sou, não fui e nunca serei da esquerda festiva.
Agora, me respondam sinceramente:
vocês acham que o Tombini e o resto da diretoria do Bacen são de esquerda?
Vocês condordam que a direção de nossa política monetária seja deixada nas mãos dessa turma?
Será que não há alternativa?
São questões que, a não ser que o stalismo mais rasteiro tenha tomado conta de nossa esquerda (?), têm que ser respondidas sem sectarismo
Nossa obrigação, enquanto militantes, é questionar, leal e honestamente.E apresentar alternativas. É só isso.
Como li outro dia em algum "blog sujo" da vida, de puxa-sacos Brasília já está cheia.

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