O Estadão consegue a proeza de, numa comparação entre as perspectivas econômicas da China e dos EUA, ignorar uma variável de muita, mas muita mesmo, importância: os EUA. Se a China crescer 8% ao ano nas próximas duas décadas superará os EUA em tudo. Beleza, mas que taxa de crescimento terão os EUA nessas mesmas duas décadas? Se crescerem muito a China não vai alcançá-los, se crescerem pouco serão ultrapassados, se não crescerem nada serão ultrapassados bem antes de 20 anos.
Ninguém mais discute se a China vai ultrapassar os EUA, mas quando. Apesar do crescimento extraordinário nos últimos 20 anos, a China tem ainda espaço para crescer muito mais. Enquanto os EUA já alcançaram e ultrapassaram todos os limites físicos do consumo, a China tem centenas de milhões de pobres, loucos para comprar não um iPad, mas uma TV, uma geladeira, um computador, um carro usado. Mesmo com eventuais crises no caminho, não há quem não veja a China tornando-se inevitavelmente a maior economia do mundo em breve. Com exceção do Estadão.

1 comentários:
Ein? Tá demorando pra cair a ficha de que os EUA JÁ não são mais a nação e a economia mais poderosa do mundo. Nem o submundo da influência sionista pôde impedir. Tava faltando um cascudo pra ficha cair, que foi a crise. Não caiu e a mídia internacional continua babando o ovo ianque.
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