sábado, 26 de março de 2011

Jundiaí vive "alvoroço", segundo a ISTOÉ

Quem lê isso e não conhece Jundiaí vai pensar que o mais cassado dos prefeitos tem alguma coisa a ver com o assunto. Se dependesse dele as fábricas atuais fechariam para dar espaço aos seus empreendimentos imobiliários. Give me a break, ISTOÉ. Não seria de se admirar se fosse matéria paga do multi-cassado Haddad querendo ter orgasmo com o órgão sexual alheio.


Jundiaí: à espera da Apple
Cidade paulista vive alvoroço após ser apontada como possível destino de uma linha de produção da fabricante do iPad
Patrícia Diguê
ISTOÉ
Miguel Haddad, prefeito recordista brasileiro de cassações por crimes
eleitorais  e liminares para continuar no governo
A “terra da uva”, como é conhecida a cidade paulista de Jundiaí, a 60 quilômetros da capital, só tem pensado em uma outra fruta. Desde a semana passada, o apetite local é pela maçã. Mas não a de comer. Aliás, a maçã dos sonhos dos jundiaienses já está até mordida. É aquele símbolo da marca mais cobiçada de produtos eletrônicos do mundo, a americana Apple, que poderá escolher a cidade, sede de 90 multinacionais, para instalar sua primeira fábrica brasileira.

A notícia veiculada por um jornal local (“Rede Bom Dia”) de que a Foxconn, empresa de Taiwan que já fabrica produtos das gigantes Sony e da HP em Jundiaí, quer ampliar suas instalações na cidade para produzir Macs, iPhones, iPods e iPads colocou o município nas páginas de jornais e sites tanto do Brasil quanto do Exterior. “‘O Bom Dia’ nunca foi tão citado, o Brasil inteiro noticiou, e chegou até na ‘Forbes’”, disse o jornalista Fábio Pescarini, que trouxe à tona a informação, sobre a conceituada revista americana de economia. Dezenas de jornais e sites reproduziram a matéria do jornal local ao longo da semana passada.

Desde então, não se fala de outra coisa na cidade de 380 mil habitantes. “Quem sabe o Steve Jobs (CEO da empresa) não vem para inaugurar a fábrica?” (sic), sonha a assessora de imprensa da prefeitura, Cíntia Souza, que está se desdobrando para atender a enxurrada de ligações de jornalistas querendo saber da novidade. A prefeitura, porém, diz que só pode revelar que a Foxconn, que tem duas fábricas na cidade, solicitou estudos para instalar uma terceira planta. Foxconn e Apple tampouco confirmam, mas na cidade é dado como certo que a fábrica virá.

“A gente gostaria de dar esta notícia, porque os produtos da Apple, além de desejados, têm alto valor agregado, o que gera mais renda e empregos”, afirma o prefeito Miguel Haddad, que tem um tablet iPad, adquirido em uma viagem ao Exterior. Ele está confiante que a Foxconn, que já é a montadora da Apple na China, elegerá a terra da uva para fabricar seus produtos.

O principal atrativo, conforme o prefeito, é a infraestrutura urbana e a logística da cidade (próxima ao porto, aeroportos e polos consumidores e servida de estradas e ferrovias), facilidades que já atraíram quase mil indústrias de 30 diferentes segmentos nas últimas décadas, entre elas o maior centro de distribuição da Casas Bahia, Coca-Cola, Itautec, TAM e Siemens. “As empresas vêm para cá e já têm tudo na porta”, afirma Haddad, já sonhando com um iPad 2 (lançado mundialmente este mês) “Made with pride in Jundiaí” (feito com orgulho em Jundiaí), o slogan do Conselho Municipal de Relações Internacionais. A Foxconn, presente em 14 países e empregadora de 1,3 milhão de pessoas, a maioria na China, também tem instalações em outras três cidades brasileiras: Indaiatuba e Sorocaba, em São Paulo, e Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. Em Jundiaí, abriu a primeira fábrica em 2007 e a segunda, em 2009, tornando-se a maior empregadora do município, com mais de três mil funcionários.

“A possibilidade de uma indústria como a Apple em Jundiaí tem mexido com toda a comunidade”, afirma o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jundiaí, Mauritius Reisky. “A instalação da empresa seria motivo de grande orgulho”, ressalta. Não é de hoje que a Apple, ícone de inovação no mundo digital, namora o Brasil para instalar mais uma linha de produção. O último flerte aconteceu quatro meses atrás, quando o empresário Eike Batista anunciou que negociava com montadoras da marca na Ásia e até anunciou o valor do investimento, US$ 1,6 bilhão. “Sim, a gente quer trazer (a Apple) porque a gente (o Brasil) tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad”, declarou o megaempresário na ocasião.

Por causa dos rumores da semana passada, algumas publicações, incluindo a “Forbes”, relacionaram os planos do empresário, o oitavo homem mais rico do ano, à movimentação da Foxconn em Jundiaí. “Bilionário Batista pode realizar desejo de abrir fábrica da Apple no Brasil”, diz a reportagem. A assessoria de Eike não confirma a história, mas reafirmou que o grupo de Eike, o EBX, mantém o interesse em atrair fabricantes de tecnologia digital. Porém, ressalta que o local seria o Superporto do Açu, que a empresa está construindo em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. Será que Jundiaí vai levar a melhor?

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