Sírio Possenti
A polêmica sobre o "livro do MEC" mostrou algumas coisas, entre elas quem estava de qual lado. Foi bom saber que (sem necessariamente apoiar o livro, e até fazendo-lhe objeções) deixaram claro que o livro não pode ser acusado de "ensinar errado" Affonso Romano de Sant'Ana, José Miguel Wisnik, José de Souza Martins, Sérgio Fausto e Silviano Santiago, Ricardo Semler. Convenhamos, é um time respeitável. Além deles, Thaís Nicoletti, Pasquale Cipro Netto e Hélio Schwarstman, ligados à Folha de S. Paulo. A coluna de João Ubaldo no Estadão de 29/05 pode ser posta na mesma contabilidade. Não cito nenhum lingüista por razões óbvias.
Do outro lado estiveram Augusto Nunes, Arnaldo Jabor, Deonísio da Silva, Sérgio Duarte Nogueira, Sardenberg, Merval Pereira, Reinaldo Azevedo, o ínclito José Sarney, algumas funcionárias da VEJA (nenhum tem a ver com a coisa!) e Evanildo Bechara. Também não há nenhum lingüista na tropa (nem poderia, também por razões óbvias) e nenhum representante de relevo nem sua área (de relevo análogo ao dos que estiveram do outro lado, quero dizer) - exceto Bechara. Dou-lhes o benefício da dúvida: eles podem não ter lido o livro. Foi só fofoca, conversa de compadre. E talvez alguma causa escusa.
Ferreira Gullar também esteve com eles. Falou de um livro que não existe (mas sem a classe de Borges) e invocou suas aulas de gramática, como sempre. Por esse critério, não se deveria considerar que Poema Sujo é poesia, pois não tem rimas. E o Poema enterrado? O que é aquilo? Segundo uma tese dele, talvez a melhor de todas, pode-se dizer que é uma boa idéia. Mas não é arte. Se, pelo menos, naquele último cubinho estivesse escrito "envelheça"!
As declarações de Cristóvão Buarque sobre a questão mostraram que Lula podia não saber por que demitia o então Ministro da Educação, mas o ministro devia saber muito bem por que estava sendo demitido.


1 comentários:
Parei um dia para assistir um comentário de Arnaldo Jabor no Fantástico com aquela ilusão de que tratava de uma pessoa de esquerda. No inicio até que gostei pois havia uma lógica no desenvolvimento do seu raciocínio. Depois, não entendi mais nada; não dizia coisa com coisa. Ele se perdeu e não mais se encontrou e acho que permanece perdido até hoje
Nunca mais fiz essa asneira e não recomendo a ninguém.
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