terça-feira, 28 de junho de 2011

Por que os Ali Kamel nunca são demitidos?

Cair para cima
DoLaDoDeLá
Muita gente pergunta por que determinados profissionais de grandes corporações cometem erros escandalosos e mesmo assim continuam à frente dos cargos de decisão. E quando saem dos holofotes, geralmente passam a ocupar postos cuja nomenclatura, tamanho da sala e abrangência fazem acreditar que foram promovidos e não encostados. Funciona assim sempre que é impossível se livrar de determinado funcionário. E por que isso acontece? Geralmente porque ele sabe demais. E por saber demais pode ter alto "valor de mercado" para a concorrência.

Mas não é só isso. Normalmente, os profissionais alçados à essa condição, demonstraram ao longo do tempo, que o negócio do patrão é mais importante do que todo o resto. Inclui-se aí a vida conjugal, a família, os amigos e o lazer. O sujeito não se importa em dedicar todo o tempo necessário aos projetos empresariais do grupo. E ao frequentar os salões dos poderosos passa a ter acesso aos "segredos do negócio".

Grandes grupos têm interesses que fariam ruborizar o cidadão comum. Por exemplo, chantagear um prefeito para conseguir terreno para a construção de um novo parque gráfico. Ameaçar um político, porque conhece sua vida extra-conjugal. Aprovar um projeto de habitação popular com casas pré-fabricadas importadas com "exclusividade" de um "parceiro" no exterior. Desqualificar um ministro para vender livros didáticos de determinada editora ao governo...

Empresas grandes tem muitos tentáculos. Quem serve a esses interesses acaba tendo acesso a informações privilegiadas demais para ser contrariado depois. É por isso que o patrão tem que tolerar os excessos e para ser ver livre de seus serviçais se vê obrigado a premiá-los adiante. Quanto mais ambicioso e predador for este vassalo, mais caro ele custará depois. Por isso, o melhor é que ele caia para cima, sempre.

O risco é a estrutura ficar lenta, onerosa e burocrática demais depois de criadas tantas "ilhas de influência". São gerências, chefias, supervisões, diretorias, diretorias de divisão, diretorias de núcleo, diretorias de centrais, diretorias de comitês, vice-presidências... Um exército de "caciques" e assessores maior às vezes que o agrupamento de "índios". E haja "ração" para alimentar tantas bocas...

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3 comentários:

Anônimo disse...

EU sinceramente gostaria de saber o que os pelegos de recursos humanos,notadamente aqueles que são
psicologos de formação, pensam-se
sobre esse artigo?
Provavelmente, já estariam com alguma
justificativa estilo novilingua-folha
de são paulo e diriam que quem critica não ve o outro lado.

Anônimo disse...

Onde estão os pelegos de rh e os
psicologos do trabalho para falar do
artigo? Provavelmente só leem Voce s/a

Anônimo disse...

A Globo não quer saber do povo, seu interesse é apenas a maior fatia na verba publicitária do governo federal, chantageia governos explorados seus pontos fracos para assim lograr êxito em seu objetivo.

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