sexta-feira, 8 de julho de 2011

Manifestantes tomam conta da Praça Tahrir, no Egito, para protestar contra governo militar

Da Agência Lusa

Manifestantes se reúnem hoje (8) na Praça Tahrir, no Cairo (Egito), para exigir mais reformas e criticar a junta militar que está no poder. Há cinco meses, os militares assumiram o governo depois da pressão que levou à renúncia do então presidente Hosni Mubarak. Com palavras de ordem e cartazes, os manifestantes disseram que a revolução continua e que as mudanças ainda são aguardadas.

Também há protestos nas cidades de Alexandria, segunda maior do país, no Norte, e em Suez, no Nordeste, onde houve vários confrontos entre os manifestantes e a polícia. No Cairo, alguns ativistas passaram a noite em tendas montadas no meio da praça.

“A revolução nos trouxe alguma liberdade, mas queremos mais”, disse Mohammed El Said, de 20 anos. “O poder brinca conosco. Pensa que a revolução acabou e que as pessoas vão ficar em casa. Está enganado e é por isso que estamos aqui”, acrescentou.

De acordo com relatos, os policiais não estavam em grande número na Praça Tahrir e nas áreas em volta dela. Os manifestantes querem a demissão dos colaboradores do governo Mubarak e a aplicação de sanções aos policiais envolvidos na repressão das manifestações de janeiro e fevereiro.

Em 11 de fevereiro, Mubarak renunciou ao poder sob pressão interna e da comunidade internacional. Ele, os filhos e alguns colaboradores serão julgados em agosto por agressões registradas durante as manifestações.

Com a saída de Mubarak, assumiu o governo uma junta militar liderada pelo atual ministro da Defesa, marechal Tantawi, de 79 anos. Com os militares no poder provisoriamente, a expectativa era a abertura das negociações com a oposição e a instauração do processo democrático no país. Isso ocorre lentamente.

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