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| Dois dos maiores filhos da puta que já habitaram esse mundo |
Filme sobre Margaret Thatcher causa polêmica na Inglaterra
RAMÓN ABARCA
DA EFE, EM LONDRES
Margaret Thatcher foi admirada e igualmente odiada pelos britânicos, e o filme sobre sua vida, protagonizado por Meryl Streep, não deixou indiferente a crítica e nem os amigos da ex-primeira-ministra do Reino Unido, que consideraram o longa-metragem um insulto.
Enquanto a imagem da carismática governante de 86 anos, retirada da vida pública devido ao seu delicado estado de saúde, circula em todas as partes com os cartazes do filme "A Dama de Ferro", seus admiradores e opositores voltaram a abrir um debate para discutir seu legado.
A crítica é unanime em reconhecer o impressionante trabalho da atriz Meryl Street no papel de Thatcher ao longo de sua vida adulta, mas alguns de seus próximos preferiram que o filme se distanciasse do que consideram uma caricatura.
O filme, que estreará somente no dia 6 de janeiro no Reino Unido, retrata uma Thatcher idosa, solitária e afetada pela demência, enquanto tenta se lembrar de alguns episódios de sua complexa vida.
Em uma determinada cena, Thatcher se queixa em uma pequena loja dos preços do século XXI, mas, em outro momento, ela aparece desorientada e sem perceber que seu inseparável marido, sir Denis Thatcher, morreu.
Segundo revelações do jornal "Daily Telegraph", alguns de seus antigos colegas e companheiros de Gabinete quiseram se distanciar do filme, já que esse resgata alguns polêmicos episódios, como a Guerra das Malvinas, que Thatcher comandou com firmeza.
Imagens de arquivo também são usadas na obra, que mostra os grandes protestos contra o imposto conhecido como "poll tax" e como um dos manifestantes se aproxima da limusine da então primeira-ministra para chamá-la de "monstro".
O que é uma unanimidade entre os críticos é a interpretação de Meryl Streep, que apesar de não ser britânica, conseguiu personalizar a Dama de Ferro e, inclusive, imitar seu peculiar tom de voz.

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