sábado, 31 de dezembro de 2011

Jornalista e escritor Daniel Piza morre aos 41 anos

O jornalista Daniel Piza, 41 anos, morreu na noite desta sexta, 30, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Estava em Gonçalves (MG), onde passava as festas de fim de ano com a família. Chegou a ser socorrido pelo pai, que é médico, mas não resistiu.

Paulistano de 41 anos e corintiano fanático, Piza era colunista do jornal O Estado de S. Paulo, onde começou a carreira em 1991. Escrevia aos domingos no Caderno 2 e, desde 2004, assinava também uma coluna sobre futebol, além de manter um blog no portal estadão.com.br. Apresentou os programas Estadão no Ar e Direto da Redação na rádio Estadão ESPN.

Advogado, formado no Largo de São Francisco, era escritor, com 17 livros publicados, entre eles Jornalismo Cultural (2003), a biografia Machado de Assis - Um Gênio Brasileiro (2005), Aforismos sem Juízo (2008) e os contos de Noites Urbanas (2010). Traduziu títulos de autores como Herman Melville e Henry James, e organizou seis outros, nas áreas de jornalismo cultural e literatura brasileira. Fez também os roteiros dos documentários São Paulo - Retratos do Mundo e Um Paraíso Perdido - Amazônia de Euclides.

Daniel Piza deixa mulher, Renata Gonçalves Piza, e três filhos.

Carreira
Nos anos de 1990, trabalhou nas editorias de Cultura do Estado, Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, na cobertura de literatura e artes visuais. Em maio de 2000, retornou ao "Estado" como editor-executivo e colunista cultural.

No Estado, também foi o responsável por reportagens exclusivas, como o anúncio da aposentadoria do jogador Ronaldo. No fim da manhã, o jogador lamentou a morte de Piza em seu perfil no twitter. "Um jornalista fantastico e um amigo partiu hj. Descanse em paz Piza. Um bj carinhoso aos filhos e esposa".

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7 comentários:

H.Pires disse...

Era só mais um a vociferar as idiotices e mentiras da direita midiatica. Não gostariamos que ele tivesse morrido. Mas, já que morreu, que o demonio o tenha. Igualmente para toda direita midiatica. Aquela que deseja a nossa morte e, trabalha todos os dias para que isso ocorra.

Marola disse...

Infeliz seu comentário H Pires. Em geral discordava das análises de Piza sobre política ou economia, mas êle era um cara decente, o que não é muito fácil de se achar nas hostes oposicionistas. Descanse em paz Daniel Piza.

H.Pires disse...

A critica faz parte da democracia. Fique a vontade Marola. Não se sinta "avexado". Minha opinião, por não privar do dia-a dia do referido, só lia o que ele escrevia, continua a mesma.

Fernando disse...

Estou com o H. Pires. Era inteligente, educado e tudo, mas um fascistinha, também. Quem teve o desprazer de ler suas colunas no Estadão eivadas de preconceito de classe, desdenhando da maneira do povo acusar a burguesia, sabe disso.

Anônimo disse...

Eu fico "puto da vida" quando um vampiro morre e querem canonizá-lo

Marola disse...

Não questiono o direito de vcs criticarem as posições político-ideológicas assumidas por DP , só acho que faltou compaixão, sobretudo se considerarmos a forma inesperada e desconcertante como êle morreu, no ápice de sua vida produtiva. Sua coluna não era dedicada exclusivamente a temas da política, e muitas vezes li nela matérias interessantes abordadas de maneira sóbria e elegante. Caindo no velho clichê: sua morte vai deixar uma lacuna difícil de ser preenchida.

Flavio Lima disse...

Ele tinha um complexo de vira-lata megalomaníaco, seu bordão era "porque não me ufano". Mas coitado vá, morrer aos 41 e deixar três filhos é foda mesmo prum piguista de carteirinha. Assim como fiquei puto com as baixarias em torno da doença do Maior de Todos, não me alegro com esse passamento. Ele ainda ia ter que se ufanar.

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