segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Trabalho de casa

Dados:

Este é o apresentador do canal de TV por assinatura E! Entertainment Gilberto Scarpa:
Essa é a modelo e escritora Cibele Dorsa, namorada dele:
Ele tinha 27 anos e suicidou-se sábado. Ela escreveu no Twitter "Meu noivo se suicidou essa noite, com ele morto eu me sinto morta. Prefiro ir com ele, minha força não faz mais sentido. Quero ir encontrá-lo."

Reflita sobre o assunto e escreva sobre o sentido da (sua) vida e o que é preciso para ser feliz.

O encontro das presidentas

A very good película

Código 46 (Code 46) é um filme muito interessante, mas tem uma barreira linguística intransponível: sem conhecimentos básicos de inglês não deve ser assistido. Os personagens falam um dialeto interessantíssimo que desaparece em todas as legendas que testei. Nem sequer a legenda em inglês serve para alguma coisa. O worthless piece of shit que fez as legendas "corrigiu" o vocabulário usado, onde alguém fala gracias o mané escreveu thanks e assim por diante.

Desnecessário dizer que jamais alguém deve assistir qualquer filme de qualidade dublado, claro.

Informações AQUI e AQUI

Tragédia no Cairo

Ridículo sem limite

A capacidade da Folha de defender os interesses americanos, mesmo ao custo do descrédito total, ultrapassa o limite da ideologia e cai na psiquiatria. Daqui a pouco ela saudará a queda de uma ditadura financiada por Washington como obra do amor americano pela democracia.

O mais patético é que o texto desmente completamente a manchete delirante, os americanos sabem que é impossível manter seus fantoches atuais no governo e querem uma transição ordenada para outro governo submisso aos seus interesses. Democracia é uma palavra boa para discursos, no mundo real é combatida ferozmente por Clintons, Obamas e Tavinhos.
Casseta e Planeta do Tavinho

domingo, 30 de janeiro de 2011

Fool's Overture

Magnum Opus do falecido Supertramp aqui numa interpretação formidável de Roger Hodgson, mais orquestra e coral e, cereja do bolo, a música incidental Jerusalem. Melhor que o original.

O futuro de Serra

Não sei quem fez isso, não consegui identificar a assinatura

O fantasma de Lula

Lula, Dilma, Seinfeld e o fantasma de George Carlin

LUIZ GUILHERME PIVA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Talvez o fantasma de George Carlin -na forma como foi apresentado por Jerry Seinfeld- venha a se insinuar nas análises que se façam sobre o governo de Dilma Rousseff por um bom tempo. Talvez também venha a acompanhar a presidente. Mas creio que tenderá a ser de forma predominantemente negativa no caso das análises e poderá ser motivadora ou aterradora no caso de Dilma.

Pode ser que você conheça o George Carlin. Eu não. Só por meio do artigo do Seinfeld, publicado em 2008 por ocasião da morte do primeiro, a quem o criador da melhor série que já vi chama de "brilhante", "um monstro" do humor. No artigo, Seinfeld diz que ele próprio e todos os comediantes que conhece, ao criar algum número ou piada, tiveram sempre que ouvir: "Carlin já fez isso".

Dilma terá que ouvir: "Lula já fez isso" ou "Lula não fez isso" ou "Lula não faria ou faria dessa ou daquela forma".

O peso e a importância de Lula na história recente do Brasil e a popularidade com que deixou a Presidência o manterão como referência para qualquer outro presidente.

No caso dos analistas, tem predominado a leitura de que, se Dilma faz algo diferente de Lula, está dando "bons sinais". Se o repete, está errando. No primeiro caso, enfatiza-se sua discrição; no segundo, critica-se a política do salário mínimo. A toada deverá seguir sendo essa.

Já a presidenta poderá se complicar se vir as coisas dessa forma -se ficar se cobrando sempre se deve ou não deve fazer o que Lula fez.

Virará ela a fantasma, ausente, penada. Lula assumirá a cena, de pé no palco, vivo e comandando a plateia. Se, diferentemente disso, fizer de Lula a referência para que, como diz Seinfeld de Carlin, seu "brilhantismo gere dezenas de grandes comediantes", uma vez que todos estes tiveram que usar as criações de Carlin para lapidar, inventar, transformar e também repetir sem perder a identidade -então Dilma terá assumido seu lugar.
Como Seinfeld. 

Um fecho original para este texto seria dizer que é tal o peso de Lula que, por mais bem-sucedido que seja o governo de Dilma, quando ele terminar e ela for para casa, com, sei lá, 80% de popularidade, elegendo seu sucessor, terá ainda que ouvir: "Lula já fez isso". Mas não é. Seinfeld já fez isso no artigo dele.

LUIZ GUILHERME PIVA é diretor da LCA Consultores. Publicou "Ladrilhadores e Semeadores" (ed. 34) e "A Miséria da Economia e da Política" (Manole).

Nietzsche

Documentario sobre Nietzsche da TV Cultura com Viviane Mosé

Nietzsche - watch more funny videos

sábado, 29 de janeiro de 2011

Fim do DDD para regiões metropoli- tanas beneficiará 68 milhões de usuários

Medida começa a valer dentro de quatro meses e permitirá a realização de chamadas telefônicas a custo de ligação local em 560 municípios

Moradores de 39 regiões metropolitanas e três regiões economicamente integradas deixarão de pagar tarifas de ligações interurbanas para se comunicar com municípios vizinhos de mesmo DDD (discagem direta à distância). A medida beneficiará direta ou indiretamente até 68 milhões de pessoas em cerca de 560 municípios.

As operadoras de telefonia terão 120 dias, a partir desta quinta-feira (27), para se adequar ao novo regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que trata do serviço de telefonia fixa em áreas locais. A portaria que amplia o conceito de áreas metropolitanas e de regiões integradas de Desenvolvimento (Ride) foi publicada no Diário Oficial da União.

A nova configuração permitirá a realização de chamadas telefônicas a custo de ligação local entre todos os municípios de uma mesma região metropolitana ou de região integrada de desenvolvimento que contenham continuidade geográfica e o mesmo código nacional de área (DDD).

O novo regulamento também estabelece que as novas situações que se enquadrem na definição de Áreas com Continuidade Urbana serão revistas anualmente. As revisões de configuração da área local resultante da criação ou da alteração de regiões metropolitanas ou de Rides ocorrerão junto com as revisões quinquenais dos Contratos de Concessão.

O filho-da-putismo em alta

Como é de conhecimento até do mundo vegetal o elemento Luciano Huck aproveitou a tragédia nas serras do Rio para encher o rabo de dinheiro. O semanário dos Homens Bons, sempre atento, chamou esse gesto  de BOM-MOCISMO. Imaginem o que seria preciso para chamar alguém de filho da puta se esse sujeito é um bom-moço...
Capa corrigida do manual do fascista iletrado
Inspirado pelo sempre atento @Humamad

Doutor Lula

Lula recebe título de doutor da UFV

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na noite desta sexta-feira (28), o título de doutor honoris causa na Universidade Federal de Viçosa (UFV).

O Conselho Superior da UFV decidiu agraciar o ex-presidente pela “permanente luta em defesa das causas sociais brasileiras”. Em seu primeiro discurso desde a posse de Dilma Rousseff, Lula disse que o título era o quarto diploma que recebia em sua vida, contando a conclusão do primário, o curso de torneiro mecânico pelo Senai e a diplomação como presidente da República.

“Quando olharem para mim com desdém porque eu não tenho diploma universitário, vou mostrar esta foto que tirei vestido como doutor honoris causa”, afirmou. Lula criticou seus antecessores, ao citar o “abandono” do ensino no País, a “lógica excludente desastrada do passado” e a “negligência com a formação profissional”. O ex-presidente declarou ter certeza de que Dilma consolidará o trabalho feito ao longo dos últimos oito anos e promoverá “novos e significativos avanços”.

A série de homenagens para Lula continua hoje (29), com a cerimônia de entrega de uma comenda pela prefeitura de Ubá.

Siberian Khatru

Dia desses li uma entrevista do Steve Howe e quando perguntado sobre o significado de Siberian Khatru o mesmo afirmou não saber do que se trata. Se um dos autores da música não sabe do que fala a letra por que eu saberia?

'Nazistas' denunciam intolerância 'judaica'

Manifestação do MRSP
Grupo denuncia "preconceito contra paulistas" na Decradi
Ana Cláudia Barros

Arrefecida após mais de dois meses, a polêmica provocada pelas declarações da estudante de Direito Mayara Petruso contra nordestinos deve ganhar novo fôlego. Integrantes do Movimento República de São Paulo (MRSP) encaminharam, na quarta-feira (26), à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), uma espécie de "dossiê", reunindo o que chamam de provas da "discriminação a paulistas".

O material, que contém 60 páginas, foi todo pinçado da internet (boa parte caputrada de redes sociais, como Twitter e Orkut) e apresenta, segundo o ex-líder do movimento e atual coordenador do MRSP no interior, Paulo Roberto Silva "Bartollo", demonstrações de "incitação ao ódio e ao preconceito".

- Queremos apenas que se cumpram os princípios constitucionais da isonomia, segundo os quais todos são iguais em direitos e deveres, sem distinção. Entendemos que todos devem tomar o mesmo remédio - afirma, aludindo à notícia-crime apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Pernambuco (OAB-PE) contra Mayara e outros que divulgaram na internet mensagens de preconceito contra nordestinos.

Bartollo nega que haveria na iniciativa contornos de revanchismo e sustenta - ou tenta - que paulistas, assim como nordestinos, também são alvo de manifestações de ódio.

- A delegacia acolheu todo o material. Algumas das provas que levantamos, algumas comunidades de redes sociais já estavam sendo investigadas pela Decradi. o arquivo de 60 páginas ficou com eles e será anexado aos autos de um inquérito que já está em andamento. A gente quer mostrar o outro lado da moeda. Nós, do movimento, nos prontificamos a ajudar nas apurações, tentando identificar os culpados, inclusive, nos casos de discriminação contra nordestinos. A lei deve ser para todos. Vamos fazer um acompanhamento dos trabalhos da polícia e mostrar pelo Twitter.

Além do material, foi entregue uma petição, pedindo a punição de um comerciante de Diadema, que, durante entrevista à imprensa, declarou dar preferência a nordestinos na hora de contratar funcionários.

Na avaliação de Bartollo, está caracterizada a "discriminação contra cidadãos de outras regiões". Para ele, o comerciante deve responder pelo crime de racismo.

"O caso será encaminhado à delegacia daquela cidade para que o delegado instaure inquérito, se ele achar por bem", afirma, acrescentando que usou a Constituição Federal e as leis 9.459/97 (sobre crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor) e 7.716/89 (Negar ou obstar emprego em empresa privada) para embasar a denúncia.

De acordo com o coordenador do MRSP, junto com o "relatório", foi apresentada uma lista, com cerca de 300 assinaturas de pessoas apoiando a iniciativa.

- Muitas das provas obtivemos graças à colaboração de internautas. O material foi reunido durante um mês e meio - diz, enfatizando que o MRSP já conta com mais de 2 mil simpatizantes.

Soberania brasileira contra farsa política

Dalmo Dallari
O verdadeiro objetivo da carta é desviar a atenção das manobras imorais do primeiro-ministro

Jornais italianos divulgaram trechos de uma carta que o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, enviou à presidente brasileira Dilma Rousseff, propondo que esta modifique uma decisão rigorosamente legal do ex-presidente Lula, tomada com estrita observância das normas jurídicas nacionais e internacionais aplicáveis ao caso, alegando que tal decisão não foi do agrado dos italianos.

Imagine-se agora a presidenta brasileira escrevendo uma carta ao governo da Itália, propondo a mudança da decisão que manda tratar como criminosos os sem-teto por serem potencialmente perigosos, dizendo que tal decisão causou desilusão e amargura no Brasil, sobretudo entre os que lutam por justiça social e pelo respeito à dignidade de todos os seres humanos. Certamente haveria reações indignadas na Itália, por considerarem que tal proposta configurava uma interferência indevida na soberania italiana.

A verdadeira razão da carta do presidente italiano nada tem a ver com desilusão e amargura dos italianos, mas faz parte de uma tentativa de criar um fato político espetaculoso, que desvie a atenção do povo italiano das manobras imorais, ilegais e antidemocráticas que foram realizadas recentemente e continuam sendo elaboradas visando impedir que seja processado criminalmente o primeiro-ministro, Sílvio Berlusconi, pela prática de crimes financeiros, corrupção de testemunhas, compra de meninas pobres para a promoção de bacanais, crimes que já são do conhecimento público e que ameaçam a perda da maioria do governo do Parlamento.

A Itália adota o parlamentarismo, e a perda da maioria acarretará a queda do governo, com a perda dos privilégios e da garantia de impunidade não só de Berlusconi mas de todos os políticos e corruptos de várias espécies que integram o sistema liderado por Berlusconi.

Ainda de acordo com os jornais italianos, a carta do presidente Napolitano é patética e evidentemente demagógica, dizendo que a entrega de Cesare Battisti à Itália vai aliviar o sofrimento causado por todo o derramamento de sangue dos anos 70.

Na realidade, aquela época é conhecida como “anos de chumbo”, período em que ocorreram confrontos extremamente violentos, havendo mortos de várias facções, de direita e de esquerda. E segundo o presidente italiano a punição severa de Battisti, tomado como símbolo, daria alívio a todo o povo. Pode-se bem imaginar a espetacular encenação que seria feita e toda a violência que seria usada contra Battisti, para mostrar que, afinal, os mortos estavam sendo vingados. E com isso a crise política ficaria em plano secundário.

Para que não haja qualquer dúvida quanto à farsa, basta assinalar que, como noticia a imprensa italiana, na lamentável carta o presidente diz que Battisti foi condenado à pena de prisão perpétua por ter assassinado quatro pessoas. E hoje qualquer pessoa razoavelmente informada sobre o caso sabe que esses quatro assassinatos, que deram base à condenação, incluem a morte de duas pessoas, no mesmo dia e praticamente na mesma hora, tendo ocorrido um na cidade de Milão e outro em Veneza Mestre, locais que estão separados por uma distância de mais de trezentos quilômetros. Seria praticamente impossível a mesma pessoa cometer aqueles crimes, e isso não foi levado em conta no simulacro de julgamento de Battisti. Só alguém com algum tipo de comprometimento ou sob alguma forte influência poderá tomar conhecimento desses fatos e fingir que eles são irrelevantes para o direito e a justiça.

Por tudo isso, a lamentável carta do presidente Giorgio Napolitano, se realmente chegou a ser enviada, deve ser simplesmente ignorada, para que o Brasil não seja usado numa farsa política e para que não se dê qualquer possibilidade de interferência antijurídica e antiética nas decisões soberanas das autoridades brasileiras.

* Dalmo Dallari é professor e jurista

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Justiça do Paraná pede cancelamento de mamata de Alvaro Dias

Nada de novo no comportamento altamente ético do tucanalha e nem no domínio do idioma pela Folha: se a aposentadoria não for vitalícia não é aposentadoria. Ou é?
A Procuradoria-Geral do Estado do Paraná pediu nesta sexta-feira que a aposentadoria vitalícia (sic) de R$ 24 mil do ex-governador e senador Alvaro Dias (PSDB) seja cancelada.
O pedido foi encaminhado para a Secretaria de Estado da Administração e Previdência por meio de um parecer, que considerou que o pedido do ex-governador prescreveu após cinco anos do término do mandato.

Paula Tejano

Gemza, nesses intermináveis oito dias tive que fazer alguma para me divertir e, acreditem-me, mandei centenas de mensagens para um bando de retardados de ultra-direita assinando "Paula Tejano" e nenhum, eu disse nenhum, dos desqualificados viu nada de de estranho no nome. Na próxima vez que sumir o blog vou usar o nome "Oscar Aglio" ou "Tomás Turbano" para trolar os manés.

Se você acha que já viu tudo em matéria de imbecilidade é porque não conhece a "Resistência democrática" (sic).

Emerson, Lake & Palmer

Felas da puta

Oito dias fora ar. Obrigado, Google.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Por um Estado ateu

Walter Hupsel no Yahoo! Brasil

Ainda vivemos no século 19. Esta é a conclusão a que posso chegar quando, no primeiro respiro do novo governo, aparecem declarações de setores da Igreja Católica cobrando que a presidenta “explique melhor” o que pensa de assuntos caros à ordem eclesiástica, e o arcebispo primaz do Brasil dá um prazo de cem dias para Dilma “mostrar a que veio”. A título de provocação, poderíamos perguntar “se não, o que?”

Antes que alguém objete a minha colocação, dizendo que eles têm direto de falar em público, respondo que sim, eles têm direito. Entretanto, em se tratando de autoridades eclesiásticas, suas opiniões devem ser vistas como da instituição Igreja Católica, e não do fulano A ou B. Ou seja, nem bem começou o novo governo e a Igreja Católica já faz ameaças à presidenta, com a grande mídia dando repercussão ao caso.

A luta política se desenvolve em vários campos, em especial no simbólico e no semântico. Sempre se fala em Estado laico, que é aquele que não tem uma doutrina religiosa como norte. Este deveria estar longe da esfera religiosa, e vice-versa, respeitando todas as manifestações de fé e garantindo o tratamento isonômico.

Entretanto, como demonstram as matérias linkadas acima, o argumento vai sempre na direção que o Estado laico tem que absorver demandas de uma população, e que esta tem suas predileções e seus valores religiosos.

O risco, sempre alertado, é que uma democracia representativa se degenere na tirania da maioria. Os temas que incomodam os religiosos são postos embaixo do tapete, já que a maioria impõe sua agenda e seus valores, e os impõe a todos, independente de credo.

Se a maioria acha absurdo certos temas ou liberdades, teria ela o direito de vetá-los ao resto da população? Não, não tem este direito, por mais que representantes da Igreja Católica (e de outras) insistam. Respeitar o diferente não é apenas tolerá-lo e admitir sua existência. Implica, por exemplo, reconhecer o direito à existência pública, à diversidade de opiniões, e a aceitar que, em não compartilhando da sua visão de mundo, tem direito a uma vida que não a sua, com outros valores e atitudes.

Membros da Igreja Católica cobrarem da presidenta suas posições pessoais soa como chacota, mais ainda quando colocam isso como pré-condição para um diálogo. Também poderíamos perguntar: “Que dialogo e com quem”?

Para que haja diálogo, é necessária a predisposição das partes a ouvir a outra como igual e legítima e que exista a possibilidade de mudança de opinião. Que diálogo quer alguém que, presunçosamente, exige da presidenta que ela diga quais são os seus valores pessoais, as suas crenças? Há um reconhecimento do interlocutor? Ou mais importante, há a possibilidade de mudança de idéias e (pré)conceitos?

Só se for da presidenta, é isso que está implícito no tom do “ministro” da Igreja Católica. Do outro lado, a intenção parece ser a de saber “quem é a presidenta”, para que ela seja ou não coroada pelas autoridades eclesiásticas.

Por isso, digo que o Estado não pode ser laico, tem de ser ateu. Mais que uma mudança de palavra, é uma mudança de postura, uma luta no campo simbólico e no das idéias. O Estado ateu é aquele que deveria ter sido o laico, mas que nunca foi. Que respeita os credos e convicções pessoais, que os trata isonomicamente, mas que evita ao máximo que valores da esfera pessoal adentrem na esfera pública.

Isso implica retirar toda e qualquer menção a todo e qualquer deus dos documentos públicos. Implica, por exemplo, que não haja crucifixos nas repartições, nos tribunais, que a(s) igreja(s) legislem, regulem, punam apenas seus fiéis.

Do contrário, teremos uma espécie de teocracia social (não estatal), que faz com que o Brasil tenha uma das legislações mais atrasadas sobre aborto e casamento homossexual, entre outros temas que desagradam a maioria religiosa, mas que dizem respeito unicamente ao indivíduo. Nessa seara estamos atrás, por exemplo, do ultra-religioso Chile de Pinochet.

Só assim, com um Estado ateu, é que teríamos um Estado realmente laico, que aceita todas as cosmovisões, e não busca, por qualquer meio, decretar a sua. Muito menos cobra ou exige da autoridade civil seu posicionamento pessoal sobre temas “desagradáveis”, que alguns preferem ver embaixo do tapete, junto com aquela sujeira que também foi varrida para lá.

Haja Botox!

Alvaro Dias pede R$ 1,6 mi de aposentadoria retroativa de ex-governador do PR
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que foi governador do Paraná, solicitou ao governo do Estado o pagamento retroativo de cinco anos da aposentadoria de R$ 24,8 mil concedida a ex-governadores. Caso o pedido seja aprovado, o senador pode receber cerca de R$ 1,6 milhão.

Dias governou o Estado de 1987 a 1991 e recebe a aposentadoria desde outubro, quando finalmente solicitou o benefício. Desde 1999, ele ocupa uma vaga no Senado.

O pedido dos pagamentos retroativos foi feito na semana passada e, segundo o governo do Paraná, foi encaminhado para a Procuradoria-Geral do Estado para que seja analisado.

Caso o senador obtenha o retroativo que requeriu, receberá mais de R$ 1,6 milhão, equivalente a 65 pagamentos, já que a aposentadoria inclui um 13º salário.

Em 2006, quando foi reeleito para mais um mandato no Senado, Dias informou em sua declaração de bens possuir um patrimônio de mais de R$ 1,9 milhão, composto em sua maioria por imóveis.

Com cadeira no Senado até 2015, ele foi contemplado pelo reajuste salarial que elevou o salário de congressistas para R$ 26,7 mil.

Brasil se tornará sétima maior economia em 2011

Na edição especial “O mundo em 2011”, a revista semanal inglesa “The Economist”, projeta que o Brasil se tornará a sétima maior economia do planeta este ano, com Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 2 tri de dólares.

Em 2002, o PIB brasileiro era de US$ 450 bilhões, o que garantia a 12ª posição no ranking das maiores economias do planeta, atrás de países como Coréia do Sul, México, Espanha, Canadá e Itália. Nações que, de acordo com a publicação britânica, serão deixadas para trás em 2011 pela economia nacional.

Atualmente, o Brasil já é a oitava maior economia global e teve PIB acima de US$ 1,9 tri em 2010. Para que salte para a sétima posição, será necessário desbancar a economia italiana, que nunca antes foi menor do que a brasileira. É é isso que acontecerá nos próximos 11 meses, segundo os analistas ingleses. Para eles, o PIB italiano não deve passar de R$ 1,8 tri neste período. Confira:

Ranking The Economist das maiores economias em 2011

1. Estados Unidos – US$ 14,996 tri
2. China – US$ 6,460 tri
3. Japão – US$ 5,621 tri
4. Alemanha – US$ 3,127 tri
5. França – US$ 2,490 tri
6. Reino Unido – US$ 2,403 tri
7. Brasil – US$ 2,052 tri
8. Itália – US$ 1,888 tri
9. Índia – US$ 1,832 tri
10. Rússia – US$ 1,737 tri
11. Canadá – US$ 1,616 tri
12. Espanha – US$ 1,337 tri
13. Austrália – US$ 1,190 tri
14. México – US$ 1,119 tri
15. Coreia do Sul – US$ 1,094 tri

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, prevê que, uma vez que está em rápido desenvolvimento, o Brasil pode ser a quarta economia mundial em 2050, perdendo apenas para Índia (3ª), Estados Unidos (2ª) e China (1ª).

Fonte: Brasília Confidencial

'O Globo' conquista Prêmio Goebbels

Economia chinesa cresce 10,3% em 2010

A economia chinesa cresceu 10,3% em 2010, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.

A aceleração foi maior do que era previsto e representa uma alta em relação ao número de 2009, quando foi registrado um crescimento de 9,2%.

O Produto Interno Bruto (PIB) chinês chegou à marca dos 39,8 trilhões de yuans (R$ 10 trilhões) no ano passado.

Os números para o quarto trimestre também contrariaram expectativas de queda no ritmo de crescimento, com uma alta de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o terceiro trimestre havia registrado 9,6%, o segundo, 10,3% e o primeiro, 11,9%.

"No ano passado, a China consolidou e impulsionou sua recuperação da crise financeira global e a economia nacional está operando bem, de forma geral", disse Ma Jiantang, diretor do Instituto Nacional de Estatística, durante uma entrevista coletiva.

"O país está em um momento chave para transformar recuperação em crescimento estável", afirmou ele.

Ana Vidovic toca Bach

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Home of the brave

A sociedade do herói solitário
Luiz Gonzaga Belluzzo
CartaCapital

Há, nos Estados Unidos, um culto à violência e não é difícil perceber as razões. Ao vingador tudo é permitido. Até matar inocentes

De tempos em tempos, os americanos são abalados por uma tragédia devastadora, como a que aconteceu recentemente no Arizona. Jared Lee Laughner disparou contra um grupo de pessoas que se reuniam em torno da deputada federal Gabrielle Giffords.

Esses massacres coletivos fazem parte da vida social nos Estados Unidos. Homens crédulos, de boa-fé, talvez fossem surpreendidos pela ausência, na mídia de todos os cantos, de textos que tenham registrado a persistência de um padrão tipicamente americano de resolução de conflitos pessoais e políticos. Entre tantos episódios da mesma natureza no jornalismo dito investigativo, poderia relembrar que, há poucos anos, no Arkansas, dois meninos, armados e paramentados como se fossem participar de uma operação de guerra, atiraram e mataram alunos e professores da escola onde estudavam. Se massacres como esse tivessem ocorrido apenas uma vez, já seria caso de a sociedade americana ficar com a pulga atrás da orelha.

As matanças no atacado repetem-se com tal frequência e regularidade que não haveria surpresa se um americano, em vez do minúsculo inseto, encontrasse um elefante passeando atrás de seus ouvidos. É fácil descobrir que certa “cultura da violência” é instilada nos lares pelos meios de comunicação. A dita cultura da violência, disseminada, de fato, pelos âncoras e comentaristas radicais da Fox News, não é produzida nos bastidores das emissoras de televisão ou nas redações dos jornais. Ela é gestada no interior da sociedade americana.

Há, nos EUA, um culto à violência e não é difícil perceber as razões. Suas origens estão na concepção peculiar do povo sobre algumas questões cruciais. A liberdade individual, por exemplo, está acima das conveniências sociais. Quantas vezes o cinema e a literatura americanos não celebraram a figura do cavaleiro solitário, aquele indivíduo dotado de uma coragem e um senso de justiça extraordinários, destinado a impor a ordem e a moralidade à sociedade corrupta e às instituições ineficazes. Nos filmes de faroeste, quase sem exceção, a moral da história era esta: o xerife é covarde, os juízes são corruptos e os bandidos, audazes. Se a coisa é assim, nada mais resta ao homem de bem senão executar, pelas próprias mãos, os ditames da moral e da justiça, inscritos na ordem natural, e, portanto, carregados na alma, desde o útero materno, pelos indivíduos.

Isso significa que o indivíduo é naturalmente bom, capaz de discernir entre o justo e o injusto, o certo e o errado. A sociedade e as instituições, pelo contrário, são corruptas e corruptoras. Não são outros os fundamentos da ideologia do Tea Party. Para esse aglomerado de gente desinformada, de baixo nível cultural e convencida da excepcionalidade americana, os compromissos típicos da democracia que afirmam defender são obstáculos para a realização da “verdadeira justiça”, aquela que está, desde a concepção, no coração dos homens. As instituições da sociedade, sobretudo o Estado, com suas instâncias de controle, suas leis ambíguas e seus métodos de punição insuficientemente rigorosos, vão transformando a Justiça numa farsa, num procedimento burocrático e ineficaz.

Não por acaso, são tão bem esculpidas as figuras do xerife ou do policial que se desembaraça das limitações dessas instituições corruptas e corruptoras para se dedicar à limpeza da cidade. A sociedade está suja, contaminada pelo vírus da tolerância. Só o herói solitário pode salvá-la, consultando sua consciência, recuperando, portanto, a força da moral “natural”, aquela que Deus infunde no coração de cada homem.

O herói solitário, ao contrário do comum dos mortais, não permite que a pátina de compromissos e tolerância, acumulada pela vida social, encubra a lei moral inscrita na alma humana.

A crise econômica e as hesitações de Obama e dos democratas lançaram os desempregados, os semiempregados, os desesperados e desesperançosos de todo gênero nos braços dos apoiadores de Sarah Palin, cuja retorica é, sim, digna de Goebbels se, por acaso, ele tivesse sido vitimado por uma atrofia mental. Os grupos patrióticos estão armados não só de pistolas e metralhadoras, mas dos métodos e convicções do assim chamado fascismo participativo, a ideologia agressiva da extrema-direita americana hoje. Não foi Sarah Palin e sua retórica agressiva que deram origem ao Tea Party. Muito ao contrário, foram as condições sociais e econômicas dos últimos anos que engrossaram as hostes dessa caricatura do individualismo intolerante.

Ao vingador tudo é permitido. Até mesmo matar inocentes. Aliás, não há inocentes, porque os complacentes com o Estado corrupto são igualmente corruptos.

Estadão prova que Dilma é comunista

Em pleno Palácio da Alvorada!

Ainda dá tempo de mudar, Dilma!

Depois de longo e belo verão voltei a colocar minha máscara anti-fascismo e fui dar uma lida no produto das mentes dos degenerados que leem o Estadão. Se os colunistas do Estadão parecem versões pioradas de Goebbels, os leitores parecem ter acabado de chegar da Europa dos anos 40 pelo "Caminho dos ratos" ou do hospício pelo descaso dos funcionários. Incrível, fantástica e extraordinariamente estão mais elogiando que criticando a nossa presidenta! Que teria feito de errado a presidenta para merecer elogios dos fanáticos iletrados que escrevem para essa cloaca? Seja o que for, o governo mal começou, presidenta. Ainda há tempo para corrigir esses erros trágicos!
"Alvíssaras" a puta que os pariu, seus malucos

Quem é que vai empacotar nossas compras?

Antonio Prata em Crônicas e Outras Milongas

O aeroporto tá parecendo rodoviária

O FUNCIONÁRIO do supermercado empacota minhas compras. A freguesa se aproxima com sua cesta e pergunta: "Oi, rapazinho, onde fica a farinha de mandioca?". "Ali, senhora, corredor 3." "Obrigada." "Disponha."

A cena seria trivial, não fosse um pequeno detalhe: o "rapazinho" já passava dos quarenta. Teria a mulher uma particularíssima disfunção neurológica, chamada, digamos etariofasia aguda? Mostra-se a ela uma imagem do Papai Noel e outra do Neymar, pergunta-se: "Quem é o mais velho?", ela hesita, seu indicador vai e vem entre as duas fotos, como um limpador de para-brisa e... Não consegue responder.

Infelizmente, não me parece que a mulher sofresse de uma doença rara. Pelo contrário. A infantilização dos pobres e outros grupos socialmente desvalorizados é recurso antigo, que funciona naturalizando a inferioridade de quem está por baixo e, de quebra, ainda atenua a culpa de quem tá por cima.

Afinal, se fulano é apenas um "rapazinho", faz sentido que ele nos sirva, nos obedeça e, em última instância, submeta-se à tutela de seus senhores, de suas senhoras.

Nos EUA, até a metade do século passado, os brancos chamavam os negros de "boys". Em resposta, surgiu o "man", com o qual os negros passaram a tratar-se uns aos outros, para afirmarem sua integridade.

No Brasil, na segunda década do século XXI, o expediente persiste.

Faz sentido. Em primeiro lugar, porque persiste a desigualdade, mas também porque todo recurso que escamoteie os conflitos encontra por aqui solo fértil; combina com nosso sonso ufanismo: neste país, todo mundo se ama, não?

Pensando nisso, enquanto pagava minhas compras, já começando a ficar com raiva da mulher, imaginei como chamaria o funcionário do supermercado, se estivesse no lugar dela. Então, me vi dizendo: "Ei, "amigo", você sabe onde fica a farinha de mandioca?", e percebi que, pela via oposta, havia caído na mesma arapuca.

Em vez de reafirmar a diferença, reduzindo-o ao status de criança, tentaria anulá-la, promovendo-o ao patamar da amizade. Mas, como nunca havíamos nos visto antes, a máscara cairia, revelando o que eu tentava ocultar: a distância entre quem empurra o carrinho e quem empacota as compras.

"Rapazinho" e "amigo" -ou "chefe", "meu rei", "brother", "queridão"- são dois lados da mesma moeda: a incapacidade de ver, naquele que me serve, um cidadão, um igual.

Não é de se admirar que, nesta sociedade ainda marcada pela mentalidade escravocrata, haja uma onda de preconceito com o alargamento da classe C, que tornou-se explícito nas manifestações de ódio aos nordestinos, via Twitter e Facebook, no fim do ano passado.

Mas o bordão que melhor exemplifica o susto e o desprezo da classe A pelos pobres, ou ex-pobres que agora têm dinheiro para frequentar certos ambientes antes fechados a eles, é: "Credo, esse aeroporto tá parecendo uma rodoviária!". De tão repetido, tem tudo para se tornar o "Você sabe com quem está falando?!" do início do século XXI. Se o Brasil continuar crescendo e distribuindo renda, os rapazinhos, que horror!, ganharão cada vez mais espaço e a coisa só deve piorar. É preocupante. Nesse ritmo, num futuro próximo, quem é que vai empacotar nossas compras?

@antonioprata

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Como a mídia descobriu que a Tunísia era uma ditadura

Quando eu ingressei como redator na editoria de assuntos internacionais da Folha de S.Paulo, um colega veterano me ensinou como se fazia para definir quais, entre as centenas de notícias que recebíamos diariamente, seriam merecedoras de destaque no jornal do dia seguinte. "É só olhar os telegramas das agências e ver o que elas acham mais importante", sentenciou.

Por Igor Fuser*, no Brasil de Fato

Pragmático, ele adotava esse método como um meio seguro de evitar que o noticiário da Folha destoasse dos jornais concorrentes, os quais, por sua vez, se comportavam do mesmo modo. Na realidade, portanto, quem pautava a cobertura internacional da imprensa brasileira era um restrito grupo de três agência noticiosas — Reuters, Associated Press e United Press International, todas afinadíssimas com as prioridades geopolíticas dos Estados Unidos.

Passadas mais de duas décadas, a cobertura internacional da mídia brasileira ainda se orienta por diretrizes estrangeiras. A única diferença é que agora as agências enfrentam a competição de outros fornecedores de informação, como a CNN e os serviços de empresas como a BBC e o New York Times, oferecidos pela internet. Mas o conteúdo é o mesmo. O resultado é que as informações internacionais que circulam pelo planeta, reproduzidas com mínimas variações em todos os continentes, são quase sempre aquelas que correspondem aos interesses de Washingon.

Quem confia nessa agenda está condenado uma visão parcial e distorcida, uma ignorância que só se revela quando ocorrem "surpresas" como a rebelião popular que derrubou o governo da Tunísia. De repente, o mundo tomou conhecimento de que a Tunísia — um país totalmente integrado à ordem neoliberal e um dos destinos favoritos dos turistas europeus — era governada há 23 anos por um ditador corrupto, odiado pelo seu povo. Como é que ninguém sabia disso?

A mídia silenciou sobre o despotismo na Tunísia porque se tratava de um regime servil aos interesses políticos e econômicos dos EUA. O ditador Ben Ali nunca foi repreendido por violações aos direitos humanos e, mesmo quando ordenou que suas forças repressivas abrissem fogo contra manifestantes desarmados, matando dezenas de jovens, o presidente estadunidense Barack Obama e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, permaneceram em silêncio. Não abriram a boca nem mesmo para tentar conter o massacre. Só se manifestaram depois que Ben Ali fugiu do país, como um rato, carregando na bagagem mais de uma tonelada de ouro.

O caso da Tunísia não é o único na região. No vizinho Egito, outro regime vassalo dos EUA, Hosni Mubarak governa ditatorialmente desde 1981. Suas prisões estão lotadas de opositores políticos e as eleições ocorrem em meio à fraude e à violência, o que garante ao governo quase todas as cadeiras parlamentares. Mas o que importa, para o "Ocidente", é o apoio da ditadura egípcia às posições estadunidenses no Oriente Médio, em especial sua conivência com o expansionismo israelense.

Por isso, a ausência de democracia em países como a Tunísia e o Egito nunca recebe a atenção da mídia convencional, ao contrário da condenação sistemática de regimes autoritários não-alinhados com os EUA, como o Irã e o Zimbábue. É sempre assim: dois pesos, duas medidas.

* Igor Fuser é jornalista, doutorando em Ciência Política na USP, professor na Faculdade Cásper Líbero e membro do Conselho Editorial do Brasil de Fato

Esquerdopata quase bate com as dez

Gemza, eu já vi e senti chuvas muito mais fortes que essa, mas vento igual nem em pesadelo. Tivesse o vendaval durado mais uns minutos e minha casa, tão nova que nem pronta está, teria ido para o chapéu. Tivesse se seguido uma chuva proporcional ao vento e não estaria aqui escrevendo essas mal digitadas linhas.

Brasil criou 15 milhões de vagas na era Lula

Criação de empregos formais bate recorde em 2010

Esse é o melhor resultado desde 1992 quando teve início a série histórica do Caged. O recorde anterior havia sido registrado em 2007. Naquele ano, o saldo de postos de trabalho formais atingiu 1.617.392.

Entre 2003 e 2010, durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram criados cerca de 15 milhões de empregos no Brasil.

O desempenho no ano superou a meta estabelecida pelo ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi, em maio de 2010. Na véspera das comemorações do Dia do Trabalho, Lupi havia divulgado a ampliação da meta de geração de empregos com carteira assinada no País de 2 milhões para 2,5 milhões para o ano passado, após os sucessivos resultados recordes registrados pelo Caged até aquele momento.

O melhor resultado mensal da história no mercado de trabalho foi registrado em junho de 2008, quando o saldo líquido de empregos atingiu 309.442 postos formais no Brasil.

Bill Clements toca baixo...

...com uma mão.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A fórmula Alckmin

Carta Maior
'FAZER MAIS COM MENOS'
ESQUEMA DE ALCKMIN EM PINDAMONHANGABA MISTURA CADÁVERES E MERENDA ESCOLAR

Parece manchete de jornal sensacionalista, mas é a mórbida realidade dos serviços municipais na Prefeitura de Pindamonhangaba (SP). A prática de utilizar um mesmo veículo para entregar panelas de merenda escolar, de dia, e transportar cadáveres, à noite, é a ponta de uma rede de conveniências cujos fios se interligam ao governador Geraldo Alckmin através de sua sobrinha, vice-prefeita da cidade, e de seu cunhado & familiares da esposa, dona Lu Alckmin, acusados de operar um esquema de merenda em 20 municípios dos estados do Rio, São Paulo e Espírito Santo. A linha de frente do empreendimento é a Verdurama, empresa de lubrificação de licitações municipais com o pagamento regular de propina às prefeituras e secretarias de educação. À robusta receita de superlucros à base de subnutrientes adicionou-se em Pinda o controle do serviço funerário local, com terceirização do transporte de defuntos a cargo de coligada da Verdurama. O Estadão desta 2º feira traz o depoimento de um ex-agente funerário que dá os detalhes da maximização de uso dos fatores. 

Colunistas da página 2 da Folha, indignados com a emissão de passaportes especiais a membros da família do ex-presidente Lula, certamente não pouparão o verbo idôneo diante deste, digamos assim, 'arranjo' tão a gosto do modo de gestão tucano, que consiste em 'fazer mais com menos', não importa a que custo social.

(Carta Maior; 2º-feira, 17/01/2011)

Nova Friburgo antes e depois

Veja a Praça do Suspiro, em Nova Friburgo, antes e depois da chuva, arrastando a seta à esquerda da foto


Emprestado do Terra

Profunda análise d'O Globo de Ouro

Pelo que li hoje "A rede social" venceu o prêmio na categoria "Filme dramático". Filme dramático! Realmente foi um drama assistir parte da vida de um nerd psicopata que fundou uma grande porcaria e ficou bilionário. O grande "drama" do filme foi saber se os gêmeos iam ou não meter a mão em parte da fortuna do ser bidimensional Zuckerberg. Por que um sujeito que cria um Orkut com novo nome é tratado como gênio é um mistério indecifrável.

Já o excelente "Inception" não ganhou nem boa noite...

Grécia volta ao "terceiro mundo"

domingo, 16 de janeiro de 2011

Até os bandidos têm ética, só a Globo não tem

O fundo do poço
Crônicas do Motta

De todas as sordidezas perpetradas pela imprensa nacional nos últimos tempos como arma (pouquíssimo eficiente, é verdade) para fustigar o governo Lula, acho que nenhuma excede o que a Rede Globo de Televisão fez, outro dia, no outrora onipresente Jornal Nacional: editar um trecho da primeira reunião ministerial em que a presidente Dilma e auxiliares aparecem rindo, descontraídos, como se fosse essa a reação do grupo à calamidade que se abateu sobre o Rio.

Vi as imagens na internet, pois há muitos anos desisti de qualquer contato com o JN, assim como evito ficar perto de outras pestilências que se travestem de jornalismo para infectar os incautos.

Deu nojo.

A edição é de um nível tão grande de canalhice que dificilmente o pessoal da Globo conseguirá se superar - pelo menos a médio prazo.

O que me intriga, ao presenciar um ato de tal escrotidão, é saber o que realmente pretendem as pessoas responsáveis por ele.

Será que realmente pensam que, fazendo isso, vão levar os telespectadores a julgar que a presidente Dilma e seus ministros são um bando de cretinos insensíveis que vieram ao mundo para gargalhar das tragédias, zombar dos pobres coitados que perderam tudo - família, amigos, casas, carros, os seus bens -, e isso em frente das câmeras das emissoras de TV, para que todos vejam o quanto de desumanidade e crueldade existe neles?

Todo mundo sabe que a Globo e vários outros órgãos de comunicação do país ainda não digeriram a derrota do seu candidato à Presidência. Apostaram alto nele e ele perdeu - e Lula ganhou, conseguiu fazer de Dilma a sua sucessora.

Todos sabem que essa imprensa age como um partido político, no vácuo de uma oposição que vaga sem rumo há muitos anos, pretendendo que o Brasil retome o caminho "luminoso" da cartilha neoliberal - essa mesmo que atrasou o desenvolvimento do país em décadas e fez as principais economias globais derreterem como gelo exposto ao sol do meio dia.

É uma guerra que foi decretada.

Todos sabem, porém, que até a guerra, a mais pérfida das criações humanas, tem uma ética.

Todos sabem, menos, ao que parece, a TV Globo.

Midiatrix Revelations

Longe dos olhos

Blog do Mello
Classe mérdia tem uma solução para tudo: 'Basta tirá-los dali'

Mendigos nas ruas? - Basta tirá-los dali. Menores consumindo crack? - Basta tirá-los dali. Prostitutas na calçada? - Basta tirá-las dali. Excesso de carros nas ruas? - Basta tirá-los dali. Sem terra invadindo terras improdutivas? - Basta tirá-los dali. Sem teto invadindo prédios desocupados? - Basta tirá-los dali. Moradores em áreas de risco? - Basta tirá-los dali. Favelas? - Basta tirá-los dali.

E colocar onde?

Isso não querem saber: acham que políticos foram eleitos para isso. Querem que eles façam o serviço sujo.

Os últimos acontecimentos no Rio e em SP mostram que à direita e à esquerda muitos querem a solução simplista da classe mérdia: - Basta tirá-los dali. Mesmo que para isso seja necessário chamar a polícia.

Ou seja: mendigos, sem-teto, sem terra, prostitutas, drogados, todos são caso de polícia.

Não são não. Polícia é para quem precisa de polícia. Eles precisam é de política com P maiúsculo: política social, inclusão. Cidadania. Não temos que tirá-los dali. Temos que incluí-los aqui.

Somos humanos; isso, em suma, é o que somos.

A grande questão

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Porque me ufano de minha presidenta!

Dilma mostra a sua cara na hora da tragédia e estabelece novo padrão de comportamento do poder público!
Blog da Hildegard Angel

Porque me ufano de minha presidenta Dilma Rousseff! Leio no jornal que, quando a presidenta Dilma, no primeiro momento da catástrofe, resolveu vir pessoalmente à Região Serrana do Rio conferir a tragédia, uma turma de "assessores" do Planalto tentou dissuadi-la a vir, "porque o governo não teria o que apresentar para enfrentar o drama das chuvas". Leia-se nas entrelinhas desses insensíveis macLuhans de improviso, "para não se expor e não ter a imagem associada a este momento ruim". Devem ter sido os mesmos assessores que impediram o presidente Lula de vir a público, no primeiro momento da tragédia do acidente da Tam, fazendo-o se representar por um porta-voz. Na ocasião, isso me causou tamanho desconforto e estranheza, dado sobretudo ao conhecido temperamento sentimental e solidário do presidente, que sentei-me diante do laptop e desabafei num artigo duro, severo, condenando-o por sua ausência naquela hora em que escutá-lo e sentir sua dor junto à de seu povo eram o mais importante. Acho que Lula não gostou, pois, de lá pra cá, passou a me olhar com um jeito atravessado, mesmo sabendo que tinha e tem em mim uma grande admiradora na mídia. Fiquei bem triste, até desolada, mas aprendi que o jornalista que ousa ser sincero tem um preço alto a pagar. Por isso, meu júbilo imenso ao saber que a presidenta Dilma não se acanhou diante dos palpites dos que aparentemente tentavam "preservá-la", mas que de maneira concreta a estariam expondo a um possível julgamento equivocado da população. Esses mesmos maus conselheiros grassam por todo o país, cochichando palpites errados aos ouvidos de governadores e prefeitos, que raramente se mostram quando a notícia é ruim. Mandam em seus lugares o vice, o secretário, o assessor. Nossa presidenta Dilma, ao contrário, mostrou a cara e, não só isso, também se eximiu de culpar estado ou município. Assumiu a responsabilidade do governo federal por não ter atuado a contento nos setores de saneamento e habitação, e chamou a si, ao seu governo, a tarefa de fazer isso. Dilma estabelecia, naquele momento, um novo padrão, que esperamos nosso poder público como um todo doravante siga...

Divulgada foto oficial da presidenta

Blog do Planalto

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República apresentou hoje a foto oficial da presidenta Dilma Rousseff. O material foi produzido no dia 9 de janeiro pelo fotógrafo oficial da Presidência da República, Roberto Stuckert Filho.

A sessão de fotos durou uma hora e meia e ocorreu no Palácio da Alvorada. A própria presidenta Dilma Rousseff fez a escolha final da foto que será afixada em prédios e salas da administração federal.

Quadrilha tucana esvazia cofres gaúchos

O governo de Tarso Genro (PT) acusou sua antecessora, Yeda Crusius (PSDB), de ter "zerado" o caixa do Rio Grande do Sul e legado ao sucessor contas de R$ 1 bilhão a serem quitadas em curto prazo sem que exista lastro financeiro para esses pagamentos.

O balanço das finanças gaúchas foi apresentado ontem pelo secretário da Fazenda, Odir Tonollier, e questiona a principal bandeira política da gestão tucana: equilíbrio das contas públicas e fim do deficit orçamentário.

"No dia 3 de janeiro, o nosso saldo era zero. As contas bancárias do Estado somavam zero. É o que nós recebemos. Não temos nada de recursos no caixa para começar", disse ele.

Indagado sobre o número redondo, Tonollier enfatizou: "Zero de saldo de caixa. Não é força de expressão".

Segundo ele, o R$ 1 bilhão herdado da gestão anterior é para ser pago a fornecedores.

A chuva não tem culpa

Foto: Marino Azevedo/ AFP
A culpa é do homem
CartaCapital
Mais de 500 mortes já foram registradas no Rio neste verão, e não há como responsabilizar a natureza
Desde o início dos tempos é verão nos trópicos. A estação iniciada no dia 21 de dezembro trouxe as chuvas que, marcadamente, são fortes nas primeiras semanas do ano. A novidade nessa roda natural do tempo é que a partir da ocupação desordenada das serras e das planícies nas regiões metropolitanas o temporal desse período tem provocado mortes. Hecatombes.

Tem chovido bastante na Região Sudeste. A chuva já castigou São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. No Rio de Janeiro, no entanto, a situação é quase sempre mais dolorosa. A gravidade nunca havia alcançado a dimensão de agora nas primeiras 48 horas de temporal nos dias 11 e 12 sobre a região serrana do estado, castigadas mais seriamente as cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Foram contadas 495 mortes, até o início da noite de quinta-feira, 13. Há milhares de desabrigados. O cenário é de destruição.

Não há como culpar a natureza. O País está diante de crimes cometidos pelos homens. Há uma irresponsabilidade contínua dos prefeitos de cada uma dessas cidades. Alguns por fazerem vista grossa para as ocupações desordenadas. Outros, por incentivar as moradias nas encostas. Os sucessores não fiscalizaram os antecessores, seja por camaradagem partidária, seja pela omissão provocada pela avidez de se manterem no poder a qualquer preço. E o preço é esse que se vê ao longo dos anos.

Naturalmente, a população pobre é a principal vítima desse comportamento criminoso. Vez por outra, como agora, os mais abastados tornam-se vítimas também. Mas, em regra, não são vítimas fatais. É o caso de dois filhos do saxofonista George Israel, da banda Kid Abelha, que passavam as férias em Teresópolis. A água ilhou a casa onde estavam e o pai pôde resgatá-los de helicóptero. Felizmente, somente um grande susto.

Diferente o destino do pedreiro Juacirde Ponte Rabelo, de 65 anos. Ele descreveu para o jornal O Globo um dos momentos do temporal que destruiu a casa onde vivia: “A correnteza era forte e carregava tudo o que havia no caminho. Para não ser levado tive de fazer um buraco no teto e subir no telhado com o meu irmão”. Infelizmente, não havia helicóptero para resgatá-los.

No jogo do acaso, a tragédia maior atingiu a estilista Daniela Conolly e sete parentes dela. Todos morreram afogados enquanto dormiam, hospedados em sítio alugado de um membro da tradicional família Gouveia Vieira, no fascinante Vale do Cuiabá. “É desesperador”, lamentou o vice-governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, na ausência do governador Sérgio Cabral, que, com a família, voltou ao Rio rapidamente, encerrando as férias no exterior.

Pezão sobrevoou a região e constatou: “É pior do que Angra dos Reis no ano passado”. O temor é o de que no ano que vem a situação seja ainda pior, a considerar que a sequência histórica tem sido assim.

A presidenta Dilma Rousseff conversou com Cabral por telefone, também sobrevoou a área atingida e visitou um desses locais. E -liberou imediatamente um repasse de 780 milhões de reais para socorrer as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Diante da dimensão do que ocorreu no Rio, as chuvas em São Paulo, embora com consequências lamentáveis, foram gotas caídas do céu. São situações essencialmente diferentes.

O temporal na capital paulista também aconteceu na noite do dia 11 para o dia 12. Durou cerca de quatro horas. Houve 127 pontos de alagamento, o maior desde 2005, que praticamente pararam a cidade. A situação em São Paulo parece mais uma questão de má administração do que propriamente de irregularidades criminosas no processo de ocupação das áreas que circundam as cidades, como no Rio de Janeiro. Os rios Tietê e Pinheiros transbordaram, embora no ano passado tenham sido inauguradas todas as obras de expansão da Marginal do Tietê pelo governo do estado. O investimento contra enchentes foi calculado em 8,7% menor que em 2008. Em qualquer circunstância, a irresponsabilidade é a grande promotora desses espetáculos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

All that jazz

Weather Report - Birdland

Prepare o seu coração

Dilma promete ações firmes para a região serrana do Rio de Janeiro

Da Redação, com Agência Brasil
cidades@eband.com.br

A presidenta Dilma Rousseff sobrevoou nesta quinta-feira a região serrana do Rio de Janeiro, atingida por uma enxurrada que destruiu quatro cidades e matou ao menos 385 pessoas, e prometeu ações firmes para os municípios.

Após o voo, Dilma pousou no campo de futebol do Friburguense e visitou a praça Getúlio Vargas, no centro de Nova Friburgo, acompanhada por seis ministros e pelo governador do Estado, Sérgio Cabral.

A presidente ainda passou pela rua Luis Spinelli, onde um carro do Corpo de Bombeiros foi soterrado e quatro homens morreram, na manhã de quarta-feira. Em Nova Friburgo, o comércio continua fechado e muitos moradores ainda estão sem luz, água e gás. O sistema de telefonia funciona parcialmente.

No momento, a comitiva participa de uma reunião para traçar um plano para combater os efeitos da tragédia.

Ajuda

Na noite de quarta-feira, a presidente assinou medida provisória autorizando a destinação de R$ 780 milhões para socorrer os municípios atingidos por enchentes e estiagem. A medida provisória será publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.

Do total, R$ 700 milhões serão destinados ao Ministério da Integração Nacional para ações da Secretaria Nacional de Defesa Civil. A medida provisória também prevê a destinação de R$ 80 milhões para o Ministério dos Transportes aplicar em obras de recuperação de estradas destruídas pelas enchentes.

A Força Nacional enviou no fim da manhã desta quinta-feira 210 homens para a região. São 80 bombeiros militares, 130 policiais militares e 15 peritos, que vão auxiliar no trabalho de identificação de corpos.

Redator: Roberto Saraiva

A tragédia no Rio vista de cima

Isabel Allende e o feminismo


Isabel Allende - Contos de Paixão - Legenda em português Brasil from rigoberto alves on Vimeo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tragédia no Rio de Janeiro

Eu não sei nada do Rio de Janeiro, mas basta saber ler e contar para notar o absurdo intolerável de mais de 200 mortos numa chuva nem tão forte assim. Só para comparar vejam o caso do furacão Gustav que devastou áreas imensas em 2008 e causou prejuízos de cerca de 10 bilhões de dólares nos EUA, Cuba e vários países da região: 153 pessoas morreram nessa tormenta que teve ventos de até 250Km/h e chuvas fortíssimas. Notem na imagem abaixo que quase não dá para se ver Cuba debaixo do furacão e mesmo assim NINGUÉM morreu na ilha. Aparentemente se algo dessas dimensões acontecesse no Rio, ou São Paulo,   não sobraria ninguém para contar a história.

Tá faltando ele


Do Pastorador

Winona Ryder é considerada a mais estúpida criatura viva

Mesmo competindo com um paulistano que votou no Kassab porque a Marta seria adúltera e no Serra porque a Dilma seria terrorista a atriz americana, famosa por ter sido presa roubando mercadorias de luxo de lojas em Beverly Hills, foi vencedora por unanimidade do Prêmio Reinaldo Azevedo para os intelectualmente prejudicados.
Winona Ryder não usa a internet com medo da Al Qaeda
eBand
Da Redação
entretenimento@eband.com.br

Em entrevista ao programa "Late Night with Jimmy Fallon", a atriz Winona Ryder fez declarações um tanto quanto curiosas.

Ela disse que teme em usar a internet, pois isso pode levá-la a se juntar, acidentalmente, aos terroristas da Al Qaeda.

"Tenho medo de tentar encontrar onde está passando um filme e descobrir que sou um membro da Al Qaeda", contou.

"Eu juro, estamos a um botão de distância de nos juntarmos à Al Qaeda", afirmou.

"Esse é o meu medo. Se eu apertar um botão errado, quem sabe o que pode acontecer? Temos que ser cuidadosos."

Redação: Fabio Furukawa

Franco da Rocha sob as águas

Estadão denuncia ministro da saúde

O tabloide da avenida Marginal, sem número, não se conforma com as ideias exóticas do novo ministro: só por que ele é petista e o PT ganhou as eleições o sujeito insiste em nomear petistas para trabalhar com ele.

Nunca se viu tamanho absurdo, com tanto demo e tucano desempregado, ou na cadeia, o PT mantém a prática absurda de escolher petistas para o governo. Felizmente isso não acontece em São Paulo (glub, glub) onde Alckmin nomeia exclusivamente gente da Opus Dei ou PSDB para o governo. 
OUTRO LADO: em nota oficial o ministro declarou estar padilhando e andando para o que o Estadão publica ou deixa de publicar.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Prendam a chuva

O Provocador
Marco Antonio Araujo

Em uma investigação rigorosa, após revistar todos os suspeitos, cheguei ao verdadeiro responsável pelas últimas tragédias em São Paulo. E exijo: prendam a chuva!

Com uma agravante: trata-se de crimes premeditados. Milhares de testemunhas garantem que as inundações e mortes já eram esperadas. Ninguém foi pego de surpresa. Há anos é sempre a mesma coisa.

E requintes de crueldade: famílias em desespero, a vida levada por esgotos e córregos, nada é capaz de comover essa chuva que desaba impiedosamente. É desumano.

Nossas autoridades, o prefeito, o governador, assistem a tudo como se nada pudesse ser feito. Estão imobilizados, não reagem a mais nada. Provavelmente, se tornaram reféns! Mais uma acusação gravíssima.

Temos que colocar chuvas e trovoadas atrás das grades, que é o lugar em que merecem estar os que matam trabalhadores inocentes. Que as chuvas apodreçam como águas paradas e vejam o sol nascer quadrado.

Conforme pudemos averiguar, não há nada mais a fazer. A não ser prender a chuva. O esforço de toda a sociedade deve ser unicamente esse.

Mas não esperem ajuda dos governantes. Eles também são vítimas da situação e estão afogados em desculpas.

Essa justiça só pode ser feita por nós, cidadãos. Olhai para os céus. Todos juntos, agora: vamos prender as chuvas com nossas próprias mãos.

Da tortura para a presidência; Dilma, a mulher mais poderosa do mundo

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