quinta-feira, 30 de junho de 2011

Chávez aparece na TV e diz que foi diagnosticado com câncer

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, 56, fez um pronunciamento na TV na noite desta quinta-feira dizendo que foi diagnosticado com câncer durante exames médicos realizados em Cuba.

Foi a primeira aparição pública de Chávez desde a cirurgia à qual foi submetido em 10 de junho para remover um abcesso pélvico. Segundo as informações do pronunciamento, ele teve um tumor maligno diagnosticado durante os exames, que foi retirado com sucesso em uma segunda cirurgia.

No discurso, Chávez disse ainda que está enfrentando uma "luta pela vida", mas que está "no caminho da recuperação" e "determinado a superar essa batalha".

No entanto, ele admitiu que se trata de um "processo médico lento e delicado", e lamentou que estivesse, durante um longo período, "negligenciando sua saúde".

Encerre sua conta no UOL hoje mesmo

“Hacker” da Folha é um tiro no pé 
Tijolaço

A Folha publica hoje que um “hacker” invadiu o computador pessoal da então candidata à Presidência da República e o do ex-ministro José Dirceu, e tentou vender dados sobre a correpondência de cada um deles ao PSDB e ao PFL.

Historinha mal-contada.

O tal hacker não invadiu o computador de ambos, mas os do UOL, pertencente à empresa que edita a Folha, onde estavam armazenadas as mensagens. Aliás, nem a matéria o nega.

No caso do ministro Dirceu, o “sofisticadíssimo” método de invasão foi dar um telefonema para o UOL e, dizendo ter perdido a senha, conseguir outra que permitiu o acesso à caixa postal.

Qualquer sistema be-a-bá de caixa postal não fornece isso, a não ser para outro e-mail registrado na abertura da conta.

Eu, se tivesse uma conta de e-mail no provedor UOL, a encerraria hoje mesmo.

A matéria bem que poderia ter um título do tipo “UOL permite violação da privacidade de seus clientes”.

Mas aquilo que é mais grave é que a Folha se tornou cúmplice da violação, ao divulgar conteúdo de natureza pessoal e privada, sem nenhuma questão que envolvesse o interesse público.

Diz que o “hacker” pediu dinheiro ao PSDB e ao DEM, e não diz a quem foi pedido. Nem sequer registra que ele se negou a dar nomes.

A matéria não é uma reportagem, é uma confissão.

E ainda tem um projeto determinando que os provedores guardem os dados de acesso e conteúdo de seus usuários, vejam só…

Depois da ficha falsa de Dilma, ficamos sabendo agora que a Folha acha “normal” violar dados de caixas postais do servidor que pertence a ela mesma…

A ansiedade neurótica dos fracassomaníacos

A Copa não é o diabo que pintam 
A UDN, capitaneada pelo sinistro Carlos Lacerda, espalhou que Brasília fez do presidente Juscelino Kubitschek a sétima maior fortuna do mundo. Lacerda morreu milionário. JK morreu pobre.
Tem muita gente torcendo para que a Copa de 2014 seja um gol contra do Brasil. Dá para respirar no ar a ansiedade neurótica dos fracassomaníacos. O desejo doentio de reiterar nosso – cito Nelson Rodrigues – complexo de vira-latas.

Uma coisa é a gente exigir moderação nas despesas, honestidade nos gastos públicos, transparência nas prestações de contas. É fundamental que assim seja. Outra coisa é desqualificar de cara nossa capacidade de promover um evento de megavisibilidade internacional. Eu acredito que, seja como for, o Brasil pode fazer bem feito.

Os profetas do pessimismo têm certeza de que a corrupção endêmica dos políticos e dos cartolas do futebol vai redundar em catástrofe. Será – dizem – o império dos atrasos, da improvisação, da correria; tudo para escamotear a roubalheira.

A sociedade brasileira já tem controles suficientes para que isso não aconteça. Sugiro que os resmungões pensem nisso. Que Copa não é gasto, é investimento.

Tem também os que reclamam por razões esdrúxulas, periféricas. Entre estes os que murmuram contra o Itaquerão – escalado pela FIFA para sediar a abertura da Copa. Murmuram por mera dor de cotovelo: afinal, é o estádio do Corinthians. Reclamam hoje os mesmos que reclamaram quando o Corinthians muito legitimamente sugeriu à Prefeitura de São Paulo a transferência, em regime de comodato, do Pacaembu. Até editoriais nos jornalões foram escritos, veementes no ódio. Nas entrelinhas do fel, a mera paixão clubística.

Assisti na Record News uma noite dessa o debate na Câmara de Vereadores sobre a dotação do futuro estádio do Corinthians. O brutamontes de nome Aurélio Miguel investia seus argumentos de ex-judoca contra quem é a favor. Por que? Pela contundente razão de que Aurélio Miguel é torcedor do São Paulo. A isso é que se chama espírito público.

Um superestádio na periferia menos assistada da cidade não é um luxo, não é obra supérflua. É uma necessidade social, um investimento no bem-estar dos excluídos.

A discussão lembra Brasília. Diziam que criar uma capital federal no meio do nada, lá no cerrado, seria uma inutilidade e, claro, um convite à corrupção. Os arautos do apocalipse investiram com um furor descabelado.

A História tratou de ir revelando pouco a pouco os interesses que estavam por trás do susposto rigor moralista. O Globo, por exemplo, espumou de raiva. Queria porque queria que a nova Capital, quer dizer, os prédios oficiais e os palácios fossem transferidos do centro do Rio para a Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Coincidentemente onde o Dr. Roberto Marinho, dono da Globo, detinha enormes propriedades fundiárias (o atual Projac vem daí). Mais uma prova de impoluto civismo.

A UDN, o principal partido da oposição, capitaneada pelo sinistro Carlos Lacerda, espalhou que Brasília fez do presidente Juscelino Kubitschek a sétima maior fortuna do mundo. Lacerda morreu milionário. JK morreu pobre.

As vantagens de ter uma conta no UOL

Com uma conta UOL não é preciso um hacker para invadir, o próprio UOL faz o serviço. A gráfica do grupo UOL também vaza provas do ENEM se for interessante para eles. Tutti buona gente...

O vazamento da conta UOL de José Dirceu
Luis Nassif Online

A matéria da Folha com o suposto hacker de Brasília só foi levantada depois que José Dirceu denunciou problemas ocorridos com seu email da UOL.

A mudança na senha de Dirceu ocorreu segunda de madrugada. Às 9 da manhã Dirceu tentou enviar email e sua senha foi rejeitada por três vezes. Na terceira, a UOL bloqueou. Dirceu ligou para a UOL e informaram que sua senha tinha sido alterada. As exigências para a mudança de senha eram apenas a informação sobre número de documentos, RG e CPF e outras informações que podem ser obtidas de outras fontes. Dirceu indagou se tinham pedido a senha antiga, antes de alterar. Disseram que não fazia parte do procedimento do atendimento.

Dirceu pediu que passassem o IP do hacker, a gravação do telefonema. Recusaram e disseram que só com mandado judicial.

Dirceu constituiu um advogado, então, que entrou em contato com os advogados da UOL. Aí mudou-se a posição e aceitaram abrir os dados apenas com um Boletim de Ocorrência.

Logo em seguida, a Folha colocou um repórter para a matéria com o suposto hacker que admitiu ter invadido também a conta de Dilma Reoussef.

Em ambos os casos – Dirceu e Dilma – a conta era da UOL.

O que tanto te ameaça, machista?

Imagens da presidenta Dilma Rousseff na 41ª Cúpula do Mercosul

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Neta de ditador mantém tradição e mama na Viúva também

BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou legal (!) a pensão militar (!) recebida por Cláudia Candal Médici, neta que foi adotada como filha pelo ex-presidente ditador assassino Emílio Garrastazu Médici. Médici, morto em 1985, foi o terceiro presidente chefe da ditadura militar brasileira, tendo governado entre 1969 e 1974.

Em 2005, o benefício foi suspenso, pois a administração pública entendeu que a adoção havia sido irregular. Cláudia entrou na Justiça e conseguiu recuperar o direito à pensão. Mais tarde, porém, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, com sede no Rio de Janeiro, cassou a decisão da primeira instância. Segundo o TRF, a adoção foi legal, mas não teria passado de uma manobra para garantir a pensão, uma vez que a legislação permitia o benefício apenas a netos que fossem órfãos (!!!).

O STJ, no entanto, acatou o recurso da neta de Médici. O relator, ministro Jorge Mussi, concluiu que Cláudia não estava em situação irregular quando adotada e que a Constituição "veda qualquer tipo de discriminação entre filhos adotivos e naturais", invalidando a interpretação dada pelo TRF.

TV cubana mostra encontro de Chávez e Fidel

Documentos sigilosos da ditadura desaparecem

PSD de Kassab usa criatividade para crescer

Parlamento grego aprova destruição do país

O Parlamento grego aprovou nesta quarta-feira o pacote de medidas de austeridade propostas pelo governo, contrapartida exigida pelo FMI e pela União Europeia (UE) para liberar a última parcela de um empréstimo de 110 bilhões de euros ao país.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Paulo Renato Souza: um legado e tanto

O que você não leu na mídia sobre Paulo Renato (1945-2011)
Revista Fórum - Outro olhar
Por Idelber Avelar

Morreu de infarto, no último dia 25, aos 65 anos, Paulo Renato Souza, fundador do PSDB. Paulo Renato foi Ministro da Educação no governo FHC, Deputado Federal pelo PSDB paulista, Secretário da Educação de São Paulo no governo José Serra e lobista de grupos privados. Exerceu outras atividades menos noticiadas pela mídia brasileira.

Nas hagiografias de Paulo Renato publicadas nos últimos dois dias, faltaram alguns detalhes. A Folha de São Paulo escalou Eliane Cantanhêde para dizer que Paulo Renato deixou um “legado e tanto” como Ministro da Educação. Esqueceu-se de dizer que esse “legado” incluiu o maior êxodo de pesquisadores da história do Brasil, nem uma única universidade ou escola técnica federal criada, nem um único aumento salarial para professores, congelamento do valor e redução do número de bolsas de pesquisa, uma onda de massivas aposentadorias precoces (causadas por medidas que retiravam direitos adquiridos dos docentes), a proliferação do “professor substituto” com salário de R$400,00 e um sucateamento que impôs às universidades federais penúria que lhes impedia até mesmo de pagar contas de luz. No blog de Cynthia Semíramis, é possível ler depoimentos às dezenas sobre o que era a universidade brasileira nos anos 90.

Ainda na Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein lamentou que o tucanato não tenha seguido a sugestão de Paulo Renato Souza de “lançar uma campanha publicitária falando dos programas de complementação de renda”. Dimenstein pareceu desconsolado com o fato de que “o PSDB perdeu a chance de garantir uma marca social”, atribuindo essa ausência a uma mera falha na campanha publicitária. O leitor talvez possa compreender melhor o lamento de Dimenstein ao saber que a sua Associação Cidade Escola Aprendiz recebeu de São Paulo a bagatela de três milhões, setecentos e vinte e cinco mil, duzentos e vinte e dois reais e setenta e quatro centavos, só no período 2006-2008.


Não surpreende que a Folha seja tão generosa com Paulo Renato. Gentileza gera gentileza, como dizemos na internet. A diferença é que a gentileza de Paulo Renato com o Grupo Folha foi sempre feita com dinheiro público. Numa canetada sem licitação, no dia 08 de junho de 2010, a FDE da Secretaria de Educação de São Paulo transfere para os cofres da Empresa Folha da Manhã S.A. a bagatela de R$ 2.581.280,00, referentes a assinaturas da Folha para escolas paulistas. Quatro anos antes, em 2006, a empresa Folha da Manhã havia doado a curiosa quantia–nas imortais palavras do Senhor Cloaca–de R$ 42.354,30 à campanha eleitoral de Paulo Renato. Foi a única doação feita pelo grupo Folha naquela eleição. Gentileza gera gentileza.

Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor do Grupo Folha. Os grupos Abril, Estado e Globo também receberam seus quinhões, sempre com dinheiro público. Numa única canetada do dia 28 de maio de 2010, a empresa S/A Estado de São Paulo recebeu dos cofres públicos paulistas–sempre sem licitação, claro, porque “sigilo” no fiofó dos outros é refresco–a módica quantia de R$ 2.568.800,00, referente a assinaturas do Estadão para escolas paulistas. No dia 11 de junho de 2010, a Editora Globo S.A. recebe sua parte no bolo, R$ 1.202.968,00, destinadas a pagar assinaturas da Revista Época. No caso do grupo Abril, a matemática é mais complicada. São 5.200 assinaturas da Revista Veja no dia 29 de maio de 2010, totalizando a módica quantia de R$1.202.968,00, logo depois acrescida, no dia 02 de abril, da bagatela de R$ 3.177.400, 00, por Guias do Estudante – Atualidades, material de preparação para o Vestibular de qualidade, digamos, duvidosíssima. O caso de amor entre Paulo Renato e o Grupo de Civita é uma longa história. De 2004 a 2010, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação de São Paulo transfere dos cofres públicos para a mídia pelo menos duzentos e cinquenta milhões de reais, boa parte depois da entrada de Paulo Renato na Secretaria de Educação.

Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor dos grandes grupos de mídia brasileiros. Ele também atuou diligentemente em favor de grupos estrangeiros, muito especialmente a Fundação Santillana, pertencente ao Grupo Prisa, dono do jornal espanhol El País. Trata-se de um jornal que, como sabemos, está disponível para leitura na internet. Isso não impediu que a Secretaria de Educação de São Paulo, sob Paulo Renato, no dia 28 de abril de 2010, transferisse mais dinheiro dos cofres públicos para o Grupo Prisa, referente a assinaturas do El País. O fato já seria curioso por si só, tratando-se de um jornal disponível gratuitamente na internet. Fica mais curioso ainda quando constatamos que o responsável pela compra, Paulo Renato, era Conselheiro Consultivo da própria Fundação Santillana! E as coincidências não param aí. Além de lobista da Santillana, Paulo Renato trabalhou, através de seu escritório PRS Consultores – cujo site misteriosamente desapareceu da internet depois de revelações dos blogs NaMaria News e Cloaca News–, prestando serviços ao … Grupo Santillana!, inclusive com curiosíssima vizinhança, no mesmo prédio. De fato, gentileza gera gentileza. E coincidência gera coincidência: ao mesmo tempo em que El País “denunciava”, junto com grupos de mídia brasileiros, supostos “erros” ou “doutrinações” nos livros didáticos da sua concorrente Geração Editorial, uma das poucas ainda em mãos do capital nacional, Paulo Renato repetia as “denúncias” no Congresso. O fato de a Santillana controlar a Editora Moderna e Paulo Renato ser consultor pago pelo Grupo Santillana deve ter sido, evidentemente, uma mera coincidência.

Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor dos grupos de mídia, brasileiros e estrangeiros. O ex-Ministro também teve destacada atuação na defesa dos interesses de cursinhos pré-vestibular, conglomerados editoriais e empresas de software. Como noticiado na época pelo Cloaca News, no mesmo dia em que a FDE e a Secretaria de Educação de São Paulo dispensaram de licitação uma compra de mais R$10 milhões da InfoEducacional, mais uma inexigibilidade licitatória era anunciada, para comprar … o mesmíssimo produto!, no caso o software “Tell me more pro”, do Colégio Bandeirantes, cujas doações em dinheiro irrigaram, em 2006, a campanha para Deputado Federal do candidato … Paulo Renato! Tudo isso para não falar, claro, do parque temático de $100 milhões de reais da Microsoft em São Paulo, feito sob os auspícios de Paulo Renato, ou a compra sem licitação, pelo Ministério da Educação de Paulo Renato, em 2001, de 233.000 cópias do sistema operacional Windows. Um dos advogados da Microsoft no Brasil era Marco Antonio Costa Souza, irmão de … Paulo Renato! A tramóia foi tão cabeluda que até a Abril noticiou.

Pelo menos uma vez, portanto, a Revista Fórum terá que concordar com Eliane Cantanhêde. Foi um “legado e tanto”. Que o digam os grupos Folha, Abril, Santillana, Globo, Estado e Microsoft.

Greve geral paralisa Grécia

Por que os Ali Kamel nunca são demitidos?

Cair para cima
DoLaDoDeLá
Muita gente pergunta por que determinados profissionais de grandes corporações cometem erros escandalosos e mesmo assim continuam à frente dos cargos de decisão. E quando saem dos holofotes, geralmente passam a ocupar postos cuja nomenclatura, tamanho da sala e abrangência fazem acreditar que foram promovidos e não encostados. Funciona assim sempre que é impossível se livrar de determinado funcionário. E por que isso acontece? Geralmente porque ele sabe demais. E por saber demais pode ter alto "valor de mercado" para a concorrência.

Mas não é só isso. Normalmente, os profissionais alçados à essa condição, demonstraram ao longo do tempo, que o negócio do patrão é mais importante do que todo o resto. Inclui-se aí a vida conjugal, a família, os amigos e o lazer. O sujeito não se importa em dedicar todo o tempo necessário aos projetos empresariais do grupo. E ao frequentar os salões dos poderosos passa a ter acesso aos "segredos do negócio".

Grandes grupos têm interesses que fariam ruborizar o cidadão comum. Por exemplo, chantagear um prefeito para conseguir terreno para a construção de um novo parque gráfico. Ameaçar um político, porque conhece sua vida extra-conjugal. Aprovar um projeto de habitação popular com casas pré-fabricadas importadas com "exclusividade" de um "parceiro" no exterior. Desqualificar um ministro para vender livros didáticos de determinada editora ao governo...

Empresas grandes tem muitos tentáculos. Quem serve a esses interesses acaba tendo acesso a informações privilegiadas demais para ser contrariado depois. É por isso que o patrão tem que tolerar os excessos e para ser ver livre de seus serviçais se vê obrigado a premiá-los adiante. Quanto mais ambicioso e predador for este vassalo, mais caro ele custará depois. Por isso, o melhor é que ele caia para cima, sempre.

O risco é a estrutura ficar lenta, onerosa e burocrática demais depois de criadas tantas "ilhas de influência". São gerências, chefias, supervisões, diretorias, diretorias de divisão, diretorias de núcleo, diretorias de centrais, diretorias de comitês, vice-presidências... Um exército de "caciques" e assessores maior às vezes que o agrupamento de "índios". E haja "ração" para alimentar tantas bocas...

Principais ruas de Atenas se transformam em campo de batalha

Da Agência Lusa

Em Atenas, na Grécia, algumas das principais ruas se transformaram hoje (28) em palco de conflitos entre manifestantes e policiais. A polícia grega lançou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que atiravam pedras nos agentes públicos e usavam paus para se defender, enquanto sindicalistas decretaram a partir desta terça-feira greve geral por 48 horas. É a quarta paralisação geral registrada na Grécia apenas neste ano.

Os protestos são contra os planos de austeridade do governo grego, que incluem aumento de tributos e taxas públicas. De acordo com os policiais, pelo menos uma pessoa ficou ferida nos embates ocorridos em frente à Praça Syntagma (da Constituição), perto do Parlamento.

A Grécia enfrenta hoje a quarta paralisação geral em protesto ao pacote de medidas de austeridade. A expectativa é que o plano seja votado amanhã (29) ou quinta-feira (30). A greve foi convocada pelos dois maiores sindicatos gregos - o GSEE, dos assalariados do setor privado, e o Adedy, dos empregados do setor público.

O plano, elaborado pelo governo, impõe aumentos de impostos e de taxas, além da suspensão de contratações para o serviço público. As medidas são exigências feitas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para liberar a última parcela – de 12 bilhões de euros (R$ 27 bilhões).

Os funcionários da aviação civil também aderiram à greve, provocando o cancelamento e adiamento de voos em todo o país. No porto de Pireu, próximo a Atenas, cerca de 200 manifestantes conseguiram impedir a movimentação de barcos.

Concentração de renda

Ricos pagam pouco 
Vladimir Safatle, na Falha de S. Paulo 

Há alguns dias, uma pesquisa veio mostrar o que todos aqueles que realmente se preocupam com reforma tributária no Brasil sabem: os ricos pagam pouco imposto.

Quem recebe R$ 3.300 por mês, leva para casa, descontados Imposto de Renda e Previdência, 84% do seu salário. Já alguém que ganha R$ 26.600 por mês, leva 74%.

Um profissional holandês, por exemplo, pode contar apenas com 55% de seu salário, e mesmo um norte-americano traz para casa menos que um brasileiro: 70%.

Ao mesmo tempo em que descobríamos a vida tranquila dos ricos brasileiros, chega a notícia de que a quantidade de milionários no Brasil aumentou 5,9% em 2010, atingindo a marca de 115,4 mil pessoas com fortuna de, ao menos, US$ 1 milhão.

O que não deveria nos surpreender. Afinal, vivemos em um país onde o processo de concentração de renda está tão institucionalizado que as classes mais abastadas têm um sistema de defesa de seus rendimentos sem par em outros países industrializados.

Dentro de alguns anos, a chamada nova classe média descobrirá que não conseguirá mais continuar sua ascensão social. Entre outras coisas, ela tomará consciência de como seu orçamento é brutalmente corroído por despesas com educação e saúde.

Um Estado preocupado com seu povo taxaria os ricos e as grandes fortunas a fim de ter dinheiro suficiente para criar um verdadeiro sistema público de educação e saúde.

Por que não criar, por exemplo, um imposto sobre grandes fortunas vinculado exclusivamente à educação? Isto permitiria que essa nova classe média continuasse sua ascensão social.

Tal ascensão seria ainda mais facilitada se a carga tributária brasileira parasse de privilegiar o consumo, e focasse a renda. Uma carga focada no consumo, ou seja, embutida em produtos, é mais sentida por quem ganha menos.

Há pouco, um estudo mostrou como o 0,1% mais bem pago no Reino Unido recebia, em 1979, 1,3% dos salários.

Hoje, recebe 5% e, em 2030, deve receber 14%.

Costuma-se dizer que uma das maiores astúcias do Diabo é nos convencer de que ele não existe.

Uma das maiores astúcias do discurso conservador é nos convencer, diante de dados dessa natureza, de que conflito de classe é um delírio de esquerdista centenário.

Mesmo que vejamos um processo brutal de concentração de renda institucionalizado e intocado por qualquer partido que esteja no poder, mesmo que vejamos a tendência de espoliação dos recursos de países industrializados por camadas mais ricas da população, tudo deve ser um complô dos incompetentes contra aqueles que bravamente venceram na vida graças apenas a seu entusiasmo e capacidade visionária, não é mesmo?

Como e por que o Legacy da Embraer bateu no Boeing da Gol e matou 154 pessoas

Trecho do brilhante texto de Ivan Sant´anna para a Revista Piauí

Cadeia de Erros

...equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes, o Cenipa, acompanhadas de representantes da Embraer, da ExcelAire, da Honeywell (fabricante das aviônicas do Legacy), do Comitê Nacional de Segurança no Transporte, o NTSB, e da Administração Federal de Aviação, a FAA, ambos americanos, inspecionavam o equipamento do N600XL. Não precisaram de muito tempo para verificar o perfeito funcionamento do transponder e do sistema anticolisão TCAS. Os dispositivos não haviam falhado, e sim sido desligados durante o voo São José dos Campos–Manaus.

A leitura do conteúdo das duas caixas-pretas do X-Ray Lima foi feita por uma empresa especializada do Canadá. Foram então reproduzidos todos os diálogos travados no cockpit, assim como os procedimentos de pilotagem adotados por Lepore e Paladino. Com isso, tudo que se passou a bordo tornou-se um livro aberto.

Se Lepore e Paladino tiveram grande parcela de culpa no desastre do Gol 1907, a responsabilidade dos controladores de voo brasileiros não foi menor. Em seu laudo, um dos apêndices do relatório do Cenipa, o NTSB americano salientou, adequadamente, que Lepore e Paladino tentaram, sem sucesso, entrar em contato com o Cindacta 1 por pelo menos quinze vezes na meia hora que antecedeu à colisão.

Os operadores do Centro de Controle Aéreo de Brasília simplesmente não selecionaram em seus equipamentos as frequências 123,3 e 133,05 mega-hertz, previstas nas cartas aeronáuticas para aquele setor e usadas pelos pilotos do Legacy. Se a seleção tivesse sido feita no console, conforme ditavam as normas, o nível errado de voo e o desligamento do transponder teriam sido detectados e a colisão não ocorreria.

Entre os erros graves cometidos pelo Cindacta 1, um dos principais foi o de não ter chamado o Legacy assim que os sinais do transponder desapareceram das telas de radar. Isso ocorreu às 19h02 Zulu, ou seja, 54 minutos antes do choque com o Boeing da Gol.

Outra causa contribuinte do acidente foi a instrução dada, pela torre de São José dos Campos, para que o Legacy seguisse até o Aeroporto Internacional de Manaus no nível de voo 370, o que significava voar a maior parte do percurso na contramão. Embora se deva supor que nenhum piloto, em pleno juízo, vá considerar como última palavra uma autorização de nível de cruzeiro para uma distância (2,7 mil quilômetros) e um tempo de voo (três horas e 34 minutos) tão grandes, essa permissão descuidada e errada foi usada na defesa de Lepore e Paladino.

O inglês deficiente dos controladores de voo, aliado à apatia dos pilotos americanos em lidar com a fraseologia muitas vezes incompreensível dos operadores brasileiros, fez com que ambos os lados procurassem se comunicar o mínimo possível. Inúmeras oportunidades para a correção do nível de voo e para o restabelecimento das emissões do transponder foram perdidas por causa desse descaso.

Para Lepore e Paladino, faltou airmanship. Para os controladores, entre diversas outras coisas, um melhor treinamento em inglês. Só como exemplo, a última avaliação dos operadores de São José dos Campos nesse quesito havia sido feita em 2003. Nela, cinco dos profissionais obtiveram resultado “não satisfatório”. Mas nenhum deles foi afastado do serviço. Continuaram se “comunicando” com pilotos estrangeiros. O mesmo aconteceu com o pessoal do Cindacta 1. Segundo a própria Aeronáutica, Jomarcelo Fernandes dos Santos, o sargento que assumiu primeiramente o Legacy no console, tem conhecimento limitado da língua inglesa.

Entre as causas do acidente, há que se considerar também a liberação prematura, por parte da Embraer, da aeronave para traslado, tendo em vista que Joe Lepore e Jan Paladino tinham poucas horas de voo noequipamento Legacy. O mais prudente era que ambos fossem acompanhados, entre São José dos Campos e Fort Lauderdale (ou, no mínimo, entre São José e Manaus), por um piloto da própria Embraer.

Não foi preciso muito tempo, nem muito estudo, para se apurarem as causas do desastre: imperícia e negligência dos pilotos do jatinho, imperícia e negligência dos controladores de voo e afobação do fabricante (Embraer) e do operador (ExcelAire) na hora de entregar e de receber o avião. Esses ingredientes combinados foram responsáveis pela morte das 154 pessoas que viajavam no Boeing.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Paulistas comemoram novas tarifas de pedágio


Rodovia
Tarifa
Rodovia dos Imigrantes
R$ 20,10
Via Anchieta
R$ 20,10
Rodovia Washington Luis
R$ 12,40
Rodovia Antônio Machado Sant´Ana
R$ 11,00
Via Anhanguera
R$ 10,30
Rodovia Engº. Ermênio de Oliveira Penteado
R$ 10,10
Rodovia Carlos Tonanni
R$ 10,00
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 9,90
Rodovia Cônego Domênico Rangoni
R$ 9,40
Rodovia Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros
R$ 9,10
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 8,50
Rodovia Com. João Ribeiro de Barros
R$ 8,40
Rodovia Raposo Tavares
R$ 8,40
Via Anhanguera
R$ 8,40
Rodovia Washington Luis
R$ 8,30
Rodovia Gal Milton Tavares de Souza
R$ 8,20
Rodovia Antônio Romano Schincariol
R$ 8,10
Rodovia Raposo Tavares
R$ 7,50
Rodovia Cornélio Pires
R$ 7,40
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 7,20
Rodovia Prof. Francisco da Silva Pontes
R$ 7,20
Rodovia Cândido Portinari
R$ 7,10
Rodovia dos Bandeirantes
R$ 7,00
Via Anhanguera
R$ 7,00
Rodovia Raposo Tavares
R$ 6,80
Rodovia Armando Salles de Oliveira
R$ 6,70
Rodovia Faria Lima
R$ 6,70
Rodovia Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros
R$ 6,70
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 6,70
Rodovia Com. Pedro Monteleone
R$ 6,60
Rodovia Dep.Eduardo Vicente Nasser
R$ 6,60
Rodovia Washington Luis
R$ 6,60
Rodovia Dom Pedro I
R$ 6,50
Rodovia Engº Paulo Nilo Romano
R$ 6,50
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 6,40
Rodoanel Mário Covas
R$ 1,40
Rodovia Romildo Prado
R$ 1,30
Real Time Web Analytics