quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Copom reduz Selic em 0,5 ponto porcentual


Segundo o comitê, diante das turbulências do cenário global, 'ajuste moderado' da taxa básica é consistente com a convergência da inflação para a meta em 2012

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 30, por unanimidade, cortar a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual para 11% ao ano. Com isso, manteve o ritmo de queda do juro básico da economia iniciado em agosto, quando a taxa havia sido reduzida em 0,5 ponto porcentual.

A decisão de hoje ficou em linha com a previsão da maior parte dos analistas financeiros. De acordo com levantamento do AE Projeções, serviço da Agência Estado, de 71 instituições financeiras consultadas, 70 esperavam uma queda de 0,5 ponto porcentual, e uma apostava em corte de 1 ponto porcentual.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de janeiro. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 8 de dezembro.

Apesar da redução, o Brasil continua líder no ranking de juros reais entre 40 países, de acordo com cáculo feito pela Cruzeiro do Sul Corretora, em parceria com a Weisul Agrícola.  

Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 11,00% a.a., sem viés. O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

Veja a íntegra do comunicado do Copom:

"Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 11,00% a.a., sem viés. O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012."

Ninguém combate a homofobia como Jair Bolsonaro


Por Rogério Galindo*

Os manifestantes da causa contra a homofobia deveriam dar uma medalha a Jair Bolsonaro. Cada vez que o deputado abre a boca para falar do assunto, arranja mais alguns simpatizantes para a causa.

Bolsonaro é o estereótipo do homófobo. Resolveu tomar para si a luta contra os direitos dos homossexuais. Contra o “kit gay”, como apelidou o kit contra a homofobia. E nesta quinta, de novo, voltou à carga contra o governo por promover a iniciativa.

Não se trata aqui de saber se o material do kit é o melhor ou se é o pior possível. Fato é que, num Estado de Direito, devem-se proteger as pessoas. Os homossexuais são frequentemente alvo de violência, seja psicológica, verbal ou física (isso quando não cortam a orelha de alguém que está abraçado ao próprio filho).

Portanto, pode-se discutir o que vai ser distribuído a quem, claro. Mas a ideia de combater ataques homofóbicos é tão óbvia que nem se imagina como um opositor arranjará muitos argumentos sobre o tema.

Bolsonaro também não achou argumentos. A única coisa que conseguiu dizer foi que o governo quer que todos os alunos se transformem em gays… E, de quebra, insinuou que a presidente tem “amor com homossexual”. Depois disse que a intenção era falar em amor “à causa homossexual”. Ah, tá.

A violação de intimidade é tão grosseira, o argumento tão pífio, que dificilmente alguém levaria a sério. A não ser, claro, os próprios homófobos. Os demais provavelmente vão passar a encarar os críticos todos do “kit anti-homofobia” como bolsonarozinhos, não dotados de civilidade, prontos para disparar asneiras e criticar os outros por sua vida íntima, sem nem saber se o que estão falando é verdade ou não.

Tanto faz se a presidente é isso ou aquilo. A obrigação de um governo democrático é garantir liberdades e direitos. A vida de cada um é decisão de foro íntimo. E o Estado tem de proteger aqueles que, em função de sua orientação sexual, sofrem preconceito.

Bolsonaro é o líder da causa homofóbica. E, indiretamente, o patrono da causa contra a homofobia. Graças à sua ignorância, está ajudando a sociedade brasileira a perceber o quanto ainda há de preconceito por essas terras.

*Matéria publicada originalmente na Gazeta do Povo

Tradução inacurada

The Telegraph
13 of world's hottest years on record have been in last 15 years

Zero Hora
Treze dos anos mais quentes já registrados ocorreram nos últimos dez anos e meio

Exame
Treze dos anos mais quentes já registrados ocorreram nos últimos dez anos e meio

PM do Rio promove aberração a major

Major PM Bruno Schorcht

Oficial PM acusado de lançar spray de pimenta em crianças no Morro do Bumba é promovido a major

O ex-capitão, atual major da PM Bruno Schorcht, transferido do 12º BPM para o 20º BPM há 45 dias, saiu com uma promoção da denúncia oferecida por promotores do Ministério Público, após ele ter sido flagrado em março deste ano espirrando um spray de pimenta nos olhos de manifestantes em Niterói, entre eles duas crianças e a avó delas , que protestavam contra o descaso do poder público após a tragédia no Morro do Bumba.

Segundo o boletim 162 da PM, o major PM Bruno Schorcht, com a matrícula 65.145 publicada no memorando 0581/2551, foi transferido do 12º para o 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que responde pela área dos municípios de Nova Iguaçu, Nilópolis e Mesquita, distante portanto da região de Niterói, onde o oficial foi flagrado junto com o soldado D’Angelo de Matos Pinel espirrando a substância em duas crianças, de 6 anos e 7 anos, além da mãe deles, que também aguardavam o pagamento do aluguel social destinado às famílias vítimas do desabamento.

Na denúncia, o Ministério Público Estadual ainda requereu, judicialmente, a concessão de medida cautelar em que solicita suspensão imediata dos envolvidos de suas funções policiais até que o processo seja concluído. O MP afirma que a medida “é extremamente necessária, porque os policiais militares denunciados demonstram que não têm vocação e aptidão para o exercício de função tão importante que é a de policiamento ostensivo”. O requerimento, porém, não surtiu qualquer efeito prático.

Além da denúncia de agressão aos moradores, o oficial PM responde desde o início deste ano, a outro processo criminal instaurado junto ao Tribunal do Júri de São Gonçalo, por suposto crime de homicídio duplamente qualificado, em atividade típica de extermínio

Alckmin comete crime de lesa-humanidade ao privatizar saúde pública, afirma promotor

A Rádio Brasil Atual contou, nesta quarta-feira, 10, com a participação do promotor Arthur Pinto Filho, que deu detalhes da ação civil pública, movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, para impedir que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) coloque em prática a lei aprovada por ele, que transfere 25% dos leitos dos hospitais públicos do SUS, o Sistema Único de Saúde, para particulares e planos de saúde. Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas o promotor afirmou que o governo do Estado de São Paulo aplicou R$ 77,8 milhões dos recursos, que deveriam ser investidos em programas de saúde, no mercado financeiro. Além disso, o governo tucano também deixou de investir R$ 2,1 bilhões de saúde. Os movimentos populares de saúde realizam protesto nesta manhã, para protestar contra a privatização da saúde pelo governador Geraldo Alckmin.


Greve geral de 2 milhões de trabalhadores promete paralisar Grã-Bretanha


Escolas, hospitais, aeroportos, portos e escritórios do governo, entre outras atividades, serão afetados nesta quarta-feira na Grã-Bretanha por uma greve geral do setor público contra a proposta de reforma do sistema de aposentadorias feita pelo governo.

Cerca de dois milhões de trabalhadores devem cruzar os braços e mais de mil manifestações são esperadas em todo o país. Estimativas indicam que será a maior paralisação no país em 30 anos.

Os aeroportos britânicos, inclusive Heathrow, o mais movimentado da Europa, esperam caos, já que os agentes de imigração também vão aderir à greve. Diversas companhias aéreas cancelaram seus voos. Nos hospitais, apenas os serviços de emergência funcionarão.

Os sindicatos se opõem à proposta de mudança no sistema de aposentadoria dos trabalhadores, que eleva o tempo de contribuição e o valor dos descontos.

Porta-vozes do governo de coalizão conservador e liberal-democrata criticaram a paralisação, afirmando que as negociações "ainda estão em andamento".

BBC

Prefeito do DEMo é afastado por uso da máquina pública


Juiz afasta prefeito do DEM por uso da máquina pública
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM UBATUBA

A Justiça determinou na segunda-feira que o prefeito de Ubatuba (SP), Eduardo Cesar (DEM), seja afastado imediatamente do cargo por ter supostamente usado a máquina pública para fazer propaganda pessoal.

A liminar também afastou o chefe de gabinete e pré-candidato a prefeito, Délcio José Sato (PPS), e o motorista Richarles Freitas.

Os réus podem recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo para tentar anular a liminar do juiz da 1ª Vara Cível de Ubatuba, João Mário Estevam da Silva.

O Ministério Público acusa o trio de distribuir folhetos com propaganda pessoal do prefeito e do chefe de gabinete na comemoração do aniversário da cidade.

O prefeito, que está viajando, não se manifestou. O secretário de Assuntos Jurídicos, Marcelo Mourão, disse que o prefeito ficou "indignado" e vai recorrer. Ele disse que o informativo não é uma publicação oficial e foi custeado pelo prefeito.

Maurício Lopes Lima comemora impunidade de seus crimes

O covarde quando jovem; hoje vive com dinheiro público no Guarujá
Acusado por Dilma, ex-agente comemora decisão

DE SÃO PAULO
"Está começando a se fazer justiça." Foi assim que o tenente-coronel reformado Maurício Lopes Lima, 76, comemorou ontem a decisão do TRF que o livra de responder a processo por tortura.

Ele foi apontado como responsável por maus-tratos a presos políticos em depoimento da presidente Dilma Rousseff à Justiça Militar em 1970, ano em que ela foi presa por militar contra o regime.

"A acusação é inverídica. Mas jornalista só entende a palavra do terrorista", disse Lima por telefone, de seu apartamento próximo à praia no Guarujá (litoral de SP).

"O terrorista falou, é verdade. A direita falou, é mentira. Quem faz isso é o Partido Comunista", afirmou.

Mantendo a pregação dos tempos da Guerra Fria, o militar negou as acusações de torturar na Oban (Operação Bandeirante) e sustentou que Dilma e os demais presos que o responsabilizaram por maus-tratos teriam mentido.

"Eles combinavam os depoimentos na cadeia. A Dilma exerceu o direito de não criar provas contra si para se livrar do processo", disse.

"Esse pessoal estava contra o Brasil. Quando você fala em comunista, não pode admitir que seja brasileiro."

O tenente-coronel criticou a criação da Comissão da Verdade, que foi sancionada por Dilma no dia 18.

"Ela vai colocar sete comunistas ilibados lá?", perguntou. "Vai ser uma lenga-lenga. Revanchismo total."

Apesar dos protestos, ele disse que Dilma tem mantido posição equilibrada no debate sobre os crimes da ditadura. Mas aproveitou para criticar o ex-presidente Lula, cujo governo idealizou a Comissão da Verdade.

"Ela vem se portando de maneira digna, muito melhor do que o Lula. Não está deixando a coisa sair pelos extremos", afirmou.

O militar também atacou a Procuradoria. "O Ministério Público, como é ignorante em assuntos de verdade, foi procurar as declarações [dos ex-presos] na Justiça Militar", disse. "Qual é a ideia de abrir uma ação 40 anos depois?"

Em dezembro passado, Lima relatou à Folha ter integrado a ação que levou à morte dos guerrilheiros Antônio dos Três Reis de Oliveira e Alceri Maria Gomes da Silva, metralhados em maio de 1970 no Tatuapé (zona leste de SP).

Foi a primeira vez que um militar admitiu participação no episódio. Os guerrilheiros são considerados desaparecidos até hoje.

Ontem, o tenente-coronel reformado disse não ter procurado os ex-colegas da Oban após saber da decisão do TRF. "Por que eu ia procurá-los agora? Só se fizerem uma festa", disse, aos risos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

PSDB exibe alguns de seus ratos na TV


França, Grécia, Cruzeiro e Ceará lutam contra rebaixamento

São dias de grandes incertezas no Brasil e na Europa. A Grécia, falida, não foge do rebaixamento no mercado financeiro. Agora a França luta para continuar na primeira divisão, assim como Ceará e Cruzeiro fazem no Brasil.

O presidente francês Nicolas Sarkozy pensa em medidas que evitem o rebaixamento. Deverá anunciar nos próximos dias um pacote de mudanças econômicas e pretende contratar Dedé, do Vasco, e Fred, do Fluminense, para reforçar o time.

Mas, ao saber do interesse de Sarkozy, o astro tricolor disse que o único time europeu para o qual iria é a Itália, por ter as mesmas cores do time das Laranjeiras. “Para jogar na França, só se a Carla Bruni estiver incluída no contrato”, diz Fred.

Desiree Aparecida

Dilma entra na lista de “pensadores globais” da revista Foreign Policy


A revista americana Foreign Policy, dedicada à análise das relações internacionais, incluiu a presidente Dilma Rousseff em sua lista de “100 pensadores globais” de 2011 por ela representar “a poderosa voz do novo Sul Global”. Dilma ficou em 42º lugar em uma lista que engloba os principais líderes mundiais e que é encabeçada por um grupo de 14 pessoas que inspiraram a Primavera Árabe.

A FP lembra o passado marxista de Dilma e afirma que enquanto muitos líderes mundiais enfrentam a raiva de suas populações em uma era de desemprego crescente, Dilma está encarregada de comandar “a economia em boom de seu país, que mais que triplicou na última década, e está determinada a ascender à proeminência no cenário mundial.” A revista lembra ainda que ela prometeu reduzir a dívida brasileira e inseriu o Brasil nos esforços para resolver a crise da dívida da Europa.

O Brasil ainda pode ser um dos países mais desiguais do mundo, mas Rousseff colocou a erradicação deste problema no centro de seu governo. Em seus primeiros meses no cargo, ela divulgou o plano “Brasil sem Miséria”, que tem o objetivo de tirar mais de 16 milhões de brasileiros da pobreza extrema. “Na cadeia você aprende a sobreviver, mas também que você não pode resolver seus problemas da noite para o dia, ela explicou a Newsweek. “Esperar necessariamente significa [ter] esperança, e se você perder a esperança, o medo toma conta. Eu aprendi a esperar”.

Fonte: Época

Comunistas promovem baderna em Jundiaí


FMI pede ajuda ao Brasil

Brasil enriquece como nunca dantes


Brasil ganha 19 milionários por dia desde 2007, diz 'Forbes' 
Com a economia em forte expansão, o Brasil tem ganhado em média 19 milionários por dia desde 2007, segundo reportagem da "Forbes".

De acordo com a revista, esse cenário deverá continuar se repetindo pelos próximos três anos.

Os principais responsáveis por esse resultado, segundo a "Forbes", são o crescimento do consumo e a alta do PIB (Produto Interno Bruto).

Outro fator apontado é os altos salários pagos a executivos e bancários, que muitas vezes ultrapassam aqueles pagos nos Estados Unidos.

A reportagem cita uma conferência de bancos privados da América Latina, que ocorreu na semana passada. Nela, Guilhermo Morales, chefe de operações da portuguesa Millenium BCP, diz que o consumo no Brasil continua crescendo fortemente, aumentando a fortuna de varejistas, bancos e inúmeras indústrias.

"Há muitas companhias emergentes que estão crescendo muito rapidamente, especialmente no varejo, mas também na área de saúde, construção e outras indústrias básicas", disse.

A UDN do Leblon


Já tivemos Gabriela melhor do que Juliana Paes 
Nirlando Beirão 
Periguete esforçada
Ela é uma atriz esforçada, a Juliana Paes. Sempre cabe bem no papel de periguete. O último foi no seriado O Astro.

Mas, de repente, recrutá-la para reviver na TV a Gabriela que já foi de Sonia Braga, aí, gente, já é esticar demais a corda, né, não?

Sonia Braga é uma diva. Sempre foi. É uma das raras atrizes da Globo que sabem que Stanislavski não é zagueiro da seleção tcheca. Que Chantilly não é só confeito de bolo. Que Primavera Árabe não é nome de coleção de moda desfilada em Paris.

Juliana Paes está fazendo campanha contra a usina hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Xingu. Ela e mais um elenco de globetes, intelectuais da Barra da Tijuca, que aparecem na TV em anúncios pagos.

Claro que quem não poderia deixar de estar no time das reclamonas é a notável Maitê Proença.

Maitê, que por algum tempo estrelou o programa mais chato da TV mundial, o Saia Justa, foi aquela que, na campanha presidencial de 2010, “embora feminista”, atiçou “os machos selvagens” a “nos salvar da Dilma”.

A UDN do Leblon, sempre atrás de uma bandeira de raiva, agora elegeu uma hidrelétrica como pretexto. Gostaria de saber o que Juliana Paes sabe realmente de Belo Monte.

O meio ambiente é um tema charmoso para quem tem a profundidade política de um pires.

Tem gente decente na área, gente bem-intencionada, séria, estudiosa. No episódio Belo Monte, creio que os doutos da ecologia estejam enganados, mas reconheço o direito deles de espernear.

A incômoda verdade é: nenhuma terra indígena será alagada, o risco ambiental é nulo.

Os ecoxiitas – abrigados numa ONG de nome Movimento Gota d’Água aparentemente muito bem aquinhoada de recursos – cooptaram os rostinhos bonitos da Globo para dizer que no futuro a gente vai assistir às novelas graças à energia gerada por pás de vento.

Parece coisa daquele antigo Fidalgo de la Mancha, simpático mas também equivocado.

Boni confessa manipulação do debate Lula x Collor

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

São Paulo tem dia normal


Dilma, a Ungida

The New Yorker

Até recentemente, o Brasil era um dos países menos educados e mais economicamente desequilibrados do mundo. Agora a economia está crescendo muito mais rapidamente do que os EUA. Vinte e oito milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema na última década. O país tem um orçamento equilibrado, a dívida nacional baixa, quase pleno emprego e inflação baixa. 

É, caoticamente, democrático e tem uma imprensa livre. O Brasil opera de maneiras que fomos condicionados a pensar que são incompatíveis com uma sociedade livre e bem sucedida. Não apenas o Brasil é governado por ex-revolucionários não arrependidos, muitos dos quais, incluindo a presidenta, foram presos por anos por serem "terroristas". O governo central é muito mais poderoso e intrusivo do que  nos EUA. Também é muito mais corrupto. A criminalidade é alta, as escolas são fracas, as estradas são ruins, e os portos mal funcionam. Apesar disso, entre as grandes potências econômicas, o Brasil alcançou um trifeta rara: alto crescimento,  liberdade política e desigualdade em queda. A presidenta, Dilma Rousseff, é uma presença forte. Como parte da VAR-Palmares, ela passou anos na prisão e foi submetida à tortura. Sua primeira grande iniciativa presidencial, Brasil Sem Miséria, lançado em junho, era um programa anti-pobreza radical. 

Os EUA constantemente parecem estar na mente de Dilma: como um exemplo de como não lidar com a crise econômica global. A política no Brasil gira em torno do antecessor de Dilma, Luis Inácio Lula da Silva, conhecido pelos brasileiros e pelo resto do mundo simplesmente como Lula. Nos cinco últimos dos oito anos de Lula como presidente, Dilma foi sua ministra da Casa Civil. Lula a ungiu como sua sucessora em 2010. 

Morre o cineasta britânico Ken Russell

(AFP)
LONDRES — O cineasta britânico Ken Russell, que foi indicado ao Oscar de melhor diretor em 1970 por "Mulheres Apaixonadas" (Woman in Love"), faleceu no domingo aos 84 anos, anunciou seu filho Alex.

Além de "Mulheres Apaixonadas", que deu o Oscar de melhor atriz a Glenda Jackson, Russell também dirigiu "The Devils" (1971), "Tommy" (1975) e o filme de ficção científica "Viagens Alucinantes" ("Altered States") ao longo de uma carreira de quatro décadas no cinema e na televisão.

Nascido na cidade inglesa de Southampton no dia 3 de julho de 1927, Russell serviu na Real Força Aérea e na Marinha Mercante antes de iniciar uma carreira como fotógrafo que rapidamente o levou à BBC, onde durante vários anos se especializou na realização de documentários.

Embora tenha rodado seu primeiro filme de ficção, "French dressing", em 1963, o sucesso não veio até que adaptou o romance de D.H. Lawrence "Mulheres Apaixonadas" (1969), que causou frisson por incluir uma cena de luta entre seus dois principais atores masculinos, Alan Bates e Oliver Reed, completamente nus.

"Antes disso, era um diretor de televisão lúcido e simpático. Agora é um diretor de cinema louco e simpático", disse certa vez Oliver Reed, que voltou a trabalhar com ele em "Tommy".

O sucesso desse filme permitiu a ele se aventurar em trabalhos pseudo autobiográficos que deram a ele uma reputação de excêntrico.

O produtor de cinema e televisão britânico, Michael Winner, saudou a "excepcional contribuição" de Russell à televisão e ao cinema britânicos. "Ele os levou a áreas nas quais nunca havia entrado", acrescentou.

Barbárie fascista cresce a cada dia em São Paulo


iG
Edmilson Alves, de 59 anos, teria sofrido mal súbito ao volante. Participantes de um baile funk espancaram condutor, que morreu no hospital.

Um motorista de ônibus foi espancado no domingo à noite (27), no Jardim Planalto, na zona leste de São Paulo. Edmilson dos Reis Alves, de 59 anos, foi agredido após perder o controle do veículo e bater em um carro. A polícia informou que ele teve um mal súbito ao volante, o que teria feito ele bater o ônibus. A agressão ocorreu na Rua Torres Florêncio e Rielli, altura do número 285.

Perto do local era realizado um baile funk, e cerca de 300 participantes da festa agrediram o motorista. Havia passageiros dentro do coletivo na hora da agressão. O freio de mão do veículo chegou a ser destravado durante o espancamento, o ônibus depredado desceu a rua e bateu em outros dois carros e três motos.
Cerca de 300 pessoas participaram da agressão. Foto: AE
Alves foi socorrido e encaminhado ao Hospital Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A polícia ainda não sabe se em consequência do mal súbito ou das agressões. O caso foi registrado no 69º Distrito Policial. Até o momento, ninguém foi preso.

*com AE

O duplipensar do Estadão

O amor do Estadão pelos países capitalistas centrais é tão grande que ele chega a criar um mundo paralelo onde a crise mundial criada pelo cassino neoliberal vira consequência de uma crise imaginária somente conhecida na marginal Tietê.

Tempestade em Copo D'água?

Vídeo feito por alunos de Engenharia Civil e de Economia da Unicamp, em resposta ao vídeo do movimento Gota D'Água.

Kassab deverá ser alvo de investigação criminal


Caso Controlar pode fazer Kassab responder por crime
Ministério Público afirma que prefeito ajudou a fraudar documento

Político do PSD, que já responde a acusações de improbidade administrativa, nega irregularidades

ROGÉRIO PAGNAN
FALHA DE SÃO PAULO

A decisão de ressuscitar o contrato com a Controlar, responsável pela inspeção veicular, deverá render mais problemas ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD).

Além de responder a um processo na área cível, que já lhe custou o bloqueio de seus bens, o prefeito deverá ser alvo de investigação criminal.

Os promotores Roberto de Almeida Costa e Marcelo Daneluzzi dizem que Kassab cometeu crime ao participar na fraude de um documento essencial na retomada do contrato com a Controlar.

Eles, que encaminharam a denúncia aos colegas da área criminal, baseiam-se no depoimento da funcionária de carreira Regina Fernandes de Barros, diretora do Decont (Departamento de Controle da Qualidade Ambiental).

Ela disse que recebeu pronto, de um assessor direto de Kassab, uma nota técnica que, em tese, legalizava a retomada do contrato em 2008.

Ela afirmou que não sabia que o documento seria utilizado para um aditivo contratual, com efeitos retroativos.

Esse documento era fundamental, dizem os promotores, porque o departamento dela, o Decont, "havia se posicionado pela irregularidade" dessa retomada.

Para os promotores, a nota ajudou diretamente na venda das ações da Controlar, que ocorreu na semana seguinte, porque criou-se um "álibi" de "aparente legalidade" e, dessa, garantiu aos compradores que o contrato bilionário prosseguiria.

A Justiça vê indícios de irregularidades na forma como a gestão Kassab repassou o serviço para a Controlar.

A licitação que escolheu a empresa foi feita na gestão Maluf (1993-1996). Kassab fez parte da sustentação política de Paulo Maluf e foi secretário de Celso Pitta (1997-2000).

Mais de dez anos depois, em 2007, Kassab desengavetou o contrato e decidiu usá-lo, mesmo após uma série de alertas sobre irregularidades feitos pelos próprios técnicos da prefeitura e pelo Tribunal de Contas do Município.

Um parecer, da Secretaria de Negócios Jurídicos, de 2006, recomendou a rescisão.

ÁREA CÍVEL

Na sexta-feira, a Justiça determinou o bloqueio dos bens de Kassab, do secretário Eduardo Jorge (Verde e Meio Ambiente) e de empresas e empresários ligados à Controlar.

Mandou ainda a prefeitura fazer nova licitação para o serviço em 90 dias.

Na área cível, Kassab responde às acusações de improbidade administrativa. Isso pode lhe render a perda do mandato e pagamento de indenização, por exemplo.

Já na criminal, ele deverá responder a lei de licitações e, assim, é passível de dois a quatro anos de detenção.

Kassab diz estar tranquilo porque não há, na visão dele, nenhuma irregularidade.

Quem deve investigar Kassab é um grupo especial ligado ao procurador-geral de Justiça, Fernando Grella, único com competência para investigar crimes de prefeitos.

Presidenta fala sobre o Parapan e a retomada da indústria naval



domingo, 27 de novembro de 2011

Alunos da Unicamp declaram José Serra persona non grata


Em assembleia realizada no último dia 17, os estudantes do Instituto de Economia da Unicamp decidiram propor à Congregação desse Instituto que o ex-governador de São Paulo e seu ex-docente seja considerado persona non grata.

Em nota, os estudantes fazem um resgate histórico da atuação do ex-governador no que diz respeito à educação superior no Estado. Os alunos apontam autoritarismo, contingenciamento de recursos, privatismo, criminalização dos movimentos, entre outras críticas, no na relação de Serra com as universidades paulistas.

“José Serra não só foi contra, de diversas formas e repetidas vezes, a respeitada linha de pensamento heterodoxo do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, na qual ele mesmo lecionou como parte do corpo docente de 1979 a 1983, como também atuou contra, tanto por omissão quanto deliberadamente, o desenvolvimento institucional desta mesma Casa quanto das Universidades Públicas Paulistas como um todo”, diz o texto. 

Leia abaixo:

JOSÉ SERRA: PERSONA NON GRATA
A assembleia dos estudantes do Instituto de Economia da UNICAMP, realizada no dia 17/11/2011, deliberou que o ex-governador José Serra fosse declarado persona non grata deste Instituto. Alguns dos motivos para tal declaração são expostos no texto subseqüente que foi redigido a partir de outra deliberação da supracitada assembleia. 
 
Serra e as universidades paulistas 
Importante conquista para a comunidade universitária como um todo, USP, UNESP e UNICAMP gozam de autonomia universitária desde 1989. Financeiramente a autonomia se dá via um repasse direto de 9,57% do ICMS arrecadado no estado de São Paulo, o que permitiu evitar a política de “pires na mão” do modelo anterior, que sofria sobressaltos de toda ordem já que os recursos eram repassados sob demanda.  
Antes de mais nada, é preciso relembrar o que se passou antes da posse de José Serra no governo de São Paulo: o ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo (do PFL), vetou no último dia útil de seu mandato (29 de dezembro de 2006) o aumento de repasse de verba para as três universidades públicas paulistas (USP, UNICAMP e UNESP) e também para o Centro Paula Souza (responsável pelas faculdades tecnológicas e escolas técnicas). Este aumento tinha sido aprovado pela Assembleia Legislativa depois de pelo menos oito meses de negociação. O repasse previsto seria de 10,43% do ICMS, mas com o veto ficou em 9,57%, uma diferença de cerca de R$ 500 milhões. Segundo declaração1, o ex-governador Cláudio Lembo consultou José Serra antes de tomar a medida afirmando, além disso, que não faltava dinheiro para as universidades públicas e que o problema é a má administração da verba. 
As grandes decisões de interesse comum para distribuição e utilização desse repasse é feita pelo Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (CRUESP), que é sempre presidido por um dos três reitores em forma de rodízio. 
Em 2007, em seu primeiro mês de mandato como governador do estado José Serra criou a Secretaria do Ensino Superior, a qual vinculou as três universidades paulistas. Além disso, nomeou José Aristodemo Pinotti o qual, por decreto, passou a ser o novo presidente do CRUESP, com poderes acima dos reitores das universidades. Seguindo desta ação autoritária e centralizadora houve o contingenciamento de parte dos repasses às universidades (só no primeiro mês, a USP teve uma perda de R$11,5 milhões, a UNESP recebeu apenas R$ 2,4 milhões de R$ 12,7 milhões e a UNICAMP recebeu R$ 5,5 milhões a menos).
Neste contexto houve uma das greves mais cansativas nas universidades públicas paulistas, com ocupação da reitoria da USP e longo embate até que o governo estadual retrocedesse e alterasse o decreto, devolvendo às universidades parte da autonomia que lhes é de direito. 
O pacote privatista cindia pesquisa e ensino, sediava a pesquisa em ilhas, associando-a a empresas, substituía o ensino presencial por telecursos e submetia o todo a critérios empresariais.
Resultou em greves por todo o Estado, na primeira ocupação da reitoria da USP (maio-junho, 2007) e na demissão do secretário Pinotti.
O governo, porém, não desistiu. Passou a priorizar a liquidação do movimento que obstou o primeiro carro-chefe da campanha de Serra à Presidência. Fez a reitoria nomear um investigador de polícia como diretor de segurança da USP no final do ano de 2007. 
Em 2009, durante o período de negociação de pauta unificada, onde são discutidas as correções salariais para as três universidades, José Serra atuou de forma autoritária novamente, enviando a tropa de choque da PM ao campus, a fim de “garantir o livre acesso” à universidade. 
Em janeiro de 2010, José Serra recebeu, em suas mãos, a lista tríplice da USP com os nomes dos três canditados à reitoria que angariaram mais votos dentro da universidade – por tradição e bom senso, sempre foi nomeado o candidato mais votado como reitor tanto na USP, UNESP quanto na UNICAMP. O que sucedeu foi que o candidato mais votado foi preterido em favor de João Grandino Rodas, que deixou a diretoria da Faculdade de Direito da USP (FDUSP) para assumir a Reitoria. 
Recentemente, dia 29 de setembro de 2011, a Congregação da Faculdade de Direito da USP (da qual fazem parte alunos, funcionários e professores) decidiu, de forma unânime, considerar o reitor da USP, João Grandino Rodas, “persona non grata” na escola. Além disso, a mesma decidiu ainda encaminhar ao Ministério Público uma lista de medidas tomadas por Rodas, ex-diretor da faculdade, que julga merecedoras de atenção, entre elas gasto com os boletins com críticas pessoais à faculdade, o fechamento da biblioteca da São Francisco, último ato da gestão de Rodas na unidade, a assinatura de um contrato de gaveta para batizar uma sala de aula com o nome do banqueiro Pedro Conde e a transferência para o gabinete da reitoria de dois tapetes orientais doados pela Fundação Arcadas à direção da faculdade. Além disso, Rodas tem passado de autoritarismo por ter autorizado a entrada da Polícia Militar no campus Butantã da USP em 9 de junho de 2009 para reprimir uma manifestação de funcionários e estudantes e em 2007 por ter chamado a tropa de choque da Polícia Militar para acabar com uma ocupação simbólica da Faculdade de Direito, organizada por movimentos sociais. 
Tendo este resgate histórico em vista, consta que José Serra não só foi contra, de diversas formas e repetidas vezes, a respeitada linha de pensamento heterodoxo do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, na qual ele mesmo lecionou como parte do corpo docente de 1979 a 1983, como também atuou contra, tanto por omissão quanto deliberadamente, o desenvolvimento institucional desta mesma Casa quanto das Universidades Públicas Paulistas como um todo.  
Sendo assim, consideramo-nos obrigados a declarar José Serra como persona non grata desta Casa e encaminhamos, cordial e respeitosamente, o pedido para que seja discutida e avaliada a declaração do mesmo como persona non grata pela Congregação desta Casa.

Kassab manda mensagem aos paulistanos


Mar de lama demotucano cobre SP e RN

PAINEL

RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

Surpresa! Quem acompanhou de perto o processo decisório que levou a Prefeitura de São Paulo a validar o resultado de licitação para inspeção veicular realizada na gestão de Paulo Maluf (PP) atesta: a pressão sobre Gilberto Kassab (PSD) não vinha da Controlar, vencedora do questionado certame, e sim da CCR -que veio a adquirir o controle da Controlar pouco depois da assinatura do contrato com o município.

Conexões 1 Carlos Suarez, ex-sócio da construtora OAS acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público paulista no caso Controlar, tem ligação antiga e estreita com João Faustino (PSDB-RN), suplente do senador José Agripino (DEM-RN) preso na quinta-feira passada em operação que apura fraudes na inspeção veicular (entre outros serviços sob o guarda-chuva Detran) no Rio Grande do Norte.

Conexões 2 Tucanos graúdos se mobilizam intensamente nos bastidores para avaliar a situação e projetar os danos da prisão de Faustino, que foi o número dois do hoje senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) na Casa Civil durante o governo de José Serra.

Impressione seus amigos ao discutir a Primavera Árabe

Pronúncia de Tahrir:



A semana da presidenta em imagens

Homem forte de José Serra está preso em Natal

Brasil 247
João Faustino (esq.), suplente do senador Agripino Maia, foi detido na operação
Sinal Fechado,  que também investiga esquema da inspeção veicular;
ele despachava no Palácio dos Bandeirantes e coordenou a campanha
presidencial  do ex-governador tucano fora de São Paulo
247 – Enquanto a imprensa nacional acompanha os desdobramentos da ação deflagrada pelo Ministério Público Federal que bloqueou os bens do prefeito Gilberto Kassab, em razão de um contrato supostamente fraudulento na área de inspeção veicular, uma ação paralela – e muito mais explosiva – foi deflagrada simultaneamente no Rio Grande do Norte. Nela, foram expedidos 14 mandados de prisão na última quinta-feira. Um dos presos é João Faustino, suplente do senador Agripino Maia (DEM-RN) e uma figura muito, mas muito próxima do ex-presidenciável tucano José Serra. Enquanto Serra foi governador de São Paulo, Faustino despachava no Palácio dos Bandeirantes, como subchefe da Casa Civil, sendo diretamente subordinado ao então chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, que hoje é senador. Quando Serra se tornou presidenciável, João Faustino passou a coordenar as atividades da campanha – inclusive a arrecadação de recursos – fora de São Paulo. O que Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, fazia em São Paulo, João Faustino fazia em outros estados.

Uma nota publicada neste sábado na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, revela que Serra trabalhou intensamente para que João Faustino fosse escolhido como suplente na chapa de Agripino Maia. Serra e Faustino são tão próximos que o político potiguar conseguiu até nomear pessoas da sua mais estrita confiança em cargos comissionados no governo de São Paulo.

As operações do MP em São Paulo e da Polícia Civil, no Rio Grande do Norte, aconteceram de forma absolutamente coordenada. Se, na capital paulista, o MP conseguiu bloquear os bens do prefeito Gilberto Kassab, dando repercussão nacional ao fato, em Natal é que foi desferido o golpe mortal.

Negócio da China

Nas duas cidades, o caso investigado diz respeito à inspeção veicular, num esquema que teria sido criado pela empresa Controlar, do empreiteiro Carlos Suarez, ex-dono da OAS. Em São Paulo, a Controlar teria fechado negócio na gestão Celso Pitta, mas o contrato só foi validado, 12 anos depois por Kassab. Assim, Suarez conseguiu vender a empresa para a CCR, das empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Na transação, segundo o MP, Suarez teria lucrado R$ 170 milhões. Em Natal, por sua vez, o contrato de inspeção veicular, também feito de forma irregular, renderia R$ 1 bilhão aos empreiteiros durante o prazo de concessão.

Não será surpresa se, nos próximos dias, as duas ações – a de São Paulo e a de Natal – se aproximarem mais e mais do ex-governador e ex-presidenciável tucano, José Serra.

sábado, 26 de novembro de 2011

Belo Monte: O Protesto de Rafinha Bastos

Folha: preço dos computadores pode subir no natal. Ou não.


Abaixo-assinado exige que escolha de Merval Pereira para ABL seja anulada por falta de letramento mínimo



Os abaixo-assinados solicitam à Academia Brasileira de Letras a anulação da eleição realizada em 2 de junho de 2011, que resultou na escolha do jornalista Merval Pereira para suceder ao imortal Moacyr Scliar, último ocupante da cadeira de número 31. O pedido baseia-se no flagrante desrespeito ao segundo artigo do estatuto da própria Academia.

"Art. 2º - Só podem ser membros efetivos da Academia os brasileiros que tenham, em qualquer dos gêneros de literatura, publicado obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livro de valor literário."

http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=5

Segundo a própria ABL informa em texto do seu site, o jornalista Merval Pereira publicou somente dois livros em sua longa carreira. O primeiro deles:
"Em 1979 recebeu o Prêmio Esso pela série de reportagens 'A segunda guerra, sucessão de Geisel', publicada no Jornal de Brasília e escrita em parceria com o então editor do jornal André Gustavo Stumpf. A série virou livro com o mesmo nome, editado pela Brasiliense, considerado referência para estudos da época e citado por brazilianistas, como Thomas Skidmore."

http://www.academia.org.br/abl/media/Merval%20Pereira.pdf

Assim, a primeira das duas únicas obras publicadas pelo jornalista Merval Pereira é uma edição em livro de uma série de reportagens. E não se trata de um livro de autor, mas de um parceria, a de um repórter com o seu então editor, situação em que não se pode determinar objetivamente o que é de um escritor e o que é do outro (embora se suspeite que o mérito maior caiba ao editor, como é de costume nesses casos).

Portanto, a despeito do elogio feito ao livro no texto da ABL ("considerado referência para estudos da época e citado por brazilianistas [sic – 'brasilianistas', segundo o 'Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa', da própria ABL], como Thomas Skidmore"), não se pode considerar "A segunda guerra" como uma "obra" na acepção pretendida pelo segundo artigo do estatuto, porque, logicamente, a avaliação do "reconhecido mérito" resta prejudicada neste caso.

Na mesma página da ABL, o texto registra outras participações do jornalista Merval Pereira em livros: artigos inéditos e colunas republicadas em coletâneas de vários autores, apresentações, prefácio e conto. Nenhum livro de sua própria autoria, a não ser "O Lulismo no Poder", lançado em 2010 já com vistas à eleição para acadêmico.

Bastaria esse fato para eliminar a própria possibilidade de participação do jornalista Merval Pereira na disputa pela cadeira 31 da ABL. O estatuto é claro ao se referir a obras de reconhecido mérito (repetindo: "obras", no plural). Ou seja, os acadêmicos deveriam poder estabelecer o mérito do candidato, com precisão e sem possibilidade de erro, lendo obras de sua autoria. Mas o referido jornalista só possui um livro de autoria própria.

E, obviamente, nem se consideraria, no caso de "O Lulismo no Poder", a hipótese do lançamento de sua candidatura para aproveitar a alternativa relativa a "livro de valor literário" (note-se o singular), referida no segundo artigo.

Para eliminar essa possibilidade bastaria uma rápida análise de partes do prefácio escrito pelo próprio autor (itálicos acrescentados à transcrição):

. Metáforas infelizes (para dizer pouco):

"... o desenho do que seria o governo Lula desde os primeiros movimentos foi riscado com tintas mais leves no primeiro mandato, e com pinceladas mais fortes no segundo."

. Escolhas impróprias de termos:

" 'Esse é o meu cara', disse Obama em cena espalhada pelo mundo."

. Locuções verbais deselegantes:

"Da mesma forma, no plano internacional, Lula conseguiu convencer o Primeiro Mundo de que era o único a poder controlar os líderes esquerdistas autoritários, quase ditatoriais, que foram sendo eleitos na América Latina..."

"Quando se afirma como o principal líder de esquerda, para chegar à Presidência em 2002 teve que fazer o mesmo movimento para a centro-direita que já fora feito pelo PSDB, e acaba indo para o interior do país, tornando-se hegemônico no Nordeste."

Repare na, digamos, instabilidade dos tempos verbais.

. Repetições que revelam descuido estilístico:

"Embora já tenha dito mais de uma vez que nunca foi comunista, e que quem tem mais de 40 anos e continua sendo de esquerda tem problemas na cabeça, Lula tem uma formação de esquerda ..."

. Ambiguidade na indicação dos referentes:

"O lulismo passou a ser uma força política baseada nos programas assistencialistas, na classe média ascendente e no carisma de Lula, que passou a ter o PT apenas como instrumento de sua vontade."

Não o carisma de Lula, mas o próprio Lula. A propósito, teria sentido o lulismo basear-se no "carisma de José Serra"? Um bom redator evitaria a redundância. 

Note-se o erro de informação: não se trata de "classe média ascendente", mas de "ascensão de 30 milhões de brasileiros à classe média".

. Denominações impróprias:

"... e ao mesmo tempo, com programas sociais assistencialistas como o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo, deu-lhes a impressão de que pela primeira vez alguém olhava por eles."

Considerar o aumento do salário mínimo como exemplo da categoria "programa social assistencialista" não revela exatamente um raciocínio límpido e preciso.

Ou seria mais um caso de ambiguidade, causada pelo plural?

. Aliterações desagradáveis:

"A Lula interessa manter essa dicotomia, desde que seja ele o elo entre os dois lados, ..."

. O famoso "trenzinho de quês": 

"O mesmo Ministério da Cultura que apresentou em 2003 um projeto que foi considerado pelo cineasta Cacá Diegues uma manifestação stalinista oferece uma nova versão da Lei Rouanet, que tem o mesmo objetivo de direcionar os espetáculos culturais para 'compromissos sociais' que o governo considere adequados ao que imagina para o futuro do país."

Segue o trem:

"Conhecido pela má vontade que tem com a preservação dos bagres e das rãs, que muitas vezes interferem nas grandes obras que sonha construir, Lula..." 

. Parágrafos que não seriam aceitos sequer numa redação do ensino fundamental, como este:

"O Lula hoje entrando no seu último ano de mandato expandido é um político em permanente ascensão popular, com uma votação que vai mudando territorialmente ao longo do tempo, até se transformar no principal líder da esquerda brasileira."

"Mandato expandido" em vez de "segundo mandato"; 

"Permanente ascensão popular" em vez de "contínua ascensão popular" (não há 100% de aprovação que resista a uma ascensão "permanente"); 

"Votação", para um presidente em segundo mandato?; 

"Mudando territorialmente" de onde para onde –- do Brasil para a Argentina, por exemplo?; 

"Até se transformar" –- locução que não combina, em termos temporais, com o princípio "O Lula hoje...": ele já é esse líder, ou ainda o será?

Note-se que esse erro de construção é comum no estilo do jornalista:

"O aparelhamento do Estado, que define a visão de Estado forte do governo Lula, vem (sic) se impondo de maneira crescente até se transformar em uma das bases de sustentação de sua política interna depois da crise financeira internacional de 2008."

. Parágrafos sem unidade, construídos à base de palavra-puxa-palavra:

"Especialmente sob a orientação de Frei Betto, que viria a ser seu assessor especial no Palácio do Planalto, deixando o governo desiludido (sic) com os rumos tomados pelo que deveria ser o programa estruturalmente transformador do governo Lula, o Fome Zero, substituído pelo Bolsa Família, de cunho acentuadamente assistencialista, sem grandes preocupações com mudanças estruturais da sociedade."

. Barbaridades lógicas, como as autocontradições óbvias, não percebidas pelo próprio autor por causa do afã na enumeração de críticas a seu alvo político predileto:

"Suas políticas de transferência de rendas (sic), embora não tenham alterado estruturalmente a sociedade brasileira, tiraram milhões de cidadãos da miséria e fortalecerama classe média, que passou a incluir a maioria da população."

Como alguém consegue mudar a estrutura das classes sociais sem mudar estruturalmente a sociedade é um mistério que não foi explicado nas colunas do livro.

Pior. Mais adiante, o jornalista afirma sobre o programa efetivamente responsável por essa mudança estrutural:

"... [o] Bolsa Família, de cunho acentuadamente assistencialista, sem grandes preocupações com mudanças estruturais da sociedade."

. Afirmações que beiram o ridículo:

"Conhecido pela má vontade que tem com a preservação dos bagres e das rãs, que muitas vezes interferem nas grandes obras que sonha construir, Lula ..."

. "Explicações" desprovidas de qualquer valor intelectual ou científico:

"... a ajuda do destino, quase um pleonasmo em se tratando da sua carreira".

. Análises políticas de um simplismo espantoso:

"Já se disse que o líder populista se diferencia do estadista porque o primeiro pensa na próxima eleição, enquanto o outro pensa na próxima geração. Lula é um político do primeiro tipo, tem uma visão de curto prazo que supera suas preocupações com o futuro, exceto quando se trata de si mesmo."

Ou seja, o presidente que, pela primeira vez, fez do "país do futuro" um país do presente, na visão da mídia internacional, é justamente aquele que tem "visão de curto prazo" e que não "pensa na próxima geração".  

. Erros profissionais ressaltados pelo próprio jornalista, conhecido por suas previsões que não abandonam a esfera da imaginação pessoal –- não exatamente um exemplo de "reconhecido mérito" profissional:

"A seleção de colunas não pretende ser um trabalho de historiador, mas um registro a quente da história em tempo real, um trabalho jornalístico que muitas vezes peca pelo registro apressado dos acontecimentos ou pelas previsões que não se concretizam."

Mais: "...deixei no livro colunas que anteciparam situações que não se concretizaram e análises que não se confirmaram."

http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2010/10/Introdu%C3%A7%C3%A3o-Do-petismo-ao-Lulismo.pdf

Mérito, por favor.

Os fatos descritos acima provam que a eleição do jornalista Merval Pereira para a cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras deu-se em total desacordo com o segundo artigo do estatuto da instituição. A decisão, portanto, não deve ser referendada pela Academia, sob pena de suspeita de favorecimento a um dos candidatos.

Caso a ABL decida manter o resultado da votação, a instituição fica, desde já, obrigada a vir a público e esclarecer qual é a utilidade real do segundo artigo do seu estatuto, ou então em que pontos do único livro atribuído exclusivamente a Merval Pereira se encontra o "valor literário" exigido por aquele artigo como pré-requisito para a participação do candidato.

Os abaixo-assinados também solicitam à Academia Brasileira de Letras o estabelecimento da proibição de candidaturas de não-escritores que tenham lançado um livro somente para concorrerem a uma cadeira na ABL, deixando claro aos pretendentes que o segundo artigo do estatuto refere-se a "obras", e não apenas a uma obra individual.

A verdade sobre Belo Monte e sobre a gente


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Terra Magazine
Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo

A verdade surge do entrevero, como dizia a minha pampeana avó Jovita. A minha avó Jovita podia ser um tanto assustadora, mas era sábia, agora eu sei.

E, na semana passada, eu tirei sarro dos bonitinhos da Globo dizendo aquelas coisinhas de teleprompter no vídeo contra Belo Monte. Tirei sarro do que eles diziam e do jeito que diziam, porque já que gosto de gente falando o que sabe, detesto gente dando texto. Pronto, caiu o mundo.

Uma das críticas foi a de que eu teria sido deselegante para com os globais. Pois eu discordo, embora um neto da minha avó Jovita pouco se importe com as aparências. Eu poderia ter sido menos elegante e ter falado que eles mentem. No vídeo eles dizem barbaridades, como a afirmação de que o lago vai alagar o Parque do Xingu (que fica no Mato Grosso, a 1300 km dali), que o lago formado vai alagar 640 km2 de floresta (são 516 km 2, e mais de 2/3 da área já são o curso do rio ou desmatados), que tribos indígenas vão ser desalojadas (não é verdade) e que o dinheiro que financia a obra vem dos nossos impostos, o que de novo é mentira, porque o dinheiro do BNDES não vem de impostos, como sabe qualquer um que queira saber e não falar besteira em público.

Ou os atores foram ingênuos ou mentirosos, e eu até fico com a primeira hipótese, que combina mais com o psiqué du rôle deles. Mas alguém construiu uma mensagem mentirosa para tungar milhares de assinaturas de pessoas como você, sinceramente interessadas no país e no futuro. O que você acha disso?

Outros me dizem que o certo é "ouvir os muitos cientistas que se pronunciam a respeito do assunto". Eu, louco por verdades que sou, recebo essa pérola de um doutor em meio-ambiente que vive na Catalunha (e me chamou de ignorante em tudo) "...A energia eólica nao somente fica na beira da praia e estraga o visual, isso é uma falta de informação. Em Osório, no sul do país, encontra-se um dos maiores parques eólicos do Brasil, e tudo isso nas montanhas."

O nobre doutor não sabe que eu estive no local em agosto, e olhem a tal eólica nas montanhas:
Então, caros leitores, dá pra confiar na isenção de alguém e na sua capacidade de produzir verdades por ele ter um doutorado em alguma coisa? Se ele gosta de verdades tanto quando o doutor acima, quanto adianta ouvir o que ele diz, se queremos verdades?

E essa é a questão: queremos a verdade ou queremos chupeta?

O Manuel, aqui em casa, com duas semanas de vida já sabe a diferença entre uma e outra. A verdade exige bem mais esforço, mas dela sai leite. A chupeta é fácil, e engana, por um tempo, mas ele precisa mesmo é do leite.

Os globais do vídeo ficaram enchendo a gente de chupeta. "Pra que hidroelétrica, tem solar, tem eólica". Um sujeito que não sabe pra que lado fica o Xingu, sabe o que eólica ou solar representam ou podem representar hoje? Você colocaria o seu destino e o do país na cabeça dessa gente? Somos bebês? Vocês são, caros leitores? Vocês acreditam mesmo em verdades fáceis e almoços grátis?

Claro que um projeto de hidrelétrica na Amazônia é um projeto de hidrelétrica na Amazônia. Claro que algo desse porte vai levar muita gente para lugares que já são disfuncionais hoje. Claro que o lago formado vai ter impacto, algo difícil de avaliar. Tomando como comparação Itaipu, parece que os ganhos superaram as perdas, e elas incluem as Sete Quedas. Sem Itaipu, nossa história seria outra, e bem mais carbônica, não? Gente vai ser movida pra lá e pra cá, o que acontece o tempo inteiro, porque nenhum lugar permanece estagnado e igual para sempre. Para alguns, vai ser bom, para outros, não. Afetados por isso tudo somos os 190 milhões, ainda mais se ficarmos sem energia suficiente, a única coisa, salvo perder a Copa de 2014 na final e em casa de novo, capaz de acabar com a gente.

Querem um santuário, criem um santuário. E se a nação decidir, depois de muito debate, tornar a Amazônia um santuário, que assim seja. Mas quem vai explicar isso para os vinte milhões de habitantes que já estão lá? Querem que o Brasil deixe de ser injusto com os indígenas? Querem devolver o país a eles, a única forma de corrigir a injustiça essencial? Ok, vamos pra onde?

Não existe almoço grátis. Verdade, certamente, tem custo.

A questão real e que me aflige, ainda mais com um filho de apenas duas semanas e que vai herdar esse século, é a nossa incapacidade para debater e buscar a verdade. Fracassamos vergonhosamente em uma decisão tão simples quanto a da proibição das armas. Seríamos incapazes hoje de debater e decidir de maneira inteligente e verdadeira sobre questões de igualdade e os direitos de minorias. Sobre a reforma política. Sobre o sistema educacional. Sobre as drogas. Sobre o importantíssimo Código Florestal. Sobre a eticamente complexíssima questão do aborto.

Somos incapazes porque somos seduzidos por chupetas, em nossa busca da verdade. Fracassamos porque, em uma era de tanta informação, afundamos nos preconceitos e cedemos aos discursos maniqueístas e reducionistas.

Eu quero acreditar em mim e em vocês, em nossa capacidade de sermos maiores do que a nossa própria miopia. Eu quero tanto que vou compartilhar o infalível método Avó Jovita de localizar a verdade, onde quer que ela esteja, baseado em um conceito muito simples: a verdade dói.

Querem ver? Não, mulheres não são mais sensíveis do que os homens. Não, Deus não vai garantir o seu sucesso simplesmente porque você paga o dízimo. Aliás, ele nem existe, ao menos não do jeito que venderam pra você. Sim, a homeopatia não passa de uma besteira. Não, o Gremão não é imortal. Sim, precisamos e muito de energia, e sim, hidrelétricas estão, longe, entre as melhores soluções, ao menos até a cientista nuclear Denise Richards inventar a fusão a frio. Sim, países ricos têm melhores condições de enfrentar e vencer as sérias questões do ambiente, e esse é um bom motivo para trabalharmos para o Brasil prosperar. Sim, o atual modelo de produção precisa ser trocado por outro. Não, ainda não sabemos como fazer isso. Não, ele não quer ser seu amigo. Não, ela não ama você.

Viram? Fácil. Agora vão lá fora e apliquem o método. Afastem as chupetas e leiam a Veja e a imprensa de verdade com o cuidado de quem busca bola em espinheiro, sabendo que nos espinhos estará a verdade. A verdade dói, sim, mas ainda é a única forma de sairmos dos buracos em que nos enfiamos ou nos enfiam. Ela dói, mas cura, que nem mercúrio-cromo. Saudades do mercúrio-cromo. Saudades da minha avó que nunca, nunca mesmo, mentiu pra mim.

Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe", publicados pela editora Projeto.

iG demite jornalista e contrata vidente


O contrário de vazio


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Justiça determina sequestro dos bens de Kassab


Justiça de São Paulo decreta o sequestro dos bens de Gilberto Kassab
Além do prefeito, o secretário de Verde e Meio Ambiente também foi atingido pela sentença; o juiz Domingos de Siqueira Frascino determinou um prazo de 90 dias para nova licitação

Marcelo Godoy, de O Estado de S.Paulo

A Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira, 25, o sequestro dos bens do prefeito Gilberto Kassab (PSD), do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), de treze empresários e de seis empresas, entre elas a Controlar e a CCR.

A decisão foi tomada pelo juiz Domingos de Siqueira Frascino na ação civil proposta na quinta-feira, 24, pelo Ministério Público (MP) na 11ª Vara da Fazenda de São Paulo, na qual a promotoria aponta a existência de uma fraude bilionária no contrato da Inspeção Veicular Ambiental de São Paulo.

Na liminar, o juiz negou o pedido do MP para afastar o prefeito do cargo. Ao mesmo tempo, determinou a manutenção da inspeção veicular por considerá-la importante para o meio ambiente, mas fixou um prazo de 90 dias para a Prefeitura fazer uma nova licitação afim de romper o contrato com a Controlar por causa dos crimes, das ilegalidades e irregularidades apontadas pelo MP.

Ninguém escreve ao sociólogo


Convites de R$ 1 mil para jantar com FHC estão encalhados  

O PSDB de São Paulo está com dificuldade para vender os convites de R$ 1 mil para um jantar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, programado para o dia 5 de dezembro, em Higienópolis.

Por enquanto, só 100 dos 500 convites foram vendidos. O evento está sendo organizado pelo diretório estadual para arrecadar fundos para o partido.

Na próxima semana, os tucanos farão uma força-tarefa para desencalhar os convites.

Fóssil de dinossauro gaúcho com 228 milhões de anos é encontrado


 Outro gaúcho 

Animal foi classificado como um parente próximo dos saurópodes.
Restos da espécie 'P. barbarenai' foram achadas por brasileiro em 2004.
Mário Barra

Corredor, bípede, carnívoro e extremamente antigo. Palavras possíveis para explicar o animal que deu origem a um fóssil descoberto pelo pesquisador brasileiro Sergio Furtado Cabreira, em 2004. Descrito recentemente em uma revista científica alemã, o bicho só não deixa dúvidas quanto a sua "nacionalidade": ele era gaúcho, já que perambulava pela região onde atualmente fica a cidade de Agudo, no centro do Rio Grande do Sul, há longínquos 228 milhões de anos.

Expostos publicamente pela primeira vez em 2006, os restos do dinossauro foram tombados pelo Museu de Ciências Naturais da universidade gaúcha. Agora, o registro científico e a descrição do animal estão disponíveis em um estudo divulgado em 15 de novembro na revista especializada alemã "Naturwissenchaften" (ciências naturais, em alemão).

O nome do dinossauro dá pistas sobre o local onde habitava: Pampadromaeus barberenai. A primeira parte significa "corredor dos pampas". A segunda é uma homenagem ao paleontólogo Mário Costa Barberena.

Em entrevista ao G1, o descobridor conta que o fóssil corresponde a ossos de apenas um único indivíduo. "Parece um dinossauro que morreu há apenas meses", vibra Cabreira. "Nós temos praticamente todo o crânio, vértebras, ossos dos membros."

Os restos mortais do P. barberenai podem ser um dos mais conservados do mundo. "Os ossos não sofreram alterações de volume, comuns durante fossilizações", diz o paleontólogo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, no Rio Grande do Sul.

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Moody’s corta "rating" da Hungria para "lixo"


Carla Pedro 

Agência de notação financeira retira o grau de investimento à dívida de longo prazo da Hungria devido ao pedido de ajuda à UE e ao FMI.

A qualidade da dívida soberana da Hungria deixou de estar no grau de investimento. Quinze anos depois de a manter neste patamar, a Moody’s cortou-a agora para “lixo”, um nível que já pertence ao chamado grau especulativo e em que se considera que existe um elevado risco de o país não cumprir integralmente os seus compromissos financeiros.

A dívida de longo prazo da Hungria foi reduzida em um nível, de ‘Baa3’ para ‘Ba1’, anunciou a Moody’s em comunicado. A perspectiva é “negativa”, o que significa que poderá voltar a haver cortes.

A justificar esta decisão está o pedido de ajuda à Comissão Europeia e ao FMI feito oficialmente no início desta semana pela Hungria. 

“O principal motivador do corte de hoje está na incerteza em torno da capacidade do governo húngaro para cumprir as suas metas de consolidação orçamental e de redução da dívida pública”, sublinha a agência de notação financeira.

Recorde-se que a Hungria está no último nível do grau de investimento nas classificações da Fitch e da Standard & Poor’s.

Na sexta-feira passada, o Ministério húngaro da Economia referiu que o país pretendia negociar um “novo tipo” de cooperação com o FMI e a EU, o que acabou por ser oficializado no início desta semana. “A economia húngara tem sido financiada através dos recursos do mercado. Não dependemos da boa vontade de terceiros. A era da renovação acabou e está prestes a começar a era do crescimento. Para tal, temos de recorrer a todos os instrumentos possíveis”, referia a nota do Ministério, citada pela Bloomberg.

“Para atingirmos este objectivo, o governo iniciou negociações com o FMI e com a UE para delinear um novo tipo de cooperação que possa promover o crescimento económico da Hungria, em vez de medidas de austeridade”, salientava o mesmo documento.

A Hungria poderá chegar a acordo com os grupos da UE e do FMI “nos primeiros meses do ano”, referiu ainda o Ministério da Economia. O país quer “garantias” por parte do FMI de que a sua capacidade de formular a sua própria política económica não será condicionada, afirmou por seu lado o primeiro-ministro Viktor Orban, em declarações à rádio MR1.

O governo da Hungria – o Estado-membro mais endividado de entre os países da Europa de Leste – recuou assim na sua política de rejeitar ajudas adicionais. Isto porque a moeda local, o forint, caiu para um mínimo histórico face ao euro, ao mesmo tempo que os juros da dívida soberana dispararam.

As “yields” em todos os prazos têm estado a superar a temível barreira dos 7% (que levou outros Estados-membros a pedirem ajuda externa), se bem que em Junho de 2009 – em plena crise mundial - tenham estado nos 14,35% na maturidade a 3 anos e acima dos 12% no prazo a 10 anos. 

Hoje, os juros da dívida soberana da Hungria estiveram acima dos 8% em todas as maturidades. Desde que a Grécia pediu ajuda à UE e ao FMI, em Maio de 2010, os juros da dívida pública da Hungria têm estado sob pressão. 

A contribuir para este pedido de ajuda preventiva por parte da Hungria estará também o facto de a Standard & Poor’s ter ameaçado há duas semanas que poderia cortar o “rating” da dívida de longo prazo deste país para “lixo” ainda este mês.

Uma linha de crédito preventiva é a mais recente linha de ajuda do FMI, introduzida em Agosto do ano passado, sendo atribuída a países com fundamentais fortes e políticas sólidas, recorda a Bloomberg. Esta linha de crédito impõe menos condições do que um empréstimo “stand-by” – que foi concedido à Hungria em 2008 para evitar um “default” durante a chamada Grande Crise que teve início nos EUA com o desmoronamento do mercado do “subprime” (créditos hipotecários de alto risco).
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