quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Crime sem mandante, corrupção sem corruptor

Por Sergio Lirio
CartaCapital

Inspirado pelo texto de Paulo Henrique Amorim (Leia AQUI), que reproduzimos neste site, faço um adendo à decisão da Justiça Federal de livrar o banqueiro Daniel Dantas do crime de espionagem e formação de quadrilha no caso Kroll.

O Brasil é um país onde crimes não têm mandantes e corrupção não tem corruptores, só corruptos.


Relembrem a dificuldade em levar a júri os fazendeiros que contrataram o assassino de Dorothy Stang, como se o matador tivesse acordado um dia e decidido por livre e espontânea vontade prestar um “serviço público: livrar os pobres fazendeiros paraenses da religiosa cri-cri.

O mesmo se dá agora. Certamente o pessoal da Kroll condenado pela Justiça decidiu espionar os desafetos e concorrentes de Dantas à revelia (quem sabe contra a vontade) do banqueiro. Imagino a cena: o dono do Opportunity exige de forma veemente que os serviços sejam prestados dentro dos limites da lei, mas acaba enganado pelos inconfiáveis arapongas, ávidos por bisbilhotar a vida de gente que eles mal conhecem. A inocência é uma característica da beatitude – e serve bem à intenção de muitos de transformar Dantas em um santo.

Por fim: basta qualquer investigação, no Congresso ou na Polícia Federal, se aproximar dos nomes dos corruptores privados para que a apuração seja sumariamente enterrada. Esta é, aliás, a forma mais eficiente de acabar com uma CPI.

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1 comentários:

walter melo disse...

vc queria o que???
num país em os juízes são como "deuses", nada lhes acontece por mais corrupto que seja. não tem como. ou se corrige essa aberração de algumas pessoas serem mais importantes do que outras ou não teremos NUNCA justiça nesse país.

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