segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A mídia-lixo


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2 comentários:

Jbmartins-Contra o Golpe disse...

Rede globo é expulsa em protesto, estou de alma lavada, a rede gobo tem que repensar suas atitudes. no link e video... http://rionews.ws/?p=17674

alex disse...

PÁ DE TERRA SOBRE O JORNALISMO BRASILEIRO

CASO PINHEIRINHO

“Reportagem revela uma história escabrosa”

Por Luciano Martins Costa em 13/02/2012 - Observatório da Imprensa

A revista CartaCapital desta semana mata a charada do Pinheirinho e cria um desafio do qual os grandes diários de circulação nacional não podem escapar, sob pena de lançarem mais uma pá de terra sobre o jornalismo brasileiro.
CartaCapital fez apenas o óbvio: foi investigar a verdadeira história do terreno, na cidade de São José dos Campos, cuja desocupação, autorizada pela Justiça, produziu cenas de violência contra cerca de 1.500 famílias sem moradia legal.
A conclusão é simples: a omissão das autoridades, a decisão judicial e a operação policial compõem um conjunto no qual o Estado se coloca a serviço do notório especulador Naji Robert Nahas, contra os direitos mais fundamentais de milhares de brasileiros.
Tese da legalidade
Na madrugada de 22 de janeiro, um domingo, ou seja, há menos de um mês, a Polícia Militar irrompeu no terreno ocupado irregularmente e retirou os moradores de suas casas, tangendo-os para fora do perímetro da propriedade. Em seguida, máquinas contratadas pelos administradores da massa falida da indústria de café Selecta, suposta proprietária, arrasaram as casas, destruindo móveis, utensílios domésticos, documentos e recordações daquela gente.
Houve muita controvérsia, movida essencialmente por cidadãos indignados através das redes sociais. Na chamada grande imprensa, um silêncio apenas quebrado aqui e ali por manifestações esporádicas de articulistas. Num desses artigos, publicado numa quarta-feira, 1/2, na Folha de S.Paulo, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurou defender o governo paulista batucando na tese da legalidade da ação policial.
Em outra manifestação, publicada em 6/2, a secretária de Justiça Eloisa de Souza Arruda também defendeu a desocupação, em entrevista ao Estado de S.Paulo, dizendo, entre outras coisas, que as autoridades apenas cumpriram a lei e que os ocupantes do Pinheirinho “sabiam que estavam em propriedade alheia” e nunca pagaram os impostos. (No caso, o “alheio” se refere ao suposto proprietário, o especulador Naji Nahas e ou seus credores.) Declarou também que “por trás da massa falida (de Naji Nahas) tem funcionários de empresas que esperam há anos seus débitos trabalhistas”.
A imprensa tendeu a apoiar a tese da legalidade da ação policial, omitiu de seus leitores os abusos cometidos por PMs e seguranças particulares depois da desocupação e esqueceu o assunto.
A serviço de Nahas
Dizíamos, neste Observatório, na terça-feira (7/2, ver “Os direitos de uns e de outros”), que “um jornalismo decente iria comparar o caso Pinheirinho com a presteza da Justiça e a sanha policial na reintegração de posse de terrenos públicos, por exemplo. Uma pauta minimamente honesta iria buscar as diferenças de tratamento que a Justiça e a polícia dão, por exemplo, a casos como o de Pinheirinho e os das ricas propriedades de veraneio que ocupam terrenos da Marinha ou invadem trechos da Mata Atlântica em todo o litoral do país”.
Pois bem: CartaCapital acaba de demonstrar que a pressa da Justiça em mandar devolver o terreno à massa falida da Selecta tem muitos aspectos suspeitos. Os repórteres da revista realizaram o trabalho que o resto da imprensa brasileira não soube ou não quis fazer: foram examinar a história do terreno que é reclamado por Nahas e descobriram fortes indícios de que a Justiça foi vítima ou cúmplice de um típico “cambalacho”.
ÍNTEGRA: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/reportagem_revela_uma_historia_escabrosa

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