quinta-feira, 26 de abril de 2012

Globo, Abril e Folha se unem contra CPI da mídia

PRINCIPAIS GRUPOS DE COMUNICAÇÃO FECHAM PACTO DE NÃO AGRESSÃO E TRANSMITEM AO PLANALTO A MENSAGEM DE QUE PRETENDEM RETALIAR O GOVERNO SE HOUVER QUALQUER CONVOCAÇÃO DE JORNALISTAS OU DE EMPRESÁRIOS DO SETOR; PORTA-VOZ DO GRUPO NA COMISSÃO É O DEPUTADO MIRO TEIXEIRA; NA INGLATERRA, UM PAÍS LIVRE, O MAGNATA RUPERT MURDOCH DEPÔS ONTEM
Quadrilha
 Brasil 247

Há exatamente uma semana, o 247 revelou com exclusividade que o executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril e ex-presidente da Febraban, foi a Brasília com uma missão: impedir a convocação do chefe Roberto Civita pela CPI sobre as atividades de Carlos Cachoeira. Jeitoso e muito querido em Brasília, Barbosa foi bem-sucedido, até agora. Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, não constam o nome de Civita nem do jornalista Policarpo Júnior, ponto de ligação entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. O silêncio do PT em relação ao tema também impressiona.

Surgem, aos poucos, novas informações sobre o engavetamento da chamada “CPI da Veja” ou “CPI da mídia”. João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, também aderiu ao pacto de não agressão. E este grupo já tem até um representante na CPI. Trata-se do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

Na edição de hoje da Folha, há até uma nota emblemática na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães. Chama-se “Vacina” e diz o que segue abaixo:

“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas. O PT tenta levar parte da mídia para o foco da investigação”.

O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira. Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais.

Inglaterra, um país livre

Pessoas que acompanham o caso de perto estão convencidas de que Civita e Policarpo só serão convocados se algum veículo da mídia tradicional decidir publicar detalhes do relacionamento entre Veja e Cachoeira. Avalia-se, nos grandes veículos, que a chamada blogosfera ainda não tem força suficiente para mover a opinião pública e pressionar os parlamentares. Talvez seja verdade, mas, dias atrás, a hashtag #vejabandida se tornou o assunto mais comentado do Twitter no mundo.

Um indício do pacto de não agressão diz respeito à forma como veículos tradicionais de comunicação noticiaram nesta manhã o depoimento de Rupert Murdoch, no parlamento inglês. Sim, Murdoch foi forçado a depor numa CPI na Inglaterra – não na Venezuela – para se explicar sobre a prática de grampos ilegais publicados pelo jornal News of the World. Nenhum jornalista, nem mesmo funcionário de Murdoch, levantou argumentos de um possível cerceamento à liberdade de expressão. Afinal, como todos sabem, a Inglaterra é um país livre.

O Brasil se vê hoje diante de uma encruzilhada: ou opta pela liberdade ou se submete ao coronelismo midiático.

5 comentários:

Anônimo disse...

Antes do comentario, uma considera-
ção:

Miro Teixeira,que decepção!
Vassalo a serviço dessa cepa purulenta e pútrida!

Mais do que nunca, até pela noticia
apresentada, deveria ser criada não
só uma CPI, mas um "auto-de-fé"
sobre o Pig,legitimo herdeiro da
ditadura,cuja lider das górgonas
é esse monstro scylla(vide odisseia)chamado globo.
Quem vai ser o "ulisses" a enfrentar a "demorada e amarga
viagem de volta à itaca?"
O Dr. Ulisses partiu há 20 anos,
quem se habilita?

H.Pires disse...

A principio, necessário se faz aguardar para ver a veracidade desse assunto. Por vezes a pressa nos faz errar. Mas, a se confirmar(A SE CONFIRMAR INSISTIMOS) ficam as perguntas que, sem duvida poderão ser respondidas pelo SR. MIRO "LE PEN" TEIXEIRA, frequentador do Instituto Millenium e outros Institutos similares. Ou não? Responda ai seu MIRO LE PEN PORTA VOZ: Qual seria a retaliação? Seria "retaliação" a bala ou a bomba? Seria "retaliação" com ou sem assassinatos? Algum militar já se dispos a ajuda-los? Seria um golpe de estado Sr. porta voz MIRO LE PEN? Os srs. ficaram sabendo do assassinato de um jornalista no Maranhão? Para o PDT: O que existe por trás disso, dessa "retaliação"? Voces compactuam com algum golpe de estado PDT? Os srs. já tem noção de quantos ASSASSINATOS IRÃO OCORRER? Já existe pessoas marcadas para morrer? O PDT, junto com a direita midiatica, irá obter INFORMAÇÕES SOB TORTURA, IGUAL EM 1964? Perguntas a serem respondidas a luz do sol e de MANEIRA OFICIAL. Ou não? IMPORTANTE: QUALQUER DUVIDA SOBRE AS PERGUNTAS FEITAS, FORAM BASEADAS NA MATÉRIA DO 247. Procede?

Lilica disse...

Mais do que já é retaliado? Caracas!
Pô, mas e a montoeira de gravações envolvendo o tal Policarpo da Veja? O cara não vai ser chamado? Campanha no twitter, campanha na rua, na blogosfera para não deixar esses caras calarem a CPI gente! Se isso acontecer vai ser o fim!

Anônimo disse...

Não podia quebrar o sigilo da fonte quando havia Lei de Imprensa. Como ela foi cassada pelo Supremo e ainda não foi regulamentada então não existe garantia constitucional nenhuma. Balela que o Pig agora puxa.

Anônimo disse...

Miro Teixeira? E os grampos dele falando com o Beira Mar? porque a PF não libera? Vai ser representante dos quadrilheiros da mídia? Como assim? Esse pessoal tá louco? Miro ganhou 5 milhões do Beira Mar na campanha dele de 2002! Vai falar o quê na CPI esse louco presunçoso?

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